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Tuesday, March 06, 2012

Vítor Viçoso, A NARRATIVA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA -- AS VOZES SOCIAIS E OS UNIVERSOS DA FICÇÃO (15)

Atrevo-me, aliás, a sugerir que as posições do presencista Fernando Lopes-Graça – revista de que ele foi um dos mais importantes colaboradores –, um estrénuo defensor da arte pura, estão muitos mais próximas de Régio do que de qualquer teórico do Neo-Realismo. O que não invalida que ele, quando necessário, tivesse a necessidade de intervir explicitamente com as Canções Heróicas ou, já depois do 25 de Abril – com o seu Requiem pela Vítimas do Fascismo em Portugal.

Foto: José Régio, João Gaspar Simões, Albano Nogueira, Fernando Lopes-Graça e Adolfo Casais Monteiro, daqui.

Tuesday, February 21, 2012

Vítor Viçoso, A NARRATIVA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA -- AS VOZES SOCIAIS E OS UNIVERSOS DA FICÇÃO (14)

Voltando ao lastro cultural de que o Neo-Realismo irá proceder, temos de referir a revista coimbrã presença, de José Régio, João Gaspar Simões, Branquinho da Fonseca e Adolfo Casais Monteiro. Escreve Vítor Viçoso, com toda a pertinência, que «[…] nem o psicologismo da Presença esteve totalmente afastado da literatura neo-realista, nem a socialidade como tema literário, apesar da centração egotista, esteve arredada dos pressupostos de alguns presencistas.» (p. 51). Na verdade, dos grandes nomes da revista, só João Gaspar Simões, que em 1937 proclamara o «Discurso sobre a Inutilidade da Arte», se pode considerar como um defensor da arte pela arte. José Régio ou Adolfo Casais Monteiro são, acima de tudo defensores da liberdade do artista. Régio, aceitando com naturalidade a valia de uma arte empenhada, sustenta inclusivamente, e com razão – nas páginas da presença, a propósito do filme «A Revolução de Maio», de António Lopes Ribeiro –, que a própria propaganda não tem necessariamente de ser destituída de valor artístico. Basta lembrar-nos de obras-primas do cinema propagandístico como O Triunfo da Vontade ou Olímpia, de Leni Riefensthal…