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segunda-feira, 8 de março de 2010

Está na hora. Na hora de fazer a luta toda!

Sócrates é alguém que me irrita sobremaneira. Nada dele me inspira confiança. Ouço-o e digo logo que está a mentir. Todas estas medidas apresentadas para combater o défice e o endividamento, agora no PEC, ainda há uns poucos meses atrás, faziam Sócrates desembainhar a espada, combatendo desabridamente todos os que se atreviam a o contrariar. Com a desfaçatez e falta de vergonha que se lhe reconheçe, recupera agora algumas delas, como sendo agora boas e como se não houvesse um antes, em que eram muito más. Mas as suas palavras estão registadas para memória dos mais "distraídos". Sócrates é também um troca-tintas.

Com o PEC espera-nos o mesmo de sempre: sacrifícios e mais sacrifícios aos de sempre e ao país a delapidação do património público. Com a diminuição dos salários, com o enorme desemprego, com as famílias sem poder de aquisição, como dinamizar a economia se as pessoas não podem comprar? Adivinho o pior: A falência das pequenas empresas e do pequeno comércio e mais desemprego. E ao privatizar empresas estratégicas como assegurar o serviço público? Como levar a carta a Garcia? Como perceber a venda de empresas públicas rentáveis? Depois dos anéis vão os dedos!

Onde fica o investimento público tão reclamado e necessário para a economia reclamado por Sócrates e de que agora abdica? Onde fica o ataque à classe média, com o fim de benefícios fiscais, em sede de IRS, onde existir oferta pública, como na saúde e educação ou nos PPR's, tão vilipendiados quando defendidos pelo Bloco?

E onde entra a parte da contribuição dos ricos? Porque não se acaba com a indecência das fortunas obtidas em bolsa em mais-valias, não pagarem um cêntimo de impostos se fruídas há mais de um ano? Porque não se acaba com os privilégios de um IRC mais baixo dos Bancos? Porque não um imposto solidário sobre as grandes fortunas? Porque não se acabam com as mordomias, os serviços inúteis, o esbanjamento com as assessorias?

Está na hora. Está na hora de fazer a luta toda!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pensionistas mais pobres com a reforma da Segurança Social

Quando se pedem duas ou três medidas positivas do Governo de Sócrates, invariavelmente, os sectores neo-liberais da sociedade, apontam todos para a reforma da Segurança Social. Ora é precisamente aqui que bate uma das diferenças de esquerda sobre a função do Estado como um regulador das desigualdades e injustiças sociais. Entregar a protecção dos cidadãos aos privados, como pretende o PSD ou o CDS, ou dar uns retoques caridosos, como faz o PS, são pequenas diferenças no Mar de um Estado Socialista, onde as pessoas contam, independentemente das capacidades ou das dificuldades naturais, e ninguém fica pelo caminho pelas contingências da vida.

A reforma da Segurança Social do PS "deu a volta" à sua matriz natural. A Segurança Social é uma espécie de "socorro social" de antigamente. A Segurança Social, em especial no que toca às pensões de reforma, deixou de ser um resguardo da dignidade pessoal, a retribuição da sociedade, no fim da vida mais activa, pelo seu contributo para a sociedade de forma intensa e honesta. Só quem não quer ver é que não percebe a injustiça e a lógica da reforma: acabar a prazo com o Estado social favorecendo os interesses dos grupos económicos.

Quando se reduzem as pensões de reforma para a próxima geração a 50 por cento (ver relatório da OCDE) está tudo dito: É o princípio do fim. É empurrar as pessoas para fora do sistema até à falência. Os que se reformaram nestes últimos quatro anos, com a alteração da fórmula de cálculo, perderam entre 10 a 15 por cento, assim quase no fim do jogo, mudando as regras. Não está em causa a necessidade da reforma. Estão em causa os princípios. O modelo. As formas contributivas. O aumento do tempo de trabalho.

"Esta reforma [da segurança social] teve como preocupação exclusiva o equilíbrio financeiro e negligenciou as questões relativas aos rendimentos dos pensionistas e ao seu bem-estar económico." Maria Clara Murteira, especialista em economia de pensões, "Jornal de Negócios", 10-8-2009.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Um passo atrás agora para dois passos à frente a seguir


Os trabalhadores da Auto-Europa decidiram em plenário recusar trabalhar aos sábados, concretamente em seis sábados num ano, pagos como trabalho normal e não como trabalho extraordinário, no caso de um pico de trabalho o justificar, e para os trabalhadores que já tivessem beneficiado de 22 dias sem produção este ano. Em contrapartida não haveria despedimentos dos 250 trabalhadores contratados a prazo durante 2 anos, nem seria necessário fechar um dos turnos ou o recurso a soluções tipo lay-off.

Ao que li o pagamento de seis sábados como trabalho normal e não como extraordinário, grosso modo, significa uma perda por trabalhador de 150 euros num ano. Sinceramente 150 euros nada valem se do outro lado estão garantias importantes e extremamente solidárias como: a) a garantia da permanência de emprego, durante 2 anos, para os 250 trabalhadores contratados a prazo b)a garantia de continuação dos turnos, com todas as consequências, em termos salariais e como garantia do posto de trabalho c) o não entrar em conflitos perigosos em tempos de refluxo do movimento dos trabalhadores.

Não será o melhor acordo, certamente. Haverá aproveitamentos da conjuntura para retirar regalias ou suspender direitos. Mas é um acordo bom. Especialmente porque salvaguarda princípios de solidariedade com trabalhadores precários, não cria dificuldades acrescidas à economia local, empresas e trabalhadores, que dependem da Auto-Europa.

É verdade que os trabalhadores da Auto-Europa, de alguns anos para cá, têm perdido algumas coisas, mas também parece ser verdade que em matérias de direitos, regalias, condições de trabalho, remunerações se encontram bem à frente de outros trabalhadores da mesma área de actividade. E tal deve-se em muito, não apenas à capacidade reivindicativa dos trabalhadores mas à capacidade, sagacidade, inteligência da Comissão de Trabalhadores e em especial do seu coordenador, António Chora, agora, mais do que nunca, atacado de forma infame por sectores ligados ao PCP. É olhar para alguns blogues e especialmente para as paletes de comentários injuriosos espalhados pela blogosfera.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Os abutres nunca estão saciados. Nunca.

Estava para escrever sobre isto. Reparo entretanto que o meu caro amigo e camarada do Ribeiro da Fonte diz bem melhor do que eu o que eu poderia vir a dizer. Recomendo pois a sua leitura.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tenham medo, muito medo ...os radicais esquerdistas andam muito activos

Ui, tanta gente assustada! O Bloco de Esquerda, parece mesmo estar a apavorar muita gente, tementes de um crescimento eleitoral (que sucessivas sondagens antevêem), mas sobretudo pelo que parece ser, uma aceitação das suas propostas e ideias que, pasme-se "estão a inflamar as consciências dos portugueses e a colocar em causa as democracias ocidentais, sobre o manto de uma pretensa moralização do sistema e da própria democracia", mas que apenas visam, (muito cuidado), fazer um ataque aos ricos ...porque sim. Inveja, talvez, direi eu! A continuar assim não demora nada, avizinha-se uma revolução de contornos "totalitários". Cuidem-se ricos! Os esquerdistas, radicais, comunistas, anarquistas e afins, andam, por aí.

A propósito ou não, leiam um excelente artigo de Francisco Louçã no esquerda.net ...colocando os pontos nos is contra a contra-propaganda e um certo medo que nos procuram incutir.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Compreender a crise


Entre Janeiro e Abril deste ano, em apenas três meses, o Banco de Portugal alterou as suas estimativas de evolução da economia em Portugal de forma drástica. É caso para dizer: esta gente ou é tremendamente incompetente ou anda muito distraída ou anda a fazer fretes a alguém. Por mim, inclino-me para as três hipóteses, juntas. E assim se explica uma crise: lideres económicos incompetentes, políticas económicas e sociais erradas, responsáveis políticos ao serviço dos ricos e poderosos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Que políticas?

"A questão, como tenho dito e repetido, não é remendar a crise e tentar salvar o sistema, os banqueiros e os gestores que dele se serviram é que são responsáveis. É mudar o sistema neoliberal, que nos conduziu onde estamos. Como? Regulamentando a globalização, introduzindo regras éticas estritas, o que passa necessariamente, pela reforma do FMI, do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio, integrando estas instituíções obsoletas no universo das Nações Unidas, democratizando-as, combatendo a corrupção, punindo os culpados e acabando com os paraísos fiscais, por onde passam tantas negociatas menos transparentes."

Mário Soares no seu melhor, hoje no Diário de Notícias.
 

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