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Tuesday, March 18, 2025

traduções - EMIGRANTES

Emigrants: «Black and white, black and white, the black smooth and shinning and the white really snow-white, was a magpie with its tail nervously twitching, moving about among the pine needles and heather, in and out of sight, and from time to time it would rise in flight to the very top of the pine tree, carrying in its beak some small sprig or dry twig.» -- trad. Dorothy Ball, 1962

Émigrants: «Noire et blanche, noire et blanche, noir de jais et blanc de neige, la pie, la queue tremblotante, inquiète, sautillait parmi la ramille et la roquette, disparaissait, reparaissait, puis s'envolait en haut d'un pin, avec, au bec, quelque menue branchette.» -- trad. A. K. Valère, 1948

Emigrantes: «Negra y blanca, negra y blanca, el negro muy brillante y muy níveo el blanco, la picaza, de cola inquieta, trémula, picoteaba entre luz y tojo, escondiéndose aqui, levantándose alli, y, por fin, surgía de un vuello hasta la alta copa del pino, llevando en el pico hojarasca o pajillas.» -- trad. Eugenia Serrano, 1946

Emigranti: «Nera e bianca, nera e bianca, il nero lucentissimo e il bianco niveo, la gazza dalla coda irrequieta saltellava tra gli arbusti, ora nascondendosi ora riapparendo e alla fine spiccava il volo verso la cima alta del pino, portando nel becco un ramoscello secco.»  -- trad. A. R. Ferrarin, 1937

Emigrantes: «Negra y blanca, negra y blanca, el negro muy brillante y muy de nieve lo blanco, la urraca de cola trémula, inquieta, saltaba entre hojas y tojos, se esconde aquí, surge allá, y, por fin, levantaba el vuelo hasta la copa alta del pino, llevando en el pico un trozo de ramaje seco.»  -- trad. Luis Díaz Amado Herrero e Antonio Rodríguez de León, 1930 

Emigrantes«Preta e branca, preta e branca, o preto mui luzidio e muito níveo o branco, a pega, de cauda trémula, inquieta, saracoteava entre carumas e urgueiras, esconde ali, surge aqui, e por fim erguia voo até à copa alta do pinheiro, levando no bico ramo seco ou graveto.»  (1928)

Emigrantes está traduzido nos seguintes idiomas: alemão, castelhano (2), checo, croata, eslovaco, francês, húngaro, inglês, italiano, polaco e russo.

Monday, August 31, 2009

Ferreira de Castro na "Cidade de Lilipute" (2)

Com a publicação daquele romance*, o autor assumiu-se como "biógrafo das personagens que não têm lugar no mundo" (1) -- nem na história oficial de então, acrescento eu. As suas personagens são arquétipos, e, como tal, universais. Por alguma razão ele foi o escritor português mais traduzido em vida. Em 1973, de resto, A Selva (1930), uma das suas obras-primas, estava entre os dez romances mais lidos em todo o mundo, de acordo com dados da UNESCO. (2) O seu nome foi inclusivamente proposto, por várias ocasiões, para Prémio Nobel da Literatura, por personalidades nacionais e estrangeiras.
* Emigrantes.
(1) Emigrantes, 24.ª ed., Lisboa, Guimarães Editores, 1988, p. 14.
(2) Penso ser útil incluir aqui a relação dos livros de Ferreira de Castro traduzidos para o inglês: Jungle -- A Tale of the Amazon Rubber-Tappers, tradução de Charles Duff, London, Lovat Dickson, 1935, New York, Viking, 1935; Emigrants, tradução de Dorothy Ball, New York, Macmilan, 1962; The Mission, tradução de Ann Stevens, London, Hamis Hamilton, 1963.
In Ferreira de Castro, Macau e a China, Taipa, Câmara Municipal das ilhas, 1998, pp. 7-8.