Foram quatro dias de peregrinação até Fátima onde eu os restantes 25 percorremos os 135 km do caminho. Chegámos ao meio da tarde de terça-feira, depois de almoçar em Santa Catarina da Serra.
Esta foi a minha segunda peregrinação a pé, menos sofrida que a anterior, com melhor preparação física. Por isso, e para mim, o caminho foi muito mais contemplativo, conheci melhor o que me rodeia e mim próprio, o que me limita, como reajo e o que eu consigo dar.
Todo o grupo chegou a Fátima, uns com bolhas, outros com joelhos inchados, outros ainda com várias dores musculares, mas ninguém desistiu. Os voltarens, os cremes, os compeeds e as massagens ajudaram, mas a principal ajuda veio de alguns que nunca desisitiram dos outros, como uma corda que puxava e não deixava morrer a esperança.
Não vou contar mais, só passando por isto é que é possível conhecer e sentir a vivência da caminhada e do retiro e a emoção da chegada em conjunto, e eu só ia contar a minha visão, porque cada um tem o seu caminho.
Um abraço especial ao
Zé, o organizador e "informador", e à Emília por terem carregado de emoção esta caminhada e por nunca terem desistido de mim.
Agradeço a todos os que nos apoiaram mas de forma especial à D.a Paula dos Bombeiros e ao agrupamento de escuteiros de Cantanhede pela recepção dedicação, ao Sr. Vitor Azedo da
Carapinheira, ao Sr. Valdemar Mendes, à D.a Otília e ao Sr. José do
Barracão pelo apoio de última hora.
A foto "à selecção" do grupo à saída da Sé, no Sábado:
Por causa da chuva, o nosso caminho alternativo teve uma alteração no troço de Soure à aldeia de Simões, onde voltámos a seguir o percurso marcado no ano passado. Mas disto darei mais pormenores brevemente.
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