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Thursday, December 15, 2016

A MISSÃO em Tomar



É com grande expectativa que estarei no próximo domingo na Quinta da Granja, em Tomar, para assistir a mais uma adaptação de A Missão, por Carlos Carvalheiro, levado à cena pelo Fatias de Cá(Infelizmente, não vi a de Deolindo L. Pessoa, com o CITEC).
Às 18.18h estarei no Hotel dos Templários, com outros castrianos, para falar sobre a ficção de Ferreira de Castro.

Thursday, June 11, 2015

A de «Alma Lusitana» (para um Dicionário de Ferreira de Castro)

«Phase da Guerra Luso-Alemã em Naulila, Africa -- (1914-15)».
Segundo livro publicado por Ferreira de Castro, ainda em Belém do Pará, em 1916. É também o seu primeiro texto dramático, género que intermitentemente cultivou até meados da década de 1930.
38 págs., sem  menção de tipografia.

Bibliografia a ter em conta: Alberto Moreira, Bernard Emery, Clara Campanilho Barradas.

(a desenvolver)

Wednesday, September 05, 2012

incidentais #1

Do  «Pórtico» de A Curva da Estrada.

* Uma espécie de arqueologia do romance, radicado em velhas peças de teatro das décadas de 1920-1930 que nunca chegaram a publicar-se -- com excepção de Sim, Uma Dúvida Basta, já em 1994, com introdução de Luiz Francisco Rebello.

* A reconversão do texto dramático em narrativa dá a Ferreira de Castro uma outra e mais ampla respiração -- livre dos diálogos e das didascálias --, justificada pelo que ele entende ser uma obra romanesca: «[...] o romance é uma carroça mágica, onde se pode carregar, livremente, ligadas apenas por um fio, todos os minutos da Eternidade, o visível e o invisível, o palpável e o impalpável, as coisas mais díspares, de todas as formas, de todas as cores, de todas as dimensões e de todas as profundidades.»

* O escritor como um demiurgo, um deus operoso, um criador de mundos.

* Referência a Amélia Rey Colaço e a Robles Monteiro.


Thursday, May 28, 2009

castrianas #16 - Carlos Porto sobre SIM, UMA DÚVIDA BASTA

É de outra peça histórica que fala a peça de Ferreira de Castro, o conhecido romancista de «A Selva», cuja publicação constitui sem dúvida uma considerável revelação, podemos mesmo dizer um acontecimento na história da dramaturgia portuguesa recente.
Carlos Porto, «À procura de histórias», JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, Lisboa, 14 de Setembro de 1994, p 20.

Friday, May 26, 2006

Entrevista a A. Lopes de Oliveira (5)

-- Usa estimulantes para escrever?
Ferreira de Castro sorveu um gole de café e depois de avivar o cigarro que pendia dos lábios, respondeu-nos:
-- Sim. Café e cigarros.
-- Prefere o campo para o seu trabalho?
-- Sim, sempre o Campo. Mas, infelizmente, é quase sempre na Cidade que construo o trabalho.
-- Prefere poesia ou prosa?
-- Gosto das duas coisas. Para eu escrever, o romance; para eu ler, a filosofia.
-- Já alguma vez escreveu para o teatro?
-- Quando tinha vinte anos fiz algumas tentativas para esse fim, mas depois desisti disso.
Foi com estas palavras que a conversa se encerrou.
Eram 6 horas da tarde: tinha chegado o momento para Ferreira de Castro realizar o seu trabalho quotidiano. Puxou pelo relógio, viu a hora e disse-nos:
-- Tenha paciência, vou a o meu trabalhinho. É o meu pão-nosso de cada dia.
Apertou-nos a mão e seguiu lentamente a Avenida da Liberdade.

A. Lopes de Oliveira, Como Trabalham os Nossos Escritores, Lisboa, Editorial Proença, 1950

Autores entrevistados: Acúrcio Pereira, Amadeu de Freitas, Assis Esperança, Aurora Jardim, Correia Marques, Eduardo Schwalbach, Ferreira de Castro, Guedes de Amorim, Hernâni Cidade, Hugo Rocha, Joaquim Paço d'Arcos, Luís de Oliveira Guimarães, Gustavo de Matos Sequeira, Moreira das Neves, Mota Júnior, Natércia Freire, Norberto Lopes, Ramada Curto, Ribeiro Couto e Virgínia Vitorino.