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terça-feira, 10 de julho de 2018

Pastichando Olavo Bilac

Radioastronômo, ouve estrelas por certo,
porém, ignorando tudo delas, no entanto;
mas algum astrônomo que se acha esperto,
se soubesse o que ouve o vate teria espanto.

Então, observando a negra noite, enquanto,
mantém aquele seu radiotelescópio aberto;
o vate, à mesma estrela oferece pranto,
pregando rima e versos em pleno deserto.

Portanto, direis, quem tem razão caro amigo,
quando cada um busca somente o seu sentido,
e ao outro dedica desdenhoso: nem ligo!

E ninguém jamais será capaz de entende-las,
quer as tenha visto quer as tenha ouvido,
porque é loucura definir as tais estrelas.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ouvindo estrelas


Todo poeta é um bobo, vive sonhando,
e o caminho das estrelas é sua via;
onde vai sem questionamento: até quando?
e se fosse diferente como seria?

E no silêncio absoluto segue escutando,
estrelas! Que, diz ele, estão em romaria;
seguem no cosmos, aglomeradas em bando,
vão fazendo algazarra o poeta diria.

E lá com seus botões: no solo raso sigo,
prestando toda atenção neste chão também,
sem que repare nalguém andando comigo.

Mas, neste Planeta, todos vão como vêm,
bardo rola como pedra, não tem amigo,
porém, ouve as estrelas quando lhe convém.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ah! As estrelas!

E um dia, como sói a natureza
eparou estrelas e vaga-lumes
udo certinho em nome da pureza
acionalmente, não houve ciúmes
ra o bom resultado da esperteza
ogrando tirar do céu o negrume
ssegurou assim, sua destreza.

erto, mas também muito consciente
chou que podia ainda melhorar
entro duma concepção leniente
la, numa demonstração regular
otou que vaga-lume descontente
inha razão em muito reclamar
ntão concebeu a estrela cadente.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Meus versos

As vezes, afinal, canto os astros
Em composições que as vejo belas
E também versejo poemas castos
Quando os enxergo da minha janela.

Tanto vejo lama como alabastro
Mas também viajo pelas estrelas
Que na minha mente deixam um rastro
Versar, melhor jeito de removê-las.

Então, mostro o que existe por aqui
Tudo que sei, que desejo e que vi
As coisas nas quais estamos imersos.

Contudo, percebam, não busco palmas
Tampouco me interessam as almas
Quero apenas construir meus versos.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Somos poeira de estrelas

Este Cosmos profundo e curvilíneo
Que não sabemos de suas raízes
Mas nos abriga em globais marquises
Está presente no fluxo sanguíneo.

Das estrelas, um filho ferrugíneo
É a criação de todas as matizes
Sejam seres tristonhos ou felizes
Uma prova de qualquer escrutínio,

Das estrelas evoluímos, sem saltos
Tanto nós, como os baixios e altos
Nesses transcendentes éons tão longos.

De bactérias a primatas risonhos
De musgo a seres que tem sonhos
E capazes de construir ditongos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Noite do poeta

Translúcido este céu constelado
Com estrelas que formam cascata
Num fundo negro de tom azulado
E com difusa luz que sabe a prata.

Então o poeta se põe deslumbrado
Numa admiração que nunca desata
No firmamento com olhar parado
Como que escutando airosa tocata.

Porquanto tais luzes fosforescentes
Adulam e cativam suas mentes
Através destas conjuntas razias.

Pro vate é uma transcendente fase
De poema definidora, ou quase
Cornucópia de grandes alegrias!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Estrelas e flores

No meio deste universo me vejo
Observando movimentos e cores
No meio deste universo despejo
Meu olhar sincero, sem amargores.

Contudo, no fundo, tenho o desejo
Que estrelas pareçam apenas flores
Sensíveis a meus sinceros arpejos
Pois por elas vou morrendo de amores.

Flores e estrelas parecem esferas
Luzes no céu, cores nas primaveras
Dão ao caminho vivência colorida.

São perfeitas para quem acredita
Cada uma a seu jeito, vera e bonita
E que tornam mais doce esta vida.

domingo, 8 de novembro de 2015

Às estrelas



Seu olhar por trás da coluna ardia
Obliterou aquele solo de clarineta
Blusão jeans usado que me cobria
Foi rasgado pela acúlea baioneta.

Inda agora na soledade da estação
Levando a lira de meus vinte anos
Amanheço sob aquela constelação
Mariposas assim debaixo dos panos.

Exalo conhaque, bebida requentada
Nesta cidade de mui amontoado lixo
Tudo supões aquarela desnaturada
Onde o destino não encontrou nicho.

Sabendo a tais vapores de Yoko Ono
Deixo as minhas colheres flambadas
Apenas verdade nenhuma tem dono
Sob as nobres estrelas filamentadas.

E não me venha com excesso de zelo
Saberá cada vivente o que lhe apraz
Terá exatamente como assim fazê-lo
Resulta que disso compreensão terás.

Então que cada um sole a sua guitarra
Leve seus sonhos a caminhar sozinho
Apenas ao existente cada um se agarra
Sabendo que este mundo é comezinho.

domingo, 18 de outubro de 2015

Ser poeta


Ser poeta não é escrever versos,
Tampouco alinhar algumas rimas.
Talvez ouvir a risada do universo
E estender aos lerdos sua estima.

Poetas não vivem alumbramento
Eles nascem com especial visão
Pois procuram na fímbria do vento
O fóton de luz e sua real posição.

E até ouvem estrelas dizem por aí
Coisa que não ouso mais duvidar
Embora tenha ouvido falar, não vi.

Os vates não comem, vivem de ar
E bebem néctar de cores, concluí
E então encontram outro patamar.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Opção


Quisera ter o dom de criar palavras
Talvez neólogo de imenso talento
Livrar-me dos preconceitos e travas
E conceber estrelas no firmamento.

E sem lamentações e mesmo dores
Pensar o mais épico loquaz poema
Que ignorasse o revés dos amores
E que felicidade seria o óbvio tema.

Sem esquecer de espantar a solidão
A qual nesta terra ninguém merece
Viver natureza em íntima comunhão
Como só bem no mundo houvesse.

Assim estar entre outros como irmão
Agradecer todos os dias essa messe.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Soneto-acróstico

Se uma noite surge em lugar do dia
Outra vez torna-se admirável vê-la
Noite sem nuvens pois como seria?
Encanta-nos nascimento da estrela.

Toda vez que essa estrela renasce
Os homens se mesmerizam no chão
À ela dedicam pensamento e prece
Em homenagem à nobre aparição.

Se a noite for escura demais porém
Tardará a estrela a se fazer notar
Restando a todos esperar também.

Então esse espectral brilho estelar
Laça e faz do homem bobo refém
Até que um novo dia venha clarear.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Soneto-acróstico Rio de estrelas

Ondas leves baloiçavam a canoa
Rio que borbulha de tais estrelas
Indiferente a corrente segue a toa
O vate segue poetando ao vê-las.

Desse rio portanto tudo se espera
Ele espelha silenciosa imensidão
Entre aves e peixes voa quimera
Solvendo sonho, fazendo canção.

Talvez o poeta esteja enganado
Rios não têm constância no leito
Eles são somente  pau mandado.

Logo isso apenas não tenha jeito
Assim como pescador e pescado
Se conjugam no mais que perfeito.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Limerique



Se falar com estrelas lhe apraz
Porque entendê-las tu és capaz
Sonhe alto meu amigo
Porquanto eu não consigo
Muitos anos à frente tu estás.

domingo, 15 de julho de 2012

quinta-feira, 7 de junho de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012