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domingo, 21 de setembro de 2014

21 DE SETEMBRO: DIA NACIONAL DA LUTA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Nas três primeiras fotos, registros da minha trajetória profissional. Nas três últimas,
com a professora mestra Selma Bedaque, o professor Romeu Sassaki e doutor Salomão Schwartzman.

O Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência foi instituído em 1982, numa ação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, mas oficializado apenas em 14 de julho de 2005, através da Lei Federal nº 11.133.

Nosso país comemora esta data objetivando a sensibilização, a conscientização e a mobilização social no sentido de eliminar as barreiras arquitetônicas, atitudinais, de informação e quaisquer outras que dificultem a participação efetiva de pessoas com deficiência na vida em sociedade.

Embora ainda haja uma infinidade de razões para as pessoas com deficiência permanecerem nessa luta, nas últimas décadas, felizmente, elas têm conquistado vários direitos. Paulatinamente, a sociedade está mudando... Seu olhar para as pessoas com deficiência não é mais o mesmo. Entretanto, não podemos negar que o preconceito e a desinformação ainda persistem, que há resistentes à inclusão, que a acessibilidade deixa muito a desejar ou inexiste em alguns lugares – num total desrespeito à condição humana –; contudo, elas jamais tiveram seus direitos reconhecidos na proporção que o são nos dias atuais, nem que seja por imposição das leis que se fizeram necessárias para garantir-lhes os direitos naturais de todo cidadão.

Particularmente, apesar de haver sido educada para respeitar a diversidade e conviver harmonicamente com ela, engajei-me nessa luta apenas em 2008, ano em que participei de um curso sobre inclusão, com a profª Selma Bedaque. Foi através do mesmo que ampliei minha visão de mundo. Motivada e mobilizada, resolvi dar a minha contribuição de forma mais concreta e efetiva. De lá para cá, venho me transformando e evoluindo em todos os sentidos, pois tenho recebido inúmeras lições tanto de pessoas com deficiência (que, apesar de suas limitações, são bem mais “ativas” que muita gente por aí – minhas amigas Benomia Rebouças e Martha Maia que o digam!), quanto de estudiosos/teóricos que pesquisam e compartilham formas de construirmos escolas e sociedades cada vez mais inclusivas.

Por experiência própria, eu lhes garanto: é um privilégio, um aprendizado o trato diário com pessoas com deficiência. Para exemplificar, compartilho um de seus ensinamentos: “a medida de nosso respeito é proporcional ao valor que atribuímos ao outro.”


E a luta continua... Avante, meus amigos!!!!!

sábado, 24 de maio de 2014

INCLUSÃO - MAIS UM CURSO!

VIII CURSO DE FORMAÇÃO DE GESTORES E EDUCADORES DO PROGRAMA “EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DIREITO À DIVERSIDADE” (de 19 a 23 de maio de 2014) 

Foram cinco dias de compartilhamento de saberes. Uma semana riquíssima e impagável, da qual saímos repletos de conhecimentos e experiências. Sentimo-nos motivados, mobilizados para, cada vez mais, avaliarmos/revermos/aperfeiçoarmos não apenas a nossa prática pedagógica, mas também nossa postura e nossos conceitos como seres humanos. Neste curso, realmente, tivemos a dimensão do que vem a ser a diversidade. Ele oportunizou vez para as diversas vozes que precisavam ser ouvidas. Participei integralmente/ativamente do mesmo e só me resta agradecer este privilégio e também parabenizar a todos os responsáveis pela realização desta excelente formação. 

Temas abordados:
- A construção do sujeito no espaço escolar
- O desenho universal como possibilidade para práticas pedagógicas inclusivas
- Para uma escola inclusiva, qual o nosso jeito de caminhar?
- Cartas de esperança na voz de alunos surdos: acessibilidade, aprendizagem e inclusão no Ensino Superior - Relações de gêneros e diversidade sexual na escola
- Gestão e currículos da escola sustentável
- A promoção da igualdade social na escola
- Práticas do AEE na trajetória de alunos no ensino regular
- Um AEE para além da sala de recursos multifuncionais
- Educação do campo e formação docente
- A família é parte integrante da escola?
- Escola da diversidade: escola edifício ou escola tenda?

Mestra Selma Bedaque fazendo a minha apresentação
 no dia da minha palestra
Idem.
Professoras participantes do curso
Como cursista
Apresentando a mestra Selma Bedaque no dia de sua palestra


Mestra Selma Bedaque falando aos cursistas

Participando como cursista

Minhas amigas queridas: aluna Rayane Marques
 e professora especialista Jaciara Gomes

Professoras cursistas do município de Itaú.

Realizando minha palestra

Entrevistando a aluna Rayane.

Após minha palestra, recebendo uma comenda das mãos da profª Iara Canuto.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

VIVER SEM LIMITE




Palácio da Resistência nos minutos iniciais do encontro
Nesta tarde (08/04), no Palácio da Resistência, tive o prazer de participar de um encontro (juntamente com autoridades municipais, representantes e associados de várias entidades ligadas às pessoas com deficiência e colegas professoras especialistas das Salas de Recursos Multifuncionais) com a prefeita Cláudia Regina e membros do Governo Federal (Cleonice Pellegrini e Garibaldi Pessoa) que vieram a Mossoró para apresentar o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, ao qual a nossa prefeita garantiu aderir.



Lançado em 17 de novembro de 2011 (conforme Decreto Nº 7.612), pelo governo brasileiro, o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite evidencia o compromisso do nosso país com as prerrogativas da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas, no sentido de assegurar a todos o direito ao desenvolvimento e à autonomia.



De acordo com o Censo do IBGE/2010, no Brasil, temos cerca de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência.



O Plano Viver sem Limite reúne um conjunto de políticas públicas divididas em quatro eixos: Acesso à Educação, Inclusão Social, Atenção à Saúde e Acessibilidade.



A título de exemplo, eis algumas ações do Plano Viver sem limite:
- PRONATEC

- MINHA CASA MINHA VIDA 

- BB CRÉDITO ACESSIBILIDADE

Para saber mais, acesse:


http://portal.sdh.gov.br/destaques/viver-sem-limite/

http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_0.pdf

http://pronatec.mec.gov.br/

http://www.caixa.gov.br/habitacao/mcmv/index.asp

http://www.bb.com.br/portalbb/page17,19314,19314,0,0,1,1.bb

sábado, 25 de agosto de 2012

Debate sobre educação inclusiva

 Da esquerda para a direita, Vanessa Carvalho, Welliana Benevides, João Neto e Gerlandia Joca

Na noite da última quarta-feira (22/08), o Departamento de Apoio à Inclusão da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (DAIN/UERN) realizou, no auditório da Faculdade de Educação Física (FAEF), o VII debate do Ciclo de Debates deste órgão cujo tema foi: “Tecnologias Assistivas para Educação Inclusiva”. A discussão da temática foi realizada em mesa redonda com os seguintes participantes: Gerlandia Joca de Castro (pedagoga do DAIN), João Zacarias de Sousa Neto (técnico em deficiência visual e transcritor de Braille do DAIN), Vanessa Carvalho de Oliveira (instrutora de Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS) e Welliana Benevides Ramalho (mestre em Ciência da Computação e Membro do Grupo de Software da UERN).

Na abertura, contamos com a apresentação musical (voz e violão) de Francisco de Assis Morais, concluinte do curso de História, que brindou a todos com vários sucessos do cantor Raul Seixas.

O evento teve como público-alvo discentes, docentes e profissionais que trabalham e/ou têm interesse por esta temática. 


Estive presente e gostei muito do que vi e ouvi. Vale destacar a preocupação de alguns integrantes do DAIN e do CADV em garantir acessibilidade a todos os que compareceram ao debate. Para tal, foram convidadas duas intérpretes que reproduziram em LIBRAS, para as pessoas com surdez, tudo o que era falado. Para os não videntes, foi feita a audiodescrição por dois voluntários – algo raro de se ver até em eventos cujos temas giram em torno da inclusão.

Aproveito, então, para enviar meus cumprimentos ao Prof. Esp. José Evangelista de Lima (chefe do DAIN), bem como aos demais membros do Departamento de Apoio à Inclusão por esta iniciativa que muito contribuiu para refletirmos sobre a educação numa perspectiva inclusiva. 

CADV – Centro de Apoio ao Deficiente Visual de Mossoró

quinta-feira, 22 de março de 2012

Acessibilidade na UFERSA

Amanhã, 23/03, teremos o encerramento do seminário "UFERSA: construindo o caminho da acessibilidade".
Estou participando como palestrante. Tem sido uma experiência gratificante falar a respeito do tema inclusão e interagir com professores e alunos do ensino superior.
A adesão nos três campi da UFERSA (Pau dos Ferros, Caraúbas e Angicos) foi excelente. Esperamos que, amanhã, ocorra o mesmo em Mossoró.


Para saber mais, por favor, clique aqui.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

DIALOGANDO SOBRE ACESSIBILIDADE

Foto: Raimundo Antonio

 
"Dialogando sobre acessibilidade" foi o tema da palestra que proferi na tarde ontem (28/02). Inserida na programação da semana pedagógica das escolas rede estadual de ensino, pertencentes à circunscrição de Mossoró-RN, contou com a presença de um bom número de professores com os quais tive o prazer de interagir, trocando relevantes informações.
Procurei torná-la dinâmica e interativa a fim de que todos aproveitassem, ao máximo, esta oportunidade de discutir um tema relacionado à inclusão.
No Blog da 12ª Dired, você encontrará mais detalhes e fotos. Por gentileza, clique aqui.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Oficina do sapatinho

Nos primeiros dias deste mês, os profissionais da rede municipal de ensino de Mossoró receberam capacitação. Refiro-me à tradicional Semana Pedagógica que acontece antes do início de cada ano letivo. Desta vez, ela teve uma programação ainda mais diferenciada, atendendo às reivindicações e superando as expectativas dos educadores. Constou de palestras, oficinas e minicursos.

Partipantes da oficina nº17:
“O AEE na perspectiva de uma escola colaborativa”
Foto: Rosely Fernandes


Previamente, em dezembro de 2011, mais de 800 professores, supervisores e gestores, oriundos de 102 unidades educacionais da cidade, tiveram a oportunidade de fazer suas inscrições e optar pela temática de sua preferência. Esta medida da Gerência Executiva de Educação – GEED fez o diferencial, facilitou o planejamento dos mediadores e garantiu o pleno êxito da programação.

Coordenadoras pedagógicas Neném Fernandes e Iara Canuto
Foto: Rosely Fernandes


A simpática, tranquila e colaborativa professora
 Cristianne Miranda em ação
Foto: Rosely Fernandes


No caso das 17 oficinas, foram distribuídas em diferentes e estratégicos pontos da cidade. Entre elas, destaco a que eu e a mestranda Selma Bedaque ministramos: “O AEE na perspectiva de uma escola colaborativa”. A título de exemplo, de fato, a colaboração aconteceu desde a montagem até a sua realização – vale salientar que contamos com o inestimável apoio das coordenadoras pedagógicas para tudo o que foi necessário.

Contação da história "O sapateiro e os anõezinhos"
pela professora Selma Bedaque
Foto: Rosely Fernandes

Leitura do texto "A colaboração no processo de inclusão escolar"
de autoria da mestranda Selma Bedaque
Foto: Rosely Fernandes


Tivemos como público-alvo as professoras das Unidades de Educação Infantil – UEIs. Na nossa pauta, contação e reconto da história “O sapateiro e os anõezinhos” – uma versão de Bia Bedran do clássico dos irmãos Grimm; textos enfatizando a colaboração no processo de inclusão escolar e diversos referenciais sobre deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação além estudos de casos e flexibilização de planos de aula, sequências didáticas, atividades permanentes e projetos.

Após articulação entre o texto lido e discutido e os estudos de casos propostos,
 as professoras apresentaram sugestões de intervenções colaborativas, entre o AEE e a escola  comum,
para melhor atender às necessidades dos alunos com deficiência, transtornos e superdotação
Foto: Rosely Fernandes

Mais sugestões de intervenções colaborativas
Foto: Josselene Marques

Reconto da história considerando a diversidade da turma
Nesta versão, os anõezinhos foram substituídos por netinhas do sapateiro.
Como uma boa parte da clientela das UEIs é criada pelos avós,
 esta versão tem o objetivo de incentivar a colaboração
dos netinhos com os seus avós e cuidadores
Foto: Josselene Marques

Avós e netinhas
"Colaboração implica criatividade"
Foto: Leilimar Bezerra

Mais um momento da performance das educadoras
Foto: Rosely Fernandes

Nesta outra versão, os anõezinhos foram substituídos por fadinhas
que usaram papel e copos descartáveis para fazerem suas "varinhas mágicas" 
Foto: Josselene Marques

Nesta versão, a ênfase foi dada à utilização
do relógio, mencionado na história,
que foi trabalhado em alto-relevo
 para compensar as limitações de uma aluna cega
Foto: Josselene Marques
Fornecemos diversos textos para servirem de referenciais
na flexibilização (considerando os casos estudados) de planos de aula,
 sequências didáticas, atividades permanentes e projetos
distribuídos entre os grupos formados por dois ou três pares
Foto:Josselene Marques

Flexibilização
Segundo as próprias participantes da oficina, depois do reconto criativo,
este foi o momento no qual a colaboração se fez mais presente.
Foto: Josselene Marques

Na acolhida, todas as participantes receberam um sapatinho de cristal, numerado e personalizado, que serviu de critério para formação de pares/duplas e agrupamentos de pares durante o transcorrer das atividades propostas. O mimo foi aprovado pelas educadoras e a nossa oficina foi carinhosamente rebatizada de “Oficina do Sapatinho”.

Sapatinhos de cristal em caixinhas personalizadas
Mimos distribuídos na acolhida às participantes da oficina
Foto:Josselene Marques

Parte do material para contação de história
Foto: Josselene Marques


Amanhã, 06/02, terão início as atividades de 2012. Aproveito, então, para desejar um produtivo e excelente ano letivo a todos os meus amigos e colegas de profissão.

Agora, compartilho mais um dos momentos do nosso prazeroso trabalho da quinta-feira (02/02). Ele poderá ser visto através de um vídeo que foi exibido no Jornal TCM – um programa da TV a Cabo Mossoró – no Canal 10 (clique aqui).


sábado, 15 de outubro de 2011

Uma professora apaixonada

Foto: Valdete Pereira



Chegamos a 15 de outubro – mais um Dia do Professor...



Aproveito a passagem da data para cumprimentar a todos aqueles que assumiram o inestimável compromisso de educar/formar gerações, isto é, dar o suporte essencial para que seus alunos atinjam/adquiram graus de humanização e conhecimento necessários para avançarem, descobrirem a sua vocação e cumprirem o seu papel de agentes transformadores da sociedade.


Mais uma vez, ao escrever sobre esta profissão, não pretendo elencar/relembrar as inúmeras dificuldades enfrentadas por mim e pelos meus colegas. Primeiro porque todos já sabem, através das denúncias feitas por quem teve a iniciativa e a coragem de reivindicar melhores condições de trabalho e, segundo, porque aprendi com a experiência que, enquanto esperamos pelo justo reconhecimento, é recomendável e ético que façamos tudo o que estiver ao nosso alcance por nossa matéria-prima: o aluno, bem como valorizemos o que já conquistamos, sem nos esquecermos de, incansavelmente, vindicar o que nos é devido – é claro!


E é justamente quando procuro ver o lado bom da minha profissão que me vem à lembrança a imagem de uma “professora apaixonada”, um ser humano extraordinário que tive o privilégio de conhecer durante uma visita a uma das escolas que pertencem ao polo de Atendimento Educacional Especializado – AEE, que realizo na qualidade de professora especialista de uma das oito Salas de Recursos Multifuncionais – SRM da rede municipal de ensino de Mossoró. Sua postura é louvável, pois ela não se deixa intimidar por problemas e desafios. Com o apoio da equipe gestora e dos demais integrantes de sua escola – indiscutivelmente inclusiva, ela realiza um trabalho que merece registro e destaque. Esta professora, a quem especialmente quero homenagear, chama-se Fátima Lopes – responsável pela educação de uma turma do 1º ano do Ciclo da Infância. O interessante é que, já no primeiro contato, facilmente, percebemos o quanto ela é uma educadora comprometida, dedicada, antenada, motivada e, por seu espírito acolhedor, especialmente preparada para educar na diversidade. Sou testemunha de suas acertadas ações, em se tratando da prática pedagógica, pois temos um aluno em comum e somos parceiras nesse atendimento, que considero exitoso, graças à sua dedicação - na verdade, paixão pelo que faz.


Certo dia, o poeta e dramaturgo alemão Bertold Brecht escreveu: “Se não morre aquele que escreve um livro ou planta uma árvore, com mais razão não morre o educador que semeações escreve na alma”. Tenho certeza de que esta professora modelo há de colher muitos bons frutos e um livro já está em adiantado processo de formatação na alma de todos nós que, de certa forma, convivemos com ela. De minha parte, caríssima amiga, receba, além dos cumprimentos pelo Dia do Professor, o meu reconhecimento pelos seus esforços. Faço votos de que continue fazendo a diferença nesta profissão.

sábado, 26 de março de 2011

Cordéis de João Neto

Digitalização e montagem: Josselene Marques

É com prazer que divulgo o lançamento de quatro excelentes folhetos de literatura de cordel (um tipo de poema popular, originalmente oral, e depois impresso em folhetos, escritos em forma rimada, ilustrados com xilogravuras nas capas) nos quais predominam estrofes de seis versos.

O autor é o amigo cordelista, professor licenciado em Educação Física, bacharel em Ciência da Comunicação com habilitação em Radialismo, técnico especializado no apoio ao discente com deficiência visual, agente de pastoral e um dos integrantes da galeria dos melhores jogadores (meio-atacante) do futebol mossoroense: João Zacarias de Souza Neto (ou simplesmente João Neto).

São estes os títulos:

Braille: o que é isso?
Quando os Olhos não Veem o Coração Sente
Mãe Natureza “Sustentabilidade”
O Casamento de Zezinha

Mais uma vez agradeço o valioso kit, contendo os quatro folhetos, que me foi ofertado e parabenizo seu autor não só pela riqueza do conteúdo, mas pela escolha dos temas.

Recomendo aos colegas e amigos professores a sua utilização como leitura complementar/suplementar.

domingo, 21 de novembro de 2010

Uma lição especial

Eliedson (CAS), eu (AEE), Ana Luíza (CAS),
Rejane (CAS), Lara (UFERSA)
Foto: Rita

Na noite da última quarta-feira, o meu estado emocional chegou ao ápice. Fiz um esforço enorme para não chorar diante de dezenas de pessoas. Um misto de alegria, satisfação e encantamento, acompanhado de um sentimento de realização e da certeza de que fiz a escolha certa, em termos profissionais, tomaram conta do meu ser. Recebi uma valiosa recompensa pelas horas, dias, meses e anos que tenho dedicado à causa da inclusão.
Esta data fará parte dos meus arquivos de saudade, armazenados em minha mente, pois é a prova de que vale a pena investir na aprendizagem das pessoas com capacidades diferentes. Digo isto porque acho fantástico, por exemplo, uma jovem utilizar uma língua totalmente distinta do idioma da maioria e conseguir comunicar-se tão bem ao ponto de despertar o interesse e a atenção de uma plateia heterogênea por excelência.
Ana Luíza interagindo com Felipe
SRM /EMSDF - Trabalho voluntário
Foto: Josselene Marques
Foi neste contexto que reencontrei Ana Luíza - uma de minhas ex-alunas com surdez. Eu tive o privilégio de conhecê-la, no início desta década, quando lecionava Língua Inglesa no Ensino Fundamental. Sempre nos demos muito bem e, dentro de minhas limitações, procurei promover a sua inclusão. Quando ela concluiu esse nível de ensino, foi transferida para outra escola e perdemos o contato. Recentemente, ela retornou à sua antiga escola para realizar um trabalho voluntário, auxiliando-me, por algumas semanas, no atendimento a um aluno com surdez severa, enriquecendo as minhas aulas com sua fluência em Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Todavia, esta regalia durou pouco. Convites para participar de cursos e realizar atividades no Centro de Apoio ao Surdo – CAS absorveram-na e fomos privados de sua inestimável contribuição – por uma boa causa, reconheço – na nossa Sala de Recursos Multifuncionais para Atendimento Educacional Especializado – AEE.

Ana Luíza em visita à SRM da EMSDF
Foto: Josselene Marques

Algumas semanas depois, para minha surpresa, encontro-me de novo com Ana Luíza - este doce de menina! Só que, agora, na condição de sua aluna – veja que maravilha! Os papéis se inverteram.
Com o incentivo e a ajuda de seus pais – especialmente, de sua supermãe –, atualmente, ela é graduanda do 6º período do curso de Pedagogia e integrada ao CAS. Reconhecida a sua competência, foi convidada para ser uma das palestrantes de uma formação continuada para professores de alunos com surdez, da qual estou participando, promovida pela Coordenação de Educação Especial da Gerência Executiva de Educação de Mossoró.
Esta foi a principal razão de minha emoção: aprender com uma ex-aluna como atender melhor aos meus atuais alunos. Não consigo descrever, com precisão, o que senti ao vê-la assumir, diante dos professores-alunos, uma postura segura, ao transmitir o seu saber, na sua língua, fazendo-se entender, perfeitamente, ao mesmo tempo em que encantava a todos com as suas estratégias e a sua simpatia.

Ana Luíza em sua palestra na EMJSB.
Foto: Josselene Marques

Fiquei a imaginar, enquanto observava o seu excelente desempenho: e se ela não tivesse frequentado a escola? Se sua mãe a tivesse escondido do mundo – como acontece com muitas crianças, por ignorância de seus pais ou até mesmo pelo medo de verem-nas sofrer algum tipo de discriminação?
Sem dúvida, Aninha é um exemplo a ser seguido. É mais alguém que nos faz ver que a inclusão é possível e que todo ser humano é capaz de aprender e dar sua parcela de contribuição para a sociedade. Nessa noite, muito mais que o conteúdo ministrado (os sinais referentes aos animais e às cores), aprendi uma lição especial: ela me fez entender que todos aqueles aos quais denominamos pessoas com deficiência, na verdade, são pessoas com capacidades diferentes e, a deficiência está em quem não consegue enxergar isso e não lhes dá a oportunidade de provar o quão úteis eles podem ser no exercício pleno de sua cidadania.

Copyright 2010 © Josselene Marques
Todos os direitos reservados

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

As mãos...

Imagem do Google


"As mãos rompem o silêncio e fazem a comunicação de quem não ouve, mas vê, sente e se emociona."

(Frase colhida no blog de Raquel Cambé)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Braille

Teve início, no último dia 10, no Centro de Apoio ao Deficiente Visual - CADV de Mossoró -, o curso "Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille". A ministrante é a professora Eliane Maria Dias. O público-alvo: professores da rede regular de ensino, do CADV, das salas de recursos multifuncionais e voluntários. O período: de 10/05 a 07/06/10, das 7h00min às 11h00min.
Estou participando e sugiro aos colegas professores que se matriculem, nas próximas turmas que serão formadas, pois é um curso excelente e de grande utilidade para quem trabalha com a diversidade, como nós.

Para mais informações:
CADV - CENTRO DE APOIO AO DEFICIENTE VISUAL
Telefones: (84) 3315-5141 e (84) 3314 -3704
Endereço: Praça Dom João Costa, s / n - Santo Antonio
Mossoró-RN CEP: 59611-200
E-mail:
cadv.mossoro@veloxmail.com.br
Professora Eliane Maria Dias ministra aula do curso
"Técnicas de Leitura e Escrita no Sistema Braille"
Foto: Josselene Marques

Da esquerda para a direita, as professoras Graça e Josselene,
as coordenadoras da educação especial, do nosso município,
Nenem e Cristiane e a professora Selma
utilizando máquinas de escrever Perkins Brailler.
Foto: Eliane Dias

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Dois cegos, um exemplo

Dois jovens com deficiência visual
caminham pelo centro da cidade de Mossoró-RN
Foto: Josselene Marques
Clique na foto para ampliá-la.

Hoje é primeiro de abril – Dia da Mentira -, mas o que vou narrar é uma verdade. Esta foto não é uma montagem...

Há exatamente uma semana, por volta das 11h30min, eu retornava do trabalho, quando, de repente, diante dos meus olhos, uma cena incomum me chamou a atenção: dois jovens com deficiência visual - cada qual com uma bengala na mão - caminhavam em meio ao trânsito intenso, típico daquele horário. Um deles seguia um pouco à frente enquanto o outro, com a mão direita pousada em seu ombro, andava um pouco mais atrás. Não pensei duas vezes. Tinha que registrar aquela cena. Retirei o telefone celular da minha bolsa, preparei a câmera e fiz a foto acima – apenas uma – de primeira!
 
Por uma questão de ética e respeito aos dois, procurei, no dia seguinte, identificá-los (João Marciliano Meira Barbosa e José Rodrigues Bezerra – são mais conhecidos por Joãozinho e Rodrigo, respectivamente) e, com a ajuda imprescindível da professora Eliane Dias, do Centro de Apoio ao Deficiente Visual (CADV), consegui a autorização deles para publicação da referida foto.
 
Concluindo o meu percurso, vinha refletindo sobre a cegueira. Lembrei-me, inclusive, de uma passagem bíblica (Mateus 15:14), que trata dos fariseus e de suas tradições, na qual Jesus diz o seguinte: "Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala.”
 
No caso desta parábola, Jesus se refere à cegueira espiritual, fazendo uma alusão às autoridades religiosas de sua época que, mesmo cheias de orgulho e avareza e desprovidas de compaixão e amor, se achavam no direito de julgar e guiar outras pessoas.
 
No caso destes dois jovens, a cegueira é sensorial. Todavia, ela não impediu que um deles fosse solidário e guiasse o seu amigo. Joãozinho enxerga sem ver. As armadilhas da rua e do viver não são empecilhos para ele. Que belo exemplo nos dá este rapaz! É lamentável pensar que há tanta gente com a visão perfeita, mas não consegue enxergar a necessidade do outro e muito menos o percurso da vida. Vendo esta foto, vemos que é possível, sim, um cego guiar outro cego.

Não me estenderei mais. A imagem por si só já é suficiente para nos fazer refletir e, quem sabe, modificar a nossa forma de ver o mundo.


Copyright © Josselene Marques
Todos os direitos reservados

domingo, 21 de março de 2010

O alfabeto da inclusão

Escrevi o texto abaixo em resposta a uma atividade proposta no curso de Tecnologias de Informação e Comunicação Acessíveis que está sendo realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em parceria com o Ministério da Educação do Brasil.

Imagens do Clip-art
Montagem: Josselene Marques


Com o A acolho os diferentes estilos de aprendizagem.

Com o B busco estratégias de comunicação.
Com o C conquisto parcerias e espaços.
Com o D digo sim à diversidade.
Com o E envolvo-me na luta pela inclusão.
Com o F faço a minha parte.
Com o G garanto um ensino de qualidade.
Com o H harmonizo a convivência.
Com o I incluo métodos, materiais e técnicas que contemplem a todos.
Com o J junto esforços e logro êxito.
Com o K know-how é essencial.
Com o L limitações são superadas.
Com o M modifico ou adapto a minha prática.
Com o N necessidades são atendidas.
Com o O observo que todos, sem exceção, têm poder pessoal.
Com o P promovo a interação.
Com o Q quebro barreiras.
Com o R respeito as diferenças.
Com o S sensibilizo e motivo a mudança de atitude.
Com o T transformo realidades.
Com o U utilizo todas as inteligências dos alunos.
Com o V valorizo cada avanço.
Com o W walk-over será apenas uma consequência.
Com o X xenofobia ou qualquer tipo de discriminação eu abomino.
Com o Y yang e yin são considerados.
Com o Z zelo para que todos melhorem a sua vida e, juntos, transformemos a sociedade.

Copyright © 2010 Josselene Marques