Ei,
Tu aí,
Esta é a minha poesia,
Sem dias e muito menos mundos
Domingo, Manuel da Fonseca (repetido,porque genial,neste blog)
Ei,
Tu aí,
Esta é a minha poesia,
Sem dias e muito menos mundos
Domingo, Manuel da Fonseca (repetido,porque genial,neste blog)
Estão a chegar as contas. A forma certa de pôr a desordem. Refundar perspetivas sobre a solidão. Ler livros de forma diferente, até. O vento muda gradualmente de direção, e tudo parece ser arrancado estoicamente da Terra, mas com a nossa ilusão a manter as coisas no sítio.
Reorganizo perspetivas, enquanto um som de lonjura me afronta os sentidos, dentro de uma casa vazia e de paredes escuras e sem dimensão olfativa. Parecem resguardos de uma desilusão, todas as coisas inocentes que agora me rodeiam...Os que repetem,
A refletir sons indisponiveis nas almas dos inquietos,
Tens a certeza que não queres falar?,
Pensa nesta porta arredondada,
Aliás sempre vi esse
batente dourado,
Em forma de interrogação,
Como um desafio de simbiose,
Capaz de juntar todas as minhas dúvidas,
E fazer-me pedalar tão depressa,
Que chegava ao mercado dos sonhos
sempre antes dos silenciosos,...
A respirar como o nosso professor de francês,
Quase como o general das ordens irrefletidas,
Acredito que vás conseguir
pelo menos dizer citações da Ilíada,
E ainda terás tempo para um sorriso fugidio,
antes do último pedaço de
bacalhau do dia,
Pensa nisto antes da locução inofensiva,
do velho careca que diz as notícias na rádio
Sou curioso por esses momentos,
Quando fechamos os olhos e o retorno das indecisões todas,
Regressa em ascendentes manifestações de medo,...
Um medo tranquilo,
Pintado de todas as cores,
Quase como se fosse roupa com que nos vestissemos,
E depois servisse para nos redimirmos com a intensidade possível,
De tanta coisa que fica à porta de casa em cada noite,...
Não tenho título para um livro estruturado assim,
Nem sei se é livro ou não