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3 de mar. de 2010

HOLLYWOOD X BÍBLIA


4)ROUBAR É GLAMOROSO, SER RICO E FAMOSO É O MÁXIMO DA VIDA!

Desde sempre Holllywood glamorizou a vida de bandidos e gangsters. Mais recentemente foi sucesso uma série de filmes em que os mais badalados atores da atualidade se juntavam para roubar. É claro que roubavam alguém mal, mas a verdade é que roubavam, se davam bem e a presença de tantas "estrelas" charmosas na pele dos ladrões dava ao ato de furtar uma elegância especial. Na versão hollywwoodiana da vida tudo o que importa é ser rico, famoso e aproveitar ao máximo os prazeres que a vida pode oferecer. É claro que isso não é para todos. É só para uns poucos, mas é a vida desses poucos que se deseja e dezenas de revistas cobrem a vida desses "famosos" para o consumo enlouquecido dos fãs.

A Bíblia diz claramente "não furtarás" (Exodo 2015) e vai mais além alertando "não cobiçarás" (Exodo 20:17) porque no fundo o roubo é filho da cobiça. O roubo bonito da TV perde sua graça quando o ator que representa o ladrão na tela vê suas mansão arrombada. Aí ele chama a policia porque o que é glamoroso no cinema não é nada agradavel na vida real. Qualquer pessoa que já foi assaltada sabe a sensação horrivel de violação que enche a alma.

A Palavra é bastante direta sobre a busca de riqueza. "De que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" Mateus 16:26. Os ricos se deixam enredar e enganar pelo dinheiro cujo "amor é a raiz de todos os males" I Timoteo 6:10 e por isso mesmo "dificilmente entrará no reino dos céus um rico" Mateus 19:24. Exemplos de ricos e famosos que se suicidaram são tantos que nem os mencionaremos. Desde musicos a atores e atletas muitos tem descoberto que podem ganhar o mundo mas se perdem a alma isso de nada vale. Logo, "mais vale o pouco do justo do que a abundância de muitos impios" Salmo 37:16 porque o justo aprende a viver contente e agradecido e o Senhor se mostra para ele o Senhor que provê. A gratidão e o contentamento é fonte de felicidade e de muitas outras virtudes

5) MENTIR É PROVEITOSO EM MUITAS OCASIÕES
Segundo Hollywood a mentira é algo natural, todas as pesoas mentem o tempo todo e quem diz o contrário é falso e hipócrita. Em tom de brincadeira foram feitos filmes a ridicularizar a verdade. Nesses filmes o personagem tem que dizer a verdade porque foi "amaldiçoado" com ela e sua vida se torna um tormento. Logo, mesmo reconhecendo que seria bom dizer a verdade, Hollywwod banaliza a mentira e faz troça da sinceridade.

A Bíblia é peremptória quanto à origem da mentira, porque " quando o diabo profere mentira, fala do que lhe é próprio pois é mentiroso e pai da mentira" João 8:44. Paulo instiga os crentes a "deixando a mentira fale cada um a verdade com o seu próximo" Efésios 4:25. O Cristão não é imune à mentira mas segundo a palavra seu falar deve ser honesto e claro "o que é sim, é sim, o que é não, é não, o que passar disso é de procedência maligna" Mateus 5:37.

Hollywood novamente se contradiz quando defende a mentira porque os mesmos argumentistas que defendem a mentira, os atores que a interpretam e os realizadores que a dirigem não querem que se lhes conte mentiras. Querem que lhes seja dita a verdade enquanto ensinam as novas gerações que mentir é legal e util. A Bíblia é coerente com sua posição. A mentira é maligna, a verdade é de Deus e devemos preserva-la com corações sinceros mesmo que isso nos custe caro em algumas situações.

6) O HOMOSEXUALISMO É SINAL DE MODERNIDADE E PROGRESSO
Há muito que hollywood tem estado a serviço do lobby gay. Praticamente todos os atores de primeira linha já representaram um papel homosexual e muitos só ganharam prémios quando o fizeram. No cinema e na TV o gay é sempre bonito, resolvido, inteligente, de bom gosto, amoroso, tolerante e bom rapaz. A homosexualidade é apresentada como mais que natural, forma de amor válida e progressista. Os heterosexuais são apresentados como intolerantes, atrasados, violentos e preconceituosos e mais recentemente como mentirosos porque, segundo holywood, todo mundo é gay, só não sabe disso!

O lobby homosexual é tão forte que, mesmo sendo uma pequena minoria, vão conseguindo que se passem leis a seu favor ao redor do mundo. Mesmo em países de forte tradição católica como Portugal a lei que permite o casamento gay passou e a adoção de crianças deverá ser aprovada, tornando legal e patrocinado pelo estado o abuso psicológico e em muitos casos fisico, de crianças.

A Bíblia é clara sobre o homosexualismo. Paulo já vivia numa sociedade cheia dessa perversão e chamou a atenção que " os homens deixando o contato natural da mulher se inflamaram mutuamente em sua sensualidade cometendo torpeza, homem com homem e recebendo em si mesmos a merecida punição de seu erro" Romanos 1:27. Como Cristãos devemos amar a todos e orar pelos nossos inimigos. Devemos amar os gays e lesbicas e ajuda-los a vencer seus problemas mas não podemos pactuar com suas práticas. Os lobbys gays querem insistir que o cristão só pode mostrar seu amor aos gays aceitando seu comportamento. Poderiamos dizer o mesmo de ladrões, assassinos e pedófilos? Seria legitimo? Se queremos ser coerentes com a Bíblia a resposta cristã em amor é mostrar ao pecador o seu erro e ajuda-lo a encontrar a salvação. Não fazemos isso com hipocrisia mas reconhecendo que somos também pecadores e tambem precisamos de salvação e ajuda na correção de nossos erros.

Na realidade os homosexuais são em muitos casos fruto de abusos na infância, pessoas desajustadas que dariam tudo por uma vida normal. Muitos reconhecem isso e buscam ajuda.  Mas, o movimento, longe de ser a simpatia e tolerância que o cinema mostra na prática é violento, preconceituoso e agressivo contra os heterosexuais e mesmo a Igreja.  Hollywwod nega todos os estudos que mostram a transitoriedade das relações homosexuais e todos os traumas que elas deixam, para não falar nas dificuldades fisicas que essas práticas acarretam. Mais uma vez o cinema mente e a Bíblia responde! Todos os estudos e pesquisas feitos sobre relações homosexuais mostaram indices maiores de violência, DST, uso de drogas e separação. Mas essas pesquisas não interessam... Como Cristãos devemos estar prontos a ajudar quem precisa, mas também a defender a nossa fé e a verdade revelada na vida.

7) VENCER É TUDO! NINGUÉM GOSTA DE PERDEDORES...
Os filmes de hollywood se especializaram na exaltação do herói popular. Aquele que vence a todo custo, contra todas as evidencias e que fica de pé no fim. Desde atletas famosos a homens de negócios bem sucedidos. A vida é do mais forte e não dos fracos. Os perdedores são execrados. A pior coisa possivel é ser um perdedor e com isso leia-se, alguém que não conseguiu fama, riqueza e projeção. Desse modo o evangelho hollywoodiano é para uma seleta minoria e afirma-se como fantasia inatingivel para a maior parte da população que só pode contemplar seus heróis nas telas.

É evidente que a Bíblia também fala de vencedores e exalta aqueles que tem sucesso em suas atividades. A Palavra também conta da vitória de Davi sobre Golias ou de Daniel na cova dos leões. Mas na palavra há uma advertência clara porque "muitos primeiors serão ultimos e ultimos primeiros" Mateus 19:30. A Biblia chama a atenção que no mundo espiritual o sucesso nem sempre é entendido pelos olhos pois "o homem natural não aceita as coisas do Espirito de Deus porque para ele são loucura e não pode entnde-las porque elas se discercnem espiritualmente" I Corintios 2:14.

Segundo hollywood e seu padrão Jesus teria sido um grande derrotado. Mas em sua morte teve a maior de todas as vitórias possiveis. Além disso Jesus nos mostrou em sua vida que Deus investe naqueles que o mundo chama de perdedores. O grupo que Jesus chamou para seus discipulos e a quem deu a ordem de alcançar o mundo seria considerado um bando de perdedores pelos padrões modernos. Mas foi neles que o Mestre investiu. Ele andou com pecadores, pobres e doentes e não entre os bem sucedidos que seriam os frequentadores de hollywood de seu tempo. Graças a DEus por isso. A boa nova da palavra é para todo o povo pois a salvação é para todos.

CONCLUSÃO:
Enfim, sou uma pessoa normal e sim, assisto a muitos filmes e séries.  Não vou co ponto de dizer que não ppodemos veer filmes. Sei  rir de comédias, chorar com romances e histórias dignas que nos elevam o caráter.  Eu também aprecio um bom espetáculo e a atuação de bons atores.  Há filmes que amo e revejo com certa frequência como "Violino no Telhado"; "Ben-Hur" ou "As Crônicas de Nárnia". Reconheço que há filmes inspiradores como os recentes "Amazing Grace" que mostra a luta de Wilberforce contra a escravatura no parlamento Inglês ou "Cinderela Man" que conta a história real de boxeador que foi um verdadeiro herói popular, bom marido e bom pai.

O que quis lembrar nesta reflexão é que devemos como Cristãos ser seletivos e atentos. A indústria cinematográfica tem sido instrumento maligno, na maioria das vezes, e não podemos baixar a guarda no mundo espiritual.  Sejamos criteriosos, avaliemos o que vemos à luz das escrituras e saibamos separar o pouco trigo do muito joio. E bom filme!

12 de fev. de 2010

MUNDO EM DEPRESSÃO

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que já em 2020 a depressão será o maior problema de saúde do planeta e aquele em que os governos gastarão mais dinheiro. Até lá já estarão afetados cerca de 340 milhões de pessoas nos vários continentes. Só para ter uma noção comparativa a Diabetes afeta 194 milhões em todo o mundo e a principal causa de morte no planeta (doenças cardiovasculares) mata cerca de 12 milhões por ano.

No Brasil entre 2005 e 2007 aumentou 18,5% o consumo de antidepressivos. Estima-se que perto de 10% da popilação brasileira é dependente de ansiolíticos. Os gastos anuais no país com psicofarmacos chega a cerca de 5,6 bilhões de reais sendo que um anisolítico já ocupa o segundo lugar na lista de farmacos mais vendidos.

Em Portugal o consumo de psicofarmacos subiu 36,6% em 5 anos. Os portugueses gastam perto de 82 milhões de euros por ano com esse tipo de medicação. Já nos EUA o uso de antidepressivos duplicou entre 1996 e 2005. Em 2008 foram passadas cerca de 164 milhõesde prescrições de psicofarmacos para 27 milhões de pessoas (10% da população). O mesmo acontece em todos os países da União Européia. Como explicar isso justamente no primeiro mundo onde a vida é teóricamente melhor? Como entender que os níveis de suicidio são menores nos países do chamado terceiro mundo?

As respostas serão complexas, mas entendemos que muito se poderá entender olhando para as filosofias ou cosmovisões incoproradas ao cotidiano da vida ocidental nas últimas décadas. Pensemos então:

Evolucionismo: Ensinado nas escolas como verdade científica (mesmo que sendo uma teoria com muitas coisas por explicar e inúmeras contradições) levou as gerações atuais a pensar em termos evolucionistas. Há canais de TV que parecem destinados quase que exclusivamente a divulgar as teorias evolucionistas. O tema é apresentado com uma segurança que os dados científicos não comprovam. Mas a verdade é que as gerações atuais aceitam essa teoria como a correta. Segundo ela somos fruto do acaso. A vida não tem nenhum propósito. Valemos o mesmo que lesmas ou bactérias. Somos apenas animais numa fase evolutiva mais avançada.

Relativismo: Filho da evolução, e parente próximo do subjetivismo, o relativismo parece libertador e liberal. Ensina um certo tipo de tolerância dizendo que todas as opiniões são válidas. Tudo é permitido. O que serve para você pode não servir para mim. Não há absolutos, não há valores definidos, não há razão pela qual viver. Ora se tudo vale então na verdade nada vale. Sem principios ou valores ficamos entregues à lei do mais forte. O relativismo deixa o homem à deriva num mar encapelado.

Materialismo: Também filho da evolução e irmão do consumismo. Afinal a evolução nos diz que tudo é matéria. Logo, a vida vale só pelo material. Vive o homem a correr atrás de coisas que preencham seu vazio interior. O homem visto como ideal é o que tem mais coisas. A velha máxima "ganha quem tiver mais brinquedos". Mas o homem descobre que coisas não satisfazem e talvez por isso mesmo os niveis de suicidio são maiores nos países em que o homem tem maior poder aquisitivo.

Num mundo dominado por essas filosofias não admira que o homem esteja deprimido. Foi Albert Camus (1913-1960), filósofo e escritor Franco-Argelino que de forma direta colocou a verdade do homem moderno:" Se Deus está morto só há um problema filosófico sério - o suicidio. Vale ou não a pena viver?" 
A grande questão dessa afirmação é o "SE" inicial. E se Deus não está morto? E se está bem vivo ativo? E se tem tudo a ver com a realidade humana.

A resposta cristã e bíblica ao dilema humano e às filosofias modernas é clara:

Criação: Deus criou o mundo e o homem. O estudo científico sério mostra tantas evidências de designio na natureza que só a teimosia pode desprezar. Grandes cientistas modernos como o diretor internacional do projeto Genoma o americano crêm na criação Divina. Ora, a criação é importante também porque dá ao homem um senso de valor, um sentido de propósito que a evolução lhe tirou. Não estamos aqui por caaso, a vida não é um jogo de dados, há uma razão para isso tudo e um sentido para o nosso viver. Querer passar a vida negando o Criador é fonte de depressão. Reconhece-lo e buscá-lo traz um entendimento totalmente novo da realidade e do valor da existência.
Propósito: Como fomos criados por Deus há um propósito para nossas vidas. As caracteristicas que eu tenho me fazem único e nesse sentido especial. Talentos e capacidades, temperamento e percepções, tudo é único em mim e me capacita a ter uma vida cheia de realização desde que conheça quem me criou e me ocupe em viver para esse propósito.

Princípios: Como há um Criador e um propósito há também princípios para a vida. Há valores, há uma distinção entre bem e mal. Há coisas pelas quais vale a pena viver e até morrer. É possivel conhecer e viver por esses princípios. Segui-los dá maior sentido à vida. Desrespeitar os princípios de Deus para a vida traz sofrimento tanto no plano material (se desrespeitar a lei da gravidade) quanto no plano moral (se matar por exemplo).

Espírito: O homem foi criado por Deus á sua semelhança, ser espiritual. Negar a parte espiritual do homem é negar sua essencia. Viver pela matéria é limitar a vida humana ao mais básico e se revelará claramente insatisfatório. As maiores alegrias, prazeres e realizações encontram-se justamente na esfera espiritual da vida e não nas coisas materiais. O Cristão deve aprender, num processo de crescimento continuo, a viver cada vez mais na esfera do Espirito. Isso não quer dizer que vive fora do mundo ou que perde a noção da realidade fisica, mas que desenvolve a capacidade de avaliar as coisas pelo prisma espiritual e a permitir que o espirito domine a esfera física.

Uma última questão pertinente será: pode o Cristão ficar em depressão? Isso equivale a perguntar se uma pessoa saudável pode ficar com gripe. É claro que pode! Não é seu estado natura e sai desse estdo em pouco tempo, mas pode conhece-lo. O Cristão deprimido precisa sobretudo perceber onde a cosmovisão do mundo o contaminou e como pode voltar à pela comunhão que pode restabelece-lo. Em outras postagens refletiremos sobre isso.

27 de nov. de 2009

Cristãos Elaboram a Declaração de Manhattan!

Resposta às Políticas Anti-Cristãs

Diante da crescente pressão da cosmovisão moderna sobre a igreja de Jesus os cristãos tendem a se encoher e refugiar em trincheiras. Há porém aqueles que entendem que nosso melhor contributo é responder com clareza, razão e ciência às alegações das filosofias modernas que querem calar o Cristianismo.  Um grupo de eminentes figuras de vários quadrantes do mundo cristão (Católico, Ortodoxo, Protestante e Evangélico)  reuniu-se para elaborar uma declaração nesse sentido, defendendo a cosmovisão cristã diante de ataques externos.  Esses líderes emitiram a  Declaração de Manhattan no dia 20 de Novembro de 2009.

Os redatores da declaração foram Charles Colson, antigo conselheiro da Casa Branca e do Presidente Nixon, Prof. Robert George Professor de Jurisprudencia da Princeton University e Timothy George Professor do Beeson Divinity School da Samford University.  O documento aborda três pontos principais: a dignidade da vida humana, a santidade do casamento como união de marido e mulher e a liberdade de consciência bem como os direitos de expressão religiosa de cada individuo.  As passagens entre aspas foram traduzidas pelo Pr. Joed Souza.

Dignidade da Vida

A declaração se levanta contra a "cultura de morte" mais evidente na questão do aborto e lembra que essa cultura inevitavelmente "desvaloriza a vida em todas os seus estágios e condições promovendo a crença que vidas que sejam imperfeitas, imaturas ou inconvenientes são descartáveis" . Recordando as noções eugênicas avançadas na decada de 1920 por intelectuais dos EUA e Europa, a declaração afirma a união dos cristãos no sentido de "resistir à licença para matar que começou com o abandono dos não nascidos ao aborto... dos movimentos para o suicídio assistido, eutanásia e a clonagem humana para pesquisa biomédica" .

O documento reafirma a noção biblica da dignidade da vida humana e da "luta pela proteção dos fracos e vulneráveis" na perspectiva que a "resposta cristã ao problema da gravidez problemática é para todos nós amarmos e cuidarmos da mãe e sua criança".

A declaração refere ainda uma preocupação forte com o genocidio e limpeza étnica que tem se verificado em muitos lugares do mundo bem como tudo aquilo que ataca a dignidade do ser humano e a santidade da vida.

Casamento

A declaração reafirma a santidade do casamento como união entre homem e mulher como "a mais importante instituição para o sustento da saúde, educação, e bem estar de todas as pessoas da sociedade".  Lembra que "onde a cultura de casamento começa a ruir, patologias sociais de todo tipo logo se manifestam".

Segundo o documento é necessario parar com a "glamorização da promiscuidade e infidelidade e restaurar entre o povo o senso de profunda beleza, mistério e santidade do amor marital fiel".

"O impulso para redefinir casamento de modo a reconhecer casamento entre pessoas do mesmo sexo e com parceiros múltiplos é um sintoma da erosão da cultura de casamento... reconhecemos que há aqueles que são dispostos à homosexualidade e relações múltiplas, assim como há gente disposta à outras formas de conduta imoral. Temos compaixão dos que têm estas disposições; respeitamos os seres humanos como possuindo uma dignidade profunda.... estamos com eles mesmo quando falham.  Nós, como eles, somos pecadores e necessitamos da paciência, amor e perdão de Deus... nossa rejeição do pecado, embora resoluta, não deve se tornar em rejeição do pecador".

Dito isto, a declaração reconhece que existem divergências quanto a este ponto, mas rejeita a possibilidade de que outras definições de casamento sejam neutras para a sociedade, logo "é por amor (não ânimo) e preocupação com o bem comum (não preconceito) que nos empenhamos em lutar incessantemente para preservar a definição legal de casamento como a união de homem e mulher e para reconstruir uma cultura de casamento".

Liberdade Religiosa

A declaração recorda a luta pela liberdade religiosa que tem ocorrido ao longo dos séculos e estranha que aqueles que hoje "defendem o direito de matar crianças não nascidas, idosos e deficientes e o direito de se envolver em praticas sexuais imorais e mesmo o direito de ter esses relacionamentos reconhecidos e abençoados pela lei, sejam os que estão na vanguarda dos que pisoteiam a liberdade de outros de expressar seus compromissos morais e religiosos em relação a santidade da vida, a dignidade do casamento como união conjugal entre homem e mulher".

O documento cita exemplos de leis que foram aprovadas que eliminam cláusulas de consciência, procurando forçar os profissionais a agirem contra seus princípios, como médicos que são obrigados a realizarem abortos ou igrejas forçadas a cederem seus templos para cerimônias homosexuais.

A declaração reafirma a posição cristã de respeitar e obedecer as autoridades mas refere que as leis existem para servir à justiça e ao bem comum. Sendo assim, leis injustas minam a sociedade e o bem comum.

Baseados no compromisso de sempre dos cristãos, de não comprometer sua proclamação do evangelho começando com Atos 4 !   Este texto lembra que a desobediencia civil não só é permitida,  mas por vezes, torna-se obrigatória!  Citando as cartas da prisão de Birmingham de Martin Luther King Jr, a declaração termina afirmando que não aceitaremos editos cujo propósito seja "compelir as nossas instituições a participação de abortos, pesquisa que destruam embriões humanos, suicídio assistido ou eutanásia, nem nos dobraremos às leis que queiram nos forçar a abençoar parcerias imorais, tratá-las como casamentos ou equivalentes e refrearmos a proclamação da verdade como a conhecemos sobre a moralidade, imoralidade, casamento e família".

A todos aqueles que clamavam por uma reação digna dos cristãos digo que agora é o momento de nos manifestarmos e respondermos aos que menosprezam e tentam refrear nossa fé e nossas liberdades.

O texto foi subscrito por 152 lideres religiosos que incluiram reitores e professores universitários, pastores de igrejas evangélicas, arcebispos católicos e primazes ortodoxos.  Dos nomes mais conhecidos entre os batistas estarão J.I Packer, Josh MacDowel, Phil Maxwell. Jack Graham e James Dobson. 

Para leitura da Declaração de Manhattan ou para subscrevê-la acessar: http://www.manhattandeclaration.org/