Na faculdade dizia a um colega que o nosso futuro poderia passar por abrir um consultório. De quê? De Filosofia, pois claro! Onde as prescrições não conteriam as palavras «Ben U Ron» ou «Aspegic», mas sim «Meditações Cartesianas: ler 2 parágrafos 3x ao dia». Na altura não conhecia o livro de Lou Marinoff « Mais Platão, menos Prozac» e estava longe de adivinhar que a consultoria filosófica iria tornar-se no movimento que a Pública documentou no domingo passado. Um pouco por todo o país, multiplicam-se os espaços onde podemos consultar um filósofo, que nos possa ajudar a compreender e a pensar sobre aquilo que nos inquieta. Mas o caminho é longo e muito há a fazer neste campo, para que a actividade seja devidamente profissionalizada e assim se torne credível. Há dias comentei que pensava desenvolver tese nesta área; perante isto aconselharam-me o Professor Karamba como possível orientador. Imediatamente sorri e gargalhei. (Os filósofos são pessoas com sentido de humor, não esqueça...