Mostrando postagens com marcador ícone cotidiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ícone cotidiano. Mostrar todas as postagens

21 março 2020

Estamos em casa. E você?

Esses primeiros dias dentro de casa estão estranhos.
Obrigados a nos trancar, sem planejamento do que vamos fazer aqui dentro. 
Escutamos os noticiários. Tomamos os devidos cuidados. 

Tudo é novo e um tanto assustador. 

É preocupante também a situação das pessoas que não podem ficar em casa, que tem que trabalhar... profissionais da saúde, da segurança pública, dos mercados, das farmácias. 

É revoltante a postura das pessoas que podem ficar em casa mas não ficam. Vejo no jornal da minha cidade, a quantidade de pessoas sentadas num parque da cidade. A maioria são pessoas idosas. 

Algumas empresas também não têm cuidado da higienização do local de trabalho e dos colaboradores. Ontem fui ao mercado, por necessidade. As pessoas que trabalham no caixa estavam sem nenhuma proteção. Nada de luvas ou máscaras. Essas pessoas estão em contato direto com outras pessoas, com menos de um metro de distância. Pegam no dinheiro, devolvem o troco. 

Enfim. 

Estamos preocupados e pedimos a proteção de Deus para o nosso país e para o mundo. 


30 agosto 2019

Serendipidade

Esses dias de agosto têm feito muito frio aqui em Juiz de Fora.
Por causa disso eu não consigo lavar a cabeça com a constância que desejo.
Saio de casa 6h30m, retorno por volta de 18h.
Lavar a cabeça antes de sair é muito cedo, lavar a cabeça quando volto é muito tarde. Dormiria com o cabelo molhado.


Eu gripo muito fácil.
Tomar banho quente e sair no vento frio é dor de garganta na certa.
A sinosite também vem me visitar nessas ocasiões. Enfim...


Não consigo lavar a cabeça com a constância que desejo.


Ontem, dia 29 de agosto, me inscrevi para participar de um Simpósio sobre Rubem Alves, na UFJF. Um dos palestrantes foi o prof. Leonardo Boff.


Quando me arrumava para sair de casa, como faço todos os dias, prendi o cabelo que queria que estivesse lavado, com cachos mais definidos. Mas estava muito frio e fui com o cabelo do jeito que estava, sem definição.


Chegamos na UFJF um pouco mais cedo, antes de começar a palestra e o Prof. Leonardo estava no saguão do anfiteatro do ICH conversando com umas poucas pessoas que estavam por ali, autografando livros.


Eu e Grace ficamos ali também na esperança de conseguir dar um abraço neste homem que admiramos. Para nossa surpresa - Serendipidade - ele vem à nossa direção e começa a pronunciar algumas palavras, olhando para mim.


Eu não percebi que ele estava falando comigo. Não imaginava que um dia nessa vida o Leonardo Boff ia dirigir palavras de elogios à minha pessoa. A vida nos reserva surpresas agradabilíssimas (Serendipidade).


Ele falou sobre meu cabelo, o quanto estava bonito, o quanto as pessoas precisam assumir-se e descobrir-se ao invés de buscar ser igual a todo mundo. No meu caso  ele disse que eu fiz bem em não alisar o meu cabelo e que o cabelo estava muito bonito, combinando com o meu sorriso.


Gente, é claro que eu estava nas nuvens neste momento. É claro que eu quase não estava acreditando que aquele sonho era realidade. É claro que eu estava muito envergonhada, pois sou tímida.


A Grace o abraçou e ele também quis me abraçar. Um abraço afetuoso e demorado.


Dialogamos brevemente, pois ali também tinham outras pessoas querendo abraçá-lo. No diálogo falamos sobre a importância de encorajar pessoas, a importância de educar com amor, com afeto. Falamos também sobre a sintonia que temos com sua Teologia, com sua Literatura.





Serendipidade - quando uma situação ou descoberta feliz acontece por acaso, sem que estejamos esperando. 


Este link conta a história da origem desta palavra. 



31 maio 2019

Maternidade.

Texto postado no Casulo Escrita.


Quando eu era criança eu tinha os meus filhos. Aquelas bonecas com o corpo de pano e braços, pernas e cabeça de borracha. Eram os “bebezinhos”. Eram brancos, pois ainda não existiam as bonecas negras. Eram meus filhos. Eu saía com eles de casa, levava pra passear na casa da minha avó. O bebezinho ia embrulhado num cobertor de bebê. Minha avó fazia roupinhas para o bebezinho. Era uma gostosura aquela vida, aquele filho. Lembro-me que tive dificuldade de desapegar da boneca velho com o corpo rasgado.

O tempo foi passando.

Lembro-me que, na adolescência, nas primeiras menstruações, a minha mãe alertava quanto ao perigo de ter bebês de verdade. Os alertas eram quase ameaças: “Ai de você aparecer grávida aqui em casa”.

O tempo foi passando.

Não fui mãe na adolescência.

Não fui mãe na juventude.

Já estou na vida adulta, já passei dos 30, e não sou mãe.

Talvez pelo fato de não ter começado a namorar tão cedo, ou pelo fato de não ter me sentido segura com nenhum dos namorados que eu tive, “ser mãe” não foi um sino na minha mente. Eu penso que, para ter um filho (na minha opinião e na minha vida) é necessário segurança e comprometimento também do companheiro. Ter um filho é uma responsabilidade imensa, é abrir mão de muitas coisas, é viver correrias, sofrimentos. E para mim, isso seria possível se o companheiro estivesse 100% comprometido comigo e com o bebê. Mas a minha vida amorosa na adolescência e vida adulta não me fizeram sonhar em ter filhos.

O tempo continua passando.

A médica ginecologista, que é muito atenciosa comigo, me orienta quanto ao tempo que tenho para ter filho, para ter filhos. Eu agradeço as orientações da médica, mas não vejo a maternidade tão próxima de mim.

Penso, acredito e vivo (atualmente), nas infinitas possibilidades de ser uma mulher realizada e completa, mesmo sem ter gerado um filho, mesmo sem saber que se quero gerar um filho, mesmo sem saber se posso gerar um filho.

Pode ser que amanhã eu pense diferente disso e queira ardentemente ter um filho gerado em mim.

AnaVi

15 janeiro 2019

Ser grato

Chica nos oferece uma oportunidade para lembrar do quanto devemos ser gratos.



A gratidão mostra que a vida é um constante aprendizado e
que olhar para o lado bom é sempre mais recompensador.


Ao deitar e ao levantar, lembremos os tantos motivos que temos para agradecer...

💗

29 dezembro 2018

Lá se foi 2018 ... (Coragem!)



Acreditar em você mesmo.

Nunca uma frase "clichê" fez tanto sentido na minha vida como neste ano que se encerra.




Sei que tenho que aprender sempre. 
Aprender com minhas escolhas e decisões.
Aprender com aqueles que estão à minha volta para me ajudar. 
Aprender com aqueles que tentam me humilhar em algum momento. 
Sim. Existem pessoas adultas que tentam nos humilhar, nos mais diversos ambientes.


Comecei o ano de 2018 sem emprego fixo. 

Por minha escolha. 

No fim do ano de 2017 decidi não mais trabalhar em uma empresa que me empregou por mais de 10 anos, para arriscar, para correr o risco. Com formação na área da educação e como uma pessoa que busca crescimento e também melhores condições para viver, eu escolhi correr o risco, queria ser mais valorizada pela excelente profissional que sou. E foi isso que me motivou. 

Foi remar contra a correnteza. Num momento que o país vive crises de emprego, é uma loucura abandonar o emprego de carteira assinada sem ter nada fixo em vista. 

Como sempre fui uma pessoa pró ativa e empreendedora eu dizia que ia me virar para continuar minha vida e pagando meus boletos. 

Fiz alguns "bicos" em escolas infantis, com meu conhecimento e experiência em escritório, na função de auxiliar administrativo de muitos anos. 

Também fiz "bicos" com contratos temporários de prestação de serviços na área da educação, como fiscais em provas, auxiliar de organização do Enem...

Também organizamos melhor a Divino Brigadeiro, nossa brigadeiria familiar e artesanal. 

Tudo isso em 2018. Antes de eu ser contratada pelo Colégio onde trabalho e me realizo.

Arriscar é crescer, é passar aperto, é ter crises de ansiedade, é chorar sozinha.
Mas também é aprender com o tempo e confiar em Deus. 
Arriscar nunca é ficar de braços cruzados.

Sem nenhum arrependimento das escolhas e decisões que tomei... encerro 2018 com o coração grato.


Tem um poema sobre CORAGEM que gosto tanto.
E que já postei neste blog.

Até mais!  



30 outubro 2018

Angústia

Não sei vocês... Mas eu ando angustiada. Uma angústia sem motivo aparente. Mas, uma angústia.

O povo brasileiro está dividido.
Os amigos estão divididos.
As famílias estão divididas.
Os casais estão divididos.
Os professores estão divididos. 
A Igreja está dividida. 


E eu fico aqui lembrando que o AMOR não é divisão.

Amor é soma, é união, é abraço, é compaixão, é pensar no outro, é se colocar no lugar do outro. 

Existe um grupo de pessoas que pensam que o Brasil será muito melhor, as pessoas se sentirão mais seguras, tudo vai melhorar.

Existem aqueles que, mesmo sendo contra o homem eleito para assumir a presidência, estão tranquilos, apostando em dias melhores.

Eu estou dentre aquelas pessoas que não sabem em que pensar... querem ter esperança mas só vêem e escutam coisas horríveis. 

Os dias para muitos brasileiros têm sido sombrios sim. Os dias para muitos de nós têm sido preocupantes sim. 

O meu lugar de fala e minhas experiências dá credibilidade ao meu grito, às minhas partilhas, às minhas angústias.

Que eu seja luz nos dias sombrios dos meus irmãos e que eu encontre luz nos meus dias sombrios. 

AnaVi.

15 outubro 2018

Aniversário no Parque da Lajinha - Juiz de Fora.

Uma tendência por aqui é comemorar o aniversário em parques municipais e locais abertos. Tipo piquenique. 

Os prós são: é de graça, tem espaço para as crianças brincarem, espaço para recreação e brincadeiras antigas, ar puro, verde..

Os contras são: "E se chover?" 


Bom... foi o aniversário da Manuella, pensamos nos prós e contras, e tivemos sorte.
Apesar do dia nublado e um pouquinho de neblina no início da festinha, deu tudo muito certo, as crianças se divertiram demais. 

A Festinha dela, que teve como tema "A Turma da Mônica", aconteceu no Parque da Lajinha, aqui em Juiz de Fora.












Todos os detalhes da decoração foram pensados por nós. 
Somos aquele tipo de gente que gosta de organizar as festinhas, fazer os DY, colocar a mão na massa. 




Contamos com as gráficas rápidas, que fazem corte a laser de qualquer desenho, de qualquer personagem. 

Desta forma podemos personalizar tudo do nosso jeito e ainda fica bem mais barato. 






A mesa com vários bolos também foi pensada por nós. E fizemos essa "saia para o bolo" que substitui a decoração lateral do bolo. Nesse caso a saia seguiu as tirinhas da turma da Mônica. 






Latinhas de Leite Ninho... Que viraram as lembrancinhas do aniversário...








Bom...

Espero que tenham gostado desta inspiração da Festinha da Turma da Mônica. 

Até mais.

AnaVi 




18 setembro 2018

Juiz de Fora

Quinta-feira, dia 6 de setembro de 2018.







Um dia comum em Juiz de Fora... Dia comum com a notícia que um candidato à presidência da república visitaria nossa cidade.

Este fato poderia alterar a nossa rotina em alguns horários, mas coisa simples.

Meu dia, por exemplo, não teria nenhuma alteração. Eu passo pelo centro da cidade por volta de 7h45m e volto para casa, passando pelo centro da cidade novamente, por volta de 17h30m.

Mas, nosso dia não foi do jeito que planejávamos, nem o dia do candidato foi do jeito que ele planejava.

Todos nós ficamos muito assustados com a notícia que chegou no meio da tarde: "Bolsonaro foi esfaqueado no Calçadão da Rua Halfeld". Como assim? Por quem? Ele está bem?

Alvoroço geral.

Eu estava numa função em frente ao computador quando a notícia chegou. Uma página popular aqui da cidade postava as notícias no Facebook. E eu acompanhava. Em alguns momentos não acreditava. E todos estávamos perplexos.

Hora de ir pra casa, fui andando até o centro da cidade porque os ônibus estavam engarrafados.
No centro, encontro com minha irmã e minha prima. Minha irmã estava próxima ao local do acontecimento e narrava o pavor daqueles que estavam ali por perto e saíram correndo por não saberem o que estava acontecendo.

Não tinha como ir embora de ônibus. O hospital que o candidato foi hospitalizado fica na avenida principal da cidade. Estava tudo parado, nada andava. Uber num preço absurdo e sabíamos que demoraria muito pra chegar em casa.

Os nossos compromissos e programações para aquela quinta-feira, véspera do feriado da Independência do Brasil, foram alterados, cancelados, suspensos. O acontecido com o candidato à presidência nos paralisou literalmente.

Decidimos comer pipoca, tomar açaí, dialogar sobre essas coisas que estão acontecendo no mundo. E assim fizemos.

Chegamos em casa quase 21h, por aí...

... continua