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Decálogo de Lenine























1 - Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2 - Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3 - Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4 - Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5 - Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6 - Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7 - Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8 - Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9 - Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10 - Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...



Vladímir Ilich Uliánov (1913)



Apliquem-se estes princípios a qualquer sector em particular (ao da limpeza em Lisboa, p.e.).
Recue-se uns anos ao consulado de Rui Godinho.
Pense-se no que então não foi feito (e podia ter sido)... no que desde então não pôde ser feito (porque não interessava fazer).. e no que não devia ter sido feito (e foi...)
Pense-se no desinvestimento e na penúria por que o sector passou desde então...
Pense-se que a "invenção" da ABC (Associação Baixa Chiado) é do tempo do edil do PCP á frente da limpeza.
Calcule-se que já datam dessa altura os primeiros passos no sentido de privatização.
Some-se a isto a luta desigual (e desleal) que os muitos e bons funcionários que a CML possui travam contra o labéu de que tudo o que é privado é melhor (não sendo esclarecido se é mais barato ou não, se os serviços apresentam melhor prontidão ou qual o grau de eficiência).
Acrescente-se ser este um trabalho duro e mal pago.
Tome-se em conta que as reformas antecipadas e a melhor remuneração no sector privado tem vindo a esvaziar o sector de profissionais.
Sabendo-se que a sua não substituição, além de imperativo legal, serve os propósitos de todos quantos pretendem entregar de bandeja o sector a privados... E quanto pior estiver mais fácil e mais barato (politicamente) se torna.

Julgo ser compreensível o descontentamento do pessoal de limpeza da capital pelo abandono de que tem sido vítimas. Muito, mas muito pior, que o simples facto de ganharem mal...

É óbvio para todos que o processo que está em marcha não terá retrocesso e que dentro de muito poucos anos serviços básicos de uma cidade serão entregues á gula de quem tem como único objectivo o lucro.. e não o serviço público.

Por muito menos que um pataco ver-se-ão, como MF Leite diz com alguma dose de xenofobia, grandes contributos para o combate ao desemprego nalguns países, "toneladas" de trabalhadores mais mal pagos que os actuais mas que darão uma ideia de eficácia e omnipresença que serão sempre fantasiosos... para quem sabe e tranquilizadores para... quem não conhece.

A decisão é legítima por parte da CML mas não há qualquer necessidade de se escudar em pretensas experiências... Não é isso que pretendem, não é isso que vai acontecer... e todos o sabem!

Fica apenas como lição o aproveitamento deste "Decálogo de Lenine" para todos os fins, por todos os quadrantes...
Há muito que o pragmatismo (eufemismo de muita coisa...) tomou conta do espectro político-partidário. Não interessa muito o que possa acontecer desde que todos tenham o seu proveito.

O PS conseguirá libertar-se de um sector muito visto e presente junto da população e que foi propositadamente ao longo dos anos desprotegido e coberto de dificuldades e calúnias.
O PCP - que nada fez antes a não ser ajudar o processo! - conseguirá, por muito tempo (mas sobretudo agora...) capitalizar o descontentamento de um sector infiltrado por si e votado ao abandono.
Dos outros não reza a história... Cavalgarão a onda sempre que lhes aprouver, sempre que o benefício seja maior que o custo.

Nuno Krus Abecasis, que fez deste sector um dos mais dinâmicos e organizados da CML e por quem mais carinho tinha, diga-se também, deverá ter dado já muitas cambalhotas no seu túmulo.

Para se perceber a hipocrisia reinante deixo aqui alguns tópicos respigados em alguns sítios que falam do assunto:

Em O Jumento


Caro Jumento

eu concordo f àcilmente, que uma greve convocada sem objectivos claros de reivindacão laboral é uma vergonha.E tamb ém concordo que o PCP anda deslumbrado com o apoio que as últimas greves têm tido por parte das respectivas classes.Mas isso é uma coisa( que se deve denunciar), outra coisa é tentar saber o que se passa realmente. Além disso, eu que comecei a visitar este blog há relativamente pouco tempo, noto uma certa agressividade e também leviandade nos seus comentários ao PCP.
José Leitão 12.10.08 - 6:18 pm


Caro Jumento

Isto como em tudo na vida o PCP/STAL tem dois pesos e duas medidas san ão vejamos há diferenças onde o PCP é poder e onde o PCP é oposição , onde o PCP está no poder o STAL dá cobertura como na C.M.PALMELA em que esta já privatizou alguns circuitos e não vimos o STAL fazer nada em prol dos trabalhdores e quando confrontado com esta situação os dirigentes do STAL refugiam-se de que esta é uma situação pontual mas já lá vão 3 anos o mesmo acontece com a manutenção dos jardins que já estão privatizados em cerca de 90% assim como outros serviços´, aqui em PALMELA funciona a logica partidaria é a vida dois pesos e duas medidas
foliveiracontente 12.09.08 - 11:44 pm


Em Der Terrorist



Em resumo... por ser necessário aos propósitos a atingir... A luta continua!


Por ser representativo da forma de actuação... deixo-vos com uma foto de alguns "monges budistas" no Tibete após retomarem o seu "hábito" normal de soldados.


Como se não o soubessemos!







Pessoal da limpeza é um.... espectáculo!!!




Em altura de campanha eleitoral ainda não vi nenhum candidato prometer galanteios do pessoal da limpeza... pode ainda vir a aparecer!

Prudência!!
:-)

Luanda 1996

Antes de aterrar no Aeroporto 4 de Fevereiro no dia 10 de Abril, há nove anos atrás, tentei recuperar ao máximo tudo quanto recordava de uma cidade espantosa.
Ia comigo a vontade de poder, mesmo que modestamente, contribuir para melhorar a limpeza urbana da cidade.
A minha frieza analítica e profissional e o africanismo, superavam largamente o ruído de fundo constituído por toda a lengalenga da «chapa 5», que o jpt tão bem descreve na sua Ma-Schamba, bem como a ideia estúpida e racista de que «não há pedra sobre pedra».
Luanda, entre a interrupção da Guerra Civil e o seu recomeço era, em 1996, uma cidade que denotava a grandeza que lhe conheci em meados da década de 70 e mostrava abundantemente todas as chagas derivadas dessa mesma guerra e do facto de as infraestruras da cidade, nomeadamente no saneamento, não suportarem mais que as 500.000 pessoas para as quais estavam dimensionadas.
O transporte do aeroporto para o local de acolhimento deu para fazer um primeiro balanço - infraestruras degradadas mas muito longe do cenário caótico que os «profetas da desgraça» sempre traçam.
Relembro desses momentos de reencontro o calor imediato do povo angolano, que já conhecia mas que, no meio de tanta tragédia, julgava ter sido duramente golpeado.
O povo angolano tem um orgulho e uma coragem inacreditáveis.
Recordo a viagem entre a Aeroporto e o local de alojamento e a música que ouvi - Song for Guy, por Elton John. Curioso, porque foram desta melodia os últimos acordes musicais que ouvi em Luanda quando, quatro mese e meio depois, parti.
Tive a felicidade de ficar instalado num «aldeamento» para cooperantes na Estrada de Catete, município de Kilamba-Kiaxi, muito perto já de Viana.
Poderá ser paradoxal dizer isso de um local em que estavamos guardados por «armários», de óculos espelhados, portadores de AK-47.
Tenho, para mim, que estando em contacto directo com o povo e tendo a percepção, por via organizacional das questões tecnicas e profissionais, podia ter uma visão mais perto da realidade do que teria se acaso ficasse, principescamente, instalado nalguma unidade hoteleira.
Verifiquei, na visita efectuada á cidade, nesse primeiro dia que, a limpeza urbana era bastante má mas havia ainda assim uma diferença - a «cidade de alcatrão» apesar de má, estava melhor que as áreas limítrofes, os musseques e os bairros populares.
Fiquei a saber que a minha missão era colaborar nos aspectos organizativos e operacionais da limpeza, no que diz respeito á «cidade de alcatrão».
Verdadeiramente pouco... mas verdade, também, que não havia nem meios, nem tempo para efectuar tudo o que deveria ser realizado.
Os documentos que ficam são aspectos desse trabalho.


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Sei que muitas alterações ocorreram. A limpeza deixou de estar a cargo da ELISAL. Sei que há muitas melhoria... no centro da cidade. Sei que muito está feito mas há uma imensidão de coisas por fazer. Sei que nos musseques continua quase tudo, invariavelmente, na mesma.

Melhores dias virão.
Sei que Luanda não era uma cidade suja e voltará a ostentar, para o bem dos seus habitantes, um ambiente mais limpo e saudável.

Esta «conversa» toda foi-me «sugerida» pelo post da amiga IO no seu laurentino e espantoso Chuinga pelas diferenças entre Maputo e Luanda.
Tinha que defender aminha «dama»!

Voltarei a Luanda e conhecerei Maputo e igualmente o, dizem, lindíssimo Bilene de quem a minha Maria «morre» de saudades.

Génio - Parte II


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Chefe é chefe!!


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LxAlerta - 800 20 32 32


Deve ser um dos smarts.... eheheheh Posted by Hello