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6 de maio de 2011

E vocês, o que é que têm na lista?


Desafio a quem quiser pegar nele.

1 de agosto de 2010

As sugestões da Luna #3



Embora tenha gostado bastante mais do segundo do que do primeiro - a tal cena do moralismo beato -, ambos entram na categoria de cultura geral.

13 de julho de 2010

As sugestões da Luna #2

Não recomendado a pessoas deprimidas, com tendências suicidas, ou altamente angustiadas com a procura do sentido da vida. Também não recomendado a pessoas que gostam dos livros porque são "muito lindos".

15 de junho de 2010

As sugestões da Luna #1



Não recomendados a pessoas cujo filme preferido seja "O diário de uma paixão" (The notebook).

27 de janeiro de 2010

A caminho do Haiti


Na próxima sexta-feira, chega às livrarias uma nova edição do romance A Jangada de Pedra, de José Saramago, destinada a contribuir para a ajuda humanitária às vítimas do sismo no Haiti. O produto da venda do livro é integralmente destinado às vítimas do sismo no Haiti.

«As minhas palavras serão de agradecimento. A Fundação José Saramago teve uma ideia, louvável por definição, mas que poderia ter entrado na história como uma simples boa intenção, mais uma das muitas com que dizem estar calcetado o caminho para o inferno. Era a ideia editar um livro. Como se vê, nada de original, pelo menos em princípio, livros é o que não falta. A diferença estaria em que o produto da venda deste se destinaria a ajudar as vítimas sobreviventes do sismo do Haiti. Quantificar tal ajuda, por exemplo, na renúncia do autor aos seus direitos e numa redução do lucro normal da editora, teria o grave inconveniente de converter em mero gesto simbólico o que deveria ser, tanto quanto fosse possível, proveitoso e substancial. Foi possível. Graças à imediata e generosa colaboração das entidades que participam na feitura e difusão de um livro, desde a fábrica de papel à tipografia, desde o distribuidor ao comércio livreiro, os 15 euros que o comprador gastará serão integralmente entregues à Cruz Vermelha para que os faça seguir ao seu destino. Se chegássemos a um milhão de exemplares (o sonho é livre) seriam 15 milhões de euros de ajuda. Para a calamidade que caiu sobre o Haiti 15 milhões de euros não passam de uma gota de água, mas A Jangada de Pedra (foi este o livro escolhido) será também publicada em Espanha e no mundo hispânico da América Latina. Quem sabe então o que poderá suceder? A todos os que nos acompanharam na concretização da ideia primeira, tornando-a mais rica e efectiva, a nossa gratidão, o nosso reconhecimento para sempre.
José Saramago»


12 de outubro de 2009

"É parvo"

De vez em quando deparo-me com opiniões sobre assuntos sobre os quais me debrucei e escrevi, que vão muito de encontro àquilo que penso e ao que pretendi dizer, só que fazendo-o bem melhor que eu. É o caso do que diz o João sobre Lobo Antunes, do qual falei há dias.

(É engraçado que é exactamente essa expressão que o meu pai, também mais ou menos da sua idade, utiliza para o descrever)

22 de setembro de 2009

2666

Ainda nem vi o livro, e já não o posso ver.

(Tenho alguma dificuldade com entusiasmos colectivos, mesmo que intelectuais. Assim que muitos começam a apontar numa direcção, dá-me logo vontade de seguir a contrária.)

16 de setembro de 2009

Limitações

Sei que com o que irei confessar de seguida deitarei por terra qualquer pretensão de vir a ser minimamente respeitada intelectualmente, além de certamente desiludir alguns amigos que até me tinham em consideração, mas, a verdade, é que não consigo ler Lobo Antunes. E olhem que eu queria muito, mas não dá. Não falo das crónicas, obviamente, também não sou assim tão limitada, mas dos seus livros, onde não consegui nunca chegar a mais de meio sem desistir. Dada a minha frustração com esta incapacidade, procurei indagar opiniões junto à minha família, no Natal passado, para vir a descobrir que não, mais ninguém lhe tinha conseguido meter o dente, e olhem que não somos propriamente uma cambada de iletrados. Para meu descanso, intuí então tratar-se de uma deficiência genética qualquer, impeditiva de nos deixar entrar naquela escrita intrincada e aparentemente desconexa, levando-nos a perder o fio à meada, e que por ser inata nos ilibava de qualquer responsabilidade no assunto.
É certo que eu deveria ter desconfiado quando há anos, sintomaticamente, também não consegui levar avante a empreitada estóica da leitura de O Som e a Fúria, de Faulkner, de quem Lobo Antunes confessa beber o estilo. Lembro-me de, com esforço, avançar naquela primeira parte narrada por Benjy, o atrasado mental, e pensar que havia de conseguir, que o pior já estava a passar, que certamente haveria de melhorar assim que passasse para o irmão normal, na esperança de que de repente se fizesse luz. Mas não, Quentin em nada me ajuda, e acabei por desistir, esgotada mentalmente, e desiludida, assim como quando em Mulholland Drive se espera ansiosamente pela revelação final que afinal nunca chega e se sai do cinema na incerteza de se era ou não suposto ter-se percebido.
Desde então que tenho vivido conformada com esta impossibilidade, pensando que talvez tenha razão quem diz que ou se gosta de Lobo Antunes ou de Saramago, e que gostar tanto deste último talvez justificasse a incompatibilidade estilística.
Até que um dia me deparo com este brilhante texto de Rita F. e fico assim meia sem saber se valeria a pena ter continuado, tentado mais umas páginas, ter-me esforçado mais, que só faltava um bocadinho assim. Ou se, pelo contrário, simplesmente não estou habilitada para ganhar o brinde.