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quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Série Virgin River - 4a Temporada


Depois de assistir a duas séries pancada, fortes, tensas: Pacto Brutal  e Bom Dia, Verônica, eu precisava de algo leve, tranquilo e fofo para descontrair. 

Virgin River é bem assim. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para descrever esse romance original Netiflix seria aconchegante. Só o cenário já cumpre esse papel de trazer conforto. Foi assim que eu me senti assistindo as outras três temporadas (mais um vez fiquei incrédula comigo. Não fiz o post das outras temporadas para colocar o link aqui. Apenas um resumo rápido da primeira em um dos posts da semana: primeira temporada Virgin River)


4a Temporada da Série Virgin River

A 4a temporada de Virgin River seguiu a linha das três primeiras contando histórias emocionantes com momentos de dramas intensos, mas tratados com leveza. 

Tivemos a continuidade das histórias dos personagens; com alguns plot twists interessantes; alguns novos personagens um trazendo sensação de suspeita nas intensões, outros a possibilidade de ameaça a casais já formados, outro com o papel de trazer tensões e ameaças; e uma revelação esperada no final.

Mas o foco central é a pergunta: quem é o pai do bebê de Mel (Alexandra Breckenridge)? Mas fiquem tranquilos que a resposta vem nessa temporada mesmo. Outras revelações, como quem atirou em Jack, também ao longo da quarta temporada. 

E claro que temos uma ponta solta que deixa em aberto uma entrada para 5a temporada. Já quero!


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terça-feira, 9 de agosto de 2022

Série Bom Dia, Verônica

 

Eu assisti a primeira temporada Bom Dia, Verônica, e fiquei impactada. Gostei muito, achei necessária, aborda assunto importante de ser discutido na sociedade. Porém fiquei em dúvidas se eu assistiria a uma segunda temporada devido a crueldade envolvida. 

Mas assim que estreou a segunda temporada eu não resisti e comecei a assistir. Ainda meio na dúvida se eu iria conseguir chegar ao final. Mas cheguei. E cheguei em uma tacada só. Não parei. 

Série Bom Dia Verônica - 2a temporada

"Bom Dia, Verônica" é uma série forte, cheia de gatilhos, que traz a tona questões relacionada aos diversos abusos que sofremos: abuso de poder, abuso sexual, abuso psicológico. Relações tóxicas em diversos contextos. 

É um assunto duro, pesado, mas que precisa ser discutido, esclarecido, mostrado.

Essa segunda temporada de "Bom Dia, Verônica" começa de onde a primeira terminou. Quando Verônica forjou a própria morte, mudou de identidade para proteger a família e sobreviver. 

Mas ela não fica apenas escondida. Verônica segue em busca de descobrir provas para desmontar a máfia que criminosa em que foi envolvida. É aí que conhecemos Matias (Reynaldo Gianecchini), líder da organização criminosa com tentáculos em várias esferas do poder. Por trás da fachada do líder religioso, "cidadão de bem", "um cara de família", ele esconde os seus crimes e crueldades. 

O elenco está sensacional! 

Um suspense intenso, com cenas de prender a respiração, assustador, mas que vale a pena ver. Mas te garanto que você vai ficar pensando na série por alguns dias após terminar de assistir.


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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Série documental "Pacto Brutal"

 

Em 1992 eu acompanhava a novela "De Corpo e Alma" em que ela atuava na época. Além disso eu tinha praticamente a mesma idade da atriz Daniella Perez. Vivia aquele vigor de estar começando uma carreia, a vida de adulto jovem, as oportunidades que a cidade do Rio de Janeiro nos oferecia diariamente, as portas do mundo escancaradas para o nosso futuro. 

Então aquele assassinato brutal, violento, inexplicável e aparentemente muito improvável (ser assassinada por um colega de trabalho, por pessoas da mesma idade, que viviam as mesmas experiências e tinham tanto futuro e possibilidades pela frente) chocou muito. Muito. Fez sentir medo. Acendeu a dúvida: será que tenho alguém psicopata ao meu lado?

Agora, 30 anos depois, foi lançada "Pacto Brutal" a série documental de 5 episódios na estrutura True Crime com insumos para mostrar a verdade sobre o crime que tirou a vida da jovem de 22 anos: depoimentos, cenas de reconstituição e imagens de arquivo. Mas engana-se quem espera que seja uma série com pegada jornalística. Não é. Ou não é apenas jornalística, tem um tom intimista com familiares e amigos expressando sentimentos e emoções vividas desde a fatal noite de 28 de dezembro de 1992 até hoje. 

Série Pacto Brutal

Assim que eu soube que a série seria lançada fiquei com vontade de assisti-la, mas sinceramente fiquei em dúvidas se conseguiria devido a brutalidade da história. Mas quando comecei a ver tive certeza de que iria até o final. E fui. De maratona. 

"Pacto Brutal" é dinâmica, a produção é impecável e envolvente. A luta, garra e amor da mãe para mostrar a verdade sobre o que aconteceu com a filha, para preservar a memória da filha, a necessidade da família de encontrar o culpado e o verdadeiro motivo, de conseguir um julgamento justo (se é que existe algum tipo de justiça para esse tipo de crime) para aí sim conseguir viver o luto, enfim, tudo desperta a vontade de chegar ao final daquela história. 

A série, mesmo 30 anos depois, era necessária. Necessária para relembrar a única verdade que ficou ofuscada por diversas versões mentirosas até o julgamento. Necessária para mostrar o quanto até hoje a vítima se torna culpada nesse país principalmente quando é mulher. Necessária para lembrar que os verdadeiros culpados estão soltos, vivendo suas vidas, mas são assassinos. Necessária para mostrar quanto a mídia sensacionalista e gananciosa prejudica pessoas éticas e inocentes e beneficia criminosos.

Necessária para trazer a certeza absoluta do que aconteceu naquela noite, naquele crime chocante. E para reforçar a dúvida se a justiça realmente foi feita. 




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sábado, 16 de abril de 2022

Série Doces Magnólias - 2a Temporada

 

Eu já tinha assistida a primeira temporada de "Doces Magnólias", série da Netflix. Assim que finalizei essa primeira temporada já fiquei ansiosa pela segunda.

Passou um tempo e a segunda temporada chegou. Corri para assisti. 


Mas empaquei. Empaquei no meio do segundo episódio. Não sei bem porque mas não entrei no clima. Acho que eu não estava levando fé na vibe comunidade americana, em que todos se ajudam, são religiosos, e tal. Isso estava muito surreal frente a tantas coisas acontecendo no mundo. Sei lá. Não estava colando. 

Mas sou do tipo que não gosto de pendências. Coisas começadas e não terminadas. Daí quando entro na Netflix e vejo aquela lista de "Continuar Assistindo", me dá nervoso.

Resolvi então terminar de assistir a segunda temporada de "Doces Magnólias" para diminuir a minha lista de continuar assistindo e assim me sentir com a tarefa encerrada.

Confesso que meio que forcei a barra até o fim do terceiro episódio. Depois colme envolvi com a delicadeza com que aborda os enredos marcantes, como separação, perdão, família, escolhas, filhos, recomeços.

A amizade de Maddie, Helen e Dana Sue, três mulheres fortes e corajosas em mostrar suas fraquezas, delicadas, que amam, se amam, e amam umas as outras.  

Com seus dramas e como os enfrentam juntas vão falando de empreendedorismo feminino, da importância das mulheres se apoiarem, do autocuidado, da autoestima, e principalmente da importância das amizades na vida. Amizades de uma vida.  




"Quando você tem amigos de décadas, essas histórias viram uma conexão com a sua verdade. Um lembrete de quem você era e como se tornou quem é."


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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Série “Made in Honório” Anitta - Larrissa X Personagem - Pessoa

 

Apesar de achar a Anitta um exemplo para muitas questões de marketing, de administração de carreira, de ser visionária, e tal, eu mesma, por mim só, não tinha me interessado em assistir à série dela. 

Mesmo as duas filhas já tendo visto e me dito que gostaram. Mesmo as duas filhas implicando comigo dizendo que eu sou meio Anitta como chefe (eu não sou. Elas falam isso para implicar mesmo), eu não tinha despertado a minha curiosidade para a séria. 

Série “Made in Honório” Anitta - Larrissa X Personagem - Pessoa

Até que fazendo uns treinamentos de Management 3.0 o instrutor do curso deu a dica de assistir a série e observar os tipos de liderança que identificaríamos na Anitta. Pronto! Resolvi assistir. 

Aproveitei que estou usando episódios de séries para me estimular a andar na esteira, escolhi a série "Anitta Made in Honório" para a caminhada da semana. 

"Anitta, Made in Honório” é uma série documental  e o título faz referência ao nome do emblemático show que a cantora realizou no Parque de Madureira em dezembro de 2019. Ela levou para Madureira, de forma gratuita, o mesmo show que realizou no Rock in Rio. Uma forma de mostrar gratidão ao seu público original e que não tem condições financeiras para pagar uma entrada no Rock in Rio. Atitude que mostra o valor que ela dá ao público e aos fãs. 

A série que é dividida em seis episódios de trinta a quarenta minutos. O que me fez caminha na esteira por uma hora já que assisti de dois em dois episódios. 

Os episódios filmados nos bastidores de alguns eventos realizados por Anitta em 2019 mostram o lado da pessoa Larissa e o lado da personagem Anitta. O que uma tem da outra. O que uma mascara a outra.

Traz pouco da trajetória da cantora Anitta; muito a pessoa Larisssa, suas dores e delícias, seu lado gente como a gente; e traz muito da empresária Anitta. A empresária brilhante, a marketeira antenada, a artista visionária, e a chefona durona e centralizadora que exerce uma liderança autoritária sendo o gestor herói. Aquele que sem ele nada funciona. Realmente a Larissa/Anitta é uma pessoa à frente das outras, sabe o exatamente o que quer e aonde quer chegar e muitas vezes as pessoas de sua equipe não alcançam e não acompanham o seu ritmo. De qualquer forma é um tipo de liderança que deixa a própria Anitta sobrecarregada e estressada. Por outro lado ela se mostra amiga, preocupada com o bem-estar dos que estão ao seu redor. 

No fim das contas eu gostei muito de ter assistido a série. Cheguei a dar umas risadas com o jeito alegre, agitado, pilhado, escrachado e natural da Larissa pessoa e da Anitta personagem que se misturam. Independente de gostar da música dela ou não, conhecer mais do que está por trás das atitudes dessa mulher que tinha tudo para ser nada, derrubou todas as expectativas e se tornou esse ícone da música pop, levando o Funk para patamares a princípio inalcançáveis. 

Esse post faz parte do projeto/desafio BEDA 2021:

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Clau, do Mãe Literatura.



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sábado, 27 de março de 2021

Série "As Filhas de Eva"

 "Filhas de Eva" é uma série nacional que fala de mulheres. Não à toa estreou no dia oito de março, Dia Internacional da Mulher. Já garanto que é uma série facilmente maratonável. 



A história gira em torno de três mulheres: Stella (Renata Sorah), Lívia (Giovana Antonelli) e Cléo (Vanessa Giácomo). Cada uma a sua maneira e dentro de um contexto próprio se vê presa dentro de padrões impostos pela sociedade. Essa "prisão" faz com que desejem liberdade, mudança. Mas para essa conquista é preciso coragem. 

A trama inicia quando Stella, uma mulher de 70 anos, dos quais passou 50 casada com o mesmo homem, pede o divórcio justamente na sua festa de bodas de ouro. Esse evento altera drasticamente seu destino e sua visão de vida. Em consequência afeta também a todos ao seu redor. Abala principalmente a estrutura de vida e familiar de sua filha, Lívia, que via no casamento dos pais um ideal de vida. Cléo, a suposta boleira do bolo da festa cruza o caminho dessa família tão oposta a sua, mas com tanto em comum, tanto para aprender e ensinar. 


Todo o contexto de "Filhas de Eva" mostra diferentes aspectos de vidas femininas afetas pelo machismo estrutural ou não. Stella é uma mulher que abriu mão dos seus sonhos para viver o padrão imposto pela sociedade da época que felicidade para mulher é ter um casamento feliz com um marido bem-sucedido e filhos bem criados. Sabe aquela máxima que "por trás de um grande homem, sempre tem uma grande mulher"?! Então, Stella viveu por 50 anos sendo a grande mulher que se limitava (porém não se contentava) em viver como pano de fundo, em estar por trás do grande homem. Ela demora 50 anos para declarar o seu descontentamento. Antes tarde do que nunca. 



Lívia, a filha de Stella, é a mulher bem sucedida que escolhe anular as próprias conquistas para não abalar o ego do marido incompetente que precisa ser o grande da relação para satisfazer seus caprichos machistas.



Cléo, é a mulher que está sempre sendo enrolada por homens casados e que deixa suas qualidades e sua autoestima se apagarem para encobrir um irmão trapaceiro. 

Entra nessa história a terceira geração com Dora (Débora Ozório), filha de Lívia e neta de Stella, que vem mostrar como essa nova geração enxerga essas relações e como lutam pelo seu espaço.

Uma curiosidade sobre "Filhas de Eva" é a história é inspirada na mãe de uma amiga próxima dos autores Martha Mendonça, Adriana Falcão, Jô Abdu e Nelito Fernandes, que tomou a decisão de se separar aos 70 anos de idade.

Além de toda a temática do feminismo, das condições das mulheres, do quanto as mulheres devem apoiar umas as outras, a trama traz também outras temáticas como corrupção e eutanásia. Além disso tudo tem uma trilha sonora linda e que dá vontade de danças e cenários maravilhosos do Rio de Janeiro. 

Os 12 episódios de "Filhas de Eva" nos fazem refletir sobre que mudanças gostaríamos de fazer nas nossas vidas, o que nos prende e o que nos liberta, o que nos impede. Qual o tamanho do nosso medo e da nossa coragem diante das mudanças que gostaríamos de fazer. 



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sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Série "Amor & Anarquia"



Mais uma série que assisto sem saber o que esperar. Movida pela preguiça de fazer uma escolha cliquei na sugestão de topo da Netflix, "Amor e Anarquia". O que me chamou a atenção a ponto de eu clicar no play foi o fato da personagem principal ser contratada para fazer a transformação digital de uma empresa ainda nos moldes tradicionais. Me identifico com o tema da transformação digital bem atual no meu trabalho. 




"Amor e Anarquia" e uma série sueca de apenas uma temporada, por enquanto. A trama de "Amor e Anarquia" gira em torno de Sofie, uma executiva sênior, casada e mãe de dois filhos, que se torna consultora e é contratada para fazer a transformação digital de antiga editora com processos ainda bem analógicos. Essa nova experiência acaba mudando drasticamente a vida de Sofie. 

No seu primeiro dia de trabalho a expectativa é grande. Tanto por parte de Sofie que está chegando e precisa mostrar a que veio, quando por parte dos funcionários que estão preocupados e receosos com as mudanças que Sofie pode representar. 

Mas Sofia começa com o pé esquerdo. Logo nesse primeiro dia Max, o jovem técnico de TI, com quem ela brigou no início do expediente, a pega fazendo algo inapropriado para o ambiente de trabalho. 

A partir daí os dois começam um jogo de sedução como uma brincadeira instigante. Porém conforme a dupla se diverte com o jogo, os desafios vão se tornando tornando cada vez mais ousados, questionadores e claro trazendo consequências mais arriscadas.

Eu grudei nessa série! Me divertir. Me surpreendi com as loucuras da dupla. Me irritei com o marido de Sofie, me solidarizei com as dores dela vivendo um casamento desgastado, com um marido por vezes manipulador, um pai com problemas mentais e cansada da rotina casa-trabalho e os papeis de mãe-mulher-dona-de-casa-profissional. Daí eu entendi a necessidade de adrenalina e o vício inicial de Sofie.

"Amor e Anarquia", tem cenas inusitadas e um humor diferenciado (talvez um humor sueco?"), além dos temas de questões familiares, casamento desgastado, marido manipulador, necessidade de adrenalina, trás questionamentos sobre até que ponto vamos por amor.

Aborda também a questão da necessidade de se adaptar ao novo, do medo da mudança e da sensação de liberdade que podemos sentir quando saímos da nossa zona de conforto, nos aventuramos, nos arriscamos e ousamos.  

Me fez lembrar da citação:  "Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer.", Joseph Campbell.



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quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Série "O Gambito da Rainha"



Assim que eu terminei de assistir a série "Bom Dia, Verônica", fiquei com a necessidade de ver algo leve. Parei em frente a Netflix com algumas indicações, mas o destaque me chamou a atenção. Estava lá "O Gambito da Rainha", me interessou. Acho que os olhos grandes da protagonista foi o que despertou o meu interesse. Eu ainda não tinha ouvido, nem lido nada sobre a série (esse post começou a ser escrito no dia 06 de novembro e ficou no rascunho devido ao meu desânimo com o blog). Dei play e só parei quando acabei. 

Série O Gambito da Rainha



Baseada no romance homônimo de Walter Tevis de 1983, a minissérie tem sete episódios emocionantes, cativantes, que fazem os nossos olhos grudarem na tela. 

"O Gambito da Rainha" conta a história de Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), uma garota que aos nove anos foi enviada para um orfanato em Kentucky após uma tragédia familiar, isso no início dos anos 60.

A mudança repentina de vida, a temporada no orfanato desperta em Beth dois lados: o lado brilhante para o jogo de xadrez e o lado obscuro despertado pelos tranquilizantes dados pelos auxiliares do orfanato. 

A série continua acompanhando Beth durante sua adolescência e até a idade adulta. Nesse período mostra a força e determinação a que ela se propõe a ser uma das principais jogadoras no circuito de xadrez competitivo. Área totalmente dominada por homens. Por outro lado vamos vendo como ela lidou com a fraqueza dominada pelo vício e traumas. 

É emocionante acompanhar o crescimento de Beth, o autoconhecimento da personagem, a busca por si mesma. A luta contra o machismo e preconceitos da época. 

Beth é considerada excepcional porque é uma mulher que derrota todos os homens no xadrez. Na verdade ela quer ser reconhecida como apenas excepcional porque é simplesmente excepcional. 

A série está bombando desde que foi lançada. Todo mundo falando superbem porque a série é realmente ótima. E o que mais me chamou a atenção foi a questão das mães de Beth.


Ao sair do orfanato Beth foi adotada por Alma Wheatley, uma típica dona de casa dos anos 60, solitária com um marido ausente. Alma adotou Beth inicialmente para ser uma companheira, mas ao ver o brilhantismo de Beth vai se envolvendo mais com a menina e a vendo como filha (fiquei o tempo todo com dúvidas em relação aos sentimentos dela como mãe). Alma, permitiu que sues próprios impulsos criativos fossem sufocados pelo seu marido, pelo casamento, por seus deveres de dona de casa. Assim ela representa tudo o que Beth não deseja para seu próprio futuro. Mas exerce influencia sobre algumas escolhas de Beth, principalmente em relação ao vício. 

Por outro lado, a mãe biológica, Alice Harmon, que conviveu com Beth apenas até os seus nove anos e que apresentava certo desequilíbrio emocional, tem, nas lembranças de Beth, uma forte influência na determinação e na forma como a excepcional enxadrista se posiciona na sociedade. 

Alguns ensinamentos de Alice para Beth. (E para nós)

"A pessoa mais forte é aquela que não tem medo de ficar só. É com outras pessoas que precisa se preocupar. Outras pessoas te dirão o que fazer, como se sentir. Quando se der conta, está desperdiçando a vida em busca de algo que te disseram para procurar."

Série O Gambito da Rainha



"Conhecerá homens que quererão te ensinar coisas. Não que seja mais inteligentes. Em muitos aspectos, não são, mas assim se sentem maiores. Mostrarão como fazer as coisas. Deixe-os passar e faça o que quiser.".



"Quase sempre, quando nos dizem que algo é para melhor, é para pior."





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sábado, 31 de outubro de 2020

Série Bom Dia, Verônica

 

Eu sou do tipo que morre de medo de um suspense. Sou daquelas que grita, pula de susto na cadeira ou no sofá, abraça a almofada, sai correndo pela sala (já saí correndo até de sala de cinema), tampo os olhos e ou ouvidos, coisas assim. Por isso evito escolher assistir os suspenses e terrores. Mas abro mão, ou melhor, tento abrir os olhos para alguns. Foi o caso da série "Bom Dia, Verônica".

Série Bom Dia, Verônica

"Bom dia, Verônica", Adaptação do livro de 2016 da dupla Ilana Casoy e Raphael Montes.- que na época foi publicado sob o pseudônimo Andrea Killmore - estreou no dia 1º de outubro. E já na estreia eu recebi recomendações de várias pessoas para assistir. Como eu já li "Jantar Secreto" de Raphael Montes e travei, por medo de continuar, na leitura de "Dias Perfeitos" do mesmo autor, eu sabia que seria um suspense do tipo que atormenta, que incomoda. O autor sempre traz histórias difíceis de digerir por mostrar a podridão humana. 

"Bom Dia, Verônica" não é diferente. Fala violência doméstica, abuso psicológico e corrupção policial, além de proteção aos criminosos. Assunto real que precisa receber a luz dos holofotes para ser discutido e debatido. 

Eu estava dividida ente a motivação e curiosidade para assistir a série e o medo as emoções que eu sentiria ao assisti-la. Quando chamei a minha filha que é fã dos livros de Raphael Montes (leu todos) para me acompanhar, ela já tinha visto. Bom, eu precisava de companhia. Nessa semana resolvi começar. Nos três primeiros episódios o marido ficou ao meu lado e nos demais a minha filha mais nova me acompanhou. 

Mesmo dando alguns gritos, pulos no sofá e ter saído correndo sala algumas vezes (motivos de risos para o resto da família), eu maratonei. A série é realmente imperdível!

A trama gira em torno da escrivã Verônica Torre (Tainá Müller), que trabalha na Delegacia de Homicídios em São Paulo com dois delegados: Wilson Carvana (Antônio Grassi) e Anita Berlinguer (Elisa Volpatto).

Após presenciar o suicídio de uma vítima de um golpista que a iludiu, enganou, dopou e roubou, e ver o descaso dos "amigos" policiais com o crime e a falta de empatia com a vítima, Verônica resolve lutar contra a burocracia e o regime policial, e dar voz as mulheres que sofrem com abusos e violência. 

Nesse caminho ela encontra Janete (Camila Morgado) que vive um verdadeiro inferno nas mãos de Brandão (Eduardo Moscovis). Acontece que Brandão é tenente-coronel da própria polícia militar. Ao mesmo tempo que Verônica vai mergulhando nas investigações vai descobrindo um emaranhado de envolvimento e corrupção dentro da corporação. Lutar contra isso tem consequências. E como tem!

O elenco está com atuações sensacionais, o assunto da violência doméstica é tratado com sensibilidade, a história é cheia de reviravoltas, muita ação com um ritmo eletrizante, e suspense policial de tirar o fôlego. De colar no sofá e não querer parar de assistir. 

Eu não li o livro. A minha filha disse que a série, em seus oito episódios, deu uma suavizada em certos crimes e personagens. Que o livro é mais intenso. Só tenho certeza de que não é uma história para os fracos. Será que eu consigo ler o livro? Não sei. Mas garanto que já quero a segunda temporada da série brasileira, "Bom Dia, Verônica". 





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sábado, 3 de outubro de 2020

Série Emily in Paris

 

Me sentei no sofá de frente para a TV meio entediada, meio querendo fazer algo, meio dominada pele preguiça. Quase que no automático eu entrei na Netflix. A chamada de topo era a 1ª temporada da série "Emily in Paris".

Emily in Paris

Eu não tinha referências da séria e pela chamada e trailer achei que seria algo bem adolescentes. Mais para as minhas filhas do que para mim. Até chamei as duas para assistirem comigo. Convite que elas dispensaram. 

Justamente por parecer algo leve e descontraído e principalmente por se passar em Paris (já que não posso viajar, pelo menos vejo os lugares pelas telas) resolvi assistir. 

Emily in Paris

E maratonei os 10 episódios de 30 minutos mais ou menos. Um comédia romântica que se passa em Paris pode ser bem clichê sim, mas às vezes é disso que precisamos. 

A série além de transitar por cenários belíssimos da cidade luz, pontos turísticos tradicionais, cafés charmosos, museus, restaurantes, galerias de arte (tem uma cena dentro da exposição "Van Gogh, Starry Night" que dá aquela vontade de mergulhar dentro da tela), trafega também pela cultura francesa desde a sua gastronomia até o jeito simpático #sqn do francês.


Emily in Paris

A personagem Emily é protagonizada por Lily Collins, atriz famosa pelo filme "Simplesmente Acontece". E a série é uma criação Darren Star, o mesmo de Sex and the City, e estreou dia 2 de outubro de 2020 na Netflix.

A série conta a história de Emily, uma jovem executiva do marketing de uma empresa de Chicago. Empresa essa que comprou uma firma menor em Paris. Como parte do acordo de compra o escritório parisiense deve receber um representante da agora matriz americana.

Devido a uma mudança repentina Emily é convidada para o cargo em Paris, mesmo não falando Francês. Sem titubear, sem drama, nem receios, a jovem aceita a oportunidade com deslumbramento e expectativas. 

Assim Emily deixa Chicago, o namorado, o antigo trabalho e parte para Paris. Chegando na cidade ela cria o perfil no Instagram "Emily in Paris" com o intuito de compartilhar sua nova vida e sua visão do estilo de vida francês. 

Com postagens criativas o seu perfil vai crescendo enquanto Emily enfrenta hostilidade no seu trabalho (como uma americana vem ensinar algo aos franceses?!), passa por momentos de solidão, encontra amigos e, claro, amores.

Nesse contexto a trama vai nos mostrando as diferenças culturais entre a visão americana desde o paladar, o jeito de vestir, de falar, de se comportar e de ver o sentido da felicidade (o americano vive para trabalhar, o francês trabalha para viver).

Tem um debate também sobre o marketing das empresas que optam por influencers que muitas vezes não têm relação com a marca, e abrem mão de um suporte de uma empresa com visão de marketing. A questão da quantidade X qualidade. 

Em alguns momentos são discutidos temas como o feminismo. Em uma campanha para um perfume o assunto é debatido chegando ao questionamento de como a mulher que ser vista e como se sente. Seria esta uma ação “sexy ou sexista?”. 

As relações amorosas e temas como fidelidade são trazidos à tona com os pontos de vistas diferentes da visão americana mais conservadora e a francesa mais liberal. 

Enfim, me surpreendi muito com a série. Realmente é leve, divertida, descontraída, mescla comédia e drama de forma bem equilibrada, com cenário belíssimo e mesmo clichê traz abordagens interessantes sem perder o humor. Os personagens secundários são ótimos. A série tem um "q" de "Sex and the City" e "O Diabo Veste Prada" (o que é de se esperar já que Darren Star também foi produtor de "Sex and the City" e a figurinista Patricia Field, também foi responsável pelos figurinos de ambas. Traz também referências a "Gossip Girls". 


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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Série "Segredos de Natal"

Quando o meu marido me chamou para assistir a minissérie "Segredos de Natal" confesso que achei meio fora de hora. Sei lá, eu tenho essa "nóia" de só algo com temas de natalinos no período dos festejos de final de ano. Mas quando ele me falou que era uma minissérie alemã de apenas três episódios eu mudei de ideia e me interessei imediatamente.



A chamada da Netflix diz: "Uma reunião de Natal faz uma viagem ao passado nesta série dividida em três partes , que explora as complexidades da história de uma família.".

A série apesar de curta tem um enredo denso que traz várias reflexões sobre as relações familiares, no quanto as atitudes de uma geração pode impactar no rumo da vida e das escolhas das demais.

A história passa pela força das mulheres da família desde Alma que chega fugida na Alemanha com a filha Eva e precisa criar a filha sozinha em uma casa meio abandonada em uma praia praticamente deserta.

Eva cresce nessa casa isolada no litoral da Alemanha, forma sua família, cuida da mãe e nesse período chega Ljubi, aparentemente também refugiada, para ajudar nos afazeres da casa. No cenário de submissão de Eva ao marido abusivo e "folgado", cresce Sonja.

Sonja por sua vez toma rumos na vida bem diferentes das escolhas da mãe. Sonja quer aventura, é inquieta, hippie, revolucionária. Por causa desse temperamento, Eva acaba criando Vivi e Lara, as filhas de Sonja.

É no Natal que Lara e Vivi já adultas sempre retornam a casa na praia para reencontrar Eva. Por isso o nome do primeiro episódio é "De volta à casa de vovó". Nesse reencontro das três gerações (Eva, Sonja, Vivi e Lara) é que as mágoas e feridas do passado começam a vir à tona intercalando os diálogos atuais com cenas em flashback.

No segundo e terceiro episódios que se chamam "O Segredo de Sonja" e o "Segredo de Eva" é que vamos entendendo os fatos, revendo as personalidades, conhecendo as atitudes que influenciam nas atitudes das outras.

Uma série rápida, emocionante, com reviravoltas, dramas, e que aborda temas bem atuais como alcoolismo, gravidez na adolescência, opções sexuais, escolhas, relacionamentos disfuncionais, submissão, segredos, influências familiares.

Histórias de mulheres fortes que encaram os desafios de ser mulher, criar mulheres, se relacionar com elas e com si mesma.

A série mostra muito bem como as atitudes dentro dos laços familiares podem influenciar uns aos outros, criar mágoas e gerar julgamentos. Mostra também como o diálogo é importante para não arrastar fantasmas do passado para o futuro. E o quanto o julgamento pode ser exatamente nas atitudes que espelhamos e fazemos igual.

Enfim, a série trata assuntos delicados de forma envolvente e que nos faz refletir e pensar nas nossas próprias atitudes dentro da família. Será que "condenamos" nos nossos pais justamente os mesmos comportamentos e características que temos? Será que estamos gerando mágoas em quem amamos e criando lacunas ao invés de proximidade? Estamos dialogando o suficiente? Estamos ficando em silêncio para não desenterrar mágoas do passado?

Vale a pena descobrir os segredos de Natal dessas mulheres fortes na série peculiar. Já adianto que o final é surpreendente.




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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Série Doces Mognólias

Eu já tinha visto a chamada da série "Doces Magnólias" na Netflix, já tinha lido uma resenha positiva em algum blog. Logo a série baseada nos livros da coleção chicklit  “Sweet Magnolias”, de Sherryl Woods, estava na minha lista de possíveis séries para assistir a qualquer momento, principalmente naqueles momentos de tédio de quarentena em que fico andando em círculos pela casa.



Mas o que fez "Doces Magnólias" ser a minha escolhida nesse exato momento? Por que diante a lista com várias dicas para maratonar na quarentena eu pincei justamente a história de cumplicidade entre três amigas de infância, Maddie (JoAnna Garcia Swisher), Helen (Heather Headley) e Dana Sue (Brooke Elliott), que vivem e charmosa cidade de interior, Serenity, na Carolina do Sul? 

Vou contar! Foi essa cena do final do trailer. As três amigas brindando com uma taça de Margarita. Era isso que eu queria: estar com as minhas amigas brindando, desabafando, rindo, compartilhando. Rolou uma identificação! Ponto, pronto!



As três amigas de infância não somente conciliam a vida familiar, profissional e amorosa, como compartilham ente si as suas dores e prazeres, alegrias e tristezas, conquistas e desilusões. Um sempre apoiando a outra. Ah... tão eu e minhas amigas...

"Doces Magnólias" tem todos os elementos da série leve, divertida, envolvente, emocionante que cumpre bem o papel de entretenimento. Tem Maddie (JoAnna Garcia Swisher) a mãe de três filhos que foi traída pelo marido e que está passando pelo divórcio. Tem Dana Sue (Brooke Elliott) que atualmente cuida sozinha da filha adolescente e seu restaurante. Helen (Heather Headley) a advogada bem-sucedida forte, determinada, conciliadora que ajuda a todos. Solteira e querendo ser mãe. 
Claro, que tem os filhos adolescentes e suas crises. Tem o marido traidor com a amante aparentemente tolinha. As fofoqueiras de plantão. As rivalidades ultrapassadas do tempo de infância, mas que em cidade pequena são arrastadas pela vida toda. 

O que faz "Doces Magnólias" ser docemente leve é que o problemas, os dramas, as crises estão todas lá. Mas passam rápido, se resolvem. Depois vem outra crise que afeta outro personagem. Não tem ninguém tomando porrada o tempo todo, sofrência constante para ser feliz apenas nos últimos cinco minutos do último episódio. Não tem um grande vilão, tem pessoas que erram, que falham, que sentem inveja. Mas tem pessoas que se alegram, que ajudam aos outros, que colaboram. Na maioria do tempo a vida flui na pacata cidade de interior com casas bonitas, jardins bem-cuidadas. A série tem frescor e luminosidade. Mostra que os problemas estão aí para ser vividos e se você tiver amigas para desabafar e beber, tudo fica melhor e a tempestade passa. 

Me identifiquei com a amizade das três, e claro, falei para as minhas duas amigas que elas precisavam ver a série. Uma horinha depois recebemos no grupo do zap dizendo que a série era muito nós com um trecho em vídeo com o seguinte diálogo:

"- Isso toca a minha alma." 
"- A companhia ou as margaritas?"
"- Sim. Adoro as Noite de Margarita. E acredito completamente que não há problema neste mundo que não se resolva com bebida e um bom papo com vocês duas".




Ô saudade da Noite de Vinhos e Desabafos com as amigas!

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sexta-feira, 15 de maio de 2020

"Valéria" - Uma série sobre mulheres que querem mais

Estava eu nesses meus dias de quarentena, após fechar o meu expediente de home office às onze horas da noite, decidindo entre fazer coisa nenhuma ou alguma coisa para dar uma relaxada antes de cair na cama para ter um desejado sono reparador diante do mais provável sono agitado. Me joguei no sofá da sala ainda na dúvida se olhava para o teto ou para a tela TV.

Liguei a TV, na Netflix para ser mais precisa. Domina pela preguiça e pra não dar chance a indecisão, escolhi logo a primeira sugestão que me apareceu em algum dos tópicos, a série "Valéria".


Apertei o play sem ao menos saber se era uma série longa ou curta. O objetivo era apenas assistir algo para me desligar do trabalho e me embalar no sono. Dos oito episódios, assisti os quatro primeiro seguidos. 

A trama gira predominantemente em torno da protagonista titular, Valéria, que é uma mulher de 28 anos que está em crise na vida profissional e pessoal. Um escritora em dificuldades para entregar o projeto do seu segundo livro. Sofrendo de bloqueio criativo, Valéria coloca em dúvidas o seu próprio valor próprio como escritora. Por outro lado, Adrian, o marido fotógrafo, também não demonstra muito interesse, nem dá credibilidade a carreira de Valéria. Pelo contrário, ele a incentiva a arrumar um emprego de segurança em um museu. Por um tempo a escritora até desiste de seu sonho para ser "babá de pedra". 

Nesse momento, Val encontra refúgio em suas amigas Lola, Carmen e Nerea, que ajudam a elevar seu ânimo. Com o apoio e incentivo das três melhores amigas, ela decide se aprofundar em um novo gênero de escrita. É justamente essa guinada no estilo de escrita que acaba deixando mais claro para Valéria as dificuldades que vive em seu casamento.

Enquanto busca respostas para seu relacionamento e para si mesma, Valéria conhece um belo estranho chamado Victor na festa de Lola. Novos interesses são despertados. Victor ao contrário do marido incentiva Valéria a fazer o que gosta e buscar os seus sonhos. Imediatamente o lado escritora começa a desbloquear enquanto o lado mulher é despertado. 

O quarteto de amigas vai trocando ideias, experiências e cada uma no seu drama, dilemas e altos e baixos, vais despertando para a própria sexualidade e se redescobrindo. 

Me envolvi na história dessas mulheres e assisti aos quatro episódios restantes no dia seguinte, novamente após encerrar o meu expediente. 

Valéria, nova série espanhola da Netflix, é baseada nos livros chick lit de Elísabet Benavent, e vemos bem esse estilo nos cenários e nos figurinos.

Netflix/divulgação


Os ambientes em que a história se desenrola, seja os apartamentos das personagens, local de trabalho, bares que frequentam, são modernosos, estilosos, descolados. Os objetos de decoração e roupas são coloridos e chamativos. Tudo tem um clima moderno e humorado. 

"Valéria" é um bom entretenimento que fala sobre amizade, família e vida profissional. Sobre seguir um sonho ou sucumbir as necessidades e expectativas sociais. Sobre conquistas e perdas. 

Apesar de um pouco superficial e dar a sensação de que já vimos algo assim, a série tem algo de novidade, um frescor e um colorido que me fizeram ir até o final e querer saber como essas mulheres iriam lidar com essa montanha russa de emoções que são os momentos de guinadas e decisões da vida. Uma coisa eu sabia, ela não ficariam na inércia. Elas queriam mais da vida. 



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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Série Nada Ortodoxa

Apesar de a série "Nada Ortodoxa" ter aparecido em destaque em algumas das vezes que entrei na Netflix em busca do que assistir para animar a minha quarentena, ela não tinha despertado o meu interesse. 


Aliás, a série que estreou no Brasil no dia 26 de março não chamou mesmo a minha atenção. Não sei bem. O trailer me passou a impressão de seu uma história que aconteceu no início do século passado. Não deu aquele click.

Até que no feriado de quarentena, em isolamento social, procurando algo o que fazer, esperando a hora passar até começar um live que eu queria assistir, como já estava com o computador ligado mesmo, entrei na Netflix. Mais uma vez "Nada Ortodoxa" me surge em destaque. Passeio o olho rapidamente e atentei para dois detalhes: "minissérie" e "inspirada em uma história real". Meio reticente eu resolvi dar uma chance. Mas bem reticente mesmo. Quando vi que o primeiro episódio teria duração de 55 minutos, eu quase desisti. Mas era o tempo exato para a tal live começar.

Assisti ao primeiro episódio. Quase deixei a live de lado. Já estava bem curiosa para acompanhar o desenrolar da história de Esty (Shira Haas), uma adolescente de 17 anos que vive em comunidade judaica conservadora em Williamsburg, no Brooklyn (Nova Iorque). 
Tá, mas a série estaria ali me esperando. A live tem seu tempo e hora marcados. Assim que acabou a live voltei rapidamente para "Nada Ortodoxa". A minissérie tinha me pegado de jeito. Foi assim que "niquivi" eram uma e meia da madruga e eu tinha acabado de assistir aos quatro episódios. 
Inspirada na best-seller do New York Times Unorthodox, escrito por Deborah Feldman, a minissérie mostra detalhes da cultura judaica. Outro ponto interessante é que tem muitas cenas em iídiche, o idioma judaico.

A história se desenvolve no presente, porém mostra em flashbacks como Esther chegou na situação que está vivendo no momento. 

Criada pelos avós e um pai ausente, dentro das regras rígidas da cultura judaica ortodoxa, Esty entra em um casamento arranjado aos 17 anos. Apesar dos medos, dúvidas e inseguranças, ela neste momento ainda acredita que este realmente é o caminho que deseja para sua vida. Mesmo já se sentindo diferente das outras mulheres de sua religião, Esther ainda não tinha a dimensão do quanto as tradições de sua religião eram opressivas para ela.

Mas Esty não se encaixa naquele padrão de regras e limitações. Ela tem desejo de liberdade, de conhecer e experimentar mais sobre a vida. Se vê sufocada, desenquadrada e sem saída. Resolve fugir e reconstruir a sua vida longe daquela comunidade castradora. 

Eu que conheço pouco sobre os costumes judaicos ortodoxos realmente ao ver as cenas desse contexto, a forma como as mulheres se vestem, como são tradadas, como realizam o seu papel na comunidade, achei que a história se passava em um passado longínquo. Algo tipo no início do século passado. Porém, a história é atual. Aconteceu em 2006. Percebemos isso quando Esther finalmente consegue sair dos limites da comunidade em que vive. A sensação é que ela ao entrar no táxi rumo ao aeroporto passou por um portal do tempo. 

É emocionante acompanhar as descobertas de Esty, vê-la se surpreender ao se deparar com situações tão corriqueiras no mundo atual e que eram tão desconhecidas para ela, sentir os prazeres da conquista da liberdade e do poder de fazer as próprias escolhas.



"Nada Ortodoxa" foi uma ótima surpresa! Além de mostrar mais sobre essa cultura, traz mensagens de luta pelos ideias, que sempre é possível recomeçar, que vale a pena ter coragem para arriscar e buscar a liberdade. 

Saber que a história é real e atual torna tudo mais surpreendente, interessante e relevante de ser mostrado para o mundo.


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