quinta-feira, setembro 04, 2008
Cacusso

Dentro de poucas horas iniciar-se-á a votação nas Eleições Legislativas em Angola.
Ouço com apreensão as notícias da
TSF.
Há 16 anos significou o regresso da guerra.
Angola é riquíssima.
A imensa riqueza que possui pode proporcionar aos seus filhos uma vida digna que faça esquecer todos os sacrifícios por que teve que passar.
Angola tem, sobretudo, um povo soberbo.
Um povo magistralmente retratado em
Angola em fotos - o retrato da Angola real, fraterna, leal, solidária e amiga - a Angola que não aparece nos postais da baía ou nas fotos obtidas do terraço do Hotel Presidente.
Esse povo orgulhoso, corajoso e sofredor constitui a sua maior riqueza.
Os seus dirigentes, todos eles, esquecem-no sistemáticamente.
Por uma vez devem lembrar-se dessa riqueza e respeitá-la.
Quando o petróleo e os diamantes tiverem acabado ficará o povo.
Quaisquer que sejam os resultados do veredicto desse magnífico povo, honrem-no!
Respeitem e não desbaratem essa riqueza imensa.
terça-feira, outubro 11, 2005
Cacusso

Bom, um ficou pelo caminho...
Outra, não representada, chegou a apanhar um susto...
Três pulverizaram por completo a concorrência, chegando nos casos de Felgueira e Gondomar á mais completa humilhação!
Não obstante o facto de ser reconhecida a presunção da inocência, as vitórias em causa senti-as como se tivesse, como democrata, levado um imenso escarro na face.
Não apenas pela vitória mas sobretudo pela «ameaça» de que os tribunais fariam (a sua) justiça. Sabe-se que vírgulas constituem artigo muito procurado e que a justiça serve melhor quem mais possibilidades tem de se defender...
Daí á impunidade é apenas um pequeno passo...
As candidaturas são legais, penso, e penso que chegaram 48 anos de limitação absoluta de direitos cívicos e políticos, mas terá que haver limites éticos para este populismo sem escrúpulos, galopante e desenfreado na sua caminhada para o abismo.
O passo que se seguirá será o de eleger, como na Guiné-Bissau, um escroque e assassino ou então endeusar, cultivando estalinisticamente a imagem até ao paradoxo e, permitir-se, sem pudor, eternizar-se no poder, como em Angola.
Esperemos por melhores dias...
quarta-feira, dezembro 01, 2004
Cacusso
Moçambique 
Acima de tudo que o vencedor claro das Eleições de hoje e amanhã seja o Povo Moçambicano.