Mostrar mensagens com a etiqueta Nazismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nazismo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, outubro 24, 2023

Quais foram as decobertas da ciência nazista?

 


 


Até há pouco tempo, achava-se que as experiências nazistas em campos de concentração eram apenas demonstrações de sadismo, sem qualquer tipo de metodologia científica que tornasse os resultados válidos. No entanto, pesquisa recente, realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, mostra que os nazistas avançaram em diversas áreas.
As pesquisas sobre hipotermia (efeito do frio sobre o corpo humano), por exemplo, só puderam avançar graças à total falta de ética dos cientistas nazis. Eles colocavam prisioneiros em banheiras repletas de gelo para saber quanto tempo uma pessoa aguentava em frio extremo e o que melhorava a expectativa de vida, uma pesquisa importante em vista dos aviadores alemães que caiam nos mares gelados do norte da Europa. Eles descobriram, por exemplo, que protegendo o pescoço, aumentavam a chance de sobrevivência, razão pela qual os coletes salva-vidas a partir de então passaram a ter uma proteção para o pescoço.
Além disso, os nazistas fizeram pesquisas importantes, relacionando, estatisticamente, o cigarro com o câncer de pulmão.
Na área de anatomia, os alemães eram os únicos que tinham a possibilidade de dissecar pessoas vivas para ver como funcionava o organismo. Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau, dizia que era o único que de fato conhecia a fisiologia humana, pois “fazia experiências com homens, e não com ratos”.

A grande questão é se temos autorização ética para usar os resultados dessas pesquisas.  

segunda-feira, outubro 23, 2023

Que escritores apoiaram o nazismo?

 

Lous-Ferdinand Céline
Embora muitos escritores tenham denunciado os horrores dos regimes totalitários, pelos menos dois se destacaram pelo apoio que deram não só aos fascistas, como à perseguição aos judeus.
O escritor francês Lous-Ferdinand Céline é um exemplo. Autor do importante romance Viagem ao fim da noite, ele publicou, em 1937 e 1938, respectivamente, Bagatelas por um massacre e Os belos trapos, panfletos profundamente anti-semitas. Nos textos ele chama os judeus de “esterco que deveria ser varrido do chão da história”.
Em 1943 ele reeditou o texto, com fotografias, para mostrar seu apoio ao holocausto.
Celine, que era um bom médico, respeitado pela comunidade, não teve pudores ao apoiar os nazistas quando eles invadiram a França.
Preso na Dinamarca, após a guerra, ele só conseguiu voltar para a França em 1951, e morreu completamente esquecido.
Outro que apoiou o nazismo foi o norte-americano Ezra Pound. Ele estava na Itália quando Mussolini chegou ao poder e colaborou com revistas anti-semitas e programas de rádio pregando o ódio aos judeus e louvando o fuhrer e o dulce. Quando foi preso pelos soldados da resistência italiana, em 1945, chegou a compara Hitler com Joana D´arc.
Depois de preso, foi mandado para um sanatório. Nunca mais escreveria grandes livros. 

sexta-feira, outubro 20, 2023

A propaganda nazista

 


Hitler dava grande destaque à importância da propaganda. Para ele, a derrota da Alemanha na I Guerra Mundial estava diretamente ligada à boa propaganda dos inimigos.
Para ele, a propaganda deveria funcionar como a artilharia antes da artilharia numa guerra. A propaganda deveria quebrar a principal linha de defesa do inimigo antes do avanço do exército.
Para o líder nazista, a propaganda deveria ser sempre popular, dirigida às massas e nivelada por baixo: “As grandes massas têm uma capacidade de recepção muito limitada, uma inteligência modesta, uma memória fraca”.
Por isso, a propaganda deveria restringir-se a pouquíssimos pontos, repetidos incessantemente. Era necesário não dispersar o foco e atenção, de modo que, se fosse necesário despertar o ódio do povo a vários inimigos, tornava-se necessário agrupá-los em um só grupo, mostrando que todos faziam parte da mesma categoria.
O essencial era atingir o coração das pessoas, e não a razão. A massa, segundo Hitler, seria como as mulheres, incapaz de compreender argumentos racionais, mas facilmente tocada por uma “vaga e sentimental nostalgia por algo forte que as complete”.
Não havia nenhum limite moral ou ético para a propaganda nazista. Se fosse necessário mentir, o correto era mentir dizer uma grande mentira, de modo que nem passasse pela cabeça do povo ser possível uma tão profunda falsificação da verdade.

sexta-feira, outubro 06, 2023

Os judeus nos filmes nazistas

 


Os judeus eram as vítimas preferenciais da propaganda nazista. O objetivo dos filmes da época eram mostrar que eles eram desumanos e sua convivência com outros povos intolerável.
Todos deveriam odiar os judeus e aqueles que não achassem suficientes as explicações para tal ódio deveriam se sentir culpados. Os principais filmes a seguir esse raciocínio foram produzidos justamente na época em que se planejava a solução final.
O Rothschilds mostra como os judeus fizeram fortuna na época das guerras napoleônicas, enquanto o povo ficava na miséria. A figura do judeu por si só devia causar repulsa: tem mãos aduncas, rosto encarniçado, olhar sádico e vivia sempre às custas dos outros.
O Judeu eterno, de Hippler, um soldado da SS, não economiza nas tintas. Quando fala da sujeira dos judeus, aparecem moscas na tela. Quando se refere à forma como os judeus se espalharam pela Europa, mostra ratos andando por um mapa. Quando diz que os judeus são preguiçosos e só trabalham sobre pressão, mostra judeus descansando apoiados em pás.
Mas a obra-prima do cinema anti-semita é O judeu Suss, de Veit Harlan. Realizado com apuro técnico, bom roteiro e direção, o filme evitou a pecha de anti-semita por desejar ser visto como um filme histórico. No entanto, a película deturpa completamente a figura histórica de Süss Oppenheimer (1692-1738), conselheiro do duque Carlos Alexandre.
Na história real, Suss é preso após a morte do duque pelas corporações que haviam perdido poder durante a gestão de Carlos Alexandre.
Mas no filme de Harlan essa trama é escondia. Suss é simplesmente um judeu pérfido, que explora o povo e quer copular com a heroina loira, jovem e ariana.
Todas as cenas em que aparecem os judeus são sombrias, como se eles só agissem nas sombras. Quando ele é enforcado em praça pública e os judeus expulsos da cidade, o céu se abre e cai neve, como que limpando a sujeira e tomando de branco a cena. De fundo, uma música religiosa de rendenção.
O protagonista principal foi Ferdinand Marian, no papel de judeu sombrio e traiçoeiro, que representava um perigo físico e moral para a sociedade alemã, segundo a ideologia nazista. O papel feminino de destaque foi assumido por Kristina Söderbaum, a esposa de Harlan, que incorporava como nenhuma outra as supostas características da mulher ariana: loura, olhos azuis e raça nórdica.
O filme era considerado tão importante por Goebbels que seu diretor recebeu recursos ilimitados. Pôde até escolher figurantes judeus nos guetos.
O filme fez sucesso extraordinário. Não bastassem isso, ele era assistido obrigatoriamente por todos os soldados alemães nos campos de concentração, preparando os soldados para o extermínio de judeus.
Seu diretor chegou a ser processado no pós-guerra, acusado de crime contra a humanidade. Seu filme foi proibido, mas ele conseguiu ser absolvido com o argumento de o filme tinha sido desfigurado por Goebbels.

quinta-feira, outubro 05, 2023

Arquitetura da destruição: o plano estético de Hitler

 


O filme "Arquitetura da Destruição" (Suécia, 1989), de Peter Cohen mostra a evolução da proposta estética nazista.
Segundo do documentário, Hitler queria embelezar o mundo, mesmo que para isso fosse necessário destruí-lo.
Hitler, assim como alguns de seus mais próximos colaboradores eram intimamente ligados à arte. O ditador chegou a produzir algumas gravuras, que posteriormente foram usadas como modelos para obras arquitetônicas.
Os nazistas dizia que a arte moderna representava uma sociedade e um ser humano degenerados e estava relacionada ao bolchevismo e aos judeus. Hitler destacava a semelhança entre as figuras deformadas da arte moderna e as pessoas deficientes, provocadas, segundo ele, pela mistura de raças.
Em contraposição a isso, ele defendia o ideal de beleza ariana que fosse sinônimo de saúde. O mundo imaginado por Hitler seria domiando por homens e mulheres arianos, de corpos perfeitos e belos.
Para conseguir chegar a esse estágio ideal, era necessário eliminar a sujeira representada pelos judeus. Os nazista associaram a limpeza que deveria ser feita pelo trabalhador em sua casa e em seu local de trabalho, com a limpeza racial que deveria ser feita na Alemanha.

O triúnfo da vontade

 


O triúnfo da vontade um filme-documentário realizado por Leni Riefenstahl em 1936. Ela documentou o Congresso Nacional do Partido Nazista e o fez com tal apuro estético que até hoje sua estética é padrão em muitas propagandas políticas. A produção contou com 135 pessoas e 30 câmeras.
O filme destaca a comunhão mística entre Hitler e a massa, enaltecendo-o.
O jogo de câmera, feito para destacar a grandeza do evento e a superioridade do Fuhrer são até hoje elogiados por especialistas. As tomadas de baixo, ascendendo pelos mastros das bandeiras sublinhava as dimensões colossais do evento. Travellings ao longo das formações militares acentuava a rigorosa ordem e o poder alemão. No vazio entre as formações e colunas, surge Hitler, quase como um deus ariano.
Nas primeiras sequências, o Fuhrer chega de avião, como um messias. As nuves se abrem à medida em que o avião se aproxima, como se ele abrigasse um messias.
No alto, sobre um palanque, Hitler domina o ambiente. Se ele pede aplausos, a multidão responde imediatamente. Se ele pede silêncio, todos se calam. Se a multidão interrompe sua fala com aplausos, ele sorri, satisfeito.
Partes do filme ainda hoje podem ser vistas em sites de compartilhamento de vídeo, como o Youtube.

quarta-feira, setembro 27, 2023

A bomba atômica nazista

 


Sim. A descoberta recente de historiadores mostra um diagrama mostrando uma bomba nuclear nazista.
O desenho, no entanto, é apenas um rascunho, e não indica que os nazistas estiveram realmente próximos de construir uma arma desse tipo, embora provavelmente estavam mais perto esse objetivo do que se pensava anteriormetne.
O diagrama foi publicado na revista Physics World pelos historiadores Rainer Karlsch e Mark Walker, professor de história do Union College em Schenectady, nos Estados Unidos
A idéia dos nazistas era combinar uma mini-ogiva nuclear com um míssil. Os militares da época acreditavam que poderiam construir a bomba em seis meses, mas a controvérsia sobre a quantidade de urânio necessária para isso atrapalhou tudo. O físico Werner Heisenberg sustentava que deveria ser uma grande quantidade. Anotações de pesquisadores, encontradas Karlsch sugerem que se pensava em cinco quilos, um número muito próximo ao de fato usado pelos norte-americanos.

Entrentanto, o professor Paul Lawrence Rose, autor de um livro sobre o programa nuclear nazista, diz, por mais que alguns cientistas tenham chegado perto da quantia certa de urânio, o grupo de Heisenberg provavelmente continuou insistindo em uma quantidade maior. 

sexta-feira, setembro 15, 2023

Como era o bunker de Hitler?

 


O bunker, um abrigo subterrâneo, foi o local em que Hitler passou os últimos dias da II Guerra Mundial. O bunker tinha 16 ambientes, incluindo dormitórios, salas de lazer e refeitório. Havia também uma ala que servia de hospital militar e outra que servia de refúgio para desabrigadas e grávidas. O projeto original incluia torres de vigia e guaritas, mas em 1945, quando os soviétivos tomaram o abrigo, essas partes ainda não haviam sido construídas.
O local ficava 12 metros abaixo do solo e tinha 250 metros quadrados. Havia tuneis que permitiam chegar ao metrô de Berlim, caso fosse necessário escapar por ali.
Hitler passou seus últimos dias nesse comando, comandando os poucos exércitos que ainda lhe eram fiéis ou que não haviam se entregado aos aliados. Os aliados sabiam da existência do bunker, mas não conheciam detalhes.

Foi no bunker que Hitler cometeu suicidio, com um tiro, no dia 30 de abril de 1945. muitos oficiais seguiram seu exemplo. Os que não queriam morrer fugiram pelos túneis. Logo a notícia da morte do ditador se espalhou entre os soldados alemães que ainda resistiam. No dia 2 de maio o Exército Vermelho ocupou o bunker. O primeiro-tenente Ivan Klimenko foi o primeiro a entrar no local. Por esse gesto, foi nomeado herói da União Soviética. 

terça-feira, setembro 12, 2023

Os comícios nazistas

 


Um dos mais importantes instrumentos de propaganda nazista eram os comícios. Eles eram assistidos por centenas de milhares de pessoas. Para que os presentes fossem envolvidos pela idéia da alemanha grandiosa, os cenários eram cuidadosamente pensados e teatrais. Tudo era imenso: colunas, suásticas, símbolos.
No início o próprio Hitler desenhava os cenários, mas depois ele contou com preciosa colaboração do arquiteto Albert Speer. Speer comprendia melhor que ninguém a explosão de emoção nas quais deveriam ser transformados os comícios.
No meio de toda essa grandiosidade, holofotes dirigiam fachos de luz para um ponto central mais elevado, no centro do espetáculo. Para essa catedral de luz, Hitler marchava solenemente, seguido por uma grande procissão.
Saudações estrondosas emcobriam o som da banda de música. O fuhrer subia e ficava lá, esperando o silêncio total.
De repente aparecia na distância uma procissão vermelha  que avançava na direção do líder. Eram 25 mil bandeiras nazistas, um verdadeiro mar de suásticas.
Quando Hitler começava a falar, toda a multidão já se encontrava em um estado de fervor e excitação extremos.

segunda-feira, setembro 11, 2023

Quais foram as descobertas da ciência nazista?

 


Até há pouco tempo, achava-se que as experiências nazistas em campos de concentração eram apenas demonstrações de sadismo, sem qualquer tipo de metodologia científica que tornasse os resultados válidos. No entanto, pesquisa recente, realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, mostra que os nazistas avançaram em diversas áreas.
As pesquisas sobre hipotermia (efeito do frio sobre o corpo humano), por exemplo, só puderam avançar graças à total falta de ética dos cientistas nazis. Eles colocavam prisioneiros em banheiras repletas de gelo para saber quanto tempo uma pessoa aguentava em frio extremo e o que melhorava a expectativa de vida, uma pesquisa importante em vista dos aviadores alemães que caiam nos mares gelados do norte da Europa. Eles descobriram, por exemplo, que protegendo o pescoço, aumentavam a chance de sobrevivência, razão pela qual os coletes salva-vidas a partir de então passaram a ter uma proteção para o pescoço.
Além disso, os nazistas fizeram pesquisas importantes, relacionando, estatisticamente, o cigarro com o câncer de pulmão.
Na área de anatomia, os alemães eram os únicos que tinham a possibilidade de dissecar pessoas vivas para ver como funcionava o organismo. Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau, dizia que era o único que de fato conhecia a fisiologia humana, pois “fazia experiências com homens, e não com ratos”.

A grande questão é se temos autorização ética para usar os resultados dessas pesquisas.  

sexta-feira, setembro 08, 2023

Integralismo: o fascismo tupiniquim

 


O integralismo foi o equivalente brasileiro das doutrinas fascistas de Mussolini e Hitler.
O movimento inspirava-se na Doutrina Social da Igreja Católica, que se opunha ao socialismo e acreditava que a sociedade só pode funcionar em ordem e paz através de uma hierarquia social rígida e da harmonia social.
Entre os valores defendidos pelo integralismo estão o nacionalismo e a cooperação entre diferentes classes sociais para atingir a harmonia. O passado histórico, a tradição, a cultura, os costumes e a religião são elementos essenciais na doutrina integralista.
No Brasil o maior representante do integralismo foi Plínio Salgado, criador da Ação Integralista Brasileira.
O lema dos fascistas era "Deu, pátria, família". 


O lema dos integralistas era “Deus, pátria e família”. Seus militantes usavam camisas verdes e cumprimentavam-se aos gritos de “Anauê”, palavra tupi que significa algo como “salve”.
Os integralistas receberam a simpatia de vários setores conservadores, incluindo militares, empresários e religiosos. Em 1938 Plínio Salgado pretendia lançar-se candidato à presidência, mas a eleição foi cancelada com a instalação do Estado Novo, de Getúlio Vargas. O ditador acabou com os partidos, incluindo o Integralista, o que fez com que os seus militantes tentassem um golpe para a tomada do poder, que acabou fracassando.
Os integralistas foram, então, perseguidos, seus líderes presos e exiliados. 

terça-feira, setembro 05, 2023

O pianista que sobreviveu ao holocausto

 


Quem assistiu ao filme O Pianista deve ter ficado intrigado com o oficial nazista que salva Wladislaw Szpilman, escondendo-o no sótão de uma casa e lhe levando comida. O nome desse oficial era Wilm Hosenfeld e cartas suas recentemente publicadas revelam que ele não só salvou o pianista, como outras pessoas, pois discordava do genocídio praticado pelos alemães.
Hosenfeld era um veterano da Primeira guerra Mundial, na qual lutou muito jovem. Como outros alemães, sentia-se ressentido com o Tratado de Versalhes e achou uma resposta para suas ansiedades no partido nazista. Alistou-se em 1939, tendo participado da invasão da Polônia, mas seu entusiasmo com o nazismo terminou no dia em que viu uma criança ser executada por ter roubado um pouco de feno.
Sua revolta era expressa em cartas à mulher. Em uma delas dizia: "Envergonho-me de fazer parte dos culpados por uma tragédia tão grande, sem poder auxiliar as vítimas" . Em outra afirmava: “Pode um alemão ainda mostrar-se ao mundo? É para isso que nossos soldados morrem na frente de batalha? A história não conhece nada igual. Talvez os arcaicos tenham praticado o canibalismo. Mas nós que conduzimos a cruzada contra o bolchevismo, como podemos abater homens, mulheres e crianças em pleno século XX? Seremos normais? A culpa é tão grande que nos faz afundar no chão de vergonha.Será que o demônio adotou forma de gente?”. 
Como forma de resistência, começou a esconder fugitivos, a fornecer comida e documentos falsos. Salvou tantos quanto pôde. Mesmo as cartas enviadas à família já seriam suficientes para condená-lo à morte, mas mesmo assim ele continuou praticando o bem até ser preso pelos russos.  Apesar dos apelos de muitas pessoas que tiveram sua vida salva por ele, Stalin não abrandou sua pena, condenando-o a 25 anos de trabalhos forçados, praticamente uma condenação à morte na União Soviética stalinista. Ele morreu em 1952, num campo de prisioneiros, aos 57. 

Sua vida demonstra que, mesmo para os que estavam diretamente envolvidos com o regime, havia como fazer algo para evitar o massacre de pessoas. 

sexta-feira, setembro 01, 2023

O nazismo é de esquerda?

 

Recentemente alguns políticos brasileiros têm propalado a noção de que o nazismo é de esquerda. Um dos principais argumentos para isso estaria no nome do partido: nacional socialista.
Para entender esse nome é importante entender o contexto histórico de surgimento e ascensão do partido.
Tratava-se de um partido pequeno, sem ideologia certa ou expressão política. Mas chamou a atenção da polícia, que resolveu investigar exatamente por causa do socialismo no nome. Para isso mandaram um espião comparecer a uma das reuniões do partido. O espião foi, voltou e disse aos seus superiores que o partido pretendia agregar trabalhadores (daí o socialismo no nome), mas não tinha ideologia certa e que seria muito mais interessante direcioná-lo para uma vertente mais nacionalista do que perseguir seus membros.
Foi o que fizeram: o espião foi mandado de volta ao partido com esse objetivo e com o tempo se tornou o líder, inicialmente usando uma retórica social, mas procurando afastá-lo da esquerda e aprofundando as raízes nacionalistas da agremiação.
O nome desse espião era Adolf Hitler.
Futuramente, quando seu controle já estava bem estabelecido, a retórica social sumiu de seus discursos, dando lugar a um discurso nacionalista e racista, que viria a ser a base do nazismo.
Ao contrário da esquerda, por exemplo, o nazismo não pregava uma luta de classes, mas uma união de classes (e empresários alemães tiveram grandes lucros com o nazismo – mesmo depois da guerra algumas das maiores empresas do mundo eram alemães).
Há quem argumente que o nazismo era de esquerda porque havia forte intervenção estatal na economia (o Fusca, por exemplo, foi produzido a pedido de Hitler). Mas se economia estatal fosse exemplo de esquerda, os faraós do Egito poderiam ser considerados governantes de esquerda, só para dar um exemplo.
Na verdade, o nazismo se vendia como uma terceira opção, para além a esquerda e da direita. Mas sempre teve o apoio e a simpatia da direita, desde o começo quando a polícia governamental concordou em deixar o partido existir mudando sua ideologia. O movimento neonazista norte-americano tem como lema "Unite the Right" (unir à direita).
Mas por que razão os políticos brasileiros insistem em afirmar que o nazismo é de esquerda, ainda mais quando temos exemplos igualmente assombrosos de ditadores notadamente de esquerda, como Stalin, que governou a Rússia com mão de ferro em um governo que provocou a morte de milhões de pessoas?
Por que é mais importante para esses políticos associar Hitler à esquerda, do que associar Stalin à esquerda?
A razão disso que é todos os donos de estúdios de Hollywood eram judeus. Da mesma forma, todos os donos de editoras de quadrinhos e praticamente todos os artistas nos anos 1940 eram judeus.

Assim, durante décadas, tanto em filmes quanto em quadrinhos, os nazistas foram mostrados como o paradigma dos vilões (vale lembrar que o Capitão América aparece socando o rosto de Hitler na capa de seu primeiro gibi e até Indiana Jones tem os nazistas como vilões). Até Star Wars tem vilões inspirados em nazistas. Assim, para esses políticos brasileiros, é mais fácil fazer todo tipo de malabarismo retórico para convencer que os nazistas eram de esquerda do que explicar quem foi Stalin. 

terça-feira, agosto 29, 2023

Dart Vader foi inspirado nos nazistas?

 


Aparentemente sim. Darth Vader é considerado o maior vilão do cinema. Ele apareceu no primeiro filme da série Guerra nas Estrelas, Uma nova esperança. Era o arquétipo da maldade. Cruel, ele matava sem piedade os subordinados que o desapontavam e estava construindo uma arma capaz de detruir planetas inteiros.
Quando viram aquele vilão de capacete preto e voz cavernosa, muitos perceberam a semelhança com o uniforme nazista. De fato, o capacete é muito parecido. Além disso, a máscara usada por ele lembra muito o visual dos Afrikan Korps, os soldados que lutavam na África. Para se proteger contra as tempestades de areia, eles usavam óculos especiais e cobriam a boca com panos.


Por que George Lucas fez isso? Provavelmente para demonstrar, desde o primeiro momento, que se tratava de um vilão. Na época em que o filme foi feito o nazismo já estava no imaginário popular como sinônimo de maldade. Histórias em quadrinhos, filmes e seriados mostravam nazistas perpetuando crimes cruéis contra a humanidade. Usar a suástica seria óbvio demais, então ele optou por outro símbolo: o capacete dos soldados. 

domingo, agosto 20, 2023

A IBM e o nazismo

 


Segundo o livro IBM e o holocausto, de Edwin Black , a empresa teve papel fundamental na descoberta, catalogação e eliminação de judeus.

Black, um americanos filho de judeus que sobreviveram à perseguição nazista, mostra que a IBM teve lucros recordes com esse contrato.

A identificação dos judeus era elemento essencial na sua segregação e confisco de bens, isolamento em guetos, deportação, trabalho escravo e, finalmente, eliminação. Esse era um desafio tão grande que só poderia ser solucionado por um computador.

Na época não existia computador, mas existia a tecnologia Hollerith, de cartões perfurados. Os historiadores sempre se espantaram com a facilidade e rapidez com que os nazistas conseguiam identificar e perseguir os judeus. A resposta pode estar na IBM, que providenciou a automatização da perseguição.

Além de identificar os judeus, os cartões da IBM permitiam o gerenciamento das ferrovias e a organização do trabalho escravo nos campos de concentração.

Um exemplo do usos cartões da IBM era o campo de Bergen-Belsen. Cada prisioneiro era identificado por um cartão. A terceira coluna de furos identificava a categoria de prisioneiros. O furo de número 3 significava homossexual, o 8 judeu, o 12 cigano. A coluna 34 identificava a razão do envio para o campo. 2 significava que continuava trabalhando, o 6 era o tratamento especial, eufenismo para extermínio.

O sistema de cartões usados pelos nazistas representavam metade do lucro mundial da empresa, que contratava milhões de recenseadores.

terça-feira, junho 06, 2023

Os nazistas e a propaganda que não parecia propaganda

 

O filme O jovem hitlerista Quex foi uma das principais peças de propaganda nazista

                Pode parecer terrível, mas quase toda a propaganda atual tem suas origens no nazismo. Um dos assessores de Hitler era  Goebbels, um gênio da propaganda. E a idéia revolucionária de Goebbels era a seguinte: uma propaganda, para funcionar, não pode parecer propaganda.

                Ninguém gosta de assistir propagandas. Você gosta? Ninguém gosta. Então a melhor propaganda é aquela que parece tudo, menos uma propaganda.

                Vamos ver como era isso na prática nazista.

                Um filme sintomático, que fez muito sucesso na Alemanha da década de 30 foi O jovem hitlerista Quex. No filme, Quex é um rapaz bom-caráter e bem-intencionado. O pai, alcoolatra e marxista, bate nele e o obriga a cantar a internacional comunista. Os companheiros nazistas o protegem. O pai, com o tempo deixa de beber e se reabilita, tornando-se um nazista. O final da fita mostra Quex, assassinado por comunistas, agonizando e vislumbrando a imagem de jovens uniformizados sob a proteção da suástica.

                Precisa dizer mais alguma coisa? O filme, embora fosse um drama, era pura propaganda, e por isso fez sucesso. Por outro lado, quando a propaganda era muito óbvia, a rejeição era grande.

                Quando Hitler resolveu adotar a solução final para os judeus, ele percebeu que seria necessário preparar o espírito dos alemães para a matança que se seguiria. Ele encomendou a um dos oficiais da SS um filme que tivesse essa função. O resultado foi um fiasco. O filme, O Eterno Judeu, tencionava mostrar como eram verdadeiramente os judeus por trás das máscaras. E era bastante óbvio. Quando falava na sujeira dos judeus, apareciam moscas na tela. O filme compara os judeus a ratos e mostra um fervilhante amontado de roedores avançando contra o espectador.

                O filme foi um fracasso. As pessoas saiam do cinema vomitando e poucos ficavam até o final.

                Goebels resolveu, então, fazer a sua versão. Ele encomendou a um de seus diretores um filme sobre o judeu Suss, um ministro das finanças alemão do século XVIII que seduzia as mulheres e explorava o povo com altos impostos. O filme traz aquela historinha básica de toda novela mexicana: um casal de namorados está apaixonado, mas a moça está prometida ao judeu rico. O rapaz é aprisionado, mas consegue escapar e no final o vilão acaba sendo enforcado em praça pública.

                A fita foi um sucesso, chegando a ter grande bilheteria até mesmo na França. Isso porque, embora fosse pura propaganda, não parecia propaganda.

quarta-feira, outubro 26, 2022

Quais foram as decobertas da ciência nazista?

 


Até há pouco tempo, achava-se que as experiências nazistas em campos de concentração eram apenas demonstrações de sadismo, sem qualquer tipo de metodologia científica que tornasse os resultados válidos. No entanto, pesquisa recente, realizado pelo Instituto Max Planck, na Alemanha, mostra que os nazistas avançaram em diversas áreas.
As pesquisas sobre hipotermia (efeito do frio sobre o corpo humano), por exemplo, só puderam avançar graças à total falta de ética dos cientistas nazis. Eles colocavam prisioneiros em banheiras repletas de gelo para saber quanto tempo uma pessoa aguentava em frio extremo e o que melhorava a expectativa de vida, uma pesquisa importante em vista dos aviadores alemães que caiam nos mares gelados do norte da Europa. Eles descobriram, por exemplo, que protegendo o pescoço, aumentavam a chance de sobrevivência, razão pela qual os coletes salva-vidas a partir de então passaram a ter uma proteção para o pescoço.
Além disso, os nazistas fizeram pesquisas importantes, relacionando, estatisticamente, o cigarro com o câncer de pulmão.
Na área de anatomia, os alemães eram os únicos que tinham a possibilidade de dissecar pessoas vivas para ver como funcionava o organismo. Sigmund Rascher, responsável pelo campo de concentração de Dachau, dizia que era o único que de fato conhecia a fisiologia humana, pois “fazia experiências com homens, e não com ratos”.

A grande questão é se temos autorização ética para usar os resultados dessas pesquisas.  

segunda-feira, outubro 24, 2022

A guerra civil espanhola

 


Em 1936 um governo de coalização de esquerda foi eleito na Espanha. A União Militar Espanhola, associação militar de caráter ultra-direitista e anti-republicana, preparou um golpe para derrubar o novo governo, mas os planos vazaram e os republicanos prenderam José Antonio Primo de Rivera, da Falange Espanhola Tradicionalista, e os principais generais de direita foram transferidos para localidades distantes. O general Manuel Goded foi enviado para as ilhas Baleares e o general Franco para as ilha Canárias.
Parecia que a ameaça de um golpe estava eliminada, mas novos acontecimentos políticos mudaram a situação. A discussão sobre as reformas estruturais, entre elas a reforma agrária, ganharam as ruas. Camponeses confiscavam terras de grandes proprietários, greves ocorriam em todo o pais. Como a Igreja estava nitidamente do lado dos grupos de direita, seminários e conventos eram incendiados. Essa agitações fizeram com que a burguesia moderada e católica se aliasse aos militares fascitas.
A revolta militar teve início em 17 de julho de 1936, nas cidades marroquinas de Melilla, Ceuta e Tetuán, mas logo se alastrou por toda a Espanha. O general Francisco Franco assumiu o comando do exército e estabeleceu contato militar com outros chefes militares que temiam o “perigo vermelho”.
Em julho daquele ano, Franco foi nomeado pelos militares como Dirigente Máximo da Espanha Nacionalista.
O exército praticamente todo estava do lado de Franco. Os republicanos só contavam com os policiais e as massas de voluntários. Entre os republicanos havia os mais variados grupos, de anarquistas a democratas. 
Iniciou-se uma guerra civil que chamou a atenção do mundo. Voluntários vieram de diversos países para lutar contra os fascistas, entre eles o escritor inglês George Orwell, que posteriormente ficaria famoso com os livros A revolução dos bichos e 1984. A Rússia enviou armas e aviões para os republicanos, enquanto a Alemanha e a Itália abasteciam os nacionalistas.
Depois de uma severa resistência por parte das milícias populares, Franco finalmente entrou em Madri no dia 28 de março de 1939, instalando uma ditadura fascista.
Poucas pessoas perceberam isso na época, mas o resultado da Guerra Civil Espanhola iria traçar os caminhos da Europa a partir daquele momento. A razão disso guerra civil espanhola foi o principal campo de provas das novas técnicas de luta que seriam introduzidas pelos alemães e seriam fundamentais nas vitórias nazistas na primeira fase da II Guerra Mundial.
Os alemães usaram a guerra civil espanhola para testar os prinícipios da guerra relâmpago.


A Alemanha enviou à Espanha centenas de carros de combate, aviões, artilharia, armamento individual e aproximadamente 5 mil especialistas militares, na maioria pilotos reunidos na Legião Condor.
Os estrategistas alemães usaram a Espanha para testar a guerra aérea, muito propagada pelos teóricos militares. Descobriram que os aviões da época eram deficientes para atingir objetivos estratégicos. Havia, por exemplo, a falta de precisão dos bombardeios. Isso levou os técnicos da Luftwaffe a desenvolverem um novo sistema de navegação, o X-Gerat e o Knickebein.
Os aviadores aprenderam a coordenar suas ações com as forças terrestres, fornecendo apoio e ágil poder de fogo. Os aviões junkers e Stukas tornam-se especialistas em bombardeamento em mergulho, que irá provocar muitas perdas nos combates da Polônia.
Os alemães compreendem que é necessário romper com as táticas em que os caças atacavam sozinhos, comuns na I Guerra. Assim, criam a formação de quatro, com dois pares, cada um contando com um líder e um ponteiro.
Mas o maior ganho dos nazistas com a guerra da Espanha foi a experiência adquirida pelos pilotos. Os que passavam pela escola espanhola voltavam para a Alemanha repassar sua experiência para os colegas, enquanto outros iam aprender na prática. Quando estoura a II Guerra Mundial, nem um outro país do mundo tem tantos pilotos experientes em combate.

O triúnfo da vontade

 


O triúnfo da vontade um filme-documentário realizado por Leni Riefenstahl em 1936. Ela documentou o Congresso Nacional do Partido Nazista e o fez com tal apuro estético que até hoje sua estética é padrão em muitas propagandas políticas. A produção contou com 135 pessoas e 30 câmeras.
O filme destaca a comunhão mística entre Hitler e a massa, enaltecendo-o.
O jogo de câmera, feito para destacar a grandeza do evento e a superioridade do Fuhrer são até hoje elogiados por especialistas. As tomadas de baixo, ascendendo pelos mastros das bandeiras sublinhava as dimensões colossais do evento. Travellings ao longo das formações militares acentuava a rigorosa ordem e o poder alemão. No vazio entre as formações e colunas, surge Hitler, quase como um deus ariano.
Nas primeiras sequências, o Fuhrer chega de avião, como um messias. As nuves se abrem à medida em que o avião se aproxima, como se ele abrigasse um messias.
No alto, sobre um palanque, Hitler domina o ambiente. Se ele pede aplausos, a multidão responde imediatamente. Se ele pede silêncio, todos se calam. Se a multidão interrompe sua fala com aplausos, ele sorri, satisfeito.
Partes do filme ainda hoje podem ser vistas em sites de compartilhamento de vídeo, como o Youtube.

domingo, outubro 23, 2022

Os judeus nos filmes nazistas

 


 


Os judeus eram as vítimas preferenciais da propaganda nazista. O objetivo dos filmes da época eram mostrar que eles eram desumanos e sua convivência com outros povos intolerável.
Todos deveriam odiar os judeus e aqueles que não achassem suficientes as explicações para tal ódio deveriam se sentir culpados. Os principais filmes a seguir esse raciocínio foram produzidos justamente na época em que se planejava a solução final.
O Rothschilds mostra como os judeus fizeram fortuna na época das guerras napoleônicas, enquanto o povo ficava na miséria. A figura do judeu por si só devia causar repulsa: tem mãos aduncas, rosto encarniçado, olhar sádico e vivia sempre às custas dos outros.
O Judeu eterno, de Hippler, um soldado da SS, não economiza nas tintas. Quando fala da sujeira dos judeus, aparecem moscas na tela. Quando se refere à forma como os judeus se espalharam pela Europa, mostra ratos andando por um mapa. Quando diz que os judeus são preguiçosos e só trabalham sobre pressão, mostra judeus descansando apoiados em pás.
Mas a obra-prima do cinema anti-semita é O judeu Suss, de Veit Harlan. Realizado com apuro técnico, bom roteiro e direção, o filme evitou a pecha de anti-semita por desejar ser visto como um filme histórico. No entanto, a película deturpa completamente a figura histórica de Süss Oppenheimer (1692-1738), conselheiro do duque Carlos Alexandre.
Na história real, Suss é preso após a morte do duque pelas corporações que haviam perdido poder durante a gestão de Carlos Alexandre.
Mas no filme de Harlan essa trama é escondia. Suss é simplesmente um judeu pérfido, que explora o povo e quer copular com a heroina loira, jovem e ariana.
Todas as cenas em que aparecem os judeus são sombrias, como se eles só agissem nas sombras. Quando ele é enforcado em praça pública e os judeus expulsos da cidade, o céu se abre e cai neve, como que limpando a sujeira e tomando de branco a cena. De fundo, uma música religiosa de rendenção.
O protagonista principal foi Ferdinand Marian, no papel de judeu sombrio e traiçoeiro, que representava um perigo físico e moral para a sociedade alemã, segundo a ideologia nazista. O papel feminino de destaque foi assumido por Kristina Söderbaum, a esposa de Harlan, que incorporava como nenhuma outra as supostas características da mulher ariana: loura, olhos azuis e raça nórdica.
O filme era considerado tão importante por Goebbels que seu diretor recebeu recursos ilimitados. Pôde até escolher figurantes judeus nos guetos.
O filme fez sucesso extraordinário. Não bastassem isso, ele era assistido obrigatoriamente por todos os soldados alemães nos campos de concentração, preparando os soldados para o extermínio de judeus.
Seu diretor chegou a ser processado no pós-guerra, acusado de crime contra a humanidade. Seu filme foi proibido, mas ele conseguiu ser absolvido com o argumento de o filme tinha sido desfigurado por Goebbels.