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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Uma espécie de pacto de silêncio

Há coisas que mexem comigo. Que me enervam, chateiam, revoltam mesmo. Um dia vou fazer uma lista das coisas que me põe fora de mim. Em termos políticos chateia-me solenemente a escapatória do “não comento” para fugir às perguntas incómodas. Ou o refúgio nos lugares comuns e politicamente correctos. Ou dos silêncios medrosos e calculistas.

Os partidos e os políticos não gozam da ciência e do conhecimento todo. Não há ninguém que a toda a hora e em todos os momentos tenha respostas, propostas e muito menos soluções em todas as coisas. Ter dúvidas é natural. Não ter posição formada é natural. E o natural seria que se assumisse isso com humildade.

Isto vem a propósito do caso Freeport e do envolvimento suspeito de Sócrates. Como de costume, quando estão políticos envolvidos, os partidos e os políticos, escondem-se, disfarçam, encolhem-se, moles, cobardes, para não tocar no assunto: dizem que é um problema da justiça e dos tribunais. Pois claro!

Neste pântano de cobardia política, de políticos calculistas e medrosos, escapam Francisco Louçã e o Bloco, não se encolhendo e avocando o caso para o campo da política, da transparência e do rigor, da decisão política, tomadas por um Governo em gestão e a dias de ser substituído, sobre um processo complexo, duvidoso, envolto em polémica e suspeições. Era isto que se exigia a todos. Visto de fora, parece que existe uma espécie de pacto de silêncio, quando envolve suspeições sobre os políticos do sistema.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Freeport. Um caso de Corrupção como se suspeitava.

A
justiça portuguesa e inglesa que desembrulhem o imbróglio. O semanário Sol, em 10 de Janeiro, largou a bomba: as autoridades judiciais inglesas tinham em curso uma investigação sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, com uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de Guterres. A ligação era óbvia apesar do mutismo geral; o ex-ministro era o ministro do ambiente (responsável pelo licenciamento do empreendimento), e actualmente Primeiro-ministro, Sócrates.

O primeiro-ministro entretanto demonstra ter uma memória muito selectiva: não se lembrava que tinha tido reuniões com os promotores imobiliários e com a Câmara; não se lembra do seu tio, alguma vez, ter falado com ele sobre este assunto ou que lhe tenha pedido para receber o promotor. Porventura nem lhe teria ocorrido ser ele o ex-ministro de Guterres, justificando assim um silêncio de cerca de 15 dias, após as primeiras notícias terem surgido.

Sócrates faz-nos passar a todos por tontos: alguém porventura, no seu perfeito juízo, acreditará que Sócrates não se lembre se o seu tio falou com ele sobre este assunto? Ou se teve uma reunião com o promotor por interferência do seu tio, conforme este afirma? Não se lembra? Quando o seu tio e o seu primo, estão enterrados até às orelhas? O seu primo, tem a lata de afirmar que enviou um e-mail ao promotor imobiliário, a pedir uma recompensa pelo favor? Sócrates não pode dizer que não se lembra!

Mas este caso vem trazer à tona outros, já recorrentes, especialmente quando os atingidos são, ou políticos ou os homens fortes do regime: que a melhor defesa é a vitimização e umas palavras-chave: cabala, calúnias, defesa da honra; que os agentes da justiça e da investigação vacilam no crime de colarinho branco; que os ministros quando estão de saída de funções alambazam-se a despachar processos polémicos; que estes crimes estão sempre ligados a offshores.

A quantas mãos foram parar os 4 milhões de euros da recompensa do favor da aprovação do projecto freeport?
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