quinta-feira, outubro 30, 2008
Cacusso

Eu sei que o amor
nos visitou
mas nós não estávamos
atentos
Tínhamos dezoito anos
e éramos velozes
como os corcéis na pradaria
e efémeros como as flores
que morrem
na estação das chuvas
Hoje se o amor voltasse
eu sei que o reconheceríamos
pela ansiedade
que provoca
e pelo brilho que nos deixa
no olhar
Mas maduros
talvez não o aceitássemos
porque lavrado
o seu incêndio
sobre os meridianos
do coração
pouca certeza teríamos
de sobreviver.
Rui Augusto
domingo, julho 27, 2008
Cacusso

Ela vinha toda mar
deixava em minha praia
seus vestidos seus perfumes
as algas dos seus pés.
Foi quando a criança
que mora em mim
ainda saía a passear
pelas ruas então estradas
todas cheias de brinquedos
das minhas vãs certezas.
Hoje tudo aquilo já passou
dizem até que ela morreu
vejam só tanta volta
o mundo deu
Agora o amor
só de velhas fantasias
se traja.
Dessas coisas pequenas
que mais parecem contos de fadas
fala baixo coração
Não vá forte tua voz
acordar
o que há muito adormeceu.
Rui Augusto
sábado, junho 02, 2007
Cacusso

Eu sei que o amor
nos visitou
mas nós não estávamos
atentos
Tínhamos dezoito anos
e éramos velozes
como os corcéis na pradaria
e efémeros como as flores
que morrem
na estação das chuvas
Hoje se o amor voltasse
eu sei que o reconheceríamos
pela ansiedade
que provoca
e pelo brilho que nos deixa
no olhar
Mas maduros
talvez não o aceitássemos
porque lavrado
o seu incêndio
sobre os meridianos
do coração
pouca certeza teríamos
de sobreviver.
Rui Augusto