dilluns, 20 de setembre del 2010
Cant a la llibertat
I, és clar, no podem obviar l'episodi del Congrés:
dissabte, 19 de juny del 2010
As intermitências da morte
Durante um minuto ninguém falou. O mais velho dos pessimistas deixou que um vago e suave sorriso se lhe espalhasse na cara e mostrou o ar de quem tinha acabado de ver coroada de êxito uma difícil experiência de laboratório. sendo assim, interveio um filósofo da ala optimista, porquê vos assusta tanto que a morte tenha acabado. Não sabemos se acabou, sabemos apenas que deixou de matar, não é o mesmo. De acordo, mas, uma vez que essa dúvida não está resolvida, mantenho a pregunta. Porque se os seres humanos não morressem tudo passaria a ser permitido. E isso seria mau, perguntou o filósofo velho, Tanto como não permitir nada. Houve um novo silêncio. Aos oito homens sentados ao redor da mesa tinha sido encomendado que reflectissem sobre as consequências de um futuro sem morte e que construíssem a partir dos dados do presente uma previsão plausível das novas questões com que a sociedade iria ter de enfrentar-se, além, escusado seria dizer, do inevitável agravamento das questões velhas.
Melhor então seria não fazer nada, disse um dos filósofos optimistas, os problemas do futuro, o futuro que os resolva, o pior é que o futuro é já hoje, disse um dos pessimistas, temos aqui, entre outros, os memorandos elaborados pelos chamados lares do feliz ocaso, pelos hospitais, pelas agências funerárias, pelas companhias de seguros, e, salvo o caso
destas, que sempre hão de encontrar maneira de tirar proveito de qualquer situação, há que reconhecer que as perspectivas não se limitam a ser sombrias, são catastróficas, terríveis, excedem em perigos tudo o que a mais delirante imaginação pudesse conceber, sem pretender ser irónico, o que nas actuais circunstâncias seria de péssimo gosto, observou um integrante não menos conceituado do sector protestante. Parece-me que esta comissão já nasceu morta, os lares do feliz ocaso têm razão, antes a morte que tal sorte, disse o porta-voz dos católicos. Que pensam então fazer, perguntou o pessimista mais idoso, além de propor a extinção imediata da comissão, como parece ser o Vosso desejo. Por nossa parte, igreja católica, apostólica e romana, organizaremos uma campanha nacional de orações para rogar a deus que providencie o regresso da morte o mais rapidamente possível a fim de poupar a pobre
humanidade aos piores horrores. Deus tem autoridade sobre a morte, perguntou um dos optimistas, são as duas caras da mesma moeda, de um lado o rei, do outro a coroa, sendo assim, talvez tenha sido por ordem de deus que a morte se retirou, A seu tempo conheceremos os motivos desta provação, entretanto vamos pôr os rosários a trabalhar.
Nós faremos o mesmo, refiro-me às orações, claro está, não aos rosários, sorriu o protestante. E também vamos fazer sair à rua em todo o país procissões a pedir a morte, da mesma maneira que já as fazíamos ad petendem pluviam, para pedir chuva, traduziu o católico. A tanto não chegaremos nós, essas procissões nunca fizeram parte das manias que cultivamos, tornou a sorrir o protestante. E nós, perguntou um dos filósofos optimistas em um tom que parecia anunciar o seu próximo ingresso nas fileiras contrárias, que vamos fazer a partir de agora,
quando parece que todas as portas se fecharam. Para começar, levantar a sessão, respondeu o mais velho. E depois continuar a filosofar, já que nascemos para isso, e ainda que seja sobre o vazio. Para quê, para quê, não sei. Então porquê. Porque a filosofia precisa tanto da morte como as religiões, se filosofamos é por saber que morreremos, monsieur de montaigne já tinha dito que filosofar é aprender a morrer.
As Intermitências da morte, 2005
divendres, 13 de març del 2009
En Tweety mor?
diumenge, 9 de març del 2008
Zoran Music
Però tot això són foteses si ho comparem amb el que hi ha darrera de l’obra de l’eslovè Zoran Music. Diguem que qualitativament no ha despertat en mi cap sensació de sorpresa. En canvi, la seva denúncia convertida en una poètica de la mort, ha copsat de ple la meva atenció fins aconseguir eriçar-me el bell del cos.
Ignoraré per complert la seva primera etapa, no és la que m’interessa. En el que vull incidir és en el ressorgiment, com ell ho diu, dels records una vegada ja està establert a Venècia. Records de les vivències de l’horror, de la quotidianitat al costat de la mort en el camp de concentració nazi de Dachau. Aquests episodis triguen en manifestar-se uns quants anys, just quan es concentra a representar uns paisatges dels voltants de Siena i de l’Úmbria. Són muntanyes blanques, turons sense vegetació amb esquerdes que baixen pel caprici de l’aigua i que dibuixen línies verticals que segmenten la superfície per descobrir-hi, al seu imaginari, les siluetes dels cossos sense vida que s’amuntegaven en piles en aquells camps d’ingrat record.
És a partir d’aquí que recupera, als anys 70, aquesta poètica de la mort. Només el fràgil vestit de la pell impedeix que els ossos apareguin barrejats entre els cossos, els uns amb els altres, tots amb el mateix semblant cadavèric que taques fosques sobre fons blanquinós es basten per representar uns caps ja sense vida.
I el dits! Llargs i encorbats, s’arrengleren paral·lelament fins dibuixar els contorn de mans inertes, grotescament deformades per l’extrema debilitat en la que deriva la manca contínua d’aliment.
I tot això amanit amb el documental “Silenci”. Les imatges transcorren en el taller de l’artista acompanyat d’un interlocutor. No obstant, les paraules sorgeixen des d’una veu en off que se superposa a la imatge. L’efecte és cercar més transcendència en les reflexions per entendre l’estat filosòfic al qual arriba a través de l’obra, si bé l’obra presenta prou motius per copsar una profunda reflexió sobre la bellesa de la mort com a tema únic.
Zoran Music