Saímos de casa depois de tomar um bom café da manhã e brincar com Clara no parquinho, enquanto o papai lia o jornal em paz rsrsrs - foi um acordo que fizemos antes das férias - e fomos de carro com as bicicletas acondicionadas legalmente no "suporte para bicicletas" até perto da Ponte Glienicke.
O suporte é para a bola do gancho de reboque, leve e resistente, uma engenhoca notável, que até eu consiguiria colocar se fosse um pouco mais leve rsrsrs. E, apesar de parecer imenso, ele cabe no porta-malas, o que é muito prático quando se está em uma cidade grande e antiga, com estacionamentos minúsculos. :-)
Enquanto Peter tirava as bicicletas, Clara descobriu esse mocinho aqui e ficamos observando ele em sua folha. Lembrou-me de escudos africanos.
Pedalamos um tiquinho de nada e paramos no Bürgershof para tomar uma água e olhar a paisagem. Enquanto Peter olhava o mapa procurando ver um jeito legal de chegar ao Palácio de Sanssouci, Clara e eu nos delicíavamos com a paisagem.
Esse faz parte do castelo de Babelsberg. A foto foi tirada no jardim do Bürgershof. Para ler sobre os castelos de Postdam em espanho, clique no flyer em pdf aqui.
Saímos do Bürgeshof, atravessamos uma ponte até o parque de Babelsberg e depois de pedalar chegamos à piscina, de onde se vê o "Il Teatro".
No caminho apareceram uns carrinhos de supermercado, abandonados. Um tinha lixo, outro nao, parecia uma escultura estranha no meio do parque.
Isso parece uma mesquita, mas é a antiga casa das máquinas da firma Borsig, fica no centro de Postdam.
E finalmente, chegamos ao Parque de Sanssouci - atrás da placa está o jardim de mudas. Eu quase pirei aqui ao ver as plantas.
Este é o Neupalais, que é muito lindo. Clara quer morar aqui, no castelo cor de rosa.
Olha ela pedalando, de capacete. Ah, sem rodinhas, viu vó, que eu sei andar sim. Atrás da bicicleta tem uma bandeira rosa, que fica balancando de um lado pro outro quando ela pedala e serve de aviso para os motoristas.
E eu nao consegui resistir e tirar uma foto, mesmo de longe. Olha que mulher fashion, prestem atencao no sapato. Achei bem legal para andar por quilômetros e quilômetros (modoironia on).
Quando Clara cansa, o pai usa o tal de "Trail-Gator" e transforma as bicicletas dele e dela em um tandem.
Daí que a menininha linda, olhou para a escultura e disse:
_ Papai, olhe, aquele ali fez côco e não limpou o bumbum!
Flores, mil flores e as videiras do castelo de Sanssouci. Esse rei era doido mesmo, mas a obra é linda.
E vamos ver as carpas na fonte.
E ver os cães afegães bebendo água - ah, aqui tem que empurrar a bicicleta e andar, é proibido pedalar.
_ Mamãe, tira uma foto de eu bonita na fonte, por favor?!
Como posso resistir?
E ao voltar, encontramos uns milhares do nosso amiguinho com cara de escudo africano na árvore. Daí eu pensei, eles devem ser parasitas. E o google confirmou, Pyrrhocoris apterus, uma espécie de percevejo, que gosta muito de tílias.
Ao todo, Clara pedalou 9 dos 16 km rodados!
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12 agosto 2011
09 agosto 2011
férias 2011 parte II
Saimos cedo de Goslar rumo à Berlim. Cedo é modo de dizer, saimos do hotel 10 h. A estrada estava praticamente vazia, sem muito trânsito, o tempo nublado, porém seco e rapidinho chegamos a Berlim. Encontramos com meus sogros e fomos almocar em Potsdam, num restaurante chamado Il Teatro. Minha sogra vive descobrindo lugares como este. Comi "mini lulas grelhadas com salada" e pasta al tartufo bianco - lembrei de minha querida Magda. Saímos do restaurante e passeamos um pouco à margem do rio Havel.
Eu achei a arquitetura bem interessante:
À noite meus sogros voltaram para o 'Vale do Ruhr' e nós nos acomodamos, desfizemos as malas, comemos um lanche no apto e fomos dormir cedo.
O dia seguinte amanheceu chuvoso, o que não impediu Clara de visitar o parquinho favorito dela. Ela chama de "o parquinho do trampolim". E lá fomos nós, enquanto o papai lia o jornal em paz.
Depois de brincar bastante no parquinho e correr da chuva que alagou a cidade, fomos ao "Aquário" de Berlim.
Gente, eu vi peixes brasileiros, que eu só conhecia de livros. Esses aqui são transparentes, vê-se o esqueleto.
Isso é uma enguia elétrica, do Amazonas! Ela é enorme, o resto do corpo está escondido numa toca.
Clara ficou fascinada, vendo os tubarões, peixes-palhaços e piranhas.
Olha o tubarão, mamãe! Daí ela canta um pedacinho da música de B. Brecht, Mack the Knife: o tubarão tem dentes e os carrega na face. E Mack tem uma faca e a carrega escondia... em alemão, pois eu nunca achei essa música em português, a versão Navalhada no you tube não condiz com a letra original. Na verdade, eu parei de procurar depois que visitei a casa de Brecht e fiquei horrorizada com a posição dele em relação aos protestos de 17. de Junho de 1953 na Alemanha Oriental. O cara apoiou totalmente a repressão do estado totalitário da DDR. Seja socialista, mas seja consciente dos direitos humanos, não seja cego como o tão criticado capitalismo.
Olha as piranhas de olho no lanche de Clara...
Esse peixe aí atrás, deitado no fundo no áquario é um Arapaima ou Pirarucu - lembrei de Jorge e Marcos. Fiquei chocada ao ler que ele está em perigo de extinção.
Eu sou boba, uma água-viva me lembrou do Filme 7 Pounds com Will Smith e os olhos encheram de lágrimas.
Essa aqui é toda cuti-cuti, mas estava sozinha com seus irmãos, e nem é perigosa para os humanos :-[
O Aquário de Berlim é especialista em reprodução de água-vivas.
E o cavalo-marinho estava grávido rsrsrs
Os terrários também sao interessantes. Esse é aquele lagarto australiano que tem uma espécie de gola tudor no pescoço. Fiquei um tempo para ver se ele mostrava a gola para mim e nada. E viva a internet, o nome é Chlamydosaurus kingii ou lagarto-de-gola.
Na saída, vimos que o tempo tinha melhorado. Clara olhou e logo sugeriu: Vamos subir na fonte, papai? E o pai vai fazer vontade.
Estas bicicletas estão por toda cidade. Você aluga, usa e paga o tempo usado, depois é só deixar em uma das estações de retorno.
E sim, Berlim é a cidade dos ursos. Esses ursos coloridos estão em todas as partes. Ela ficou com medo de sua própria coragem.Subiu para tirar foto e gritou pelo pai :-(
Por enquanto é só pessoal, amanha tem mais.
Eu achei a arquitetura bem interessante:
À noite meus sogros voltaram para o 'Vale do Ruhr' e nós nos acomodamos, desfizemos as malas, comemos um lanche no apto e fomos dormir cedo.
O dia seguinte amanheceu chuvoso, o que não impediu Clara de visitar o parquinho favorito dela. Ela chama de "o parquinho do trampolim". E lá fomos nós, enquanto o papai lia o jornal em paz.
Depois de brincar bastante no parquinho e correr da chuva que alagou a cidade, fomos ao "Aquário" de Berlim.
Gente, eu vi peixes brasileiros, que eu só conhecia de livros. Esses aqui são transparentes, vê-se o esqueleto.
Isso é uma enguia elétrica, do Amazonas! Ela é enorme, o resto do corpo está escondido numa toca.
Clara ficou fascinada, vendo os tubarões, peixes-palhaços e piranhas.
Olha o tubarão, mamãe! Daí ela canta um pedacinho da música de B. Brecht, Mack the Knife: o tubarão tem dentes e os carrega na face. E Mack tem uma faca e a carrega escondia... em alemão, pois eu nunca achei essa música em português, a versão Navalhada no you tube não condiz com a letra original. Na verdade, eu parei de procurar depois que visitei a casa de Brecht e fiquei horrorizada com a posição dele em relação aos protestos de 17. de Junho de 1953 na Alemanha Oriental. O cara apoiou totalmente a repressão do estado totalitário da DDR. Seja socialista, mas seja consciente dos direitos humanos, não seja cego como o tão criticado capitalismo.
Olha as piranhas de olho no lanche de Clara...
Esse peixe aí atrás, deitado no fundo no áquario é um Arapaima ou Pirarucu - lembrei de Jorge e Marcos. Fiquei chocada ao ler que ele está em perigo de extinção.
Eu sou boba, uma água-viva me lembrou do Filme 7 Pounds com Will Smith e os olhos encheram de lágrimas.
Essa aqui é toda cuti-cuti, mas estava sozinha com seus irmãos, e nem é perigosa para os humanos :-[
O Aquário de Berlim é especialista em reprodução de água-vivas.
E o cavalo-marinho estava grávido rsrsrs
Os terrários também sao interessantes. Esse é aquele lagarto australiano que tem uma espécie de gola tudor no pescoço. Fiquei um tempo para ver se ele mostrava a gola para mim e nada. E viva a internet, o nome é Chlamydosaurus kingii ou lagarto-de-gola.
Na saída, vimos que o tempo tinha melhorado. Clara olhou e logo sugeriu: Vamos subir na fonte, papai? E o pai vai fazer vontade.
Estas bicicletas estão por toda cidade. Você aluga, usa e paga o tempo usado, depois é só deixar em uma das estações de retorno.
E sim, Berlim é a cidade dos ursos. Esses ursos coloridos estão em todas as partes. Ela ficou com medo de sua própria coragem.Subiu para tirar foto e gritou pelo pai :-(
Por enquanto é só pessoal, amanha tem mais.
08 agosto 2011
férias 2011 parte I
Os dois últimos invernos foram pesados, frios, com muita neve e gelo. Já comentei muito sobre o inverno passado, sobre minha rua atolada de neve, sobre escorregar na porta de casa ao sair cedo para o trabalho e sobre o frio cortante que passamos por aqui. Caso contrário, agora falei. E como gelo é mesmo água em estado sólido, no momento em que ele passa da fase sólida para líquida, a água tende a permear toda a matéria. Esta mesma água, que é tao importante para nossa vida, passa a fazer algo horrível em termos de construção civil: ela infiltra tudo. Se existir um termo mais apropriado, me iluminem - tá Dra. M. e meus irmãos engenheiros?
E assim durante anos e anos nossa escada na porta de entrada foi infiltrada pela água, antes neve, chegando ao estado atual de deterioramento. Pesquisa daqui, procura dali, cotações feitas, marido e eu conseguimos entrar num comum acordo sobre material e aparência e o dinheiro, que seria das nossas férias de verão, se transformará em uma nova escada de entrada.
Por isso optamos por ficar uns dias em Berlim, já que temos hospedagem gratuita por lá. Minha sogra vem de Berlim e meus sogros dividem seu tempo hoje entre duas cidades. Eles tem em Berlim um apartamento bem arrumado e equipado, super localizado, num bairro bem central e ao mesmo tempo pacato, quieto, com jeito de cidade do interior, porém com toda a infra-estrutura de uma mega cidade.
Berlim é maravilhosa. As opções de lazer são inúmeras e mesmo com a chuva, que resolveu inundar nossas férias, nós quase não paramos em casa. E olhando as fotos, tivemos até alguns dias de sol rsrsrs.
Nossa viagem teve inicio em Goslar, quase a 2/3 do caminho de Aachen à Berlim. Goslar é tombada pela UNESCO. Imaginem uma cidade é linda, cheia daquelas casas em enxaimel. Ficamos num hotel simpático, simples, com aparência de chique, na praça central da cidade.
Perto de Goslar fica a montanha "Brocken", que é o ponto mais alto da Alemanha do Norte. Eu só conhecia a tal montanha da TV, que é famosa por ser muito fria brrrrrrr. Havia lá um ponto de escuta na época da "cortina de ferro". Subimos com um trem de ferro antigo, num passeio bem pitoresco. Lá em cima o vento estava frio, cortante e meu xale serviu de abrigo para Clara, que congelou, apesar de vestir suéter, casaquinho de fleece e casaco.
Eu comprei um boné, caro e feio para me proteger do vento, pois eu estava congelando também.


Oi nóis no trem.
A placa na estação de trem confirma que chegamos ao Brocken.




Papai e Clara se escondendo do vento.
Nossa meta está mais perto :-)
Sem palavras para expressar a dor que sinto quando penso nos que estão sofrendo depois da tragédia norueguesa.
O termômetro mostra 10°C positivos, mas o vento dava a sensação térmica de -5°C.
Do Brocken fomos passear por Ilsenburg, que também é muito pitoresca.
Clara pedindo para o pai pagar pedágio de beijo antes de atravessar a ponte.
Em todo lugar vê-se um brinquedo ou parquinho para as crianças.
O charme das flores nas janelas, dá para ficar com torcicolo de tanto olhar para cima.
E para completar, uma raposa, assim pertinho da estrada, tomando sol.
Vamos comer algo na varanda do hotel, mamãe?
E daqui partimos rumo à Berlim.
E desculpem as fotos, minha máquina deu tilt, o sensor está sujo e ela ficou meio louca, sem reconhecer as lentes, abertura, tempo de iluminação, etc, mesmo assim tirei algumas fotos como recordação da viagem.
E assim durante anos e anos nossa escada na porta de entrada foi infiltrada pela água, antes neve, chegando ao estado atual de deterioramento. Pesquisa daqui, procura dali, cotações feitas, marido e eu conseguimos entrar num comum acordo sobre material e aparência e o dinheiro, que seria das nossas férias de verão, se transformará em uma nova escada de entrada.
Por isso optamos por ficar uns dias em Berlim, já que temos hospedagem gratuita por lá. Minha sogra vem de Berlim e meus sogros dividem seu tempo hoje entre duas cidades. Eles tem em Berlim um apartamento bem arrumado e equipado, super localizado, num bairro bem central e ao mesmo tempo pacato, quieto, com jeito de cidade do interior, porém com toda a infra-estrutura de uma mega cidade.
Berlim é maravilhosa. As opções de lazer são inúmeras e mesmo com a chuva, que resolveu inundar nossas férias, nós quase não paramos em casa. E olhando as fotos, tivemos até alguns dias de sol rsrsrs.
Nossa viagem teve inicio em Goslar, quase a 2/3 do caminho de Aachen à Berlim. Goslar é tombada pela UNESCO. Imaginem uma cidade é linda, cheia daquelas casas em enxaimel. Ficamos num hotel simpático, simples, com aparência de chique, na praça central da cidade.
Perto de Goslar fica a montanha "Brocken", que é o ponto mais alto da Alemanha do Norte. Eu só conhecia a tal montanha da TV, que é famosa por ser muito fria brrrrrrr. Havia lá um ponto de escuta na época da "cortina de ferro". Subimos com um trem de ferro antigo, num passeio bem pitoresco. Lá em cima o vento estava frio, cortante e meu xale serviu de abrigo para Clara, que congelou, apesar de vestir suéter, casaquinho de fleece e casaco.
Eu comprei um boné, caro e feio para me proteger do vento, pois eu estava congelando também.
Antigo ponto de escuta
O trem de ferro quando vem de Pern... ops, errei de lugar rsrsrs
Oi nóis no trem.
A placa na estação de trem confirma que chegamos ao Brocken.
A região é famosa por suas bruxas - cheguei ao lugar certo, né? Agora sim, está confirmado!
O matemático Gauss usou a montanha durante seu trabalho como geógrafo na região
Minha amiga Preta está longe rsrs
Papai e Clara se escondendo do vento.
Nossa meta está mais perto :-)
Sem palavras para expressar a dor que sinto quando penso nos que estão sofrendo depois da tragédia norueguesa.
O termômetro mostra 10°C positivos, mas o vento dava a sensação térmica de -5°C.
Do Brocken fomos passear por Ilsenburg, que também é muito pitoresca.
Clara pedindo para o pai pagar pedágio de beijo antes de atravessar a ponte.
Em todo lugar vê-se um brinquedo ou parquinho para as crianças.
O charme das flores nas janelas, dá para ficar com torcicolo de tanto olhar para cima.
E para completar, uma raposa, assim pertinho da estrada, tomando sol.
Vamos comer algo na varanda do hotel, mamãe?
E daqui partimos rumo à Berlim.
E desculpem as fotos, minha máquina deu tilt, o sensor está sujo e ela ficou meio louca, sem reconhecer as lentes, abertura, tempo de iluminação, etc, mesmo assim tirei algumas fotos como recordação da viagem.
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