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Wednesday, October 03, 2018

Ferreira de Castro evocado no 53.º Festival de Música de Sintra


Dirigido por Gabriela Canavilhas, o Festival de Música de Sintra, na sua 53ª edição está a decorrer sob o signo da montanha mágica.
Ferreira de Castro, cujo 120.º aniversário do nascimento se comemora este ano, será evocado no próximo sábado, 6 de Outubro, pelas 17 horas, na Igreja da Ulgueira  através da leitura de textos por Luís Caetano, num concerto do Allis Ubbo Ensemble, com peças para quarteto de cordas datadas de 1898, compostas por vários compositores russos, como Borodin, Glazunov e Rimsky-Korsakov, entre outros. 

Wednesday, November 23, 2016

Ferreira de Castro na ETerna Biblioteca





Esta sexta, pelas 9,30 h, estarei no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, a falar sobre Ferreira de Castro, quando se comemoram os cem anos da edição do seu primeiro livro. No sábado, também às 9,30 h farei o Roteiro Castriano de Sintra (inscrições fechadas).

Monday, September 12, 2016

Sintra cultural, nas palavras de Vítor Serrão

fonte
A história de Sintra confunde-se com a História da Arte em Portugal e dela constitui um capítulo brilhante. Impossível responder de modo rápido a esta questão, mas é certo que há nomes que não se podem deixar de referir nesse balanço de síntese, como sejam o escultor renascentista Nicolau Chanterene, ou o arquitecto Francisco de Holanda, ou o pintor quinhentista Diogo de Contreiras, ou o azulejista Oliveira Bernardes, ou o Barão de Eschewege, arquitecto do Palácio da Pena, senão o rei-artista D. Fernando II, o príncipe por excelência do Romantismo sintrense – e tantos, tantos outros, ao longo dos séculos, sem esquecer os escritores, de Camões a Ferreira de Castro…


Tuesday, May 10, 2016

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (9)

fonte
Mas é outra a Natureza que o cativa: a placidez do Vale de Ossela, o verde minhoto, a paisagem de Sintra. Num texto de 1964, «O último quarto de hora da minha vida», o escritor assinala inequivocamente a sua propensão metafísica para essa simbiose de matéria e espírito, que se manifesta não apenas no indivíduo José Maria Ferreira de Castro e também na própria obra e estilo do romancista, como acima se assinalou: 

«[…] Toda a minha existência de homem e de escritor está vinculada a esta paixão. Foi em convívio com a Natureza que os sentimentos de amor se sublimaram sempre em mim, foi em contacto com ela que elaborei a maioria das páginas que tenho escrito. As minhas demoradas estadas nesse pequeno mundo de beleza insigne que é Sintra, com tantas veredas dum intimismo lírico, tantos rincões secretos onde a poesia habita e tanta espiritualidade pairante, como se tudo propiciasse, às horas vespertinas, uma perfeita e voluptuosa fusão dos corpos e das almas, devem-se à irresistível fascinação que em mim exercem as grandes e verdes paisagens. […]» (in Museu Ferreira de Castro – Periódicos, MFC/D – Ferreira de Castro, «O último quarto de hora da minha vida», O Século Ilustrado #1369, Lisboa, 28 de Março de 1964: 12).

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Tuesday, April 26, 2016

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (8)

Mas é outra a Natureza que o cativa: a placidez do Vale de Ossela, o verde minhoto, a paisagem de Sintra. Num texto de 1964, «O último quarto de hora da minha vida», o escritor assinala inequivocamente a sua propensão metafísica para essa simbiose de matéria e espírito, que se manifesta não apenas no indivíduo José Maria Ferreira de Castro e também na própria obra e estilo do romancista, como acima se assinalou: 

«[…] Toda a minha existência de homem e de escritor está vinculada a esta paixão. Foi em convívio com a Natureza que os sentimentos de amor se sublimaram sempre em mim, foi em contacto com ela que elaborei a maioria das páginas que tenho escrito. As minhas demoradas estadas nesse pequeno mundo de beleza insigne que é Sintra, com tantas veredas dum intimismo lírico, tantos rincões secretos onde a poesia habita e tanta espiritualidade pairante, como se tudo propiciasse, às horas vespertinas, uma perfeita e voluptuosa fusão dos corpos e das almas, devem-se à irresistível fascinação que em mim exercem as grandes e verdes paisagens. […]» 

(in Museu Ferreira de Castro – Periódicos, MFC/D – Ferreira de Castro, «O último quarto de hora da minha vida», O Século Ilustrado #1369, Lisboa, 28 de Março de 1964: 12).

Wednesday, April 20, 2016

O primeiro livro de Ferreira de Castro.

Esta sexta-feira, 22 de Abril, no MU.SA, Museu das Artes de Sintra, pelas 18 horas, irei falar sobre o primeiro livro de Ferreira de Castro, Criminoso por Ambição, obra juvenil de Ferreira de Castro, escrita ainda no seringal Paraíso entre 1912 e 1913, e publicada há cem anos em Belém do Pará.
Procurarei mostrar o que já se anunciava do autor maduro neste romancinho inicial, escrito por um adolescente tornado adulto precocemente.
Estão todos convidados. 

Thursday, March 31, 2016

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (7)

A escolha de Sintra por Ferreira de Castro como um dos seus lugares de eleição para escreviver – como diria Cruz Malpique (ver Cruz Malpique, «O problema sentimental da emigração no romancista português Ferreira de Castro e na poetisa galega Rosalía de Castro», In Memoriam de Ferreira de Castro, Cascais, Arquivo Biobibliográfico dos Escritores e Homens de Letras de Portugal, 1976: 169) –, tem um impulso sinestésico, tanto mais interessante quanto ele pôde conhecer a face negra da Natureza, em que o Homem não passa de um títere manejado inexoravelmente pela força titânica dos Elementos, que não consegue aplacar. (1)

(1)  «[…] A selva dominava tudo. Não era o segundo reino, era o primeiro em força e categoria, tudo abandonando a um plano secundário. E o homem, simples transeunte no flanco do enigma, via-se obrigado a entregar o seu destino àquele despotismo. O animal esfrangalhava-se no império vegetal e, para ter alguma voz na solidão reinante, forçoso se lhe tornava vestir pele de fera. A árvore solitária, que borda melancolicamente campos e regatos na Europa, perdia ali a sua graça e romântica sugestão e, surgindo em brenha inquietante, impunha-se como um inimigo. […]». (in Ferreira de Castro, A Selva [1930], Lisboa, Guimarães & C.ª – Editores, 1980(32.ª ed.): 106).

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Thursday, February 11, 2016

Friday, January 15, 2016

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (6)

Também os estudos universitários em diferentes âmbitos, como o são o da linguística e o da ecocrítica, relevam este factor específico do apego à Natureza como algo central na obra castriana. Assim, Isabel Roboredo Seara, a propósito de A Lã e a Neve (1947) – uma das suas obras-primas –, refere-se
ao modo «habilíssim[o]» operado pelo estilo literário de Ferreira de Castro, reflectindo, não apenas uma estética, mas também uma singular mundividência: «A fusão do mundo físico com o mundo moral, a matéria inerte que ganha constantemente vida emotiva, o cromatismo singular da natureza, determinam indefectivelmente um estilo idiossincrático.» (in Isabel Roboredo Seara, «A Lã e a Neve – Virtualidade e originalidade dos enunciados metafóricos», Língua e Cultura #7-8, Lisboa, Sociedade da Língua Portuguesa, Jan.-Jun. 1998: 130); e com enfoque em Terra Fria (1934), porém alargando à
restante obra, Ana Cristina Carvalho sustenta que aquela foi, e é, portadora de «um inequívoco discurso ecológico». [in Ana Cristina Carvalho, «Ecologia Humana no Romance Terra Fria, de Ferreira de Castro», A Ecocrítica no Brasil, João Pessoa, Universidade de Paraíba, 2013 (no prelo)].

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Wednesday, September 16, 2015

marcadores

ficha:
livro: Não Há Borracha que Apague o Sonho (Museu Ferreira de Castro). Frente
autora: Luísa Ducla Soares
ilustradora: Danuta Wojciechowska
editor: Câmara Municipal de Sintra
colecção: «Museus para contar e encantar»
ano: 2005
dimensões: 21x5 cm.

Tuesday, September 15, 2015

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (5)


Em terceiro lugar, Castro foi um contemplativo da Natureza, em especial da natureza vegetal; e esta ocupa também um lugar de primeira importância na sua obra, como desde sempre viram exegetas mais atentos: já na década de 1930, o poeta João de Barros assinalara nas páginas da Seara Nova, em recensão crítica a Eternidade (1933), a «paisagem, humanizada pelos que nela penam e sofrem» (in Museu Ferreira de Castro – Periódicos, MFC/D, João de Barros, «Livros», Seara Nova #345, Lisboa, 1 de Junho de 1933: 141-142); e outros críticos tirarão desta humanização mais extremes e significantes consequências: de António Cândido Franco, que sublinhará, a propósito do romance A Selva (1930), «[…] uma atribuição precisa de sentido à natureza […]» (in António Cândido Franco, «O significado da selva na obra de Ferreira de Castro», Colóquio – Letras #104-105, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 1978: 62), a Torcato Sepúlveda, notando que o escritor, «[…] na obra como na vida, cultiv[ara] um doce paganismo em que a natureza era antropomorfizada […]» (in Torcato Sepúlveda, «A natureza como personagem de romance», Público, Lisboa, 29 de Junho de 1994: 25) – como teremos oportunidade de ver, a propósito das árvores de Sintra.

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Wednesday, July 15, 2015

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (4)


Mas, se a narrativa castriana veicula um escopo de intervenção social, sendo marcadamente ideológica, esse desígnio tem sido responsável por uma subvalorização da dimensão metafísica, que é o segundo aspecto caracterizador do corpus literário que nos legou, e o impregna e complementa (1)dimensão radicada na frágil e trágica condição de finitude de cada indivíduo, agudizada quando a consciência de fim não se ampara na crença religiosa da vida após a morte – como é o caso do nosso autor.


(1) Ver Eugénio Lisboa, «Ferreira de Castro e o seu romance O Intervalo : uma metáfora para a condição humana», Folhas – Letras & Outros Ofícios, #3, Aveiro, Grupo Poético de Aveiro, 1998: 11-18; republicado em Indícios de Oirovol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009: 129-139.

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Wednesday, June 24, 2015

«Sob as velhas árvores românticas»: do significado de Sintra para Ferreira de Castro (3)

É, pois, compreensível que, desde cedo, a sua obra fosse apresentada como anunciadora do neo-realismo – não sem alguns equívocos e controvérsia que se prendem mais com facciosismo partidário do que com a análise ideologicamente desapaixonada e não comprometida… (ver Ricardo António Alves, Anarquismo e Neo-Realismo – Ferreira de Castro nas Encruzilhadas do Século, Lisboa, Âncora Editora, 2002: 71-108).
Mas, se a narrativa castriana veicula um escopo de intervenção social, sendo marcadamente ideológica, esse desígnio tem sido responsável por uma subvalorização da dimensão metafísica, que é o segundo aspecto caracterizador do corpus literário que nos legou, e o impregna e complementa (1) ; dimensão radicada na frágil e trágica condição de finitude de cada indivíduo, agudizada quando a consciência de fim não se ampara na crença religiosa da vida após a morte – como é o caso do nosso autor.

(1)Ver Eugénio Lisboa, «Ferreira de Castro e o seu romance O Intervalo: uma metáfora para a condição humana», Folhas – Letras & Outros Ofícios, #3, Aveiro, Grupo Poético de Aveiro, 1998: 11-18; republicado em Indícios de Oiro, vol. I, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009: 129-139.

in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014

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Wednesday, June 17, 2015

«Sob as velhas árvores românticas»: Do significado de Sintra para Ferreira de Castro (2)

«Aqui está, neste glorioso cume, contente e bem poisado, o espírito de “águia” que sempre andou abraçado e continua vivo na obra magnífica de José Maria Ferreira de Castro.» Jorge Segurado (1)

 «[…] onde quer que eu esteja, tenho um pensamento glorioso para esse homem, severo e compassivo, que a Serra de Sintra guarda. […]»  Agustina Bessa Luís (2)

Da obra literária de Ferreira de Castro sobressaem algumas marcas importantes, reconhecíveis como traços distintivos pelos leitores avisados: Em primeiro lugar, o entendimento que Ferreira de Castro tinha da arte e, em especial, da literatura era o de que ela seria tanto melhor servida quanto mais reflectisse um desígnio humanista; isto é: arte dos homens e para os homens, pondo em equação os factores que directa e indirectamente condicionassem a dignidade do indivíduo. Daí que a caracterizemos, e bem, como uma literatura realista de intenções sociais, que, a partir de Emigrantes (1928), trouxe para o romance português a novidade do ponto de vista «das personagens que não têm lugar no mundo» (in Ferreira de Castro, «Pórtico» de Emigrantes [1928], Lisboa, Guimarães Editores, 1988: 14), consubstanciado, aliás, no próprio título, que remete para um colectivo humano indiferenciado, anunciando um conjunto de seres humanos previsivelmente desfavorecidos e à mercê da conjuntura histórica, política e social. Ontem como hoje. 

 (1) In Museu Ferreira de Castro – MFC/C-5 Jorge Segurado, «O último acto de Ferreira de Castro», Diário de Notícias, Lisboa, 1 de Julho de 1975. 
(2) In Agustina Bessa Luís, «Ferreira de Castro», Vária Escrita #3, Sintra, Câmara Municipal, 1996: 129; republicado em Contemplação Carinhosa da Angústia, Lisboa, Guimarães Editores, 2000: 143-151.

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Sunday, June 14, 2015

"Sob as velhas árvores românticas": Do significado de Sintra para Ferreira de Castro (1)

Resumo

A escolha de Sintra por Ferreira de Castro prende-se intimamente com as linhas de força da sua obra literária, que se liga aos homens com uma sensibilidade permeada pelo justo equilíbrio dos próprios homens entre si, e da vida destes com toda a envolvente natural, vegetal e animal, que lhe dá significado e sentido.

Palavras-chave: Ferreira de Castro, Literatura, Morte, Natureza, Sintra.

in Tritão #2, Sintra, Câmara Municipal, 2014
(artigo completo)

Wednesday, June 10, 2015

Chego do café

... jornais e revista debaixo do braço. Em comum, todos falam do Ferreira de Castro. O Jl, de ontem, como ontem já escrevi, o texto de Ana Margarida de Carvalho sobre A Selva. Também a Ler  de Março, que ainda não acabara, com a resposta de Manuel da Silva Ramos a uma pergunta que eu lhe fizera em Sintra, sobre algo relacionado com A Lã e a Neve e a sua Covilhã. Finalmente, no último número de A Batalha, (n.º 264, Mar.-Abr. 2015) herdeira da histórica publicação da desaparecida CGT, o repescar de um artigo de Ferreira de castro, de 1925, sobre Eduardo Metzner, a propósito de um livro recente de Gabriel Rui Silva, Eduardo Metzner -- Vida e Obra de um Sem-Abrigo (Licorne, 1914), com recensão de António Cândido Franco. Tudo pode ser visto aqui  Nada má, a jornada castriana.

Tuesday, June 09, 2015

Ana Margarida de Carvalho, no JL de hoje: "'A Selva' continua a chamar por nós, a insistir em querer dizer-nos coisas.»


O lead do artigo de Ana Margarida de Carvalho
(não confundir, como faz o JL, e muitos outros, o Museu Ferreira de Castro,
em Sintra, com a Casa-Museu Ferreira de Castro, em Ossela)


Thursday, September 25, 2014

ROTEIRO CASTRIANO DE SINTRA




Ferreira de Castro, Jaime Cortesão e Luís da Câmara Reys
Sintra, Setembro de 1952

   O primeiro Roteiro Castriano de Sintra vai realizar-se no dia 26 de Setembro de 2014, no âmbito das Jornadas Europeias do Património.
O encontro terá lugar no pátio do Museu Ferreira de Castro (Rua Consiglieri Pedroso, 34), às 14,30 h. e terminará junto ao túmulo do escritor, na Serra de Sintra.
A acompanhar o percurso, leremos textos do próprio Ferreira de Castro, de Agustina Bessa Luís, Francisco Costa, Vergílio Ferreira, Jaime Cortesão, José Gomes Ferreira, Luís de Oliveira Guimarães e Jorge Segurado, entre outros.
Recomenda-se calçado confortável.