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Tuesday, January 27, 2026

correspondências

Mário Lyster-Franco a Ferreira de Castro (1928) .../... «Voluntariamente exilado na província, acompanho com o coração nas mãos os seus triunfos, a sua gloriosa carreira de homem de letras. E a cada livro seu que vejo anunciado, sucedem-se dias de impaciência febril pela chagada do carteiro, que mo trará, tenho a certeza, hoje ou amanhã, com uma dedicatória toda estima, uma dedicatória fraternal, uma dedicatória-recordação de saudosos tempos, que infelizmente já não voltarão.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) 

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1929): «Lx.ª 19 Set 1929 // Meu querido Castro: Recebi o seu postal, e apresso-me a responder-lhe, pedindo mais uma vez desculpa da minha falta involuntária; mas, como já lhe disse, adoeci em meados do mês findo, e continuo em tratamento. Para mais, o Lança adoeceu também, e eu fiquei só na secção, trabalhosa, como V. muito bem sabe.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925): .../...«Quanto ao Suplemento ainda não falei com o Pinto Quartim, que o dirige. Mas estou certo que ele aceitará também a sua colaboração. / Adeus, meu amigo. Escreva-me, mande os desenhos do A.B.C. -- depois, v. tratará directamente com o secretário da redacção, que lhe enviará os trabalhos e a "massa" -- e diga-me coisas... Um grande abraço do amigo que tem que lhe dar uma grande sova por esse isolamento que é quase uma renúncia (ou não?) // JM Ferreira de Castro» Correspondência (1922-1969) (1994)

Thursday, September 18, 2025

correspondências

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925) .../... «O Anahory, a quem mostrei o livro p.ª crianças que V. ilustrou, ficou bem impressionado. Para sossego da sua sensibilidade, devo dizer-lhe que isto não foi devido à minha retórica ou à minha amizade por si -- mas pelo seu próprio valor e pelo Anahory -- cá para nós -- precisar de mais um desenhador... Logo tratarei com ele sobre preços.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1929) «Meu caro Ferreira de Castro: // Deixe-me q. lhe apresente o nosso camarada Miodrag Garditch, q., como facilmente verá, é pessoa cultíssima e de inteligência lúcida. / Precisa de trabalhar e talvez o Ferreira de Castro possa dar-lhe alguma cousa a fazer p.ª «Civilização» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Quero destacar, porém, a primeira novela, admirável, admirável, admirável, e a última. / Qualquer delas faria de per si a reputação de um autor. / Quanto ao título do livro, não gosto, por lembrar literatura de quiosque. E chamo-lhe a atenção para o lapso de alguns verbos que pedem complemento directo, virem seguidos de complemento indirecto. Um pouco de cuidado na revisão, remedeia isso. Fica a emenda para a 2.ª edição.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)

Thursday, July 17, 2025

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1926) .../... «Ficou o meu caro Ferreira de Castro de me mandar a conferência. Espero-a para fazer tirar umas cópias e satisfazer o desejo de Ribera-Rovira, muito lisonjeiro sem dúvida para si, e ao qual não devemos corresponder com a descortesia duma demorada resposta. / Disponha do // seu camarada / mto. afeiçoado / Jaime Brasil / Lxª. 3/4/926.» Cartas a Ferreira de Castro (2006)

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Com a presente obra V. acaba de conquistar um lugar de destaque na literatura portuguesa, pois as suas novelas são duma soberba realização. Abraço-o e felicito-o vivamente, porque esta obra marca uma etapa magnífica na sua evolução, e acaba de alçapremá-lo, num impulso, às fileiras dos nossos melhores escritores.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2006)

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925): .../... «Aí vão agora dois trabalhos meus, que V. devolverá com os desenhos o mais depressa possível. (O Julião Quintinha, entrando ontem no meu gabinete, levou-me a interromper esta carta)... / Portanto, como lhe dizia há 24 horas, V. fica como colaborador do A.B.C., a não ser que a fatalidade se coloque de permeio...» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)

Wednesday, June 18, 2025

correspondências

José Dias Sancho a Ferreira de Castro (1927) «Monte Gordo, 10 de Setembro, 1927. // Meu caro F. de Castro: // Há apenas três dias que recebi o seu livro, e já o li todo, em outros tantos fôlegos. E, vamos, que tem 350 páginas! / V. está a afirmar-se o melhor realizador da nossa geração.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2006)

Ferreira de Castro a Roberto Nobre (1925) .../... «Por agora quero dizer-lhe que só ontem tomei conhecimento da s/ carta para o Assis. Tratei do caso que nos dizia respeito. Falei com o Anahory do A.B.C. Ele aceitou a sua colaboração. E parece-me que V. vai ficar -- fica certamente -- como colaborador efectivo e com muito trabalho.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994) 

Jaime Brasil a Ferreira de Castro (1926): «Meu caro Ferreira de Castro: // Ribera-Rovira, o presidente da Federação da Imprensa, mandou-nos uma carta muito amável para si, pedindo-nos que lhe enviasse o texto da sua conferência, pois tinha muito interesse em conhecê-la.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Saturday, May 23, 2009

Da ABC

Mais presentes da T, aqui e aqui, velho material da revista ABC, dos anos 20, com destque para este texto sobre o Stuart.

Friday, February 20, 2009

Recordar Rocha Martins (1)

Texto publicado em desdobrável da exposição bibliográfica e documental «Rocha Martins -- 50 Anos Depois (1952-2002)», realizada no Museu Ferreira de Castro, em Maio-Junho de 2002
Jornalista, historiógrafo, cronista e ficcionista, Francisco José Rocha Martins (Belém, 30.3.1879 -- Sintra, 23.5.1952) foi um dos nomes mais marcantes da imprensa nacional. Ligado aos jornais desde muito novo, devemos destacar a Ilustração Portuguesa, ABC -- revistas que fizeram história no periodismo português -- e o Arquivo Nacional, publicação que se ocupava de uma das suas grandes paixões: a História.
(continua)

Thursday, August 07, 2008

O Museu Ferreira de Castro (4)

3. O REGRESSO - Jornalismo e obras da primeira fase (1919-1928)

[Ferreira de Castro, Gualdino Gomes e Castelo de Morais, desenho de Stuart, s. d.]


«Parente muito próximo da literatura e com momentos exultantes, o jornalismo representava para mim o forno de onde me vinha o pão e assim poder realizar os meus pobres livros à sua ilharga, nas horas destinadas ao repouso, que eu utilizava vencendo todos os cansaços. Era ele que me punha a mesa sóbria, me substituía os fatos e os sapatos quando muito usados, me pagava os cigarros e os cafés. Sem ele, cuja conquista já me fora tão penosa, eu não podia entregar-me, naqueles dias, ao meu teimoso sonho de romancista, que se desdobrava imenso entre imensos escolhos.» FERREIRA DE CASTRO, «Origem de «O Intervalo», Os Fragmentos (1972)

Esta secção mostra parte da actividade jornalística de Ferreira de Castro e as obras da primeira fase, não reeditadas. Regressado em 1919, Castro, sem conhecimentos no meio, envereda de novo penosamente pelo jornalismo.
Free-lancer, até 1927, ano em que entra para O Século, colaborou em inúmeras publicações, com destaque o diário A Batalha e a revista ABC. Tendo no início da década dirigido publicações efémeras - O Luso (1920) e A Hora (1921) -, fundou e co-dirigiu em 1928 a Civilização, de colaboração ecléctica e excelente qualidade gráfica. Ao mesmo tempo ia publicando os seus primeiros livros, que hoje são raridades bibliográficas, num total de treze títulos: do Mas... (1921) a O Voo nas Trevas (1927).


(desenho de Stuart: Ferreira de Castro, Gualdino Gomes e Castelo de Morais, s.d. [década de 1920])
link

Saturday, July 21, 2007

Testemunhos - Rocha Martins (5)

Traduzida para espanhol a sua novela O Êxito Fácil, teve a facilidade de êxito de todas as belas composições; colaborando no ABC em quase todos os seus números, desde há um ano, tem recebido os maiores aplausos, trabalhando sempre na mais leal das camaradagens, escrevendo noite e dia, sacrificando-se como um campónio a cavar na sua horta para obter o seu alimento, é também como um jardineiro artista a cultivar noutros alegretes as suas flores deliciosas: a obra da sua alma, a do seu amor, a da sua sensibilidade, que são as páginas desenhadas carinhosamente como as das novelas a publicar em breve Sendas de Lirismo e de Amor e A Morte Redimida.
Lutador de sempre, imaginação fértil, pensador honesto e brilhante, revolucionário de ideais e de processos, Ferreira de Castro -- o autor da Peregrina do Mundo Novo -- que ABC vai começar a publicar na próxima semana, tem já vencido dificuldades enormes e conseguiu um lugar de detaque, afirmou-se e chegará aos mais altos postos da literatura nacional. Será isto maior consolo para a sua alma de idealista do que a posse da gadanha aguçada, própria para cortar os frutos altos dos bens materiais, que raramente deixam jorrar o seu sumo sobre os que batem a sua moeda na bigorna da imaginação, do talento, da arte e é pródiga para os das maleáveis e vis curvaturas ante os que a fortuna já acariciou.
Rocha MARTINS, «O auctor da novela "A Peregrina do Mundo Novo"», ABC, n.º 263, Lisboa, 30 de Julho de 1925.
Capa tirada aqui.