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Inacreditável...

Não são os 6 dias que mudaram o mundo aqueles que estive daqui afastado…
São dias de demência, de estupefacção e de horror.

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Alberto João Jardim

Não gosta de chineses e de indianos, admira-me que não lhes tenha chamado «monhés»!
Pessoalmente pode pensar o que quiser mas não tem o direito enquanto governante de proferir aquelas palavras.
Poderia ter dito que tinha bebido uns whiskies a mais ou realçar, patrioticamente, o valor do Vinho da Madeira alegando que tinha entornado mais que a conta.
Não pode é o seu pensamento político ser uma afronta á democracia, nem legalmente defender o indefensável que é sobrepor os seus ditames á lei geral do país ou ás políticas traçadas por este, ou outro governo, para a imigração ou para qualquer outro sector.
Nem mesmo a constatação de que a China não é uma democracia, que ofende gravemente os direitos humanos, serve de desculpa!

Parecido com a idiotice descrita só a «opinião» do SEF a manifestar-se, antes de existir lei, contra as alterações á Lei da Nacionalidade. Como é possível que uma componente orgânica da Administração do Estado se queira sobrepor á acção legítima de um qualquer governo?? Presumo venha a ser provável em futuro próximo que o honrado cantoneiro de limpeza imponha a sua vontade ao Presidente da Câmara e se ache isso da maior naturalidade!


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O meu país continua a arder…

Os políticos continuam a assobiar para o ar sem entenderem patavina do que se passa – não quero acreditar que saibam bem demais!
Enquanto se mantiverem as politicas de desertificação do interior, enquanto parecer que a criação de infraestuturas rodoviárias possuem apenas o sentido Interior-Litoral, estaremos lentamente a afundarmo-nos inexoravelmente.
As populações do interior, quando as havia, limpavam as matas, cortavam os matos que serviam de camas aos animais e que posteriormente eram utilizadas como fertilizantes.
Não adianta responsabilizar as populações que não existem…as câmaras que não têm recursos nem capacidade para fazer frente a tão gigantesca tarefa… ou os guardas florestais que deixaram de existir, porque não há incentivos á sua fixação em lugares tão remotos, onde nada existe que se pareça com civilização, onde até as casas a eles destinadas, espalhadas por esse país além, foram vendidas para aliviar as contas do défice.
Depois institui-se oficialmente a chamada época de fogos não porque o risco não seja acrescido mas porque, parece, fica melhor na «fotografia» o enunciar de quantidades de meios gigantescos que custam «milhares de pipas de massa» a todos nós.

Infelizmente a fotomontagem de Marques Mendes, poderia ser outro qualquer, sobre um camelo, parece-me tragicamente premonitória quanto ao desértico destino que estamos a construir para os nossos filhos.


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Londres


As imagens de um horror anunciado. Não há, racionalmente, nenhuma ideia humanista, ou sensata pelo menos, que possa defender semelhante tipo de acções. O que aconteceu aqui, em Madrid, em Istambul, em Bali, em Riade ou em Nova Iorque é horrendo!


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Fonte BBC


Mas tudo é horrendo, verdadeiramente…


É horrendo Bush ter sido reeleito por ter havido ameaça de Bin Laden – ambos sabem que não conseguiriam sobreviver um sem o outro!
É horrendo os americanos saberem onde ele se encontra e afirmarem que apenas as óptimas relações diplomáticas com o país que lhe dá guarida os impedem de o «ir buscar»!
Foi horrendo Saddam Hussein não ter sido destroçado na primeira Guerra do Golfo quando todo o mundo o esperava…
Foi horrendo ver mentiras criarem uma guerra para destruir um bastardo, para não dizer filho da puta (célebre expressão aqui perfeitamente justificada), como se de uma «vendetta» se tratasse…
Foi horrendo verificar o nascimento de uma resistência á ocupação, habilmente utilizada por condições que criaram um alfobre de extremistas e covis imundos de terroristas…
É horrendo verificar que continuam a condenar-se sempre as consequências e muito raramente as causas…
É horrendo verificar que as democracias ocidentais, bem como os mais esclarecidos povos do Islão, não entendam que é agora, exactamente no Iraque, que se joga muito do futuro da democracia… A bem ou a «mal» é ali, agora, que a guerra tem que ser travada e, se antes nada justificava que aquela guerra existisse, agora, não restam dúvidas que tem que ser travada!!
É horrendo pensar que o Iraque possa ser, por mentira americana, por ausência total de iniciativa política da EU e, infelizmente, agora, por cobardia, o cemitério da democracia.

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Imagem da BBC

Curvo-me respeitosamente á memória de tantas vidas já perdidas!

Vicente Jorge Silva afinal não inventou nada...


Khadafi, o amigo madeirense Posted by Hello

27 de Fevereiro de 1978.
A Presidência, a Assembleia e o Governo da República repudiam oficialmente o pedido do dirigente líbio Kadhafi para a independência da ilha da Madeira, considerada pela Organização de Unidade Africana como pertencendo a África.

Quando a verdade supera o ridículo e o hilariante.
Qual terá sido a posição de AJ Jardim?
Alguém sabe??

Independência para a Madeira

• MADEIRA Jardim quer país com três sistemas políticos

Alberto João Jardim quer um país com três sistemas políticos, a adaptar às realidades do Continente, Açores e Madeira. O líder madeirense assinalou ainda que a sua ideia nada tem a ver com algum tipo de separatismo.

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Qualquer medida que não passe pela clareza de colocar a Madeira (de Alberto João Jardim) a viver dos seus próprios recursos e, com clareza política e institucional, permitindo-lhes atingir a sua independência nacional, não serve outra coisa que não seja o terrorismo e a chantagem política.

Advogo, sem quisquer dúvidas e sem titubear, a causa da separação da Madeira do todo nacional. Alberto João Jardim pode ter todas os «sonhos visionários» que quiser mas não tem o direito de achar que todo o país é um conjunto de imbecis que têm que subservientemente acatar as suas «lúcidas» opiniões!!... Porque carga de água temos que ouvir este «personagem» e limitarmo-nos a dar-lhe o devido desconto??

Um dia, até pelos próprios correlegionários, se saberá a extensão exacta dos atropelos que têm sido cometidos.

A opinião de Vicente Jorge Silva expressa por mais que uma vez a este propósito não só é lúcida como absolutamente pertinente.