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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pausa


Já se vinha notando o abrandamento. Agora vou mesmo parar por uns tempos. Enquanto isso vou andando pelo facebook deixando pequenos reparos, recados, comentários. Apareçam!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Ainda sobre o pedido de uma Convenção extraordinária do Bloco

João Pedro Freire,
Este teu texto merece a minha genérica concordância.

Não concordo contudo que deva ser uma Convenção extraordinária a decidir o apoio ao candidato presidencial.

A legitimidade da Mesa Nacional para decidir que candidato parece-me inquestionável. Se a decisão da convenção indiciava um apoio a Alegre, nessa linha, a Mesa Nacional respeitou a opção tomada, dentro das suas competências, como tem aliás sido prática. Decisão que eu discordo, como já disse várias vezes, mas legitima.

Mas, concordo, não tinha contudo de a tomar neste sentido. Se a interpretasse, como eu, como tu, como muitos de nós, que a "candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda..." não é a candidatura de Manuel Alegre.

Mas ao mesmo tempo, sendo intelectualmente sério, parece-me não restar dúvidas que era para Alegre que a decisão da Convenção apontava.

Em minha opinião, apesar disso, Louçã, não deveria publicamente dar como assente o apoio à candidatura de Alegre, antes da Mesa Nacional se pronunciar. Ditam as boas regras de um partido que deveria fazer da participação militante a base para construir as suas decisões.

Mesmo considerando "líquido" o apoio a Alegre, a Comissão Política, deveria ter promovido uma discussão por toda a organização, antes de tomar a decisão definitiva, sobre as razões desse apoio e a estratégia que lhe está subjacente, para sentir o pulsar dos militantes, ouvir os aderentes e simpatizantes, os que pensam que Alegre não é o melhor candidato, pesar as novas circunstâncias (a participação de Alegre no comício de Coimbra e o apoio ao PS nas legislativas, a possibilidade de outras candidaturas, como a de Fernando Nobre).

Em vez disso, preferiu seguir a estratégia, que reconheço legítima (e que não sei muito bem qual é - mas não me parece que seja de um apoio "desinteressado"... talvez visando criar fracturas fortes no PS para juntar mais esquerda à esquerda), e que remonta aos "encontros das esquerdas” com Alegre.

Já o disse e insisto. Uma Convenção extraordinária aparece aos meus olhos (apesar de legitima) como um factor de fragilização do Bloco e de contestação aos dirigentes por linhas tortas, da contestação para aparecer, desculpa-me a franqueza e a opinião. E isso não é bom, nem para um processo de implantação e credibilização do Bloco, nem para quem usa destes artifícios: Nunca até agora o apoio a um candidato se deu em Convenção. A Convenção traçou uma estratégia e o perfil, como lhe competia (não podia ser de outro modo a tão longa distância) e a Mesa Nacional no uso das suas competências, escolheu o nome (creio não exagerar se disser que era o que toda a gente previa) que considerou encaixar nas decisões.

Concordemos ou não e eu não concordo. E, como alguém disse, não tendo que haver “intervalos” na discussão e nas discordâncias, manda o bom senso que não se valorizem diferenças de entendimento, de forma desproporcionada.

O que me parecia correcto era a exigência de um (novo) debate, correndo toda a organização, para debater em concreto as presidenciais, os nomes, o que se pretende destas eleições, quais os candidatos e a estratégia que se afiguram mais concordantes com os princípios e os objectivos do Bloco, em linha com os pressupostos de uma nova esquerda, grande, abrangente, socialista que o Bloco quer construir e fazer parte. Tudo assim era mais claro e coerente: a possibilidade de a Mesa Nacional mudar de posição face a um novo entendimento das circunstâncias e não forçada por uma decisão dos militantes … contra a direcção política, mais a mais, quando a decisão se deu no respeito das competências e na forma habitual.

Fica registada a minha opinião … franca. Um abraço.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oportunismos que não tolero, mais a mais, vindos de quem se diz de esquerda. Há pequenas coisas que definem as pessoas.

A propósito das presidenciais, duas certezas: não voto, não votarei nunca em quem, por actos ou omissões, seja uma pessoa de direita. De direita mesmo, e não porque se afirma de direita. Como não votarei numa pessoa porque se afirma de esquerda. Direita e esquerda continuam a contar ... na vida pessoal, como agimos no dia a dia, na forma como cada parte olha o mundo, tratam as desigualdades e as injustiças sociais ... ou como as querem resolver. Não voto, por isso em Cavaco Silva como não voto em Manuel Alegre. No primeiro por razões óbvias quem conhece o meu mundo. Em Alegre, podia escolher muitas razões, mas escolho esta, que é uma razão de ordem da ética pessoal: não confio numa pessoa que recorre a uma manobra manhosa e indigna para receber uma avultada reforma. Uma reforma correspondente ao cargo de coordenador da RDP, cargo que suspendeu em 1975 com a eleição para deputado, continuando contudo a descontar para efeitos de reforma, durante mais de 30 anos, concomitantemente com o exercício de deputado e no mesmo período, razão pela qual teve direito a uma reforma vitalícia de 3 219,95 euros que acumula com a reforma de deputado. Uma vergonha! Não, este homem não me convence, decididamente.


Mas esta introdução serve apenas de pretexto (ou o contrário) para lançar este extraordinário poema de António Gedeão. Também eu preciso de certezas ... ou sentir que tenho razão às vezes  ... mesmo quando não a tenho. Um desabafo, enfim.

Certezas, precisam-se

Preciso urgentemente de adquirir meia dúzia de valores absolutos,
inexpugnáveis e impenetráveis,
firmes e surdos como rochedos.

Preciso urgentemente de adquirir certezas,certezas inabaláveis, imensas certezas, montes de certezas,
certezas a propósito de tudo e de nada,
afirmadas com autoridade, em voz alta para que todos oiçam,com desassombro, com ênfase, com dignidade,
acompanhadas de perfurantes censuras no olhar carregado, oblíquo.

Preciso urgentemente de ter razão,
de ter imensas razões, montes de razões,
de eu próprio me instituir em razão.
Ser razão!
Dar um soco furibundo e convicto no tampo da mesa e espadanar razões nas ventas da assistência.

Preciso urgentemente de ter convicções profundas,
argumentos decisivos,
ideias feitas à altura das circunstâncias.

Preciso de correr convictamente ao encontro de qualquer coisa,de gritar, de berrar, de ter apoplexias sagradas em defesa dessa coisa.
Preciso de considerar imbecis todos os que tiverem opiniões diferentes
da minha,
de os mandar, sem rebuço, para o diabo que os carregue,
de os prejudicar, sem remorsos, de todas as maneiras possíveis,
de lhes tapar a boca,
de lhes cortar as frases no meio,
de lhes virar as costas ostensivamente.

Preciso de ter amigos da mesma cor, caras unhacas,
que me dêem palmadinhas nas costas,
que me chamem pá e me façam brindes em almoços de camaradagem.

Preciso de me acocorar à volta da mesa do café, e resolver os problemas sociais entre ruidosos alívios de expectoração.

Preciso de encher o peito e cantar loas,
e enrouquecer a dar vivas,
de atirar o chapéu ao ar,
de saber de cor as frequências dos emissores.
O que tudo são símbolos e sinais de certezas.
Certezas!
Imensas certezas! Montes de certezas!
Pirinéus, Urais, Himalaias de certezas!

António Gedeão - Certezas, precisam-se

sábado, 13 de março de 2010

Militantes do Bloco pedem Convenção extraordinária


Um grupo de militantes do Bloco de Esquerda, animado pelas correntes minoritárias, está a promover uma recolha de assinaturas para uma Convenção Nacional Extraordinária, "quando existem mais que uma candidatura na área de influência do Bloco e diferentes interpretações sobre a deliberação da Convenção" para "alargar o debate interno a toda a estrutura sobre as presidenciais", transferindo assim a decisão concreta sobre o nome para o órgão máximo deliberativo do Bloco.

Como sabem não apoio a candidatura de Manuel Alegre. O meu candidato é Fernando Nobre pese as diferenças programáticas/ideológicas. Para esta decisão pesou o perfil que entendo necessário para a função e tendo em conta as competências do cargo: um humanista, um militante da cidadania exigente, uma figura de uma sensibilidade social do tamanho do mundo, uma voz activa e firme contra as desigualdades e as injustiças nos vários domínios das sociedades, alguém intocável do ponto de vista ético e, também um candidato com possibilidades de vencer, capaz de despertar uma consciência cívica de exigência, rigor e responsabilidade pública. É isto que espero do “meu” Presidente da República.

Noutro contexto obviamente apoiaria um candidato da minha área “ideológica”, um Carvalho da Silva por exemplo, se aparecesse desligado do aparelho partidário e com uma dinâmica de “unir as esquerdas”.

Voltando à petição dos bloquistas que preconizam uma Convenção Extraordinária. Tal como a Comissão Política também a considero um erro e uma irresponsabilidade. Mesmo discordando da decisão da Mesa Nacional a decisão de apoiar Alegre é legitima. A inclusão do ponto sobre as presidenciais nas teses da lista maioritária, como aliás foi abundantemente referida, foi uma declaração antecipada de um apoio a uma eventual recandidatura de Manuel Alegre. Discorde-se ou não daquela posição (e eu discordava) a mesma foi interpretada, diria que por todos, como um apoio a Alegre. Não me parece intelectualmente sério pois esgrimir com “diferentes interpretações” sobre o ponto aprovado. “O Bloco de Esquerda defenderá a necessidade de uma candidatura presidencial da convergência mais ampla possível para a luta política da esquerda, sem prejuízo da possibilidade de apoiar uma candidatura da sua área política no caso em que essa alternativa não se concretize”.

Dito isto, e independentemente da deliberação da Convenção “sugerir” o apoio à candidatura de Alegre (que repito discordava), face à evolução das posições de Alegre, dando um apoio claro a Sócrates nas legislativas (participando mesmo num comício), dizer que em minha opinião, deveria ser incentivado o retomar do debate, de forma serena e leal, longe dos focos, centrando-o exclusivamente nas presidenciais, colhendo o pulsar dos militantes sobre este tema controverso.

Por fim uma primeira reafirmação: a pluralidade de opiniões, as divergências saudáveis, o respeito pelas diferenças, neste espaço da esquerda que o Bloco reclama são inevitáveis e simultaneamente enriquecedoras num projecto em que os homens e mulheres de esquerda, se quiseram que seja triunfante, precisam de se encontrar, procurar pontes, conversar, concertar políticas de unidade, definir projectos políticos, unir-se em torno de programas mínimos, afinando-os, refinando-os, para paulatinamente construir uma alternativa séria de poder. Um novo partido de esquerda. E que as rupturas serão inevitáveis neste processo. E a segunda reafirmação: a não concordância com a existência organizada de tendências. O Bloco não é uma federação de partidos. As organizações de tendências propendem a acantonarem-se a posições fixas, a funcionarem com espírito de grupo, vanguardistas e sectárias, pouco disponíveis para aceitar as posições contrárias.

Como aderente do Bloco (de base e sem actividade militante evidente), em minha opinião e independentemente do exercício de um direito dos proponentes, não posso concordar com a organização de uma Convenção extraordinária que coloca em causa uma decisão legítima dos órgãos competentes; a da última Convenção que determinou a estratégia e da Mesa Nacional que aprovou o nome de Manuel Alegre, transmitindo ao mesmo tempo uma imagem errada e negativa do funcionamento do Partido.

Reafirmo o que disse mais acima. Uma Convenção extraordinária seria errada, irresponsável, ininteligível aos olhos dos simpatizantes e eleitores e colocaria em causa decisões legítima dos dirigentes. Errada porque a decisão foi tomada conforme as competências estatutárias. Irresponsável porque não olha aos interesses superiores da organização, na problemática de umas eleições presidências, qualquer que fosse a decisão. Inexplicável porque as eleições são unipessoais e não comprometem necessariamente os partidos políticos.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Os Evangelistas de Crespo

"O governo Sócrates tem tido o mérito de nos surpreender pela frontalidade. Se erra diz que errou e volta atrás. Isto é raro nos que nos governaram sem erros e sem dúvidas".

Mário Crespo - Jornal de Notícias, Janeiro de 2008.
O que acima está escrito foi publicado por mim, citando Mário Crespo, num blogue entretanto findo, o Sentido Único, em 15 de Janeiro de 2008. Tentado pelo humor, dei a minha sentença: internem o Mário Crespo urgentemente. E terminei assim o post. Perante tão clara afirmação de Mário Crespo, quando Sócrates se apresentava no cume da sua arrogância,a  rasgar promessas e compromissos, a castigar os mais desprotegidos, autoritário na comunicação, altivo no diálogo, manhoso nas relações institucionais, o que poderia dizer eu, também alvo das malfeitorias políticas de Sócrates, de Mário Crespo que não fosse o que disse? O Homem (Mário Crespo) está "doido"! O Mário Crespo pica-se! Emprestando, há frase, como parece perceptível, uma dose (falhada? -não tenho muito jeito) de humor.

O que desconhecia e só agora por mero acaso cheguei lá, é que existia um "Clube de fãs de Mário Crespo", num blog O Desassombrado que a propósito do meu comentário, tenha elaborado um post com o sugestivo título de "Vai mas é trabalhar", com direito a fotografia e tudo.

Eu só queria dizer ao(s) autor(es) que sou muito "fresquinho" apesar do meu "aspecto". Que fui reformado prematuramente por não ter "escolha". Que efectuei 36 anos de desconto, desde os 14 aos 50 anos de idade. E que comecei a trabalhar ainda muito antes, com 8/9 anos, ainda na escola primária, sem parar. Mais tarde, a partir dos 13 anos, trabalhando e estudando à noite. E que agora, faço o que bem quero e disso não tenho de lhes dar satisfações. Ah! E continuo a pagar os meus impostos, todos. E mais; quem paga o meu salário é o fundo de pensões de uma empresa a PT. Pode(m) portanto ficar descansado(s) que de si (Vós) (nem de ninguém) não recebo nada que não seja meu; o resultado de 36 anos de descontos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mário Crespo: ser ou não ser ou a liberdade de opinião.


Mário Crespo diz o que disse e não sei se fala verdade.
Parece-me contudo um pouco surrealista que o Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão, encontrando-se num almoço de um Hotel de Lisboa, conversem, incautos, num tom audível nas mesas ao redor, sobre a figura de Mário Crespo em termos ofensivos e exprimindo uma incomodidade com a sua relevância mediática, como jornalista e como opinante, ao ponto de o considerarem "um problema" a precisar de uma "solução". De facto não parece ser normal que se conspire contra um jornalista num espaço público, à luz do dia, numa mesa de um restaurante, perto dos ouvidos de outros.

Mas, mesmo não parecendo verosímil lá que podia ser, podia ser. Os exemplos, de tentar silenciar vozes incómodas ao Governo e a Sócrates, são mais que muitos. O Jornal de Sexta-Feira da TVI, o "afastamento de José Eduardo Moniz, a saída de José Manuel Fernandes do Público, o controlo "editorial" sobre a maioria dos jornais, o problema Marcelo Rebelo de Sousa, a tentativa de asfixia financeira com a retirada de publicidade do Estado nos meios de comunicação "hostis", etc. E que Mário Crespo estava (está) a ser incómodo estava. Vê-se e sente-se.

Dito isto, dizer que também não tenho em boa conta Mário Crespo, como profissional e pessoal e politicamente. Uma questão de gosto e palpites. Baseados na suas opiniões, nas entrevistas que deu e que faz, na forma como conduz os seus programas, servil e bajuladora com uns e fingida e emproada com outros. E finalmente nas suas posições políticas "variáveis", consoante os ventos e os tempos, enfim, oportunistas.

Mas, obviamente o JN deveria ter publicado a sua crónica. Aquele espaço era a coluna de opinião de Mário Crespo. Alegar que era uma notícia que carecia de ouvir a outra parte não cola. Mário Crespo fala em várias fontes. O Jornal sempre poderia (pode, poderá) em qualquer momento ouvir a outra parte.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Manuel Alegre - Eu não esqueço (VI)

Manuel Alegre votou o aumento da idade da reforma, a alteração da fórmula de cálculo das aposentações (um aposentado em 2005, com a nova fórmula, perdeu 10% na sua pensão - eu perdi 13% - e as gerações que entraram agora no mercado de trabalho vão perder quase 50%) sem cuidar de olhar para quem estava à porta da saída. Votou ainda por duas vezes contra as propostas do Bloco e do PCP pela reforma aos 40 anos de idade, independentemente da idade. Votou o aumento do IVA. Apoiou as privatizações no sector energético.

Nota final: Com este post termino as referências a Manuel Alegre sobre algumas das sua posições tidas ao longo dos tempos. Manuel Alegre não é o meu candidato. Não o aprecio pessoalmente, coisas que remetem para a sua forma de estar, calculista, oportunista, arrogante, com momentos pouco éticos, vaidosa em excesso. Mas claro, nesta dimensão, algo subjectiva. Já no plano político discordo do seu trajecto, do seu conservadorismo em várias matérias, de uma visão "patrioteira", das suas indecisões, do tacticismo político.
Manuel Alegre só mudou nos últimos tempos. Resta saber se o fez por oportunismo e estratégia política, visando conseguir garantir os apoios necessários para conquistar a presidência da República, como creio. Apesar de tudo Alegre até poderá vir a ter o meu voto, sem que "engula" sapos. Se não aparecer na esquerda, uma alternativa ganhadora. Uma alternativa a Cavaco Silva. Por mim vou esperar por Carvalho da Silva ... ou outro, não sei, pelo menos para a primeira volta. Uma candidatura mais clarificadora dos campos e das alternativas políticas.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Manuel Alegre - Eu não esqueço (V)

Manuel Alegre foi sempre deputado desde que há eleições livres em Portugal. Com o 25 de Abril foi nomeado coordenador da RDP cargo que suspendeu em 1975 com a eleição para deputado. Em mais de trinta anos por ser deputado nunca mais exerceu funções na rádio continuando contudo a efectuar descontos como funcionário. Não trabalhava mas fazia descontos. Por essa razão teve direito a uma reforma vitalícia de 3 219,95 euros que agora acumula com a reforma de deputado. Manuel Alegre, questionado, disse desconhecer que estava a descontar para essa reforma. Manuel Alegre, diga-se, não cometeu nenhuma ilegalidade, mas este processo não o honra.

Manuel Alegre - Eu não esqueço (IV)

O orçamento do queijo limiano” do Governo Guterres foi aprovado à custa do vergonhoso negócio da compra do voto do deputado Campelo. Manuel Alegre podia ter impedido esta nódoa se tivesse juntado os seus votos aos dos dois deputados bloquistas.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Manuel Alegre - Eu não esqueço (III)

Manuel Alegre votou no dia 14 de Outubro de 2006 a favor da proposta de Lei de Nacionalidade do Governo que negava a nacionalidade automática aos filhos de imigrantes nascidos em Portugal.

Manuel Alegre - Eu não esqueço (II)

"Na sessão legislativa 98/99, Manuel Alegre e Mota Amaral apresentaram o projecto n.º 630/VII, intitulado "Regras Protocolares do Cerimonial do Estado português".

No texto, que nunca chegou a ser aprovado, os dois deputados ordenavam as várias precedências das entidades do Estado português no protocolo e o lugar reservado aos representantes da Igreja Católico era superior ao destinado aos ministros do Governo .

No artigo 37.º dedicado às entidades eclesiásticas, Mota Amaral e Manuel Alegre escreviam: "Quando presentes em cerimónias oficiais, as entidades eclesiásticas, não podendo ser-lhes reservado lugar à parte, recebem o tratamento correspondente à entidade civil com competência territorial homóloga."

Diário de Notícias 17/05/2006

Manuel Alegre - Eu não esqueço (I)

"Louçã é um Cavaco do avesso. Estou farto das lições de moral. Não aceito a direcção espiritual de Louçã que parece ter errado a vocação. Ele deixou de combater Cavaco Silva e persiste em combater as forças de esquerda. Ele anda aqui atrás de uns dinheiros e de uns votozinhos. Eu sou de outro campeonato. Eu tenho um passado político de luta e de resistência, Louçã não sei se tem."

Manuel Alegre na campanha eleitoral de 2006.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

“lá ao fundo/ onde o sol dobra o mar/ há uma linha de espera ... *

A partir de amanhã os homossexuais vão poder ter o direito a casar, pelos votos conjuntos do PS, Bloco, PCP e Verdes, assim se pondo termo a uma discriminação baseada na orientação sexual. Acabar com uma discriminação é sempre positivo e nessa dimensão a aprovação deve ser celebrada. Uma celebração mínima, contudo; porque mínima é a importância do casamento, uma instituição quase caduca, mas que neste caso importa, apenas porque acaba com uma discriminação.

O que não se percebe, na proposta do PS, senão à luz de cagaços eleitorais (o que em linguagem corrente se designa como hipocrisia) é a de não permitir, por vontade própria e declarada, a adopção de crianças, criando uma nova discriminação e afirmando assim uma categoria inferior aos casamentos de pessoas do mesmo sexo.

São escolhas. Oportunistas e hipócritas, quanto a mim: em que o que conta e contou foram e são os cálculos eleitorais e não o de resolver o verdadeiro problema; acabar com a discriminação na lei sobre os homossexuais. E de caminho, aproveitando o ensejo, arrumar de vez com esta irritante discussão, vestida de preconceitos e moralismos achincalhantes, que diminuem e a discriminam outras pessoas, apenas porque, por sorte ou azar do acaso, são diferentes nos seus gostos e amores, concedendo-lhes todos os direitos, nomeadamente o direito da adopção de crianças … que apenas "exigem" ser amadas.

* de um poema de Álvaro de Oliveira.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Um Bom Natal

(...)

Hoje,
peguei nas minhas dores
e lancei-as para o meio de ti,
para que, ao procurá-las,
eu tenha
que encontrar as tuas Dores
e já não saiba
quais são as tuas e as minhas!...

Alfredo Reguengo (poeta, comunista e resistente anti-fascista vianense)

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O direito à adopção é irrecusável no casamento homossexual.


Sinceramente não consigo perceber o que move os opositores ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Para mim as coisas são sempre muito simples: a aquisição de direitos por parte de uns agride os direitos de outros? Podem uns decidir como os outros devem organizar a sua relação amorosa, discriminando-os? É para mim muito claro que não! Mais, é quanto a mim um abuso que à luz de concepções de família, fundadas em preconceitos religiosos, morais ou outros, se procure impedir quem o desejar de construir a sua felicidade como o desejar, se e quando esses valores não beliscam interesses e direitos de outros!

Mas dizem os opositores ao casamento homossexual que este é o menor dos males. Dizem eles que a aprovação desta lei carrega uma inconstitucionalidade, afinal a que se baseia o PS para a propor - o princípio da não discriminação -, ao deixar de fora o direito à adopção de crianças pelo casal homossexual.

Sobre este ponto não deixam de ter razão: o que o PS está a propor é um casamento de segunda categoria. O casamento que acaba com uma discriminação não pode criar outra discriminação: a impossibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais.

Mas é sobre a possibilidade de adopção de crianças por casais homossexuais que se manifestam todas as minhas incompreensões e discordâncias com os opositores da mesma. Em bom rigor fico mesmo revoltado. E também aqui a minha visão é muito fácil de explicar: entre as dúvidas "científicas" sobre a construção da personalidade da criança as minhas certezas: as crianças precisam é de amor; de quem as acolha e cuide em harmonia e num bom ambiente, que lhe incutam os bons valores, da amizade, da tolerância, da solidariedade, do respeito pelos direitos dos outros, a compreensão pelas suas diferenças, que se manifestem contra as discriminações, as desigualdades, as injustiças.

São aos milhares os casos conhecidos de filhos maltratados, agredidos, violentados, abandonados. São conhecidos imensos casos de mães solteiras, de filhos educados apenas com a mãe ou o pai, de crianças a viver com um pai ou mãe ou um casal homossexual (não reconhecido como tal). O que pode oferecer esta gente a mais que um casal homossexual casado legalmente não o possa?.

Já o disse. Importa-me pouco como se vai construir a personalidade da criança, se isso quiser significar maior ou menor propensão a assumir opções sexuais "dissonantes". O que importa mesmo é que a criança adoptada o seja com amor e nos bons princípios. O resto pouco me importa e devia importar. Pelo direito à opção dos casais homossexuais, portanto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Compostagem doméstica - valorizar os resíduos orgânicos

Depois de alocar um pequeno espaço no terraço para uma pequena horta, seguiu-se a construção de um pequeno compostor doméstico no âmbito do Workshop - "Venha construir o seu próprio compostor", da iniciativa do Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo. Valorizar os resíduos orgânicos domésticos, poupando o ambiente, aproveitando-os, por efeito da sua decomposição adequada, para utilização, na pequena horta e no pequeno jardim, muito pequenos mesmos, é uma tarefa em que estou empenhado.

Ficam algumas imagens:





terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desemprego: a marca de um capitalismo predador

Dizer a um desempregado, a um Pai, uma Mãe, cujas empresas onde trabalhavam, acabaram por fechar, ao jovem que não consegue um contrato de trabalho para dar um rumo à vida, que estamos a sair da crise, como não se cansa a propaganda de encher os nossos ouvidos, é um insulto a quem o presente é um drama e o futuro uma perspectiva medonha.

A taxa de desemprego de 10,2% em Portugal, divulgada pela Eurostat, a quarta maior da zona euro e a sétima da União Europeia, é a marca do capitalismo predador, de uma elite empresarial gananciosa, de políticos incompetentes, de uma burguesia imoral. 

Aceitar que não há alternativas, desistir de lutar por transformações sociais e radicais nas sociedades, pela justiça social, por direitos de cidadania, é ser cúmplices com esta gente indigna. Lutar, lutar sempre, por uma vida decente e digna, para derrotar estas políticas que se nos apresentam como inevitáveis. Como se fosse inevitável e normal, haver fome, guerras, desrespeito pelos direitos humanos.

Sem emprego não há economia!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Uma pausa


cansaço, saturação, desencanto? ... uma vontade de parar por uns tempos. As minhas desculpas a quem continua por aqui a passar. Deixo-vos neste lapso de tempo com José Mário Branco - Margem de Certa Maneira.
Dentro da margem de dentro
Na raís e no lamento
Guarda-vento e ribanceira
Margem de certa maneira
De fazer uma viagem
De ultrapassar a barreira
Fazer do vento poeira
Da ribanceira barragem

Fora da margem de dentro
Entre o caule e o rebento
Há sempre um pequeno espaço
Entre movimento e passo
Entre passo e movimento
A corda que faz o laço
A força que faz o braço
Acordar o pensamento
(...)


A coisa vai amigos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Bloco: uma derrota autárquica que merece uma reflexão séria.


O Bloco tem o voto de protesto e o voto de mudança. O Bloco se quer fazer algo que valha a pena na vida das pessoas tem de fazer escolhas sérias. O Bloco nasceu para melhorar a vida concreta das pessoas. Juntar as esquerdas para uma alternativa de poder ao modelo neo-liberal. Esse caminho passa por conquistar a maioria social com uma nova forma de fazer política. Um caminho isento de partidarites, sectarismos, presunção. Unindo e não dividindo. Ser protesto mas ser alternativa. Ser oposição mas ser poder. Ser crítico mas ser colaborante. Também! O caminho passa por voltar às origens: construir na luta social, na denúncia das injustiças, na defesa dos direitos e do interesse público, na defesa da transparência dos actos executivos; um projecto de reunificação e reconfiguração das esquerdas, para uma nova esquerda, cuja maior ambição é construir uma sociedade que acabe com a pobreza, honre os trabalhadores e o trabalho, seja justa na distribuição.

Isso passa, por não desperdiçar nenhuma oportunidade de melhorar a vida das pessoas, dos sítios, do ambiente. Os eleitores do Bloco são muito particulares: apoiam o Bloco no combate político que faz a diferença, castigam o Bloco quando é igual aos outros. Nestas eleições autárquicas o Bloco foi muito igual aos outros em muitos sítios: Aparecer por aparecer. Colocar o partido acima dos interesses mais gerais. De dividir onde podia unir. Teve uma derrota merecida. Que aprenda a lição! Merece o Bloco, merecem os dirigentes que são pessoas empenhadas, merecem os militantes dedicados, merecemos nós (mereço eu) os que acreditamos no projecto.

Ps: um abraço ao Jorge Teixeira que merecia ser eleito.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aniversário

Há uns anos nisto o tempo passa-nos despercebido. Hoje o in coerências faz um ano. Obrigado pela lembrança ao blogue de aniversários. Contudo a minha primeira incursão aconteceu em 15 de Junho de 2005 com o à esquerda e logo no dia do funeral de Álvaro de Cunhal que homenageei singelamente. Depois, com A hora que há-de vir!.., o Foice dos Dedos (temporariamente fechado, por decisão própria, até conclusão de processo em que sou arguido) e o Sentido único. Ando nisto há mais de 4 anos. Uf!..
 

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