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Vi Luanda

Esperanças Rasgadas





Timor


Jazigo de uma alma
Que não pereceu
Nas névoas
De uma história que se perdeu
Na distância das lendas

...


Timor


Montanha de ossos
De uma valentia
Que bocas guerreiras
Abençoaram seus filhos
Para a perenidade dos dias

...


Timor


Onde a morte
só se consagra no combate
Para deter a vida
E contar a história às crianças
Que nascem para recordar

...


Timor


Onde as flores
Também desabrocham
Para embelezar
as sepulturas desconhecidas
‘em noites frias, infindáveis’

...


Timor


Onde as pessoas
nascem para morrer
pela esperança
em rasgos de dor
em rasgos de carne
em rasgos de sangue
em rasgos de vida
em rasgos de alma
em rasgos
da própria liberdade
que se alcança..
com a morte!



Xanana Gusmão

Namoro

Les rois mages




Recordando 1971.
Festas felizes a todos os amigos e visitantes!

Homenagem

Sabores da Terra





Muxi, coracão ao meu berço M´Banza, M´Banza Congo,
à nossa rebita, a Bela vista, a Ilha dos Amores,
o nosso Carnaval, o lombi, a kibeba, a kifufutila,
o rio Zaire, o Kwanza, safú, cabita, catatu, muxiluxilu,
ai tambarino, o nosso mea cura, as nossas farras de quintal,
a palanca negra, jilojo, mengueleca, reco reco, o kissonde,
a Vila Flor,
ao Bagre, ao nosso bagre fumado, os nossos mirangolos, a
nossa Kissama, Ah! Muxima, a perfumada nocha, a
kissangua,
o marufu, o mona xibata o peixe espada, a nossa chiquanga
o nosso feijão, kandange, olha imbondeiro, olha múkua,
a saca folha, nosso cachuchu, a ilha do Luanda,a
welwitchia, a ginguba e o bombó, o nosso pirão, atenção, a
rebita, cavalheiros a gauche, damas a droite,
primeira forma, vamos embora,- está quase bom, atenção,
a rosa de porcelana, a nossa marimba, o nosso funge, o
nosso batuque, a nossa batucada, o kissange, a nossa
moamba, as missangas coloridas,
a canjica,as águas milagrosas do Huamba, as quedas do
Kalandula, Chinguar, ai a puíta, o maboque, a nossa
moamba,vila flor, o reco reco, loengos, o ungo, o sape sape


Waldemar Bastos

Oh, mamy blue





Início dos anos 70.
Todos os dias António Sala colocava esta música no ar.
Cerca das 07:30.
Não saía de casa, nos Olivais, a pé, para percorrer o caminho até á Afonso Domingues sem a ouvir.

Imaginem aqueles dias de Janeiro, solarengos e extremamente frios...
Capa com os livros, como hoje se não usa, debaixo do braço... e o trautear da música.

Talvez venha desta música e deste tempo o gosto por músicas que "enchem o peito", que puxam pelo lado positivo, que empolgam.

Oh, mamy blue!

Hoje recordo-a e tento ganhar novo alento para enfrentar duríssimas batalhas que se perfilaram há muitos, muitos anos no horizonte.

Tal como São Jorge, também hei-de vencer o dragão.
Não precisarei da sua lança, apenas da sua inteligência, da sua coragem e da sua perseverança... e de um "hino" como... Mamy blue

Meu amor da Rua Onze





Tantas juras nos trocamos,
Tantas promessas fizemos,
Tantos beijos roubamos,
Tantos abraços nos demos.

Meu amor da Rua Onze,
Meu amor da Rua Onze,
Já não quero
Mais mentir.

Meu amor da Rua Onze,
Meu amor da Rua Onze,
Já não quero
Mais fingir.

Era tão grande e tão belo
Nosso romance de amor
Que ainda sinto o calor
Das juras que nos trocamos.

Era tão bela, tão doce
Nossa maneira de amar
Que ainda pairam no ar
As promessas que fizemos.

Nossa maneira de amar
era tão doida, tão louca
Qu'inda me queimam a boca
Os beijos que nos roubamos.

Tanta loucura e doidice
Tinha o nosso amor desfeito
Que ainda sinto no peito
Os abraços que nos demos.

E agora
Tudo acabou.
Terminou
Nosso romance.

Quando te vejo passar
Com o teu andar
Senhoril,
Sinto nascer

E crescer
Uma saudade infinita
Do teu corpo gentil
De escultura
Cor de bronze,
Meu amor da Rua Onze.


Aires de Almeida Santos

Fool's overture







(Churchill's famous speech)
We shall go on till the end, we shall fight on the seas and oceans.
We shall defend our island, whatever the cost may be.
We shall **never** surrender

History recalls, how great the fall can be
While everybody's sleeping
The boat's put out to sea
Born on the wings of time
It seems the answers were so easy to find

Too late the prophets cry
The island's sinking, let's take to the sky
Called the man a fool
Stripped him off his pride
Everyone was laughing
Up untill the day he died

Ooh though the wound went deep
Still he's calling us out of our sleep
My friends, we're not alone
He waits in silence to lead us all home

So you tell me that you find it hard to grow
Well I know, I know, I know
And you tell me that you've many seeds to sow
Well I know, I know, I know

(distant choir sings 'Jerusalem' almost inaudibly)
And was the Holy Lamb of God
on England's pleasant pastures seen?
And did the Countenance Divine,
Shine forth upon our clouded hills?

Dreamer

Can you hear what I'm saying
Can you see the parts that I'm playing:
Holy Man, Rocker Man, Come on Queenie,
Joker Man, Spider Man, Blue Eyed Meanie
So you found your solution
What would be your last contribution?
Live it up and rip it up and why so lazy?
Give it out and dish it out and let's go crazy, yeah



Supertramp

Angola em imagens

Não é um fado normal






Olhas p’ra mim com esse ar reservado
A estoirar pelas costuras
Nem sei se estou em Lisboa
Será que é Tóquio ou Berlim?
Tu não me olhes assim!
Porque o teu olhar tem ópio
Tem quebras nos equinócios
Pitadas de gergelim

Mas se isto é fado
Ponho o gergelim de lado
Vou buscar o alecrim
E tu sempre a olhar p’ra mim;
Como se alecrim aos molhos
Atraíssem os meus olhos
Não tenho nada com isso
Alguém que quebre este enguiço
Que eu não respondo por mim

E já estou, quase a trocar o mal pelo bem e o bem pelo mal
Se isto é fado, não é um fado normal
A trocar, o mal pelo bem e o bem pelo mal
Não é um fado normal

Vou por lugares nunca dantes visitados
E há que ter alguns cuidados
Porque bússola não há
E baralham-se os sentidos
Se andamos ao Deus-dará
Sem sentinelas nos olhos
Vou confiar no ouvido
E nada vai estar perdido

Mas se isto é fado
Vou entristecer o quadro
P’ra tom de cinza acordado
Que eu não quero exagerar;
No meio do nevoeiro
Teimo em ver o teu olhar
Que sei não ser derradeiro
Alguma coisa se solta
Que talvez não tenha volta



Amélia Muge

Soneto





Por que me descobriste no abandono
Com que tortura me arrancaste um beijo
Por que me incendiaste de desejo
Quando eu estava bem, morta de sono

Com que mentira abriste meu segredo
De que romance antigo me roubaste
Com que raio de luz me iluminaste
Quando eu estava bem, morta de medo

Por que não me deixaste adormecida
E me indicaste o mar, com que navio
E me deixaste só, com que saída

Por que desceste ao meu porão sombrio
Com que direito me ensinaste a vida
Quando eu estava bem, morta de frio



Florbela Espanca

Noites




Noites africanas langorosas,
esbatidas em luares...,
perdidas em mistérios...
Há cantos de tungurúluas pelos ares!...


Noites africanas endoidadas,
onde o barulhento frenesi das batucadas,
põe tremores nas folhas dos cajueiros...


Noites africanas tenebrosas...,
povoadas de fantasmas e de medos,
povoadas das histórias de feiticeiros
que as amas-secas pretas,
contavam aos meninos brancos...

E os meninos brancos cresceram,
e esqueceram
as histórias...

Por isso as noites são tristes...
Endoidadas, tenebrosas, langorosas,
mas tristes... como o rosto gretado,
e sulcado de rugas, das velhas pretas...
como o olhar cansado dos colonos,
como a solidão das terras enormes
mas desabitadas...

É que os meninos brancos...,
esqueceram as histórias,
com que as amas-secas pretas
os adormeciam,
nas longas noites africanas...

Os meninos-brancos... esqueceram!...



Alda Lara

Queixa das almas jovens censuradas...





Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola

Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade


Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência

Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro

Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós

Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo

Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro

Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco

Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura

Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante

Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino

Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte



Natália Correia
in "O Nosso Amargo Cancioneiro"

Jeux interdits





Il y a longtemps
Un film en noir et blanc
Dessinait sur l'écran
Le chagrin d'une enfant
Et ses larmes coulaient
Sur son air préféré
D'une musique si jolie
Celle des jeux interdits

Une guitare fait chanter nos mémoires
Nous permet de refaire
Le chemin à l'envers
On remonte le temps
On réveille un instant
Notre enfance endormi
Dans les jeux interdits

Il y a longtemps
Agités par le vent
Même les fleurs sur l'écran
Etaient en noir et blanc
Mais je garde en mon coeur
Des images en couleurs
Une musique si jolie
Celle des jeux interdits

Quand parfois ce refrain
Me rattrape en chemin
Une enfant de cinq ans
Cueille des fleurs en chantant

Il y a longtemps
il y a bien des printemps
Le bonheur sur l'écran
Etait en noir et blanc
Mais je garde en mon coeur
Des images en couleurs
Tant de rêves sont permis
sur les jeux interdits

Tant de rêves sont permis
sur les jeux interdits



Frank Michael

Ser... benfiquista

.



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Tambor




José Craveirinha

Nha vida





Hoji n`odjal
Hoji n`odja homi di nha vida
Ê cenam Ku mon n`fica sima pomba perdida

N`amor bem dam razon di vivi
Bem intchi nha vida di kusa fasi
Nhas horas alegri n`krê passa Ku bó
Nhas horas tristi n`krê passa ku bó
Nha passa tempo n`krê passa ku bó
N`amor ami n`naci pam vivi ku bó

Bem pegam no mom
Bem lebam ku bó
N`krê bai na bu ragass
Refrão
Bem inxinam tudo kusa k`inda n`ka sabi
Bem lebam ku bó inxinam tudo kel ki bu prendi na vida

N`amor bem dam razom di vivi
Bem intchi nha vida di kusa fasi
N`sta raserva nha vida pa bó
N`amor ami n`naci pam vivi Ku bó
Refrão
Ó kim sta ku bó pa mim mundo ka existi màss
Ó kim sta ku bó mundo feto só di nôs dôs



Lura

You need me




Vale a pena recordar.
Melodia lindíssima.

O amor




Poema de Kahlil Gibran