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Wednesday, April 29, 2026

correspondências

Roberto Nobre a Ferreira de Castro (1925) «Olhão, 30 de Março de 1925 // Meu caro Ferreira de Castro // Antes de tudo o grande abraço das grandes ausências. / Pergunta V. se renuncio? Eu? / Renunciar a uma luta quase antes de a ter começado? / O interesse que V. acaba de mostrar por mim não me espanta nem o agradeço. V. não é para ser agradecido. No entanto deixe-me que lhe louve a sua atenção.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro (1928) .../... «A deste seu magnífico volume, comoveu-me. V. bem sabe que me comoveu! Estimaria infinitamente mais -- estimaria-o por si -- que ela me dissesse ser eu dos muitos que ainda lhe não levou desilusões. Pelo contrário ela afirma-me como dos poucos com que tal não se tenha dado.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1929): .../... «Nestas condições, não posso responsabilizar-me pela novela do Ferrarin, antes da primeira semana de Outubro. Se assim lhe fizer desarranjo, diga-me com toda a franqueza, que eu renunciarei a fazer essa tradução, embora me penalize fundamente faltar, ainda que por motivo justificado, a um trabalho que o Castro fizera o favor de confiar-me. Peço-lhe, pois, que me fale c/ franqueza. Am.º grato, o Brasil.» Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Tuesday, January 27, 2026

correspondências

Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro (1928) .../... «Voluntariamente exilado na província, acompanho com o coração nas mãos os seus triunfos, a sua gloriosa carreira de homem de letras. E a cada livro seu que vejo anunciado, sucedem-se dias de impaciência febril pela chagada do carteiro, que mo trará, tenho a certeza, hoje ou amanhã, com uma dedicatória toda estima, uma dedicatória fraternal, uma dedicatória-recordação de saudosos tempos, que infelizmente já não voltarão.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) 

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1929): «Lx.ª 19 Set 1929 // Meu querido Castro: Recebi o seu postal, e apresso-me a responder-lhe, pedindo mais uma vez desculpa da minha falta involuntária; mas, como já lhe disse, adoeci em meados do mês findo, e continuo em tratamento. Para mais, o Lança adoeceu também, e eu fiquei só na secção, trabalhosa, como V. muito bem sabe.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925): .../...«Quanto ao Suplemento ainda não falei com o Pinto Quartim, que o dirige. Mas estou certo que ele aceitará também a sua colaboração. / Adeus, meu amigo. Escreva-me, mande os desenhos do A.B.C. -- depois, v. tratará directamente com o secretário da redacção, que lhe enviará os trabalhos e a "massa" -- e diga-me coisas... Um grande abraço do amigo que tem que lhe dar uma grande sova por esse isolamento que é quase uma renúncia (ou não?) // JM Ferreira de Castro» Correspondência (1922-1969) (1994)

Friday, December 12, 2025

correspondências

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1929): .../... «Garditch lhe explicará melhor o que pode fazer e não estranhe os seus limitados conhecimentos de português, p.ª tradutor, pois tem amigos que o auxiliam nas traduções. Bastará, depois, passar à peneira [?] a prosa, p.ª q. fique escorreita. / Faça pelo nosso camarada o q. puder, como se o fizesse ao // seu camarada e admirador / mto obrigado / Jaime Brasil // Lx.ª 4/V/929» Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925): .../... «Para isso, talvez você se inspirasse lendo a própria Batalha... Legenda e assunto ao seu critério. Pagam quinze escudos por cada desenho. Agrada-lhe Roberto? Eu escuso de dizer-lhe que a mim agradava muito que V. principiasse a a surgir nos jornais de Lisboa.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

 Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro (1928): «Meu querido Ferreira de Castro // Recebi há dias -- há já bastantes dias mesmo -- o seu magnífico volume. E garanto-lhe que a satisfação que ele me trouxe está na razão inversa do tempo que eu tenho levado para, com um enternecido abraço, lho agradecer. Mas os afazeres são felizmente alguns, e esta tem sido a causa da demora, que lhe peço me perdoe.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)

Monday, October 27, 2025

correspondências

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925) .../... «Falei também com o Mário Domingues, que está dirigindo a edição da Batalha (diária). Aceita com muito prazer um boneco seu, para os domingos. Exige-se apenas uma condição: -- que o boneco  seja de acordo com o carácter do jornal, é dizer, que seja de crítica a qualquer facto da burguesia.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994) 

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Meu caro amigo, devo dizer-lhe que estou verdadeiramente encantado com o seu "Voo". / V. sabe como sou sincero nas minhas opiniões. / A psicologia daquela pobre rapariga da "cave" está traçada a primor / "A Reconquista da Juventude" é uma deliciosa blague. / E na complicada metamorfose da obra de arte, a que V. chama "do escultor", é assim mesmo. / Mais uma vez: um abraço! / E escreva mais livros como este! // Disponha do adm.or e am.º obscuro // José Dias Sancho» 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) 

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1929) .../... «Ele poderia, por exemplo, traduzir-lhe p.ª lá qualquer novela do famoso escritor modernista russo Leonid Andréve, émulo de Dostoyevesky e de Gorki e a quem Kipling considera "o maior novelista dos últimos tempos". Esse homem tem as suas obras traduzidas em todas as línguas, menos, evidentemente, em português.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Thursday, September 18, 2025

correspondências

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925) .../... «O Anahory, a quem mostrei o livro p.ª crianças que V. ilustrou, ficou bem impressionado. Para sossego da sua sensibilidade, devo dizer-lhe que isto não foi devido à minha retórica ou à minha amizade por si -- mas pelo seu próprio valor e pelo Anahory -- cá para nós -- precisar de mais um desenhador... Logo tratarei com ele sobre preços.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1929) «Meu caro Ferreira de Castro: // Deixe-me q. lhe apresente o nosso camarada Miodrag Garditch, q., como facilmente verá, é pessoa cultíssima e de inteligência lúcida. / Precisa de trabalhar e talvez o Ferreira de Castro possa dar-lhe alguma cousa a fazer p.ª «Civilização» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Quero destacar, porém, a primeira novela, admirável, admirável, admirável, e a última. / Qualquer delas faria de per si a reputação de um autor. / Quanto ao título do livro, não gosto, por lembrar literatura de quiosque. E chamo-lhe a atenção para o lapso de alguns verbos que pedem complemento directo, virem seguidos de complemento indirecto. Um pouco de cuidado na revisão, remedeia isso. Fica a emenda para a 2.ª edição.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)

Thursday, July 17, 2025

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1926) .../... «Ficou o meu caro Ferreira de Castro de me mandar a conferência. Espero-a para fazer tirar umas cópias e satisfazer o desejo de Ribera-Rovira, muito lisonjeiro sem dúvida para si, e ao qual não devemos corresponder com a descortesia duma demorada resposta. / Disponha do // seu camarada / mto. afeiçoado / Jaime Brasil / Lxª. 3/4/926.» Cartas a Ferreira de Castro (2006)

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Com a presente obra V. acaba de conquistar um lugar de destaque na literatura portuguesa, pois as suas novelas são duma soberba realização. Abraço-o e felicito-o vivamente, porque esta obra marca uma etapa magnífica na sua evolução, e acaba de alçapremá-lo, num impulso, às fileiras dos nossos melhores escritores.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2006)

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925): .../... «Aí vão agora dois trabalhos meus, que V. devolverá com os desenhos o mais depressa possível. (O Julião Quintinha, entrando ontem no meu gabinete, levou-me a interromper esta carta)... / Portanto, como lhe dizia há 24 horas, V. fica como colaborador do A.B.C., a não ser que a fatalidade se coloque de permeio...» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

Wednesday, June 18, 2025

correspondências

José Dias Sancho a Ferreira de Castro (1927) «Monte Gordo, 10 de Setembro, 1927. // Meu caro F. de Castro: // Há apenas três dias que recebi o seu livro, e já o li todo, em outros tantos fôlegos. E, vamos, que tem 350 páginas! / V. está a afirmar-se o melhor realizador da nossa geração.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2006)

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925) .../... «Por agora quero dizer-lhe que só ontem tomei conhecimento da s/ carta para o Assis. Tratei do caso que nos dizia respeito. Falei com o Anahory do A.B.C. Ele aceitou a sua colaboração. E parece-me que V. vai ficar -- fica certamente -- como colaborador efectivo e com muito trabalho.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994) 

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1926): «Meu caro Ferreira de Castro: // Ribera-Rovira, o presidente da Federação da Imprensa, mandou-nos uma carta muito amável para si, pedindo-nos que lhe enviasse o texto da sua conferência, pois tinha muito interesse em conhecê-la.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Friday, February 14, 2025

correspondências

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925) «S/c R. Dº Notícias 44-1º // Lisboa 23/3/925 // Meu caro Roberto: // Como vai V.? Louvo-lhe a coragem por uma tão grande ausência... / Noutra carta e mais de vagar hei-de increpá-lo por isso. V. não tem o direito de afastar-se assim do campo da luta. Enfim, falaremos mais pausadamente para outra vez.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1926) .../... «Oxalá que a nobilíssima atitude expressa no manifesto, cujo original nos enviou, frutifique e que o grito soltado em prol do Direito e dos princípios da Humanidade encontre eco no coração e na inteligência daqueles a quem o acaso confiou a autoridade e o poder. / Creia meu caro consócio nos protestos de muita simpatia pessoal, com que lhe apresento, em nome desta Direcção, // Saudações muito cordiais / pelO SECRETÁRIO GERAL, / Jaime Brasil / Lisboa, 5 de março de 1926. / Ao Exm.º Snr. Ferreira de Castro» Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Reinaldo Ferreira (Repórter X) a Ferreira de Castro (1926) .../... «Toda a gente sabe que a polícia de Espanha é das melhores informadas do mundo. A sua espionagem muito se assemelha a de Guepeau, de Moscow. Ela seguiu esta minha viagem. Tu sabes tão bem como eu, porque tiveste uma desagradável ocasião para isso. Peço-te que por carta contes o que leste na ficha que mostraram no comissariado de Madrid. / Teu camarada que muito te estima e admira // Reinaldo Ferreira»  100 Cartas a Ferreira de Castro (2.ª ed., 2007)

Monday, January 13, 2025

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1926) «Meu prezado consócio: // Esta Direcção recebeu a sua carta de 1 do corrente e os documentos que a acompanhavam, que ficarão, conforme é seu desejo, depositados nos arquivos deste Sindicato. / Permita-me o meu caro consócio que o louve pela iniciativa que teve de confiar à nossa guarda esses documentos, que representam uma admirável prova de coragem moral do escol dos intelectuais portugueses.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)*

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1922) .../... «Bis -- P.S. -- Se você vir o Dias Sancho diga-lhe que [com] respeito à matéria da sua última carta estamos quase de acordo. Que a carta era mto interessante. / Abusando dos pedidos, o Frias diz-me aqui ao lado, que você deve puxar as orelhas ao Lister, filho, porque ele até hoje ainda não lhe escreveu. Isto se você o encontrar, é lógico... // JMF» Correspondência (1922-1969) (1992)

(Reinaldo Ferreira (Repórter X) a Ferreira de Castro) «Lisboa 10 de Fevereiro de 1926. // Meu Caro Ferreira de Castro // Já sabes o que certa bela camaradagem urdiu, embora sem ousar fincar o dente, porque lhes faltam os queixais da verdade -- sobre a minha viagem à Rússia. Estou ensopando uma esponja nas provas e documentos para esfregar o rosto aos mal-intencionados. Para isso falta-me o teu testemunho.» ... /... 100 Cartas a Ferreira de Castro (2.ª ed., 2007)


* Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006) - ed. Ricardo António Alves


 

Tuesday, December 03, 2024

dos romances

«Vendo-a adormecida, neutra, Cecília pareceu-lhe menos odiosa. Dir-se-ia que a sua vida era protegida pela sua própria incapacidade de defender-se. Em frente da cama, ele principiou a despir-se, por hábito. A luz do corredor, ao filtrar-se pela bandeira da porta, destacava da obscuridade o vulto de Cecília sob os lençóis. Repugnava-lhe estender-se ao lado da mulher.» A Tempestade (1940)

«Que diria Juca Tristão, que o tinha por esperto e exemplar, quando ele lhe aparecesse com três homens a menos no rebanho, que vinha pastoreando desde Fortaleza? E o Caetano, que ambicionara aquele passeio por conta do seringal e assistira, roído de inveja, à sua partida? Rir-se-iam dele... Quase dois contos atirados por água-abaixo!» A Selva (1930)

«No telhado antigo, com o pó dos tempos fixado em crostas esverdeadas que nenhuma chuva conseguia lavar, os pardais faziam o ninho na Primavera. Em baixo, entre as paredes e as covitas que as goteiras, em horas pluviosas, abriam no solo, vicejavam lírios, roseiras trepadoras e tenros pés de salsa que o irmão hortelão não se dispensava de cultivar.» A Missão (1954) 



Capa da 1.ª edição: vinheta de Roberto Nobre (1954)


Wednesday, November 06, 2024

outras palavras

«E o vale aumentou em extensão e profundidade. Parece que todo o mundo está aqui, na sombra imensa. Almas, desesperos, ambições, impotências -- e a trégua desta noite, em volta da lareira. Parece que não há mais nada. / Mas o vale chora, clama, geme sempre. Vu-vu-vuuu, a ventania fustiga o esqueleto das árvores, os pomares despidos de folhagem, os choupos esgrouviados,, os amieiros que debruam o Caima.» «O Natal em Ossela» (1932/1974), Os Fragmentos 

«A terra cadáver imenso de pré-histórico monstro é refocilada por legiões intermináveis de parasitas: -- todo o reino animal. Que, como os últimos brasidos deixa evolar sobre a própria lama do sugar, um clarão: -- Do Querer, do Desejar, do Possuir.» «Mas... a prisão é a coroação», Mas... (1921)

«É em 1902 que começo a povoar o museu da minha vida, a decorar a galeria das recordações. / Foi numa tarde de sol -- tarde de luz forte que eu vejo ainda -- que dei início à tarefa. Eu brincava na estrada amarela que corria ao longo da casa onde nasci.» [Memórias] (1931)



Jaime Brasil (dir.), Ferreira de Castro e a Sua Obra
(inclui as «Memórias»)
Capa de Roberto Nobre (1931)


Thursday, October 31, 2024

dos romances

«Ouviam-se já os passos da criada no corredor e, logo que ela entrou na sala, Mercedes censurou-a: / -- Por mais que eu repita, há-de ser sempre isto! A comida nunca está pronta a horas! Jantamos sempre tarde. / Ramona não se justificou, mas, pelos seus modos, Soriano compreendeu que ela resmungava por dentro. E parecia que o silêncio e a imobilidade de Paco apoiavam e aumentavam a razão de Mercedes.» A Curva da Estrada (1950)

«A cauda ergueu-se num ápice, formando volta que nem cabo de guarda-chuva; a cabeça levantou-se também e nela luziram os olhitos até aí amortecidos. "Piloto" estugou o passo. O caminho estava cheio de tentações, de paragens obrigatórias, estabelecidas por todos os cães que passaram ali desde que Manteigas existia, desde há muitos séculos. A Lã e a Neve (1947)

«Começou a andar sobre a ponta dos sapatos, cada vez mais cauteloso. Cecília já dormia quando ele chegou ao quarto. O seu primeiro ímpeto foi matá-la imediatamente, mas conteve-se. "Precisava de certificar-se com os seus próprios olhos e apanhá-los em flagrante, para que não o tomassem como um assassino vulgar".» A Tempestade (1940)



capa da 1.ª edição, por Roberto Nobre (1950)




Tuesday, October 22, 2024

correspondências

(Raul Brandão a Ferreira de Castro) .../... «São raras efectivamente as pessoas que em Portugal estimam os meus livros, mas essas bastam-me, quando compreendem não o que vale a minha obra necessariamente imperfeita, mas o esforço que faço para arrancar alguns farrapos ao Sonho... // Creia-me sempre / ador e cama.da muito ogº [?] / Raul Brandão // Nespereira / Guimarães / 28 de Março 1922» 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992 / 2007)

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro e Eduardo Frias) .../... «E porque entendo bem o altivo grito de angústia, erguido nas primeiras páginas do livro, aqui vos dou, irmãmente, o abraço que traduz a minha admiração pelo vosso talento e a minha solidariedade nessa nobre revolta, contra o existente, o convencional, o medíocre. / Aceitai com os meus agradecimentos os protestos da muita admiração e estima pessoal do // cordialmente vosso / Jaime Brasil // 6.ª Feira-20-Junho [1924] Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) .../... «Se você num momento de melancolia tiver desejo de escrever, escreva-me sobre o Algarve, as suas praias, os seus caminhos. Eu amo tanto a província que vivo nela por imaginação, vivo-a por impressões alheias, quando, como agora, não as posso viver por impressões próprias.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

Thursday, July 18, 2019

Monday, June 12, 2017

Manuel Ribeiro de Pavia

16,5 x 23 cara 2

Um post sobre Manuel Ribeiro de Pavia, autor das ilustrações da edição de 1949 de Terra Fria (1934), com texto de Roberto Nobre, no Almanaque Silva..

Tuesday, March 29, 2016

Roberto Nobre na «Colecção D»


 O percurso gráfico de Roberto Nobre, enquanto designer, capista, cartazista e ilustrador, área que foi paulatinamente abandonado para se dedicar à outra paixão em que foi o maior da sua geração a da crítica e ensaio cinematográficos.Um projecto de Jorge Silva, com textos de José Bártolo e Vasco Rosa.  («Colecção D» , nº 10, in-cm., 2015)

Friday, September 11, 2015

Mário Cláudio: memória de Ferreira de Castro

Uma crónica  no Diário de Notícias.



 Uma breve observação: a referência ao suicídio e ao internamento no Hospital da CUF. Castro esteve internado, com uma grave crise hepática, sujeitando-se a três intervenções por uma equipa coordenada por Pulido Valente, em 1953. Se o escritor pensou nessa encarou a possibiliodade de suicidar-se, é até hoje um facto desconhecido. Uma vez que já passaram mais de quarenta anos sobre estas recordações de Mário Cláudio, talvez haja alguma confusão, uma vez que quando o autor de A Selva padeceu duma grave septicemia, em 1931, aí sim, está documentada uma pulsão suicidária (estamos poucos meses depois da morta da companheira, Diana de Lis, perda que sempre o atormentou), numa nota de suicídio que pude revelar em apêndice à correspondência com Roberto Nobre, publicada em 1994.

Tuesday, June 16, 2015

B de Barros (para um dicionário de Ferreira de Castro)

Poeta, pedagogo, político -- foi ministro dos Negócios Estrangeiros na I República -- João de Barros (Figueira da Foz, 1881 - Lisboa, 1960), é um dos últimos grandes vates pré-modernistas portugueses, autor de uma poética vitalista e inconformada, muito ao arrepio da tradição nacional, fatalista e lamentosa. Como escritor, importa referir também a importante obra cronística e ainda -- muito ligado à sua faceta de pedagogo -- a adaptação de clássicos, «contados às crianças e ao povo»,  como Os Lusíadas, entre outros. Era pai de Henrique de Barros, agrónomo e professor universitário que presidiu à Assembleia Constituinte (1975-1976) e sogro de Marcelo Caetano.
A estreita amizade com Ferreira de Castro -- foi padrinho da filha deste, Elsa -- remonta à década de 1920. Barros foi dos poucos autores em relação ao qual Castro transigiu, escrevendo um prefácio para a edição reunida de Anteu  e Sísifo (1959). Há pelo menos três poemas que lhe são dedicados.

(a desenvolver)

Bibliografia: além da activa de ambos, as 100 Cartas a Ferreira de Castro, o apêndice na Correspondência entre Ferreira de Castro e Roberto Nobre sobre a propositura ao prémio Nobel, em 1951.