segunda-feira, novembro 17, 2008
Cacusso

P/ Lídia de Paula
tantas
noites
entre
nós
muitas luas
movendo silêncios
e palavras nuas
em cada gesto
sempre um festa
com gosto de paixão
te quero
te espero
muito além
de toda ilusão
Zhô Bertholini
domingo, janeiro 07, 2007
Cacusso

hoje é domingo
peço paz & cachimbo
sem me importar
se sou mesmo fraco
se o touro é valente
se o buraco é muito fundo
ou se o mundo
vai mesmo se acabar
Zhô Bertholini
quinta-feira, novembro 17, 2005
Cacusso

meus passos, sempre meus passos,
eis-me a sós em solo diário
mapeando tardes inteiras e urbanas
automotivas
sinalizadas
enfileiradas
congestionadas
em meu coração que pulsa
na mais legítima contra-mão
ruas intercaladas
de pressas e surpresas
tudo gesto, acção e dispersão
em trajectos que somos
reais, humanos ou mera colisão
Zhô Bertholini
quarta-feira, outubro 12, 2005
Cacusso

meninos sem destinos
entre a terra e o céu
nos faróis, nas calçadas
cheiram cola, lambem o papel
usam, abusam e se lambuzam
vítimas de uma realidade cruel
aos restos
sem rostos
sem nomes
vagam defronte as vitrines
entre os sonhos e as fomes
meninos sem destinos
que a pátria mãe pariu
em berços nada esplêndidos
no ventre que se feriu
entre propostas e promessas
de uma política não gentil
aos montes
sem dotes
sem donos
vivem a espera da sorte
de serem acolhidos em seus abandonos
Zhô Bertholini
sexta-feira, setembro 16, 2005
Cacusso

Bem sei
ser sol
quando
tudo em mim
anoitece.
Zhô Bertholini
sábado, abril 16, 2005
Cacusso

..

fogo fátuo
luz néon
homo-sapiens
eis o que somos
na fatia
de cada dia
cada gomo
um gnomo
se instala
se estala
na festa viva da poesia
Zhô Bertholini(in Sem Ensaio)