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Wednesday, October 09, 2024

errâncias

«AS MARAVILHAS QUE O SOL NÃO VÊ. I RESSURREIÇÃO E GLÓRIA DE ALTAMIRA Erguida ao centro de verdes relvas, numa encosta suave, onde pastam vacas indolentes e voam corvos e pegas, Santilhana do Mar, a trinta quilómetros de Santander, é dos mais impressionantes burgos de toda a terra hispânica. Vendo-a, mal se compreende o seu débil renome e a pouca atenção que lhe prestam os arautos do turismo.» As Maravilhas Artísticas do Mundo (1959-63)

«INÍCIO Concertaram-se, na nossa época, várias formas para se dar a volta ao Mundo. Em anos de remansosa paz, um navio americano abala de Nova Iorque e, de casco branco, mastros festonados de gaivotas, ladeia Américas e Áfricas, detém-se, aqui, ali, em três ou quatro cidades, e corta, depois, o Índico.» A Volta ao Mundo (1940-44)


«ANDORRA Andorra foi sempre, na terra portuguesa e na Europa inteira, um tear de sorrisos. Por ser pequena? Por se ter conservado, através dos séculos, extática, enlevada, adormecida no seu berço de montanhas? Por ser ignorada, adormecida no seu berço de montanhas? Nem sempre o que é grande é o mais belo; e a maior fascinação reside sempre no desconhecido.» Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937-38)


Capa do n.º espécime, por Roberto Nobre (1937)


Saturday, April 18, 2009

Preconceito e orgulho em A Tempestade de Ferreira de Castro (1)

Publicado em Nova Sintese, n.º 2/3, Vila Franca de Xira, Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo e Campo das Letras, 2007
Publicado em 1940, pela Guimarães & C.ª, A Tempestade foi desde logo encarado por Ferreira de Castro como um romance de recurso, tal como sucedeu com os livros de viagens, em face dos constrangimentos censórios de que o seu trabalho foi vítima na segunda metade da década de 1930.
(continua)

Monday, March 02, 2009

errância - Andorra (1929 / 1937-38)

Andorra foi sempre, na terra portuguesa e na Europa inteira, um tear de sorrisos. Por ser pequena? Por se ter conservado, através dos séculos, extática, enlevada, ignorada? Nem sempre o que é grande é o mais belo; e a maior fascinação reside sempre no que é desconhecido.
Ferreira de Castro, Pequenos Mundos e Velhas Civilizações, vol. I, 5.ª edição, Lisboa, Guimarães & C.ª, 1955, p. 17.

Tuesday, August 26, 2008

O Museu Ferreira de Castro (5)

4. O Último Vagamundo (1929-1939)

«[...] a verdade é que, por cima da minha condição de europeu, de latino e de português, sinto na minha alma uma grande identidade com a alma de todos os outros povos. Creio, aliás, que isso acontece com quase todos os homens, mesmo sem eles darem por isso, mesmo sem eles o saberem...» FERREIRA DE CASTRO, carta particular (1953)

Como autor de literatura de viagens, Ferreira de Castro faz parte duma linhagem com tradição nas letras portuguesas.
Pequenos Mundos e Velhas Civilizações (1937), escrito com base numa viagem pelo Mediterrâneo, em 1935, a que se juntaram notas de uma visita a Andorra (1929) e outra à Irlanda (1930), deveu-se à simpatia de Castro «por todos os que vivem isolados no planeta» e também à conjuntura política interna, que lhe não permitiu ou, inclusive, censurou livros que tinha em mãos.
Pela mesma razão, realizou uma volta ao mundo, em 1939, com a pintora Elena Muriel, sua mulher, viagem que testemunha essa mesma fraternidade à escala planetária e documenta uma realidade geo-política que seria profundamente alterada no pós-guerra. O visitante poderá observar alguns desenhos originais, resultado desse périplo.

imagem: bilhete dos Caminhos-de-Ferro turcos

Sunday, June 24, 2007

uma capa de Roberto Nobre

Pequenos Mundos e Velhas Civilizações
«número specimen»
Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade [1937]

Wednesday, November 08, 2006

Gibraltar, 1939
(foto: Ferreira de Castro ou Elena Muriel)
A Volta ao Mundo,
Lisboa, Empresa Nacional de Publicidade, 1940-44, p. 10

Tuesday, May 09, 2006