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Candidatos a Discípulos

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Visitar Roma foi uma oportunidade especial que me foi dada num congresso médico. Ver as antigas ruas e monumentos e conhecer o ambiente daquela que foi a capital do mundo é sempre marcante sobretudo para quem ama história. Na visita estava incluída uma passagem pela praça de São Pedro e a sua famosa catedral. Na saída paramos junto de muitas lojas de lembranças apinhadas de turistas. As lembranças eram sobretudo de cunho religioso, mas não me interessavam. No entanto, entrei na loja apenas para acompanhar meus companheiros. Um dos médicos da nossa comitiva parou junto a um conjunto de cruzes muito bonitas e coloridas. Olhou para duas delas, verificou os preços e então comentou com a esposa: “quero uma cruz mais barata…”. E a frase dele me chegou como uma bomba e me acompanha até hoje. Quero uma cruz mais barata parece ser o mote de milhões de cristãos no mundo de hoje. Por isso há tantos que se apresentam como “não praticantes”. Mas, será isso possível? Será que pode haver não praticantes nas fileiras de seguidores de Jesus? O que ele teria a dizer sobre isso? E temos o texto certo para responder:

Lucas 9: 57 a 62
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.

E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Lucas 9:57-62
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Lucas 9:57-62
E aconteceu que, indo eles pelo caminho, lhe disse um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores.
E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai.
Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus.
Disse também outro: Senhor, eu te seguirei, mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa.
E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.
Lucas 9:57-62
Este é um texto de caminho como muitos de Jesus. Quando lemos os evangelhos parece que Jesus estava sempre em movimento e poucas vezes parado. Ele não parava muito tempo em lugar nenhum, sempre à procura de um novo auditório ou gente para abençoar e os discípulos atrás dele. Aqui o vemos novamente a caminho da Judeia e encontramos 3 personagens nessa parte da viagem. Podemos chama-los de candidatos a discípulos.
Temos muito que aprender com o que se passou com eles:

1º Candidato: o entusiasta
O texto em Lucas não diz mas pelo relato de Mateus sabemos que este era um escriba. Algo notável. Os escribas como grupo eram contrários a Jesus. Eles eram em geral mestres, rabis e viam Jesus como concorrência. Além disso eles eram seguidores estritos da lei que viam em Jesus um radical que desprezava a lei curando o sábado e comendo com as mãos por lavar. Mas este escriba vence a pressão de grupo (já por si digno de nota) e se apresenta voluntariamente ao Senhor cheio de entusiasmo com uma afirmação que parece notável. Olhamos para sua afirmação e parece tudo o que Jesus poderia desejar. O mestre acaba de passar por Samaria e de ser rejeitado lá. Ele tentara hospedagem numa aldeia samaritana, mas fora rejeitado. E vindo dessa experiência, receber um escriba entusiasmado parecia ser o remédio certo.

O homem parece convicto. Sua afirmação é impressionante. Mateus diz que ele se dirigiu a Jesus chamando-o de Rabi. No texto de Lucas não há designação dada a Jesus, mas fica implícita a aceitação dele com mestre. As versões que colocam o homem e chamar Jesus de Senhor não estão de acordo com os textos mais aceitos. Na verdade ele vem a Jesus com a declaração que está pronto para ser seu seguidor, seu discípulo, por onde quer que Jesus vá. Ele parece muito convencido sobre o valor de Jesus ou não teria rompido a barreira de seu grupo. Ele parece também convicto de sua devoção visto que se ostra disposto ao que Jesus desejar. Irá com ele a qualquer lugar. O que poderia o Senhor fazer se não aceitar com alegria? E, no entanto, a resposta de Jesus parece estranha… como quase sempre…

Jesus fala de raposas e aves do céu. Certamente animais fáceis de ver na região sobretudo nos caminhos. Mas o que quer ele dizer com isso? Porque rejeitar o entusiasmo do escriba? Que tipo de resposta é essa? Ora Jesus conhecia os corações e ele viu o interior deste homem. Era entusiasmo a mais e sem entendimento. Ele queria mas não sabia bem o que. Ele olhava para Jesus e via multidões, sucesso, curas, maravilhas, milagres e queria fazer parte de tudo isso. Ele entendeu que poderia se juntar a Jesus para usufruir de todas essas vantagens. Vamos sair por aí mestre e vai ser maravilhoso. Mas Jesus lhe dá uma resposta que parece perguntar: está preparado para o preço? Já avaliou o custo disto tudo? Será que já percebeu que ao lado de multidões e maravilhas há muita rejeição, muita animosidade e pouco conforto? Se o que você deseja é um festival de milagres e uma boa recepção a noite, veio ao mestre errado. Com Jesus não há conforto, não há repouso e o fim será uma cruz onde não havia mesmo lugar onde repousar a cabeça.

Jesus é profundamente honesto com o escriba. Mostra-lhe que para o seguir há um custo, há uma exigência e há um sacrifício. Não posso seguir a Cristo pensando em meu conforto, em meus investimentos, em meu bem estar. Se o seguir posso ter a certeza de nunca ficar a perder em nenhum sentido, mas p custo será alto. Será total. E porque seria diferente? Se Ele deu tudo por mim, se Ele fez tudo por mim, se Ele deixou tudo para a minha salvação, porque o custo de o seguir seria menor?... Não há cruzes baratas!

2º Candidato: o relutante
Então temos um segundo homem. Não sabemos do escriba mas me parece que a resposta de Jesus foi tipo balde de água fria que o assustou e levou a repensar seu chamado. Mas aqui temos uma história bem diferente. Este candidato não se apresenta a Jesus. É abordado pelo mestre. Deveria ser alguém que o seguia de algum modo. Já deveria ser conhecido ou então foi daqueles, como Mateus, que o Senhor viu e simplesmente chamou. As palavras de Jesus para ele são curtas e directas como foi no caso de outros discípulos chamados: Segue-me. Sem rodeios, sem discursos, sem apelações. Simplesmente segue-me. E que privilégio. Quantos discípulos Jesus chamou? Não eram 12 os apóstolos? Não deveria ter sido só 12? Como podia ele chamar outros? Quem seria esse homem que recebeu tal privilégio? E ficamos sem saber. Nem um nome temos pela simples razão de que ele não percebeu o que se passava.

A prova de que não percebeu foi sua resposta. E pode ser que achemos a resposta razoável. Na lei judaica o cuidado dos pais e dos funerais dos pais se sobrepunha a qualquer exigência religiosa. Alguns ao lerem isto ficam com a ideia de que o pai do homem acabara de morrer e por isso era só uma questão de ir fazer o funeral e voltar. Mas não deve ser esse o caso. A linguagem é oriental. O pai do homem nem devia estar doente. Não se tratava de uma urgência. O que ele disse a Jesus foi: “tenho que cuidar de outros interesses primeiro; há outras prioridades; quando meu pai morrer e eu tiver minha herança e a vida estiver resolvida então posso pensar em te seguir e terei alegria nisso.” O homem não entendeu o privilégio e nem a palavra de Jesus apesar de breve e a resposta vai explicar o que Jesus pensava disso.

O Senhor lhe responde: “Vivemos num mundo morto em relação a Deus; as pessoas vivem sem entender a razão de sua existência; tu tens tido a oportunidade de perceber onde está a vida real; tens tido o privilégio de conviver com o Senhor da vida; podes fazer parte da maior missão que existe, a de Deus, de restaurar a humanidade; portanto, deixa aqueles que não entendem a vida, que estão na verdade mortos, tratar dessas coisas, mas tu segue a ordem dada e anuncia a reino de Deus que não há nada mais valioso neste mundo”. Jesus não estava a negar a este homem a responsabilidade de enterrar seu pai. Estava era a mostrar-lhe que suas prioridades estavam trocadas e que segui-lo não era um hobbie para a velhice ou uma actividade paralela numa vida cheia de outros compromissos.

O que este homem falhou em perceber é que Jesus não lhe fez um convite. Não foi um apelo e muito menos uma sugestão. Foi uma ordem! E ELE tem todo o direito de o fazer. Só Ele tem esse direito. Deu sua vida para ter esse direito. Tem direito de criação e de salvação. E no entanto, nós como este 2º candidato, muitas vezes olhamos para as ordens de Jesus como meras sugestões. Como se seu comando fosse uma opinião ou um convite amigável. ELE é SENHOR! Ele não sugere, ordena. E segui-lo é seguir o Senhor e entender que sou servo e que minha vida só será bem vivida se for a seu serviço. E por não entender isso concluímos que este candidato também ficou pelo caminho. Não há cruzes baratas!

3º Candidato: o confuso
Ainda outro candidato se cruza com Jesus nesta viagem. E novamente um voluntário que aborda com aparente alegria. E este parece mais centrado, visto que chama a Jesus de Senhor. Não é tão descritivo como o 1º candidato e não parece tão entusiasta, porque junto com sua proposta lança logo uma condição. A situação aqui começa complicada porque este homem acha que pode seguir a Jesus colocando as suas condições. “À minha maneira”. Vou te seguir, mas há certos pontos que devem ficar bem claros. Vou ser teu discípulo, mas deves perceber que tenho minhas colocações. Quero ser teu seguidor, mas há alguns limites e coisas que devo fazer também…”. Ele quer seguir a Cristo, mas a família, os amigos e provavelmente outras coisas mais ainda tinham um lugar muito importante em sua vida. Ele queria Jesus mas não estava preparado para fazer dele sua prioridade. Nós que já vimos os outros 2 candidatos percebemos que isto não pode terminar bem.

O comentário de Jesus a este candidato fala sobre compromisso e prioridade. A ilustração é óbvia. Quem está a arar não pode se desconcentrar muito menos olhar para trás. Se o fizer vai estragar todo o trabalho. O que certamente aconteceu com este homem é que ele perdeu a oportunidade de seguir a Jesus. Com suas outras prioridades em mente ele vai deixar que o Senhor siga viagem e nunca mais terá a chance de o seguir e de ser seu discípulo. Para Jesus não havia como segui-lo e ainda manter outras agendas. Ele exigia a prioridade máxima. Não há cruzes baratas!

E, no entanto, não há como seguir a Jesus. Ele deu sua vida por nós. Ele nos ama com amor incondicional. Ele nos chama para uma caminhada de glória em glória cada vez mais perto de Deus e com a certeza da eternidade. Que mais poderíamos pedir? Seguir a Jesus é o começo do céu na terra mesmo com todas as dificuldades, mas exige compromisso, prioridade, desprendimento.


A Grande Heresia


Há uma heresia dizimando as igrejas e as vidas de cristãos evangélicos no mundo ocidental de uma maneira devastadora. Trata-se do maior e mais bem planejado ataque do inimigo às fileiras cristãs.

Não é um tema necessariamente de teologia profunda. Não é algo que ponha em causa a soberania de Deus ou a Divindade de Jesus. Não tem a ver com a atuação mais ou menos intensão do Espírito Santo ou a diversidade de dons. Não são as testemunhas de Jeová, os adventistas ou mórmons.

Seu resumo é simples e seria o seguinte: Para ser salvo você só precisa de uma oração rápida de aceitação de Jesus e pronto…
Esta heresia mata a possibilidade de vida nova em milhões. Gente em busca de Deus que entende que por meio de uma espécie de reza ou de um simples levantar da mão tudo vai mudar meio que instantaneamente.  A vida será melhor e Deus vai solucionar todos os seus problemas, como num passe de mágica. Estes,  depois de uns tempos abandonam o evangelho dececionadas ou se tornam mais um elemento de um batalhão de bebés espirituais, longe de qualquer sinal de verdadeira maturidade na senda de Cristo.
Esta heresia ensina ao novo convertido que o discipulado de Jesus é opcional, que o compromisso é uma segunda escolha, que trabalhar para crescer na fé é só para uns poucos privilegiados.  

Informa que frutificar para o Senhor é uma coisa excecional e que a maioria foi mesmo chamada para assistir o trabalho dos outros e desfrutar de seus esforços. Para aproveitar muito bem todas as bênçãos que Deus dará a partir desta "decisão" e que não é preciso fazer mais nada. 

Esquecem-se da conhecida frase: Nossa Salvação foi de graça, mas teve um alto custo, o sangue de Jesus. 
Faz entender que a salvação é, no fundo, só para a eternidade e que aqui nesta vida cada um faz o melhor que pode e escolhe a vida que quiser levar e depois nos vemos no céu.

Um cristão que seguiu o discipulado torna-se maduro e frutifica! Não basta levantar o braço e fazer a oração que o pastor ordenou. Há todo um processo de livrar-se dos conceitos mundanos e relativistas e passar a pensar como Cristo.

 

Não tenho Vontade de Ler a Bíblia?

Ciganos brasileiros vão ler a Bíblia em sua própria língua

A mãe estava irritada com as notas baixas do filho. O garoto passava a maior parte do tempo vendo televisão ou jogando no computador. A mãe tentara várias estratégias para o motivar mas, aparentemente, nada resultava. Tentara oferecer prémios, tentara ameaçar com represálias. O menino reagia impávido e sereno e quando a mãe perguntava: Filho não vai estudar? A resposta era invariavelmente a mesma: estou esperando que me dê vontade…

Há coisas que fazemos com vontade como comer um gelado, passear na praia, ir a uma exposição de arte de um pintor que admiramos ou a um concerto de uma banda favorita. Há coisas que fazemos por necessidade, como tomar os remédios diários, ir ao trabalho ou fazer exercício. Se esperarmos que nos dê vontade de tomar a medicação, provavelmente, nunca o faremos. Mas, há momentos na vida em que descobrimos que é necessário e precisamos dela, sabemos que sem ela a nossa tensão dispara ou as dores voltam com força.
 Na vida espiritual esta regra também se aplica. Há quem nunca ore porque simplesmente não sente vontade de orar. Vai orar só na hora da urgência, da crise, da fatalidade apenas para descobrir que não sabe orar e que não tem intimidade com Deus. Há quem espere para ler a Bíblia só quando vontade e por isso nunca o faz. Enfim chega o dia em que precisa de direcção do Senhor e então corre para as escrituras mas descobre que as páginas parecem em branco e não fazem sentido. Há quem deixe para vir a igreja só quando bate o desejo e então nunca vem. E quando num dia especial o faz é para perceber que não conhece quase ninguém, não entende bem o funcionamento do culto e não se sente bem como achava que deveria.
Assim como há muitas coisas na vida que devemos fazer independente do nosso desejo, também na vida espiritual precisamos aprender o sentido da disciplina. Oro diariamente, leio a Bíblia e medito todos os dias, participo dos cultos e actividades da igreja porque aprendi que são vida para minha alma e força para meu espirito. É assim que Deus preparou as coisas para acontecerem e é assim que caminho com Ele de modo a enfrentar as lutas e ter vitórias nas adversidades. Não espere pela vontade, meu irmão. Pratique, participe e verá a bênção descendo sobre sua vida.

Porque Sou Cristão - capítulo I

Criou-se uma imagem bastante negativa do cristão em nossos dias. Sobretudo do cristão evangélico tradicional. Ele é visto como um simplório, com baixo nível de formação intelectual, baixo rendimento salarial, facilmente manipulável por líderes religiosos e de mente fechada e tacanha. Trata-se de uma generalização e como tal peca por preconceito e falta de verificação. Há milhões de cristãos convictos no mundo, que sabem o que crêem e porque crêem, que tem uma boa formação superior e pertencem a classes sociais elevadas. Eu tenho estudado a vida toda detendo cursos superiores de elevado grau de dificuldade e sou cristão convicto. Minha convicção não se baseia apenas na experiência pessoal (muito valiosa, mas subjectiva) mas nos dados reais disponíveis a respeito de Jesus e do Cristianismo. Passo então a explicar, o mais sucintamente possível sem ser obtuso, as minhas razões para crer.
           Em primeiro lugar sou cristão por causa de Jesus Cristo. Jesus, apesar de todas as inúmeras tentativas em contrário, é um personagem histórico incontornável. O registro de sua vida e obra não tem igual na história. São relatos feitos por testemunhas oculares que viram e ouviram Jesus enquanto as biografias de Mohamed (para citar um exemplo apenas) foram feitas por pessoas que ouviram um relato de 3ª mão na melhor das hipóteses. As cópias dos evangelhos que temos foram produzidas poucas décadas depois do original garantindo sua validade. As melhores cópias que temos dos escritos de César são de mil anos após sua escrita e os melhores textos de Aristóteles datam de 400 anos após sua escrita, só para ter uma base de comparação.

          A vida e obra de Jesus foram descritas por seus discípulos, mas também reconhecida por historiadores da época como Suetônio, Plinio o Novo, Tácito e Flávio Josefo dando confirmação da veracidade dos relatos bíblicos. Jesus viveu no primeiro século de nossa era (seu nascimento marca o nosso calendário) fez e operou milagres a vista de multidões, morreu numa cruz romana devidamente comprovado pelos presentes e ressuscitou sem sombra de dúvida no terceiro dia. Sua ressurreição não pôde ser rebatida pelos líderes judeus de seu tempo quanto mais agora. Seria a coisa mais fácil para eles, provar que era tudo ficção e acabar com o Cristianismo. Mas não puderam fazê-lo simplesmente porque ele ressuscitou mesmo.

          Os ensinos de Jesus foram os mais marcantes da História tornando um simples carpinteiro da galileia na figura mais influente de todos os tempos. Jesus não foi um filósofo influente com muitos alunos ricos, não foi um general ou politico vitorioso, não foi um escritor de textos poéticos ou em prosa maravilhosa, não ocupou cargos públicos e nem sequer viveu em uma cidade digna de nota em seu tempo. Foi um camponês de uma província insignificante com um punhado de discípulos que eram pescadores da galileia. Como tal homem pode ter marcado a história se não fosse o salvador? Podemos repudiá-lo, podemos rejeitá-lo e até odiá-lo, mas não é possível ignorá-lo.

          Sou Cristão porque nos ensinos de Jesus encontro a raiz do verdadeiro problema do homem - o pecado. Jesus não se ficou pela superficialidade que as teorias e psicologias modernas nos querem vender. Ele foi ao coração do problema humano, a moralidade. Nosso problema é moral. Por isso vemos jovens bem-criados e com recursos em casa se tornarem bandidos e gente sem escrúpulos. A maldade do homem vem de dentro, não é apenas produto de criação ou ambiente. E só trabalhando de dentro teremos uma solução e Jesus nos deu a solução. O problema era humano, e ele veio como humano, mas era pecado contra um ser infinito e Ele era Divino. Tinha as condições para resolver nosso problema e o fez sofrendo nossa dor, morrendo nossa morte e vencendo nosso inimigo. Só ELE o fez, por isso sou seu seguidor.

          Multidões reconhecem o ensino de Jesus como superior. Mesmo aqueles que não o aceitam têm que reconhecer a superioridade de suas palavras. Tornou-se relativamente pacífico aceitar Jesus como um dos grandes Mestres do passado ao lado de Sócrates, Platão, Buda e Confúcio. Mas essa posição aparentemente respeitosa não é defensável. Por mais que queiramos não é possível aceitar Cristo como apenas um bom filósofo. Não se trata de intransigência ou de intolerância mas de coerência com o que Ele disse. Diante das afirmações de Jesus como "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida" ou "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim ainda que esteja morto viverá" não há meio-termo. Ele não podia ser só um bom professor. Ou era um louco que dizia coisas acertadas misturadas com devaneios de megalomania ou era quem dizia ser, Deus o Filho e o Filho de Deus. Não há meio-termo. Eu creio que Ele era quem dizia ser.

          Sou Cristão porque Jesus não somente nos diz que temos que viver uma vida boa (muita gente disse isso), mas nos dá as condições de vivê-la, Ele nos capacita para isso. Não só seu exemplo nos orienta e anima, mas sua presença real dá ao homem sentido para esta vida, força para as lutas diárias e esperança viva para a vida futura na garantia da vitória final sobre a morte. Em nenhum outro encontramos isso e por isso a humanidade que rejeita Jesus vive sem direção, abusando de recursos passageiros e impróprios, se auto anestesiando com entretenimento barato em vez de tomar a salvação oferecida de e pela graça.

A IGREJA QUE PRECISAMOS!

Nunca houve tanto por onde escolher em termos de igrejas como em nossos dias. Não creio que isso tenha facilitado a escolha. Na verdade a complicou bastante. Antes tinhamos algumas opções básicas. Hoje as variantes são tantas que dá dor de cabeça só de pensar. Afinal, qual seria a melhor maneira de escolher? Como seria a igreja que realmente precisamos?

Algumas das respostas mais comuns (pelo menos em termos gerais) seria: uma igreja grande (com muitos membros), com umaboa propriedade, espaçosa, com um templo confortável e boas salas para reuniões diversas; bom serviço geral (estacionamento, ar condicionado, local para deixar as crianças, etc) um pastor "famoso" que seja bom pregador, música de qualidade e uma atitude liberal em relação à presença e participação.

Para muitos essa seria a igreja ideal. Mas seria a que precisamos? Seria a que precisamos biblicamente falando? Creio que não... As caracteristicas citadas podem até existir e serem úteis mas, o que realmente precisamos numa igreja é que ela seja:

1) Aberta
Com isso, estamos falando de aceitação e empatia.   A Igreja de Jesus é um lugar de cura, de restauração, de vida nova. Não pode estar fechada aos "pecadores", não pode criticar os que estão "perdidos", pois existe em boa parte para alcançá-los. A Igreja tem que ser aberta no sentido de compassiva, compreensiva, disposta a ajudar, a pagar o preço para que as pessoas encontrem verdadeiramente o caminho de Deus.

Diversas igrejas têm atitude fechada.  Limitam a entrada aos que mostram certas caracteristicas, como classe social "certa",  vestuário aceitável, qualidade de linguagem, ausência de problemas. Ora, a Igreja é um misto de hospital, maternidade e creche.  Trata dos doentes, assiste aos partos e dá apoio às crianças em desenvolvimento. Se os hospitais fecharem as portas aos doentes, as maternidades não quiserem fazer partos e as creches recusarem crianças porque sujam tudo, todos perderão sua razão de ser. A igreja também!

A Igreja que todos precisamos é marcada pela compaixão, pela acessibilidade, pela capacidade de receber e apontar o céu. Essa Igreja será verdadeiramente agência do reino de Deus na terra.

2) Dotada

A Igreja que precisamos é aquela onde os dons do Espirito se fazem presentes de modo ativo. Demasiadas igrejas estão cheias de crentes limpadores de banco e polidores de maçaneta. Estamos já mais que conscientizados que o cristão não pode ser só um assistente, mas na prática pouco se faz para mudar esse quadro.

Na igreja neo testamentária o Espirito distribui dons a TODOS os crentes. Esses dons são fundamentais para a vida do corpo. O fígado não pode deixar de funcionar só porque não é retina, e os rins não podem parar porque não são cérebro. Cada um tem seu dom; cada um precisa saber qual é seu dom; cada um necessita de desenvolver seu dom através da prática viva do mesmo. Desse modo não apenas o que exercita mas todos os demais são abençoados.

Já imaginou uma igreja em que cada um sabe para que foi salvo? Cada crente tem sua função e a desempenha com alegria? Cada um percebe sua utilidade e acha realização em seu ministério? UAU Que Igreja. Essa é a igreja que precisamos!

3) Discipuladora

A Igreja de Jesus tem obrigatoriamente que fazer discipulos. Não apenas convencidos, não apenas convertidos, não apenas informados, não apenas batizados, não apenas membros... discipulos. Só um discipulo pode fazer discipulos. Mas a diferença para o desenvolvimento da igreja é abissal.  Discipulo é aquele cuja vida é uma busca por se tornar como seu Mestre. Cada palavra, ato e intenção burilados à medida do Mestre. Repito, só um discipulo pode fazer discipulos.  Só um discipulo exemplifica o discipulado ao ponto de o tornar desejável e mesmo essencial.

Uma igreja discipuladora é aquela onde a maioria dos crentes iniciou a certa altura o caminho do discipulado. Aqueles que estão mais á frente apoiam aqueles que estão iniciando e desse modo todos caminham na mesma direção. Não perfeitos, não livres de tentação ou falha, mas a cada dia mais perto de Jesus.

Numa comunidade assim a compreensão e uso de dons de que já falamos é algo natural que acontece como parte da vida. Numa igreja assim é possivel sentir a presença viva do Mestre em cada um de seus seguidores. Uma igreja assim é que desperta a expressão "Cristãos". Esses individuos parece que não têm outro alvo a não ser Cristo. São mesmo uns Cristãos.

4) Missionária

Como missionário sempre ouvi os pastores e membros de igrejas me garantindo: nossa igreja é uma igreja missionária!  O que isso significava em geral era que aquela congregação dava boas ofertas para missões no dia especial  ou (e aqui então havia mais convicção) adotava mensalmente missionários. Isso é bom... Boas ofertas e adoção mensal sustenta missões, mas não faz de uma igreja uma verdadeira igreja missionária.

Uma igreja missionária é aquela que entende que a razão de ser da igreja é missões. Existimos para o louvor da Glória de Deus mas isso só acontece com aqueles que o conhecem e amam. Logo, missões é o caminho para a adoração. Sem missões não há conversão e sem essa não há adoração.

Uma igreja missionária é aquela que ora por missões com fervor. Que conhece as realidades do campo e intercede de modo claro e direto. É uma congregação em que tudo relacionado com o trabalho missionário tem prioridade e valor especial. É uma igreja que se envolve tanto no alcance de seu bairro como na evangelização de povos distantes e estranhos. Isso quer dizer que faz missões perto e vê entre os seus se levantarem os que farão missões longe. É uma igreja cujo coração bate ao ritmo do alcance de pessoas e povos para Jesus.

Conclusão:
Da próxima vez que procurar uma igreja talvez possa mudar seus parâmetros. Poderia sugerir vários outros além dos citados como por exemplo: bom ensino bíblico, boa doutrinação, disciplina espiritual... mas creio sinceramente que se a igreja que tivermos for aberta, dominada pelos dons espirituais, discipulando aqueles que alcança em missões, teremos a essencia do que Jesus queria. teremos então a igreja que precisamos. Minha parte (e a sua também) é fazer com que essa realidade aconteça onde estamos pela graça de Deus e no poder do Espirito.
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