16 dezembro 2010
presetinho antecipado
Estou cansada, por isso só as fotos da felicidade de Clarinha ao abrir o pacote da Bi.
Querida, mais uma vez muito obrigada pelo carinho, por pensar em nós e por nos enviar tantas coisas. Espero poder te encontrar para te dar um monte de abracos e agradecer pessoalmente por tudo.
Um beijo
Marcia
15 dezembro 2010
dia 1
Hoje eu trabalhei num instituto de pesquisa do Estado, que chamarei a partir de agora de "O Instituto". Fui contratada como gerente administrativa, meio-período. O contrato é temporário com opção de ser efetivada dentro de alguns meses.
Tive que seguir um caminho, que pareceu-me traçado por uma força superior. Mas deixa eu contar os detalhes, senta que lá vem estória.
Eu estava oficialmente desempregada desde 5 de julho deste ano. A firma, para a qual trabalhei quase 8 anos, me pôs no olho da rua sem justa causa, então ameacei entrar na justiça e fizemos um acordo. É, a estória se repete mundo afora e para quem reside na Alemanha, eu sugiro fechar um seguro que pague advogado trabalhista.
Como "desempregada" estive à mercê da "Agentur für Arbeit" (AA) - uma espécie de Secretária do Trabalho. A AA faz a mediação entre empregador e futuro-empregado. Recebi da AA a notícia de que O Instituto procurava alguém com minha qualificação. Mas daí que eu impliquei com o nome do Instituto, com a área de pesquisa, com a localização, com o salário, com o fato de trabalhar para o Estado, enfim impliquei sem motivo algum, mas mesmo assim mandei meu currículo, impresso em casa, numa impressora velha, num papel barato, numa pastinha de plástico bem peba e depois de 2 meses recebi uma carta informando, que eu estava no processo final de seleção. Pasmei.
Depois de mais 30 dias recebi uma carta-convite para uma entrevista em Janeiro de 2011. Liguei para dizer que não estarei aqui em janeiro. *NOVIDADE*EXTRA*EXTRA***Estarei na Bahia****** E ouvi que a entrevista era em novembro, eles erraram a data. Vesti o blazer mais feio que estava no armário, não caprichei na maquiagem, nem no cabelo, fui de bota e óculos e surprise, surprise, fui recebida de braços abertos por uma equipe muito legal, leve e sorridente. Falei que iria ficar quase 6 semanas no Brasil e pensei que seria descartada.
No mesmo dia recebi um email confirmando que eu tinha sido escolhida. Joguei pôquer com um outro emprego, que eu queria muito, na Universidade de Aachen (ah, por acaso também um órgão público - óh céus). Protelei a escolha e no final a Universidade não poderia me dar férias em janeiro, mesmo não-remuneradas. Falei com uma amiga iluminada e ela me disse: Pense no que o destino está lhe dizendo. E o destino parecia estar iluminando o caminho para o Instituto com letras em neon, cintilantes, gigantes. Daí eu liguei para o Instituto e aceitei. Sem conversar sobre horário de trabalho, gratificações, férias, etc e sem saber exatamente o que eu iria fazer.
E hoje eu fui muito bem recebida e estou eufórica. Tinha uma salinha toda arrumadinha, com um PC e um mega monitor, plantas e chocolatinho me esperando. Os funcionários fizeram um café da manhã natalino com direto a amigo-oculto-trash. Ou seja ninguém sabia de quem eram os presentes, teria que ser algo inútil, talvez um presente que a pessoa ganhou e não gostou e a chefe organizou um presente para mim também. Ganhei um soldado de zinco, perceberam a falta do diminutivo? O soldado mede uns 20 cm de altura e pesa bastante, dá pra matar alguém com ele rsrsrs. O chefe de IT perguntou se eu queria um outro monitor, outro PC, outro telefone, outro mouse ou qualquer outra coisa, assim sem a mínima burocracia. Eu posso organizar meu horário de trabalho e se eu quiser posso trabalhar só 3 ou 4 dias na semana. O Instituto fica no centro e de ônibus eu chego dentro de 20 minutos. Ah, e eles se tratam por prenome, mesmo o chefão, professor-doctor de tal, é tratado por seu prenome. E o melhor de tudo, minha chefe trabalha numa outra cidade.
A coisa está realmente promissora e espero que continue assim.
Tive que seguir um caminho, que pareceu-me traçado por uma força superior. Mas deixa eu contar os detalhes, senta que lá vem estória.
Eu estava oficialmente desempregada desde 5 de julho deste ano. A firma, para a qual trabalhei quase 8 anos, me pôs no olho da rua sem justa causa, então ameacei entrar na justiça e fizemos um acordo. É, a estória se repete mundo afora e para quem reside na Alemanha, eu sugiro fechar um seguro que pague advogado trabalhista.
Como "desempregada" estive à mercê da "Agentur für Arbeit" (AA) - uma espécie de Secretária do Trabalho. A AA faz a mediação entre empregador e futuro-empregado. Recebi da AA a notícia de que O Instituto procurava alguém com minha qualificação. Mas daí que eu impliquei com o nome do Instituto, com a área de pesquisa, com a localização, com o salário, com o fato de trabalhar para o Estado, enfim impliquei sem motivo algum, mas mesmo assim mandei meu currículo, impresso em casa, numa impressora velha, num papel barato, numa pastinha de plástico bem peba e depois de 2 meses recebi uma carta informando, que eu estava no processo final de seleção. Pasmei.
Depois de mais 30 dias recebi uma carta-convite para uma entrevista em Janeiro de 2011. Liguei para dizer que não estarei aqui em janeiro. *NOVIDADE*EXTRA*EXTRA***Estarei na Bahia****** E ouvi que a entrevista era em novembro, eles erraram a data. Vesti o blazer mais feio que estava no armário, não caprichei na maquiagem, nem no cabelo, fui de bota e óculos e surprise, surprise, fui recebida de braços abertos por uma equipe muito legal, leve e sorridente. Falei que iria ficar quase 6 semanas no Brasil e pensei que seria descartada.
No mesmo dia recebi um email confirmando que eu tinha sido escolhida. Joguei pôquer com um outro emprego, que eu queria muito, na Universidade de Aachen (ah, por acaso também um órgão público - óh céus). Protelei a escolha e no final a Universidade não poderia me dar férias em janeiro, mesmo não-remuneradas. Falei com uma amiga iluminada e ela me disse: Pense no que o destino está lhe dizendo. E o destino parecia estar iluminando o caminho para o Instituto com letras em neon, cintilantes, gigantes. Daí eu liguei para o Instituto e aceitei. Sem conversar sobre horário de trabalho, gratificações, férias, etc e sem saber exatamente o que eu iria fazer.
E hoje eu fui muito bem recebida e estou eufórica. Tinha uma salinha toda arrumadinha, com um PC e um mega monitor, plantas e chocolatinho me esperando. Os funcionários fizeram um café da manhã natalino com direto a amigo-oculto-trash. Ou seja ninguém sabia de quem eram os presentes, teria que ser algo inútil, talvez um presente que a pessoa ganhou e não gostou e a chefe organizou um presente para mim também. Ganhei um soldado de zinco, perceberam a falta do diminutivo? O soldado mede uns 20 cm de altura e pesa bastante, dá pra matar alguém com ele rsrsrs. O chefe de IT perguntou se eu queria um outro monitor, outro PC, outro telefone, outro mouse ou qualquer outra coisa, assim sem a mínima burocracia. Eu posso organizar meu horário de trabalho e se eu quiser posso trabalhar só 3 ou 4 dias na semana. O Instituto fica no centro e de ônibus eu chego dentro de 20 minutos. Ah, e eles se tratam por prenome, mesmo o chefão, professor-doctor de tal, é tratado por seu prenome. E o melhor de tudo, minha chefe trabalha numa outra cidade.
A coisa está realmente promissora e espero que continue assim.
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