Jazigo de uma alma Que não pereceu Nas névoas De uma história que se perdeu Na distância das lendas
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Timor
Montanha de ossos De uma valentia Que bocas guerreiras Abençoaram seus filhos Para a perenidade dos dias
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Timor
Onde a morte só se consagra no combate Para deter a vida E contar a história às crianças Que nascem para recordar
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Timor
Onde as flores Também desabrocham Para embelezar as sepulturas desconhecidas ‘em noites frias, infindáveis’
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Timor
Onde as pessoas nascem para morrer pela esperança em rasgos de dor em rasgos de carne em rasgos de sangue em rasgos de vida em rasgos de alma em rasgos da própria liberdade que se alcança.. com a morte!
Muxi, coracão ao meu berço M´Banza, M´Banza Congo, à nossa rebita, a Bela vista, a Ilha dos Amores, o nosso Carnaval, o lombi, a kibeba, a kifufutila, o rio Zaire, o Kwanza, safú, cabita, catatu, muxiluxilu, ai tambarino, o nosso mea cura, as nossas farras de quintal, a palanca negra, jilojo, mengueleca, reco reco, o kissonde, a Vila Flor, ao Bagre, ao nosso bagre fumado, os nossos mirangolos, a nossa Kissama, Ah! Muxima, a perfumada nocha, a kissangua, o marufu, o mona xibata o peixe espada, a nossa chiquanga o nosso feijão, kandange, olha imbondeiro, olha múkua, a saca folha, nosso cachuchu, a ilha do Luanda,a welwitchia, a ginguba e o bombó, o nosso pirão, atenção, a rebita, cavalheiros a gauche, damas a droite, primeira forma, vamos embora,- está quase bom, atenção, a rosa de porcelana, a nossa marimba, o nosso funge, o nosso batuque, a nossa batucada, o kissange, a nossa moamba, as missangas coloridas, a canjica,as águas milagrosas do Huamba, as quedas do Kalandula, Chinguar, ai a puíta, o maboque, a nossa moamba,vila flor, o reco reco, loengos, o ungo, o sape sape
Início dos anos 70. Todos os dias António Sala colocava esta música no ar. Cerca das 07:30. Não saía de casa, nos Olivais, a pé, para percorrer o caminho até á Afonso Domingues sem a ouvir.
Imaginem aqueles dias de Janeiro, solarengos e extremamente frios... Capa com os livros, como hoje se não usa, debaixo do braço... e o trautear da música.
Talvez venha desta música e deste tempo o gosto por músicas que "enchem o peito", que puxam pelo lado positivo, que empolgam.
Oh, mamy blue!
Hoje recordo-a e tento ganhar novo alento para enfrentar duríssimas batalhas que se perfilaram há muitos, muitos anos no horizonte.
Tal como São Jorge, também hei-de vencer o dragão. Não precisarei da sua lança, apenas da sua inteligência, da sua coragem e da sua perseverança... e de um "hino" como... Mamy blue
(Churchill's famous speech) We shall go on till the end, we shall fight on the seas and oceans. We shall defend our island, whatever the cost may be. We shall **never** surrender
History recalls, how great the fall can be While everybody's sleeping The boat's put out to sea Born on the wings of time It seems the answers were so easy to find
Too late the prophets cry The island's sinking, let's take to the sky Called the man a fool Stripped him off his pride Everyone was laughing Up untill the day he died
Ooh though the wound went deep Still he's calling us out of our sleep My friends, we're not alone He waits in silence to lead us all home
So you tell me that you find it hard to grow Well I know, I know, I know And you tell me that you've many seeds to sow Well I know, I know, I know
(distant choir sings 'Jerusalem' almost inaudibly) And was the Holy Lamb of God on England's pleasant pastures seen? And did the Countenance Divine, Shine forth upon our clouded hills?
Dreamer
Can you hear what I'm saying Can you see the parts that I'm playing: Holy Man, Rocker Man, Come on Queenie, Joker Man, Spider Man, Blue Eyed Meanie So you found your solution What would be your last contribution? Live it up and rip it up and why so lazy? Give it out and dish it out and let's go crazy, yeah
Olhas p’ra mim com esse ar reservado A estoirar pelas costuras Nem sei se estou em Lisboa Será que é Tóquio ou Berlim? Tu não me olhes assim! Porque o teu olhar tem ópio Tem quebras nos equinócios Pitadas de gergelim
Mas se isto é fado Ponho o gergelim de lado Vou buscar o alecrim E tu sempre a olhar p’ra mim; Como se alecrim aos molhos Atraíssem os meus olhos Não tenho nada com isso Alguém que quebre este enguiço Que eu não respondo por mim
E já estou, quase a trocar o mal pelo bem e o bem pelo mal Se isto é fado, não é um fado normal A trocar, o mal pelo bem e o bem pelo mal Não é um fado normal
Vou por lugares nunca dantes visitados E há que ter alguns cuidados Porque bússola não há E baralham-se os sentidos Se andamos ao Deus-dará Sem sentinelas nos olhos Vou confiar no ouvido E nada vai estar perdido
Mas se isto é fado Vou entristecer o quadro P’ra tom de cinza acordado Que eu não quero exagerar; No meio do nevoeiro Teimo em ver o teu olhar Que sei não ser derradeiro Alguma coisa se solta Que talvez não tenha volta
Noites africanas langorosas, esbatidas em luares..., perdidas em mistérios... Há cantos de tungurúluas pelos ares!...
Noites africanas endoidadas, onde o barulhento frenesi das batucadas, põe tremores nas folhas dos cajueiros...
Noites africanas tenebrosas..., povoadas de fantasmas e de medos, povoadas das histórias de feiticeiros que as amas-secas pretas, contavam aos meninos brancos...
E os meninos brancos cresceram, e esqueceram as histórias...
Por isso as noites são tristes... Endoidadas, tenebrosas, langorosas, mas tristes... como o rosto gretado, e sulcado de rugas, das velhas pretas... como o olhar cansado dos colonos, como a solidão das terras enormes mas desabitadas...
É que os meninos brancos..., esqueceram as histórias, com que as amas-secas pretas os adormeciam, nas longas noites africanas...
Il y a longtemps Un film en noir et blanc Dessinait sur l'écran Le chagrin d'une enfant Et ses larmes coulaient Sur son air préféré D'une musique si jolie Celle des jeux interdits
Une guitare fait chanter nos mémoires Nous permet de refaire Le chemin à l'envers On remonte le temps On réveille un instant Notre enfance endormi Dans les jeux interdits
Il y a longtemps Agités par le vent Même les fleurs sur l'écran Etaient en noir et blanc Mais je garde en mon coeur Des images en couleurs Une musique si jolie Celle des jeux interdits
Quand parfois ce refrain Me rattrape en chemin Une enfant de cinq ans Cueille des fleurs en chantant
Il y a longtemps il y a bien des printemps Le bonheur sur l'écran Etait en noir et blanc Mais je garde en mon coeur Des images en couleurs Tant de rêves sont permis sur les jeux interdits
Hoji n`odjal Hoji n`odja homi di nha vida Ê cenam Ku mon n`fica sima pomba perdida
N`amor bem dam razon di vivi Bem intchi nha vida di kusa fasi Nhas horas alegri n`krê passa Ku bó Nhas horas tristi n`krê passa ku bó Nha passa tempo n`krê passa ku bó N`amor ami n`naci pam vivi ku bó
Bem pegam no mom Bem lebam ku bó N`krê bai na bu ragass Refrão Bem inxinam tudo kusa k`inda n`ka sabi Bem lebam ku bó inxinam tudo kel ki bu prendi na vida
N`amor bem dam razom di vivi Bem intchi nha vida di kusa fasi N`sta raserva nha vida pa bó N`amor ami n`naci pam vivi Ku bó Refrão Ó kim sta ku bó pa mim mundo ka existi màss Ó kim sta ku bó mundo feto só di nôs dôs