
Gosto de entrar numa loja e ser bem atendida.
Não gosto que, numa loja, me tratem como se eu tivesse a incomodar o descanso de vossa excelência.
Mas, meus queridos, tudo na vida se faz com equilíbrio. Nem 8, nem 80.
Detesto que me pressionem, que me perguntem 50 vezes se tenho mesmo a certeza que não preciso de ajuda ou que fiquem a 10 cm de mim e a olhar enquanto eu vejo a loja.
Pior ainda… já não suporto que o meu telefone toque e seja a empregada de uma loja de vestidos de noiva a que fui, para perguntar-me como vão os preparativos do casamento, se já fui ver outras lojas, quando é que lá vou outra vez, porque aquele vestido era totalmente a minha personalidade e tinha a certeza de que eu o ia escolher, portanto não era preciso procurar mais vestido nenhum, nem mais loja nenhuma (dito assim, exactamente assim).
Ora… da última vez que verifiquei, percebi estas duas coisas:
…eu não a conheço de lado nenhum para saber se o vestido é “a minha personalidade”.
…o casamento é meu, sou eu quem escolho o vestido onde e quando quiser.
Estamos entendidos?
Tenho mau feitio? Pois tenho, mas é meu e pronto!