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Wednesday, October 09, 2024

correspondências

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro e Eduardo Frias) «Meus caros Ferreira de Castro e Eduardo Frias // Recebi o vosso livro. Muito obrigado por vos terdes lembrado de mim. A mim q. tão afastado ando dos cenáculos literários e q. nas galés do jornalismo sou o último dos últimos, sensibilizou-me a vossa gentil manifestação de camaradagem espiritual.» .../... Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006)***

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre) «Roberto Nobre, meu prezado amigo: / Recebi a sua carta, carta amável, generosa. / Como já o Assis lhe disse, gostei mto, mto, da capa. É um trabalho feito com garra -- mesmo sem alusão às garras do tigre... / E porque falei na capa, agradeço-lhe a oferta: -- oferta que eu desejo seja apenas uma moratória aos problemáticos fundos da empresa...» .../... Correspondência (1922-1969) (1994)**

(Raul Brandão a Ferreira de Castro) «Exmo Senhor Ferreira de Castro / Muito obrigado pelo artigo que escreveu a meu respeito no último número da "A Hora" -- que tenho lido sempre com grande interesse, como leio tudo que é apaixonado e sincero.» .../... 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007)*


*100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) - ed. Ricardo António Alves

** Ferreira de Castro e Roberto Nobre, Correspondência (1922-1969), (1994) -  ed. Ricardo António Alves

*** Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro (2006) -  ed. Ricardo António Alves

Wednesday, March 14, 2012

morbidez brandoniana

-- Pela mesma razão que em determinado dia da minha existência tu nasceste, nasceu e cresceu o meu provável coveiro: -- nasceu e desenvolveu-se a árvore frondosa de cujo tronco alguém fará o meu esquife..

Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A Boca da Esfinge, Lisboa, Livraria Aillaud & Bertrand, 1924.

(também aqui)

Sunday, February 26, 2012

Eduardo Frias sobre Dickens


O simbolismo de Dickens é todo tecido com fantasmas arrancados à miséria de Londres. Visto [sic] por um «snob», essa miséria seria o cenário dum drama vulgar, com pretensões ridículas de realismo.
Sentida por Dickens, que foi um famélico, a tragédia estilizou-se na mais original e bizarra expressão literária.
A tragédia, a dor, atingiram a forma culminante da sugestão.
Realizada por um processo exótico, não resultou uma arte «snob» que seria sem dúvida o seu despenhadeiro, e assim os livros de Dickens tornaram-se populares em toda a Inglaterra e erraram triunfantes por todo o mundo.

A Boca da Esfinge (com Ferreira de Castro), Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924, p. 14.

(também aqui)

Saturday, October 04, 2008

correspondências - Jaime Brasil

Meus caros Ferreira de Castro e Eduardo Frias:


Recebi o vosso livro*. Muito obrigado por vos terdes lembrado de mim. A mim, q. tão afastado ando dos cenáculos literários e q. nas galés do jornalismo sou o último dos últimos, sensibilizou-me a vossa gentil manifestação de camaradagem espiritual. E porque entendo bem o altivo grito de angústia, erguido nas primeiras páginas do livro, aqui vos dou, irmãmente, o abraço q. traduz a minha admiração pelo vosso talento e a minha solidariedade nessa nobre revolta, contra o existente, o convencional, o medíocre.

[20-VI-1924]


* Eduardo Frias e Ferreira de Castro, A Boca da Esfinge, Lisboa, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924
Jaime Brasil, Cartas a Ferreira de Castro, apresentação, transcrição, notas e posfácio de Ricardo António Alves, Sintra, Câmara Municipal/Museu Ferreira de Castro e Instituto Português de Museus, 2006, p. 11.

Monday, March 17, 2008

Correspondências



[...] obra de análise, por vezes aspérrima, mas sempre brilhante. O ferro com que corta é de boa têmpera e reluz.
Dum cartão de Coelho Neto enviado a Ferreira de Castro, com data provável de 1922, sobre o Mas..., incluído no fim de A Boca da Esfinge

Tuesday, July 17, 2007

Testemunhos - Rocha Martins (4)





Aquelas duas novelas chamaram as atenções para os trabalhos do artista que se abalançou a planos maiores escrevendo, com Eduardo Frias -- outro lutador de sacrifício -- a Boca da Esfinge, recebida pela crítica com louvores.


São ensaios que valem por obras definitivas alguns dos trechos assinados por Ferreira de Castro, cujas grandes qualidades são clareza de exposição, intensidade dramática, prosa viva, por vezes ardente, vibrante, sem desvio do assunto para largas retóricas ou para s torcidas frases tão singulares dalguns dos escritores da sua geração.
Rocha MARTINS, «O Auctor da novela " A Peregrina do Mundo Novo"», ABC, n.º 263, Lisboa, 30 de julho de 1925.
[continua]







Sunday, November 19, 2006