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Mãe África




















Mãe ÁFRICA
É do teu ventre glorioso que nascemos
É teu o sangue vermelho que corre em nossas veias
Tal como os rios entrelaçados
que deslizam sobre tuas virgens

É de ti
Que sentimos as saudades mais profundas,
Existentes em nosso ser
É por ti
Que lágrimas tristes
Rolam sobre nossos rostos negros acriançados
E são para ti
As palavras melancólicas que juntamos
E transformamos em poesia sólida e serena

Por isso, ÁFRICA
Jamais a distância
Jamais as luzes ludibriadoras
Jamais os castelos encantados
Nos farão esquecer, tuas terras de feitiços e Kijilas1
De florestas tropicais
E de danças eufóricas

É a ti
É a ti que pertencemos…



Juliana Pedro

Voltarei África


























Voltarei, África!
Voltarei a ouvir tua voz doce.

Porém, ainda é cedo!
Cedo, p‘ra que regresse
Mãe África.

Meu corpo fraco anseia teu corpo
Mas minha mente ludibriada
Com desejos de vencer
Interrompe abruptamente
Minha ansiedade de te amar.

Já sinto as ondas do mar negro
Ondearem no meu corpo.

Mas ainda é cedo
É cedo p‘ra mostrar ao mundo
Minhas saudades incontroláveis

Por isso,
Espera
Espera, Mãe África

Que um dia voltarei.



Juliana Pedro