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Monday, October 27, 2025

correspondências

(Ferreira de Castro a Roberto Nobre, 1925) .../... «Falei também com o Mário Domingues, que está dirigindo a edição da Batalha (diária). Aceita com muito prazer um boneco seu, para os domingos. Exige-se apenas uma condição: -- que o boneco  seja de acordo com o carácter do jornal, é dizer, que seja de crítica a qualquer facto da burguesia.» .../... Correspondência (1922-1969) (1994) 

(José Dias Sancho a Ferreira de Castro, 1927) .../... «Meu caro amigo, devo dizer-lhe que estou verdadeiramente encantado com o seu "Voo". / V. sabe como sou sincero nas minhas opiniões. / A psicologia daquela pobre rapariga da "cave" está traçada a primor / "A Reconquista da Juventude" é uma deliciosa blague. / E na complicada metamorfose da obra de arte, a que V. chama "do escultor", é assim mesmo. / Mais uma vez: um abraço! / E escreva mais livros como este! // Disponha do adm.or e am.º obscuro // José Dias Sancho» 100 Cartas a Ferreira de Castro (1992/2007) 

(Jaime Brasil a Ferreira de Castro, 1929) .../... «Ele poderia, por exemplo, traduzir-lhe p.ª lá qualquer novela do famoso escritor modernista russo Leonid Andréve, émulo de Dostoyevesky e de Gorki e a quem Kipling considera "o maior novelista dos últimos tempos". Esse homem tem as suas obras traduzidas em todas as línguas, menos, evidentemente, em português.» .../... Cartas a Ferreira de Castro (2006)

Monday, March 05, 2018

castrianas: Jorge Amado sobre Ferreira de Castro

«Com a arma da literatura ajudou a transformar o mundo. Foi verdadeiro escritor de nossa época, sendo, como queria Gorki, ao mesmo tempo coveiro e parteiro, coveiro de um mundo caduco, de um tempo podre, parteiro de um mundo novo, de um tempo alegre e livre.» (1966)

Friday, January 13, 2012

Vítor Viçoso, A NARRATIVA NO MOVIMENTO NEO-REALISTA -- AS VOZES SOCIAIS E OS UNIVERSOS DA FICÇÃO (8)

* outro evento de grande alcance para a história do neo-realismo, foi o congresso da União de Escritores Soviéticos (1934), que teve Máximo Gorki como figura tutelar, apresentando o realismo socialista como «antídoto contra a decadência da literatura burguesa» (p. 23), tipificada por Karl Radek com Marcel Proust ou o James Joyce (dois autores referenciais para a presença); ao mesmo tempo, Nicolai Bukhárine procurava, numa intervenção, conciliar o realismo socialista com a aspiração lírica romântica. Mas o que ficaria do congresso seria a posição dirigista de Andrei Jdanov de que a literatura deveria reflectir o real no contexto da dialéctica revolucionária, desenvolvendo o conceito de «herói positivo», sem contradições, estribado na firmeza ideológica; um código de conduta com graves consequências para a arte soviética, condicionando e/ou reprimindo dezenas de artistas – e alguns dos maiores da cultura mundial: de Eisenstein a Prokofiev e Shostakhovich.

Wednesday, November 26, 2008

Ferreira de Castro na "Cidade de Lilipute" (1)

Apresentação do capítulo sobre a China de A Volta ao Mundo, publicado em Macau pela Câmara Municipal das Ilhas, Taipa, 1998 -- ano do centenário do nascimento do escritor. (Existe edição em cantonês, com tradução de Chau Heng Chon)
No romance português, há um antes e um depois de Ferreira de Castro (1898-1974). Este escritor autodidacta, de origens camponesas humildes, nascido no litoral centro[-norte] de Portugal, emigrado aos doze anos incompletos, só, para o Brasil, onde trabalhou num seringal, em plena Amazónia (1911-1914), e depois como afixador de cartazes, marinheiro e, por fim, jornalista, em Belém do Pará, em cuja biblioteca leu avidamente Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós, Balzac e Zola, Nietzsche e Gorki; o literato que após o regresso ao seu país continuou no jornalismo, apenas como meio de sustento que lhe possibilitasse escrever os seus primeiros livros; o jovem Ferreira de Castro, aos trinta anos, com o livro Emigrantes (1028), mudou o rumo da ficção narrativa portuguesa, passando a ser uma das figuras de proa -- ou a figura de proa -- entre os finais dos anos vinte e a primeira metade da década de cinquenta.
(continua)