Caramulo

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

É preciso andar a pé pelo Caramulo para encontrarmos estas paisagens.







 



 

 

 

 

 

 

 


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Marés Vivas

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

As marés vivas já não invadem a cidade como há alguns anos e quem vivia ou trabalhava no piso térreo nas zonas da Beira-Mar e do Alboi tinha de arranjar meios de evitar a inundação. Hoje ,existem as comportas para proteger a cidade e fora destas as marés vivas ainda cortam alguns caminhos. Embora haja alternativas, há sempre alguém que as enfrenta, por conhecer a estrada e não se importar com a água salgada a bater no carro.
As marés mudam sempre a paisagem da laguna e com a ruína dos muros devido ao abandono das marinhas, elas criam um grande lago que tem tanto de belo como de perigoso.


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E o Verão que teima em continuar

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E ainda bem.


Nos últimos dias de Outubro.

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Janelas do céu

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Há vários milhares de anos, caíram aqui as célebres janelas do palácio do céu. Ficaram intactas as vidraças nos respectivos caixilhos porque as janelas caíram sobre a relva miudinha. Hoje são as salinas.
Almada Negreiros

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O que eu quero, o que eu devo e o que eu posso

terça-feira, 3 de novembro de 2009

E as definições de ética e moral.


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Hernani Lopes descreve o país

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Desporto e violência

Na semana passada vi um excerto do programa 60 minutes na SIC Notícias. O título da reportagem era "A blow in the brain" e contava os casos de danos cerebrais em pessoas que tinham praticado futebol americano.
Alguns dos efeitos das contusões cerebrais apareciam logo após a lesão, mas muito pior são dos danos a longo prazo como a demência. Conta ainda a história de um jovem que hoje está deficiente mental e de um senhor (?) que quer fazer crer estes casos raros e que a medicina está a avançar a passos largos para resolver estas situações.
Não consegui encontrar a reportagem traduzida, então aqui vai a reportagem original.



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Fotos antigas do Porto de Aveiro

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fotos antigas da Barra e do porto de Aveiro do acervo do Arquivo Histórico-Documental do Porto de Aveiro.
Forte da Barra

Construção do Molhe Sul
Ao fundo, a antiga ponte para as Gafanhas, em primeiro plano o início da Friopesca
Antiga ponte para as Gafanhas
Seca do Bacalhau na Gafanha da Nazaré
Protecção ao Farol
Construção da Protecção ao Farol

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E a educação por cá

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Estive a ler notícias em vários jornais sobre o inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem realizado pela OCDE, o Expresso foi o que me pareceu dar maior importância.
Logo a abrir «Portugal é dos países onde os professores gastam mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas e menos tempo a ensinar».
No desenvolvimento: «Os primeiros resultados do estudo hoje divulgado, levado a cabo em 23 países membros daquela organização, apontam ainda a avaliação e reconhecimento do trabalho dos professores como um elemento importante para um melhor desempenho.
Os inquéritos, levados a cabo em 200 escolas de cada país durante o ano lectivo 2007/2008, permitiram concluir que, em Portugal, 75% do tempo de aula é efectivamente dedicado ao ensino, o quinto valor mais baixo entre os países analisados. Em contrapartida, é dos países onde os professores perdem mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas.
Além disso, 69% dos professores portugueses trabalham em escolas onde os respectivos directores dizem que os distúrbios na sala de aula prejudicam a aprendizagem, processo que é afectado em 50% dos casos pelo absentismo dos estudantes.
Portugal é igualmente dos países em que um maior elevado número de professores e directores de escola diz não ter havido qualquer tipo de avaliação interna ou externa durante os cinco anos anteriores ao estudo. E quando essa avaliação é feita, o resultado mais valorizado é o número de alunos reprovados, as notas e outros aspectos, enquanto nos demais se dá em média uma importância inversa a estes critérios.
O estudo da OCDE evidencia que os professores que vêem o seu trabalho reconhecido pelos directores das escolas e pelos colegas apresentam um melhor desempenho e conclui que nível do sistema de ensino de um país não pode ser superior ao da qualidade dos professores e do seu trabalho, pelo que defende a necessidade do reforço do treino e formação dos docentes».
Este inquérito parece-me ter sido feito já com o novo sistema de avaliação dos professores a funcionar em pleno, e depois de ver tanta contestação, de ouvir as experiências de amigos e do que via, este relatório vem a dar razão em algumas reivindicações dos professores, pelo menos nas que eu também dou razão, e uma delas é tempo perdido em tarefas administrativas, penso eu que se refere ao tempo despendido para a avaliação de outros colegas (e não só, claro). Os professores têm de preparar aulas, ensinar e corrigir testes, estas são as suas funções e a estas que deveriam estar dedicados. Ainda que participem na avaliação dos colegas, aceita-se, mas ser responsáveis por toda a avaliação de um colega?
Recentemente tive uma conversa com um amigo professor numa escola particular, onde se comparavam os programas e as actividades desta com os das escolas públicas e a diferença é grande. As actividades a programar são muitas e as reuniões ultrapassam largamente o tempo de expediente e mais, têm um patrão sempre em cima, mas o trabalho de professor.
A educação é feita por pessoas e se estas faltam para outras coisas que não o ensinar e acompanhar os alunos, então, não sei o que será da próxima geração.

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Obama aos estudantes

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Parece uma lição o manifesto do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aos alunos norte-americanos no início deste ano lectivo.
Obama conta a sua experiência enquanto jovem estudante e as dificuldades que sentia,, Conta que até para ir para a escola, «a ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."».
Também refere-se à partilha das responsabilidades entre pais, professores e governo: «Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem».
Mas destacou que está nas mãos dos jovens o seu sucesso e «a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos». E ainda, que o futuro do país dependerá deles: «Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país».
Partilha a história da primeira dama, «a minha mulher, [...] tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país».
Conta do esforço de alguns alunos em particular: «Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública. [...] Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade. [...] Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade».
E termina: «As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes».
Este é só um resumo de um grande manifesto, realista e actual, e com um cunho muito pessoal, parece uma lição de pai ou de mãe. Não vi a declaração, mas deve ter sido com emoção. Também tenho ilações a retirar deste manifesto e que vêm a reforçar a minha forma de ser.
Quando os meus pais contam as dificuldades que passaram na escola, das condições de vida que tinham e como tiveram que abandonar os estudos para trabalhar e depois comparo-as com as minhas, muito melhores, embora longe que é hoje: recordo-me as poucas vezes que foi ligado o aquecedor a gás na primária, os barracões pré-fabricados da escola preparatória e até na faculdade, as salas de um edifício aproveitado sem condições de conforto, com rebocos a cair e nem lugares sentados se não entrássemos a tempo. Mas tudo isto passa e são as dificuldades que nos tornam mais fortes.
O manifesto completo pode ser lido aqui.

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Left Unspoken

Quando comecei a ver este filme, pensava que o final seria igual ao que já me aconteceu, quando deixo coisas por dizer...
Curta metragem de Avi Lewin, finalista do festival Tropfest Austrália deste ano.


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Para os matemáticos

Foi através de um blogue que encontrei um utilitário gratuito e aproveitando o regresso às aulas, dou uma dica para os estudos de matemática. Trata-se  do "Graph", um programa que desenha gráficos de funções, equações e inequações, calcula áreas, desenha derivadas, tangentes e normais, entre outras coisas.

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Homem na corda bamba

sábado, 12 de setembro de 2009

Lembrando as torre gémeas do WTC, fez no passado dia 14 de Agosto, 35 anos que um francês de nome Philippe Petit, sem medo de alturas e com pontaria para acertar no pé no arame, atravessou oito vezes uma corda entre as duas torres gémeas do antigo World Trade Center, em Nova Iorque, ainda estas não estavam acabadas.

Muito mais tarde, esta proeza e o seu autor foram tema de um documentário realizado em 2008 e que ganhou um Óscar, entre outros prémios.

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Mankind Is No Island

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Filme vencedor do festival de curtas metragens Tropfest NY (edição de Nova Iorque) de 2008. O filme foi realizado por Jason Van Genderen em parceria com Shane Emmet na produção e tem banda sonora original da autoria de John Roy.
Este filme tem ainda a particularidade de ter sido completamente filmado com um telemóvel em Sidney (Austrália) e Nova Iorque (Estados Unidos) com um orçamento de 40 dólares.
Segue as palavras do filme e contrói o texto.


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Be my brother

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Filme de Genevieve Clay, vencedor do Festival Tropfest 2009.


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Medina Carreira e os politicos

domingo, 6 de setembro de 2009

Sem comentários...


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Tourada

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Depois de encontrar histórias curiosas da canção espanhola da mensagem anterior, descobri que a canção portuguesa candidata ao Festival Eurovisão de 1973, realizado no Luxemburgo, "Tourada", interpretada por Fernando Tordo, é uma mensagem crítica à ditadura em plena Primavera Marcelista e que passou ao "lápis azul" e ainda hoje não se sabe como...

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Aquarela do Brasil

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Perpetuum Jazzile é nome do grupo esloveno que canta o "Aquarela do Brasil" como se fosse composto por brasileiros (ou ainda valia por portugueses). Como cantam em bom português com sotaque e gingam como se já tivessem nascido com o ritmo do samba!
Eles cantam também outra canção, "Eres Tu", canditada espanhola à Eurovisão em 1973 e acusada de plágio por ser uma cópia da canção "Brez Bezed", candidata jugoslava em 1966.


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Lavar as mãos

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O filme está engraçado. Lembrando que começa em breve o ano lectivo e que é de pequenino...

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Vinho do Porto usado pelos bombeiros da Régua para prevenir gripe pneumónica há um século

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Notícia de vários meios de comunicação social, mas aqui vai a ligação ao Expresso. Não se pode é exagerar...

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Caminho de Finisterra

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Na semana passada fiz o Caminho de Finisterra ou Caminho do Sol. É um caminho de dá continuidade aos restantes caminhos de Santiago, em especial, os que começam de Leste, como o Caminho Francês, por exemplo. É único percurso antigo que a Igreja não adoptou como caminho de peregrinação cristã a Santiago de Compostela, continuando a ter uma conotação puramente pagã.
Na Antiguidade, os Celtas e outros povos faziam uma peregrinação desde os confins da Europa, perseguindo o Sol até onde não pudessem avançar mais, onde acabava a terra, e viam o sol se esconder no mar... para depois voltar a aparecer a Oriente. Conta-se que ali existiu um altar de adoração ao Sol - o Ara Solis - construído provavelmente pelos fenícios e mandado derrubar por São Tiago quando da sua passagem pela então Gallecia. Os romanos chamaram àquele local Finis Terrae.
A notícia da descoberta de um túmulo com um corpo martirizado e a sua associação com o Apóstolo São Tiago correu a Europa. Com a transladação do corpo para Compostela, surgiu um novo centro de peregrinação, onde foram adoptados os antigos percursos das peregrinações pagãs - daí nasceram os Caminhos de Santiago.
A tradição pagã perdurou até aos dias de hoje. Ainda há gente que continua o caminho até Finisterra para tomar o banho completamente nua na praia de Langosteira para se purificar, apanhar uma vieira para mostrar que chegou ao fim do caminho, queimar a sua roupa no cabo e assistir ao pôr do Sol.

Primeira etapa - 20 de Julho
Partimos de Esgueira na madrugada da segunda-feira de carro até Santiago. Chegámos de manhã, cedinho, e fomos procurar um local seguro para estacionar os carros durante cinco dias. e se possível, de graça. Depois da tentativa frustada de colocar no parque do Hotel do Convento de São Francisco de borla, seguimos o conselho da recepcionista do hotel e estacionámos numa rua numa zona residencial atrás do mesmo. Seguimos para a Catedral.

Fomos dar o abraço ao São Tiago e depois descemos até ao sepulcro. Estivemos junto à Porta Santa ou do Perdão (que vai ser aberta a 1 de Janeiro de 2010) e passámos pela Oficina dos Peregrinos. Depois de tomarmos o pequeno almoço, fomos à Praça do Obradoiro para iniciar o caminho do Sol. Na praça encontrámos a Lisa , uma alemã que nos acompanhou no ano passado na Via da Prata a partir de Laza.
Mal tinha terminado a manhã, a fome já apertava e logo que encontrámos um clareira no pinhal , encostámos para almoçar.
Pelo caminho, encontrámos pelo menos dois bares, um em Portela de Villaestro e outro em Castelo, onde parámos para descansar e refrescar a boca. No primeiro encontrámos um belga, uma coreana e uma mexicana (não vinha gripada).
Na estrada nacional, antes de chegar a Aguapesada, cortamos à esquerda para passar por umas casas e depois entrar num pinhal onde subimos 230 metros em 2,5 km... foi duro, muito duro. Quase gastei o litro de água que tinha, mas logo na descida, há uma fonte com água fresca e uns quilómetros mais abaixo encontrámos um bar em Tramonte onde descansámos e voltámos aos refrescos. Enquanto lá estivemos, metemos conversa com o trio belga-coreana-mexicana.
Mais uns quilómetros e encontramos Ponte Maceira e o rio Tambre, onde ficámos a descansar e a refrescar os pés junto aos moinhos.

E chegámos a Negreira, onde descobrimos que o albergue público já estava cheio e decidimos procurar um local para dormir. Encontrámos o Hotel Tamara, onde nos fizeram um preço especial. Fomos depois jantar a um bar/restaurante no centro de Negreira - ir em frente ao invés de cortar à esquerda para o albergue, até ao fim do segundo quarteirão., do lado esquerdo - mas já não me lembro do nome dele... comeu-se lá muito bem e bebeu-se Ribeiro Xoven traçado.
O percurso do dia:

Segunda etapa - 21 de Julho
Tomámos o pequeno almoço no quarto e um café na cafetaria do hotel e decidimos seguir para a Picota por estrada. O normal seria seguir pelo caminho até Olveiroa, mas já prevíamos que o albergue já estivesse cheio. Além disso, só encontraríamos como alternativa uma pensão que também poderia estar cheia e era cara.
Então seguimos estrada fora, pela AC-5603 até Maroñas, depois de lá tínhamos de nos desenrascar, e com a chuva a ameaçar.
Eu fiquei para trás com o Zé e a Ana e depois de uma grande subida e de uma curva fechada, acho que na Pena ou Piaxe, encontrámos um café onde eu reforcei o pequeno almoço. Para todos, pedimos uns bocadillos com tortilla francesa (sandes com omelete, os galegos também lá chegavam) e eu pedi uma taza de leche con café (meia de leite). Lá dissemos à senhora que estávamos a pensar em dormir na Picota e ela disse logo que nos dava um contacto de uma casa, logo que acabássemos de comer. Lá tive de ser eu a fazer as marcações e depois de negociar numa mescla de espanhol, galego e português, lá consegui três quartos a bom preço, na Casa Jurjo. Vale! De acordo! Antes deste café só tínhamos encontrado uma mercearia que estava fechada...
Continuando o caminho, por estrada. Entretanto o outro grupo já tomava uma vantagem que já nem deixava haver comunicações entre os walkie-talkies. Quando conseguimos contacto, o grupo da frente esperava num café em Vilaserio. Enquanto se bebiam uns quintos (minis) e comiam-se as metades dos bocadillos que deixámos para os fugitivos, chegavam a Lisa e o companheiro. O grupo da frente tinha feito um novo amigo, o Gilbert, da França, que vinha com uma bandeira da Bretanha na mochila e caminhava desde Rennes (cerca de 1500 km).

Seguimos então novamente até encontrarmos uma estrada regional, a AC-5604, e onde acabava a que nós seguíamos e seguia uma estrada estreita. Lá estivemos a perguntar qual o melhor caminho para Maroñas... Eu ainda consegui fazer parar um carro, mas era um velho casal, talvez ingleses e ao invés de ter informações, esclareci-lhes que estavam no caminho certo para Negreira... Lá seguimos em frente, depois cortámos à direita e quando encontrámos um caminho que entroncava de direita, entramos para a bucha. Começou a chover e começaram a aparecer peregrinos no caminho onde estávamos a almoçar. Tínhamos seguido sempre por estrada e aquele era o caminho de Finisterra...
O GPS do Benú ajudou-nos a reencontrar o caminho, embora fizéssemos uma volta com mais umas centenas de metros. Chegámos às Maroñas e depois de passar a povoação, encontrámos um café e parámos... Mais dez metros, outro café, mas aí só pararam o Zé e o Alex, o resto seguiu para a Picota.
"Chovia que Deus a dava" e o Benú teve a ideia de fazer uns documentários para a National Geographic sobre as lesmas e as mulheres e depois uma serenata às vaquinhas, em Castro. Já depois de chegar ao topo do monte, nevoeiro cerrado, recebo uma mensagem a perguntar como corria a caminhada e enquanto escrevia a resposta, o Benú e as meninas já se tinham pirado e fiquei para trás... e logo numa bifurcação com três hipóteses... qual delas? Só conseguia ver à direita uma torre eólica e mal... decidi esperar pelo Zé e o Alex. E não demoraram muito a chegar , seguimos depois a estrada do meio, e com as comunicações reestabelecidas, o Alex dizia ao Benú "Recuperámos um peregrino que deixaste para trás..."

Continuava a chover a potes, todos molhados, as polainas afinal não fizeram efeito, os pés molhados e a fazer chuac chuac nas botas... entretanto, encontráramos mais uma peregrina que ficara para trás, a Maria... mais à frente apanhámos o Benú e a Ana é que era a fugitiva...
Já perto da Picota, encontramos as piscinas que já tínhamos ouvido falar, mas não era a melhor altura... molhados já estamos nós... subimos ao centro e metade do grupo parou num café onde havia Super Bock e eu e as meninas fomos directos para o hotel. Entrámos pelo bar e fomos atendidos pelo Ismael que nos conduziu para a recepção do hotel. Aí fomos atendidos pelo Jorge , o dono, preenchemos a papelada e o Jorge ofereceu-nos a secagem da roupa! Espectáculo! Enquanto eu e as meninas nos trepávamos para o banho, o Jorge trazia-nos um cesto para pormos a roupa molhada... aproveitei para pôr a de hoje e a de ontem que acabara por se molhar também. Entretanto, também esperava pelos outros meninos para lhes indicar os quartos... mas estes estavam entretidos no bar a tentar tirar cañas... e eu a querer tomar banho...
Eles lá chegaram, topei logo pela algazarra e foi tudo para o banho e pôr roupa no cesto para secar. Já sequinhos e prontinhos, fomos para o restaurante do hotel e comemos mais uns bifes de ternera (vitela) com batatas fritas, regadas com um traçadinho.... quando nos fomos deitar, vieram-nos entregar a roupinha já seca. Que bom!



O percurso do dia:


Terceira etapa - 22 de Julho
Logo que acordámos chovia bastante, mas na partida já o tempo estiara. Tomámos o pequeno almoço na cafetaria do hotel. Fomos muito bem acolhidos na Casa Jurjo e fica aqui o agradecimento ao Jorge, ao Ismael e à Yoli. Bem Hajam!
Partimos a contar ficar num albergue público em Cee ou em Corcubion. A chuva estava a sempre a ameaçar, mas estávamos prevenidos com as capas. Em pouco tempo chegámos a Olveiroa e fomos visitar o albergue público que estava cheio. Os últimos que chegaram, um casal de Madrid, já tiveram que dividir o chão da cozinha. Havia lá um café recente e fomos tomar alguma coisa. Continuamos a caminhada e passámos por Logoso, onde havia uma carrinha a vender pão. Quase a chegar a Hospital, encontrámos um parque de merendas onde o Alex fez café. Pouco tempo ficámos, pois começou a ameaçar chuva e um pouco mais à frente iríamos encontrar um café-restaurante. Chegámos ao café e ainda não era hora do amoço para os galegos e tivemos de nos contentar com um bocadillo com omelete e uma caña da Super Bock.
Chegamos à rotunda de Hospita onde o bifurca-se e surgem duas opções: Finisterra ou Muxía. Já estávamos combinados que seria Finisterra. Daqui até até voltarmos a encontrar alguma casa, já em Cee, são doze quilómetros. Só encontramos dois santuários, o primeiro, o de N. S.ra das Neves. Pouco depois de sairmos deste santuário, começou a chover bem e o vento a soprar forte. Os últimos cinco quilómetros antes de começar a descer para Cee foram os mais penosos, com o vento frio a bater de frente, e o caminho no cimo do monte... Logo depois de uma curva apertada, começa uma descida e temos uma vista do mar, de Cee e de Corcubion.
Chegamos a Cee e eu que vinha por último... reencontrei o grupo num café. á minha espera Seguimos à procura do albergue de Cee... Afinal, nem é um albergue, é uma brigo, um espaço aproveitado nos balneários das oficinas da Casa do Consello de Cee. Depois de vistas as condições, e como já estávamos mal acostumados, fomos procurar um sítio melhor para dormir. Fomos procurar e negociar e o Benú conseguiu um hotel porreiro e a bom preço. Fomos ao banho e trocar de roupa e tentar arranjar um meio de secar a roupa. Eu e o Zé ficámos no quarto para deficientes, a casa de canhjo era do tamanho do quarto. Fomos jantar ao restaurante do hotel. Comemos caldo galego, grelada mista e pizza... Depois do jantar eu, o Zé e o Alex fomos dar uma volta pela cidade...

O percurso do dia:


Quarta etapa - 23 de Julho
continua...

Álbum de fotografias:

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Parque do Lenteiro do Rio

domingo, 12 de julho de 2009

O Parque do Lenteiro do Rio fica em São Pedro do Sul, junto à foz do Rio Sul com o Rio Vouga. Passei por lá no outro sábado, a fazer o percurso PR7 - Rota de João de Jerusalém, estava muito calor e o que apetecia mesmo era ficar por lá na relva. ao lado do caminho havia uma levada com leito em calçada cuja água ia abastecer um moinho, ao fundo do parque.

Antes de entrarmos no parque, passámos pela antiga ponte sobre o Rio Sul. A ponte foi construída em 1630, em substituição de uma mais antiga, e remodelada no século XIX para passar a nova estrada Viseu-Albergaria, nos dias de hoje conhecida como N16, já desclassificada. Notam-se ainda sobre o arco mais pequeno os traços do tabuleiro em cavalete da ponte original. Ao lado da mesma, foi construída uma nova ponte para a N16.

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