Terças e quintas tem feira no centro da cidade. Na quinta ao passar numa banca vi um saco com couve-de-bruxelas orgânicas. Comprei e fiquei pensando no que fazer com elas.
Algumas eu limpei, cortei e coloquei nas verduras de Clara. Outras eu refoguei com alho e cebola para comer com bifes. E mesmo assim restavam muitas na geladeira.
Descongelei uma massa de empada. Forrei uma forma de quiche, assei por 10 minutos e reservei.
Entrementes lavei, limpei e cortei os repolhinhos ao meio. Descasquei e piquei alho e cebola. Juntei um bom pedaço de gengibre fresco, descascado e picado miudinho. Refoguei tudo em azeite por 3 minutos. Temperei com sal e pimenta do reino. Juntei 500 ml de caldo de verdura e vinho branco (50-50), deixei ferver por 5 minutos. Retirei os repolhinhos e deixei ferver um pouco mais. Depois coloquei 1 colher de sobremesa de amido além de 100 g de parmesão, fazendo um molho espesso.
Misturei tudo, acertei o sal e a pimenta, coloquei sobre a massa de quiche, polvilhei com um pouco mais de queijo e assei por uns 15 minutos a 180°C.
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Sobrou um pouco de massa, por isso eu fiz uma porção única numa forma de silicone de Clara (viu tia Sandra, já está sendo usada!).
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Clara não come os repolhinhos. Mas eu cozinho com outras coisas, que é para ela acostumar-se com o sabor. Ela acha bonitinho, coloca na boca e tira.
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Minha filha é nordestina mesmo. Ela gosta de mingau (tin-gau) de tapioca com leite de côco. Eu sempre misturo tapioca com aveia, germe de aveia, milho ou trigo integral e uso rapadura ou similar para adoçar.
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Novas palavras: tá quente (pegou no aquecedor e disse isso ontem!), me-ni-na, a-bi-ão subiu, ca-ssa (casa), um-ni-no (menino), quer peito (isso ela fala bem claro!), papai ta-a-lha (trabalhar), tá suzu (sujo), bumbum, tarro (carro), tuco (suco), pra-to
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