Mostrando postagens com marcador Indiferença. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indiferença. Mostrar todas as postagens

O que diferencia minha Igreja?


          Porque você compra nesta loja e não na outra? Pense um pouco. Pode haver muitas razões. Talvez esta seja mais barata, ou é mais perto de sua casa ou simplesmente se acostumou a encontrar as coisas que quer nesta aqui. Mas o que diferencia as lojas? Pense bem. Basicamente todas têm as mesmas coisas. E se analisarmos bem, veremos que as diferenças de preços nem são tão grandes. Então, porque vamos a esta e não a outra? Na verdade tem a ver com tratamento. Regra geral a diferença entre uma loja e outra é a forma de tratar os clientes e todos sabemos isso implicitamente.
          Pense em seu retrospecto. Já teve experiências más numa loja, ou restaurante? Foi mal atendido, houve falta de interesse em ajudá-lo, demoraram muito para o servir, foram até rudes nas respostas? E o que aconteceu? Você nunca mais voltou e provavelmente contou a várias pessoas sobre o assunto. Falo por mim. Há várias grandes lojas de material electrónico e informático em Lisboa, mas há uma dessas onde nunca vou. Seus preços são bons, sua localização é excelente, sua organização é eficaz, mas fui mal atendido lá por duas vezes. Simplesmente não volto.
          O que diferencia as igrejas? Pense bem antes de responder. Pode ser que fique mais perto de sua casa, ou gosta das pregações do pastor, ou tem um estilo de louvor que o agrada. Mas se meditar bem verá que provavelmente a sua igreja de escolha tem a ver com as pessoas. Provavelmente escolheu sua igreja por causa dos relacionamentos. Encontra ali amigos, parentes, conhecidos de longa data e gosta da relação que tem com eles. Se foi a uma igreja que é até boa, bonita, com bom culto e um bom pregador, mas foi mal recebido, não fez contato com as pessoas e não se sentiu acolhido, dificilmente vai permanecer.
          Por favor, me entenda bem. Não estou dizendo que as igrejas são como lojas e que somos vendedores de produtos religiosos. Não é essa minha convicção ou entendimento. Mas a verdade é que a vida é feita de relacionamentos e as igrejas também. O que de diferencia mais significativamente uma igreja de outra acaba por ser a maneira como a membresia se relaciona. Jesus nos deixou uma regra básica para os relacionamentos em Mateus 7:12, “Aquilo que quereis que os outros vos façam, fazei-lhos vós também a eles”. Desde o século XVII que este texto é conhecido como a regra de ouro. Jesus está dizendo que devemos 1º- pensar em como queremos ser tratados e 2º- começar a tratar os outros assim. Pensemos então em como queremos ser tratado para pensarmos em como devemos começar a tratar os outros.
          Eu quero ser incentivado. Paulo explicava a necessidade de incentivo na igreja da seguinte maneira: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade e assim transmita graça aos que ouvem” Efésios 4:29. Eu preciso de palavras assim. Preciso de incentivo na caminhada, de consolo nas lutas, de ânimo nas dificuldades, de conforto nas perdas. Eu quero receber palavras que me coloquem para cima, que me sirvam de força para continuar. Gosto de estar perto de pessoas que me tratam assim. Naturalmente me aproximo delas e procuro ouvi-las porque sei que sairei animado. Suas palavras são bênção.
          Se preciso de incentivo e quero ser incentivado então devo começar por incentivar os outros. Ser conhecido por uma pessoa que tem sempre uma palavra de reconhecimento e ânimo. Notemos bem que não há aqui incentivo para bajulação ou elogio interesseiro. Devo partir dos princípios que 1º- todos são criados a semelhança de Deus e têm características que devem ser reconhecidas e valorizadas e 2º- dar esse tipo de incentivo e valorização é ensino direto do Senhor. Todos precisam de ser estimados e reconhecidos. Todos temos essa necessidade. Onde as pessoas deveriam encontrar isso? Na família de Deus, na Igreja de Cristo. Uma comunidade onde as pessoas se valorizam, se elogiam e se animam mutuamente.
          Eu quero ser perdoado. Não sou perfeito. Falho por vezes nas palavras, outras vezes nos atos, muitas vezes nas atitudes. Mas quando falho não significa que não tenho valor e ou que sou detestável. Peco porque sou humano e apesar de lutar contra o pecado ainda não estou livre de sua presença. Sou o primeiro a reconhecer minhas fraquezas e a lamentar meus erros, Mas quando falho preciso e desejo ardentemente ser perdoado. Não preciso que me desculpem ou que passem a mão sobre minha cabeça. Pode ser que por vezes precise mesmo de exortação e correção. Mas preciso mesmo é de perdão, primeiro de Deus e depois de meus irmãos.
          O ensino bíblico é claro quando diz “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” Efésios 4:32. Todos erramos, todos pecamos e todos precisamos de perdão. A falta de perdão é barreira inultrapassável nas relações e tem destruído casamentos, famílias e igrejas sem conta. A falta de perdão pressupõe sempre certa vaidade, orgulho e falta de auto análise, mas a verdade é que é difícil perdoar daí que a Palavra fale tanto disso. Na igreja vivemos em comunidade e é natural que surjam atritos, desentendimentos, diferenças de opinião. Também acontecem coisas menos bonitas e por vezes somos magoados sériamente. O ensino bíblico me diz que devo tratar os outros como quero ser tratado. Eu preciso e quero perdão. Devo então perdoar, de modo rápido e completo. Lançar sobre Deus minhas ansiedades e abrir mão de qualquer sentimento de vingança ou ressentimento. Essa atitude será bênção em primeiro lugar para mim mesmo e depois para a igreja de Jesus.
          Eu quero se Compreendido. Gosto que me ouçam com vontade. Aprecio quando me dão atenção concentrada e posso ver nos olhos do outro um desejo genuíno de me escutar. Fico deliciado quando verifico que alguém que me ouve mostra entender minha situação, compreende meu estado de espírito ou meus dilemas. Pode ser até que essa pessoa nem saiba muito o que me dizer ou como me aconselhar, mas o simples facto de ser ouvido e compreendido me abençoa tremendamente.
          Quem não precisa de um ouvido amigo ou de um ombro para chorar de vez em quando? Paulo incentivava a igreja nesse sentido quando escrevia “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” Romanos 12:15. Que bênção! Todos temos a experiência terrível de ter que desabafar e não saber com quem. Mas também creio que a maioria já teve a alegria (nem sempre tão frequente quanto gostaríamos) de encontrar alguém que nos ouviu com atenção irrestrita e nos deu momentos preciosos de comunhão. E o que aconteceu? Fui abençoado e passei a ter uma ligação especial com essa pessoa. Ora, se sei o quanto isso é importante porque não começo a praticá-lo? Ouvir é uma arte que está `a disposição de qualquer pessoa que tenha pelo menos um ouvido bom. Se começarmos a ouvir descobriremos que o Senhor pode nos fazer bênção de um modo simples e direto.
          Uma regra de ouro e três simples atitudes que podem fazer toda a diferença. Já imaginou se as pessoas em nossa igreja começarem a praticar de modo consciente e deliberado os atos de reconhecer/incentivar, perdoar e Ouvir/compreender? Faria diferença não? O que diferencia uma igreja de outra realmente? A qualidade da relação entre seus membros. Ser Cristão é seguir a Cristo nas coisas práticas da vida e uma das mais práticas é viver a regra áurea.
A responsabilidade de fazer uma diferença positiva em nossa igreja está em nossas mãos. Vamos parar de acusar os outros de seus erros, de justificar nossa falta de iniciativa e reclamar de que a nossa congregação não é o que devia. Para que ela comece a ser o que deve ser, eu e você temos que começar a viver o que o Senhor nos ensinou. Comecemos já! Tem alguém precisando de nosso incentivo, de nosso perdão e de nosso ouvido hoje mesmo! Ore e peça ao Senhor para saber a quem abençoar e vamos ser uma igreja diferente para a Glória de Deus!

Otimismo Retroativo


Chamou-me a atenção uma expressão muito mencionada atualmente  – Otimismo Retroativo. Trata-se da capacidade de ser otimista ou feliz apenas com situações que já passaram. É um misto de saudosismo que só encontra motivos de alegria no passado e insatisfação pessimista que vê só nuvens negras no futuro. O curioso nesta situação é que aquilo que hoje se analisa como maravilhoso foi visto então como negativo. Só há otimismo e satisfação a posteriori. A expressão se aplica atualmente ao estado de espírito de toda a nação portuguesa e talvez na maioria da Europa.

A Igreja tem tido a infeliz tendência de seguir o mundo e nesse sentido acaba por demonstrar também um otimismo retroactivo. Os programas previstos são olhados com desconfiança. Boas mesmo só as coisas do passado. A nível pessoal ainda é pior e o crente se vê dominado por um sentimento geral de desânimo e falta de coragem. E é nessas horas que mais precisamos olhar para a Palavra.
1) Motivos de Gratidão presentes
Paulo conclamou os crentes de Filipos a se alegrarem enquanto estava na cadeia em Roma esperando sua condenação (Filipenses 4:4, 6 e 7).
Jesus nos falou de viver nele Vida abundante falando na Palestina e não em Pompéia ou Capri ou na baía da Nápoles. Se olharmos à volta veremos que temos muitas razões para agradecer:
·        Visite um hospital oncológico e verá gente lutando pela vida em meio às dificuldades de uma quimioterapia e talvez valorize mais sua saúde;

·        Acompanhe o quotidiano de uma criança ou jovem com paralisia cerebral e talvez aprenda a louvar pela saúde de seus pequeninos;

·        Visite um centro de reabilitação de drogados e é provável que agradeça a Deus por seus familiares terem trabalho e estarem bem ajustados na sociedade;

·        Ouça as notícias da igreja perseguida e talvez aprenda a louvar por ter liberdade de culto.
Jesus mandou que olhássemos à nossa volta, para a natureza e percebêssemos que o cuidado de Deus nos cerca a cada momento. Porque reclamar tanto sobre o que não temos quando há tanto para louvar em nossas mãos.
2) As testemunhas que nos cercam
Hebreus 12:1 fala que estamos rodeados pelos testemunhos de muitos que nos antecederam na fé.
·        Lembre de Davi usando suas lutas e problemas para criar salmos de Louvor

·        Recorde o Povo de Israel que recebeu uma lista de festas no meio de um deserto abrasador

·        Leia novamente a história de Daniel orando na cova dos leões

·        Reveja a expressão de Neemias ao povo em meio aos escombros de Jerusalém – A Alegria do Senhor é a nossa força

·        Veja Pedro dormindo tranquilamente na noite que antecedia à sua execução

·        Ouça Paulo e Silas cantando à meia-noite nos calabouços de Filipos
São muitos os exemplos antigos da Bíblia e da História da Igreja que nos mostram que os servos de Deus tem uma atitude diferente diante da vida e dos problemas. Não somos pessimistas dominados pelo materialismo que só encontram prazer no consumo sem controlo e que vivem unicamente para uns poucos momentos de prazer. Temos uma razão maior.
3) Nossa razão maior - O Senhor
Para mim o viver é Cristo, dizia Paulo. Onde está nossa razão de viver! Onde está nossa esperança e nosso propósito? Em Cristo. Ele deu a vida por nós para tivéssemos vida aqui e garantia do céu lá. Andamos no temor do Senhor sabendo que a cada momento Ele nos acompanha mesmo que o vejamos claramente. Confiamos no poder do Senhor que é mais digno de confiança que todas as ciências e elaborações humanas. Ele tem provado seu amor de tantas maneiras e é o mesmo Deus ontem, hoje e eternamente. Ele não faz distinção entre seus filhos e aquilo que é bênção para o passado será também para o presente. Quem muda é o homem. O que muda é o nosso coração, mas a palavra do Senhor permanece para sempre.
Não somos chamados a um otimismo tolo e irrealista. Somos chamados a lembrar que há bem mais nesta vida que aquilo que vemos, que há mais no homem do que aquilo que ele veste e come, que há mais no viver que comprar e vender. Conhecemos a transcendência e recebemos um propósito e é isto que o mundo inteiro busca.
Sejamos a comunidade onde a paz e a esperança ultrapassam raciocínios e entendimentos e o nosso testemunho irá marcar esta nação!

Evangelizar está fora de Moda!?

Em muitos círculos evangelizar está fora de moda. Houve um tempo em que era aceitável e considerado positivo e necessário, mas gora não. Muitos hoje aceitam a visão que foi trazida do mundo pluralista de que cada um tem direito a sua própria crença. Essa verdade (a liberdade de escolha) é dom de Deus. O problema está em algumas de suas ilações. Baseados nessa posição, muitos crentes alegam que evangelizar é antiquado, é uma imposição de minhas crenças e na realidade atual, tolerante e diversa, ninguém tem direito de se impor aos outros. Seria assim mesmo? Evangelizar ou testemunhar de Jesus é imposição de religião? É verdade que não temos mais direito a isso? Que passou de moda? Meditemos brevemente.

Primeiramente seria bom lembrar que ao testemunhar de Jesus não estou falando só de minhas crenças. Trata-se de factos investigados e comprovados histórica e cientificamente. A vida e obra de Jesus, sua morte e ressurreição, são factos garantidos. A diferença que Jesus faz nas vidas é algo verificável em todo o mundo e ao longo de 2 mil anos. Não se trata de crendice ou superstição. São factos comprovados.

Imagine que descobriu a cura do cancro, que tropeçou numa forma de energia barata, não poluente e universal, que ficou conhecendo a forma de se viver saudável até os 120 anos. Teria direito de guardá-la só para si? Seria considerado imposição dizer a um doente terminal que sabe a forma de curá-lo? Seria esmagar os direitos pessoais compartilhar uma fonte de energia renovável sem custos? Certamente não! Seria tolice não fazê-lo. Seria mesmo um crime! Nós, que conhecemos a verdade de quem Jesus é e do que ELE faz nas vidas, temos mais do que o direito, temos o dever de o compartilhar.

Em segundo lugar, o testemunho sobre Jesus não é uma imposição das minhas crenças. Não se trata de algo pessoal, individual, inventado por mim. Trata-se da experiência de muitos milhões ao longo de toda história da humanidade mesmo antes de Jesus. Não é algo que só eu sei, não é a minha verdade. É a verdade vivenciada por tantos milhões que se tornou universal. Experimentada em todos os quadrantes, por todas as culturas, classes sociais, níveis de formação intelectual, épocas e lugares.

As verdades do evangelho não são minha crença, mas algo que nos foi dado do céu. Sua revelação foi sobrenatural, envolveu milhares de profecias cumpridas ao longe de séculos que nos garantem sua origem transcendental. Não foi invenção de homens pois os livros da Bíblia levaram séculos a serem escritos, por escritores de culturas e em lugares totalmente diversos e que no entanto escreveram sem contradição e com uma coerência tal que só o céptico fechado deixa de reconhecer. Testemunhar dessa verdade é passar adiante uma verdade celeste vivida em todo globo.

Por fim, testemunhar não é uma imposição de minhas crenças. Pode ser que alguns deem seu testemunho de modo que seja impositivo, mas esse não é o espírito do evangelho. Jesus deixou claro que sua mensagem era um convite, um apelo. Ele dizia "se alguém quiser vir após mim". Ele dizia: "Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa". Não há nada de imposição nisso. Há convite singelo e total liberdade de escolha.

Quem arromba portas e salta muros impondo sua vontade é o inimigo de nossas almas não o Senhor Jesus. Como seus seguidores nós não impomos nada a ninguém. Nosso apelo não é uma lista de leis, regras e proibições. Para a liberdade verdadeira fomos chamados por aquele que disse "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Nós não impomos, compartilhamos, testemunhamos do que vimos, ouvimos e experimentamos, damos a conhecer a graça que nos alcançou, convidamos para o banquete de Deus.

Evangelizar não passou de Moda. Devemos e podemos mudar o estilo e forma de o fazer para que se torne mais eficaz aos nossos dias. O crente fiel deve ser sensível á realidade que o cerca mas nunca deixar de dar testemunho daquilo que é o mais importante em sua vida, a salvação de Jesus.

NÃO COMO O MUNDO!

“Deixo-vos a paz, minha paz vos dou;
não vo-la dou como o mundo a dá."  João 14:27

Paz é uma comodidade rara em nossos tempos. Vivemos dias de pressão, depressão e comoção. A humanidade vive insone, irritada, insatisfeita e ansiosa.

 Precisamos urgentemente de paz. Paz nacional, paz social, paz emocional e interior. Paz nos lares, nas escolas, nos trabalhos, nos parlamentos, nos governos, nas fronteiras. Mas a paz parece nos escapar por entre guerras estúpidas, disputas religiosas inúteis, brigas familiares sem sentido e conflitos internos indecifráveis. Como necessitamos da promessa de Jesus. Sua paz, a que Ele prometeu é única. E Ele prometeu que a daria de um modo diferente do conhecido. Notemos o que isso significa.

Não como o mundo, não pela aparência
O mundo avalia praticamente só pela aparência. Se parece então deve ser. Importante é parecer. Parece em paz, mas estará? Não interessa. Só queremos ver a cara. O mundo dá de acordo com o visual. Se o que se vê agrada, se esta de acordo com a moda, então o mundo dá. Senão é melhor ir bater a outra porta. Se o visual destoa, se aos olhos não parece bem, o mundo só tem desdém e escárnio.

Jesus dá sem olhar a aparência, sem se preocupar com o visual, sem avaliar a moda, a forma ou o que os olhos podem ver. Ele olha dentro e dá de acordo com o que está dentro. Ele vê além das ações, as intenções. Olha para lá da fachada e nota a autenticidade. Que alivio para a maioria de nós saber que para Jesus o que conta não é o exterior.

Não como o mundo, não pelos contatos
"Você conhece alguém?" Esta foi a pergunta que me fizeram quando meu processo pareceu encravar. Se queria que as coisas andassem não bastava andar na lei, não bastava ter a razão, não era suficiente ter a justiça do meu lado. O mundo estava pronto a dar, mas era preciso conhecer alguém, ter algum contato, receber uma indicação. E eu saí de mãos vazias.

Mas Jesus não dá assim. Ele não pede credenciais, não verifica currículos, não recebe telefonemas de pessoas "importantes". Ele recusou o príncipe Nicodemos e perdoou a mulher adultera, rejeitou o moço rico e deixou lavar os pés por uma mulher de fama duvidosa, repreendeu os poderosos e abençoou as crianças, tocou o leproso, curou o cego, libertou o possesso. Para ele não havia intermediários. O chamado era direto, "vinde a mim" e ele dá sem olhar a contatos ou conhecimentos.

Não como o mundo, não passageiramente
O mundo é perito em vender prazer, alugar felicidade e emprestar alegria... Tudo por uma módica quantia e com prazo de validade determinado. Tome esta droga e será feliz... Temporariamente; compre este produto e será realizado... Passageiramente; vá nessa viagem e encontrará aventura... Fortuitamente; viva neste bairro e compre este carro, faça este curso e tudo lhe será maravilhoso... Enquanto durar.

Como é diferente a paz de Jesus! Ele prometeu uma vida de qualidade diferente, em quantidade diferente e por um tempo infinito. Sua paz não tem fim! Não vem com prazo de validade, não se desgasta com o tempo e dura literalmente uma eternidade! O investimento NELE é garantido e é para sempre. Começa aqui, continua ali e durará sem fim após esta vida mudar e passarmos a outra dimensão. Essa sim é paz desejável.

Não como o mundo, não superficialmente
A paz do mundo e tudo o mais que oferece fica-se pela epiderme. Dura pouco exatamente porque não tem raiz. Normalmente afeta apenas os sentidos, e quando parece muito boa chega somente aos sentimentos e todos nós sabemos como esses mudam, como se alteram, como são pouco dignos de confiança. A paz do mundo é como o ansiolítico e antidepressivo. Coloca a pessoa a dormir, mas não cura seus problemas, não resolve seus dilemas, não responde suas questões. Se o próprio mundo não conhece as soluções e não sabe o caminho como pode dar algo mais? Não se pode tirar de onde não existe.

Jesus veio para que entendêssemos a vida que se podia viver. O mundo diz: "acho que esta ali". Jesus diz: "Eu sou a vida". Ele não tentou adivinhar, sabia. Não filosofou sobre o assunto, viveu. Não levantou hipóteses a testar, provou-as no mais pleno das possibilidades. O mundo diz como o adesivo de automóvel: "Não me siga estou perdido!". Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade... a porta... quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida... de seu interior fluirão rios de água viva". Que diferença. Certamente não é como o mundo.

Nestes tempos difíceis que vivemos deixemos as tentativas patéticas do mundo e nos entreguemos às certezas do Mestre. Ele é VIDA. Sua paz é perfeita, profunda, eterna. Quando tantos se arvoram em orientadores nos dizendo o que devemos fazer, Ele nos mostra o que podemos ser. É sua paz que nos deixou. É sua paz que precisamos.
Não como a do mundo...
Mas a verdadeira.

"MELHOR QUE NADA..."

Numa recente reunião de pais e mestres na escola do meu filho impressionou-me a falta de ambição dos alunos. A diretora de turma discutia com os pais qual era a menor nota para passarem de ano, quantas cadeiras podiam chumbar e mesmo assim passar, que média seria suficiente para transitarem de nível. Isso levou-me a concluir que, vivemos hoje, uma cultura de mediocridade. Nossa sociedade rendeu-se a uma subcultura de "mais ou menos". Nada de busca pela excelência, nada de esforço ou disciplina, apenas um mero encolher de ombros perante o razoável.

Essa cultura se revela em expressões onipresentes como "antes tarde que nunca", ou "melhor isso que nada". Expressões assim revelam o desencanto, a aceitação tácita do mal menor, a resignação com o mediano na falta de perspectiva do que seja realmente bom ou ótimo.

O mais triste de tudo é que essa cultura vem contaminando a igreja de Jesus. Crentes vivem achando que para Deus qualquer coisa serve. Desde que façam o mínimo, batam o ponto, façam sentir sua presença, mostrem algum interesse, será suficiente. Mas uma visão mesmo que rápida das escrituras nos mostra exatamente o contrário. Para Deus não serve o antes tarde que nunca ou alguma coisa é melhor que nada.

Nenhum louvor é melhor que louvor hipócrita!
"Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim...continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deles" Isaías 29:13 e 14. E a obra maravilhosa de que o texto fala não seria nada agradavel ao povo. O Senhor abominava um louvor hipócrita e sem razão de ser. Louvor é elogio e se for feito de modo mecênico e sem real motivo se torna numa bajulação barata e depreciativa. Se nós não aceitamos esse tipo de louvor porque o Senhor dos Senhores o aceitaria.

Nenhuma oferta é melhor que oferta de restos, forçada e amargurada!
"cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com trsieza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria" II Corintios 9:7. "Porque todos estes deram como ferta daquilo que lhes sobrava; esta porém, da sua pobrezxa deu tudo o que possuía." Lucas 21:4. O Senhor abominou as ofertas do povo nos tempos de Malaquias (ver capitulo 1) porque traziam animais cegos e coxos, os restos, o que já não queriam. Para Deus é melhor não levar nada que dar sobras, dar de mal humor, por obrigação ou em espirito de barganha. A oferta e o dizimo são forma de louvor, são gesto de gratidão, são privilégiuo do crente.

Nenhuma oração é melhor que discurso auto afirmativo ou exibicionista!
Em Lucas 18: 9 a 14 o Senhor contou a história de duas orações. Uma, de um fariseu, bela e majestosa, porém orgulhosa, vã e até mesquinha. Foi rejeitada por Deus. A outra, de um publicano, desajeitada, pobre em palavras, mas sentida, verdadeira, humilde e sincera. Foi aceita "porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado". A oração é o respirar da vida cristã. Tem que ser natural, contínuo. Precisa ser sincero, humilde, autêntico. Oração bonita, para o auditório nada vale perante o Senhor. Discursos não o impressionam. Aqule que crioi o mundo com sua palavra porventura se deixaria impressionar por palavras que possamos pronunciar? Se não podemos falar do coração, se não temos o que falar com ELE é melhor ficar em silêncio e esperar o toque do Espirito.

Nenhum culto é melhor que um culto vazio e sem sentido!
" Estou farto dos vossos holocaustos... não continueis a trazer ofertas vãs... não posso suportar os vossos ajuntamentos... as vossas festas a minha alma as aborrece..." Isaías 1: 10 a 14. Seria de esperar que o Senhor tivesse alegria no culto prestado por seu povo. Mas chegou a abomina-lo. Porque? Porque se tornara mecânico, vazio, ritual sem sentido. Porque o povo vinha adorar mas vivia como se Deus não existisse. Porque mesmo durante o culto suas mentes estavam em mil atividades e coisas vãs e mesmo em pecados a cometer após o cerimonial. E nós? Não temos caído em ritualismo? Fazendo do culto uma mera cerimônia a que devemos comparecer uma vez por semana? Porque nos reunimos? Com que objetivo? Para que propósito? Não nos enganemos, o Senhor não acha que qualquer culto é melhor que nada. Para ELE só o melhor serve!

O Senhor chegou a dizer à igreja de Laodicéia "... porque és morno e nem és frio nem quente, estou a ponte de vomitar-te da minha boca" Apocalipse 3 :16. Isso deixa claro que, para o nosso Deus, morno não serve!

Que o Senhor desperte a sua Igreja e a cada um de nós. Deixemos de lado a cultura do mais ou menos
e vivamos intensamente, pois nosso tempo aqui é curto
e há que fazer a obra enquanto é dia!

Related Posts with Thumbnails

Manual do Corão - Como se formou a Religião Islâmica

Como entender o livro sagrado do Islão?  Origem dos costumes e tradições islâmicas. O que o Corão fala sobre os Cristãos?  Quais são os nomes de Deus? Estudo comparativo entre textos da bíblia e do Corão.  Este manual tem servido de apoio e inspiração para muitos que desejam compreender melhor o Islão e entender a cosmovisão muçulmana. LER MAIS

SONHO DE DEMBA (VERSÃO REVISADA)

Agora podes fazer o download do Conto Africano, com versão revisada pelo autor.
Edição com Letra Gigante para facilitar a leitura do E-Book. http://www.scribd.com/joed_venturini