27 junho 2012

Preparando

Hoje ficamos em casa. Aproveitei para fazer umas artes para o aniversario de Clara.

Ela me ajudou muito. Se você quer ver seu filho orgulhoso de algo feito por ele, esqueça a perfeição. As coisas ficam lindas por ter a participação deles.

O layout do chocolate eu fiz no adobe Ilustrator. Preciso ainda aprender a lidar com esse programa. As flores com as forminhas, que vão ser recheadas de jelly beans, são da Martha Stewart. Eu só mudei a cor e coloquei uns pois. E os cartões para canudos eu tirei da net e esqueci de anotar a fonte. Usamos tesouras de picotar para recortar.

Enfim, um dia tranquilo e proveitoso, para uma loirinha, que não estava bem do estômago.

Agora vamos ver o jogo Portugal x Espanha.

26 junho 2012

Doce

Em setembro de 2011 eu ganhei uma muda de framboesa. Aqui é mato, cresce, espalha a rama e dá de maio a novembro, se não fizer muito frio. Eu acho framboesa uma fruta estranha, que é famosa e apreciada por muitos, porém eu não vejo graça. Acho que é uma fruta tipicamente européia, tem muito cheiro, mas não é doce, apesar de enfeitar bem. Fica linda na tortinha, encanta qualquer chocolate e dá um tom feminino à mesa.

Minha irmã diz o mesmo do jambo, que por sinal adoro! É. Bonito, mas sem graça. Existem homens assim também, minha mãe sempre recomendou ficar longe deles.

Uma fruta que me conquistou por aqui foi o Kiwi amarelo. Taí, gamei. E Clara, que não gostava de Kiwi, apaixonou-se.

E se por acaso já tiver no Brasil, não me ofereça, eu continuo preferindo pinha a todas as outras.

25 junho 2012

Da saudade e da esperança

Há algum tempo, no verão de 2011 para ser mais exata, uma conhecida perguntou se eu indicaria um mastologista (especialista em mamas, aqui chama de Senologist) aqui em Aachen. Fiquei surpresa pois ela é medica, e mesmo sendo da área de cardiologia, ela trabalha no melhor hospital da região. Conversamos sobre os dois centros especializados em câncer de mama aqui na cidade e sobre a importância de tocar-se todos os dias.

A indicação era para uma outra pessoa, mas ela não citou nome.

Lembrei de Ana, uma amiga que partiu levada pelo câncer de mama. E de Elke, minha ex-colega de trabalho, que teve a sorte de cair nas mãos de bons médicos e está hoje em remissão, depois de quimioterapia e duas operações. Lembrei de Edite, amiga de minha mãe, que foi embora muito rápido depois do diagnostico.

E daí eu esqueci da pergunta feita. E foi um grande choque saber sexta passada, quase um ano depois, para quem era o conselho. J., uma mãe forte, com dois filhos pequenos e um marido maravilhoso, que está lutando e pelo jeito vencendo a batalha.

J. descobriu o tumor tomando banho. Ela faz quimioterapia desde 2011. Vai operar agora. E estava conosco, dois dias depois de sua última quimio, assistindo o jogo da Alemanha - que foi bom, mas não tão emocionante quanto Itália x Inglaterra.

E eu pude ver em J. uma força interior muito forte e a esperança de muitos anos por vir.