As crianças fazem aquilo que vivem, aquilo que veem, aquilo que passamos adiante.
E isso pode ser muito bom, pois assim podemos passar adiante noções de amor, de carinho e de respeito. Além de iniciá-las em bons hábitos.
Eu quase morri de rir quando Clara pediu:
Mamãe, a Tala té fio dental também. (ela diz T em vem de C com som de K)
Dei um pedaço e falei, espere aí que mamãe vai pegar a máquina, pois se eu contar, ninguém vai acreditar.
Claro que ela ficou brincando por um longo tempo com o fio dental, porém à noite antes de ir para cama ela pediu: fio dental, papai, por favor. E o pai ficou sem crer no que ouviu.
Eu espero estar passando adiante bons valores. Não consigo entender certas coisas que acontecem neste mundo, como o massacre que aconteceu aqui no sul do país, nem o seqüestro do avião aí no Brasil. Nem mesmo os pequenos loucos que cruzam meu caminho:
Hoje eu estava voltando de um supermercado, que fica um pouco longe daqui de casa - fui comprar peixe pois amanhã teremos visitas ilustres aqui em casa, e na rotatória antes de pegar a auto-estrada, um cara me ultrapassou. Fiquei boquiaberta com aquilo, pois eu estava indo na velocidade limite (meu pé é pesado lol ) e um pouco adiante, no cruzamento antes da auto-estrada, havia um sinal, que estava vermelho. Dava para ver da rotatória que o sinal estava vermelho. O cara me ultrapassou num lugar proibido e perigoso para ficar parado no sinal! Porque tanta pressa? Porque tanta falta de respeito? Porque arriscar tanto por tão pouco?
Parei atrás dele e quando vi que ele me olhava pelo retrovisor, soltei beijinhos e dei tchau. Meu comportamento com todos esses loucos é rir, soltar beijos e dar tchau. Eles, até hoje sempre foram ELES, devem pensar que eu sou louca. Não sei se muda algo, pois eu sou um pouquinho louca sim. Mas sei o valor da minha vida.
Como disse Oscar Wilde: Tem gente que sabe o preço de tudo, sem saber o valor de nada. (tradução minha)