29 março 2008

Festa da cumieira tem no Brasil também. Pelo menos na Bahia tem, eu fui na festa do prédio onde meu cunhado mora. Foi uma bela feijoada, regada a cerveja, guaraná e pagode. Estavam lá os peões, engenheiros e os novos moradores.

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Acharam dioxina na mozzarela italiana. Dioxina, um veneno potente, que pode causar vários tipos de câncer e spina bífida, dentre outras doenças.

Como é que a dioxina foi parar na muzzarella? Ah, bem simples, a Camorra, ou seja a máfia vem há várias décadas depositando lixo tóxico em áreas onde os búfalos pastam.

Apesar do problema do lixo nas ruas de Nápoles estar na mídia, esse lixo que contém dioxina é outro lixo. É lixo tóxico mesmo, vindo de indústrias e cujo tratamento é muito caro.

A Camorra faz contratos com empresas poluentes, recolhem o lixo tóxico e simplesmente o enterram por aí, contaminando a água, o solo e o ar.

Legal né? Dá vontade de virar terrorista e sair matando um monte de gente irresponsável numa hora dessas.

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Think global, buy local! Apesar de isso estar cada vez mais difícil!


Esse aqui é made in Indonésia:

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Voltando ao queijo... leite, iogurte e vários queijos que consumimos aqui em casa, eu compro no Michaelshof, eles fazem queijos maravilhosos. Bem na fronteira entre Alemanha e Holanda, num lugar lindo, estão 30 vaquinhas, felizes, com chifres (sabia que eles tiram os chifres das vacas leiteiras, algo bastante doloroso para os animais!), que dão bastante leite com mais de 3,7% de gordura. Eles vendem leite não pasteurizado, ótimo para fazer doce de leite! Ah, o preço alto, pensam algumas pessoas. Um litro de leite orgânico, pasteurizado, com teor natural de gordura custa 1,25 €.

28 março 2008

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumieira...
Tom Jobim

Hoje nós fomos a uma festa da cumieira. Minha vizinha da frente está construindo uma casa enorme numa rua pertinho daqui.

A tradição alemã é colocar uma coroa no cume do telhado, que só foi construído e ainda não está coberto de telhas. O chefe dos carpinteiros faz um discurso agradecendo aos arquitetos e donos-da-casa e pedindo a Deus que abençoe aquele novo lar. O discurso é acompanhado de uma cachacinha, que ele bebe e depois joga o copo no chão.



Não tirei fotos de dentro, pois estava muito escuro. Eles fecharam as aberturas com um plástico cinza, colocaram aquecedores (mas mesmo assim estava muito frio), serviram "goulasch suppe" com pães, salsichas, além de bolos e várias bebidas - enfoque várias bebidas! Como esse povo bebe, viu!

Ah, a festa da cumieira aqui é feita normalmente no horário de trabalho, pois é uma forma de agradecer a quem está trabalhando na obra. Hoje em dia amigos, vizinhos antigos e novos também são convidados. Não é necessário levar presente, mas quem quiser pode levar algo para beber ou algo para o jardim ou para a decoração.

Me alegro por eles, mas sentirei muita falta!

27 março 2008

Morar na fronteira entre 3 países tem suas vantagens. Volta e meia você vai a um país vizinho comprar algo e é como se você estivesse de férias.

Quando minha mãe estava aqui ela enlouquecia quando eu dizia: Mãe, vamos alí na Holanda comprar umas coisas. Mãe, vamos ali no Carrefour, é pertinho, na Bélgica. No inicio ela me olhava de soslaio, mas depois ela acostumou. Pois o fato de ser um país diferente não implica em ser um país distante.

Dani G. nos convidou para um brechó na casa dela, que é pertinho daqui, ali na Bélgica. Quando eu digo pertinho refiro-me a mais ou menos 1 hora de carro, ou cerca de 140 Km. 'magina, se do aeroporto de Salvador até a casa de minha irmã sao 30 minutos, 1 hora até a casa de Dani é um pulo, diria minha mamãe.

Fomos e nos divertimos muito. Clara já está sentada numa cadeirinha maior e olhando para frente. As viagens de carro estão mais praseirosas. Fomos sem escalas, nem precisamos parar na ida.

Já na volta, ela começou a fazer escândalo quando estávamos atravessando uma ponte após uns 20 minutos que estávamos na estrada. Ela chorou muito e alto, chegando a soluçar em poucos minutos. Eu tive de sair da auto-estrada na 1a saída que me apareceu. Estacionei o carro num lugar meio esquisito, peguei-a no colo e ela estava ofegante. Acalmei-a e ela se pôs a mamar. Era fome, coitadinha. Mamou e logo depois dormiu, voltamos tranqüilas e ela dormiu até chegar em casa.

Chovia muito e uma pedra atingiu o para-brisa do carro. Hoje pela manhã é que eu vi o estrago. Terei que trocá-lo. Mas isso será assunto para um outro posting.

Clara, folgada, brincando, enquanto a mãe arrumava uma bolsa com seus apetrechos.


Será que ela gosta de mim de verdade ou quer somente meus brinquedos?


Duas Marcias e os quitutes preparados por Dani G:


Tacacá, tucupi n-a-d-a disso! "Pain americain" é o forte do norte brasileiro:


Troquei umas coisas, vendi outras, ri muito, conversei bastante, enfim, tive uma tarde muito gostosa, que pede mais uma. Obrigada Dani!

26 março 2008

Fomos à Düsseldorf fazer umas compras. Já tinhámos decidido comprar uma estante de livros num lugar bem legal chamado Holz Connection. Eles fabricam móveis bem transados e relativamente baratos.

Aproveitamos e fomos a uma das muitas galerias da cidade.

Loja de roupas... passei direto, uma vitrine horrorosa

máquinas fotográficas... entrei para ver o que há de novo no mercado, só por curiosidade

lingerie... olhei a vitrine e me arrepiei com os precinhos nada camaradas

perfumaria... passei batida por causa de Clara

mas daí vejo isso e só se eu fosse cega ou tola para passar batida:





A perdição do mundo inteiro em forma de chocolates, bombons, ganaches, hot spoons, para todos os gostos e prazeres. Oh delícia!

24 março 2008

Amorzinho, vamos aproveitar o feriado para encontrar uns amigos? Que tal convidar F. e C. para jantar conosco, eles vão se mudar mês que vem, seria legal tê-los aqui em casa antes.

OK, a tradução disso é: Marcia, ligue para C., marque um jantar com eles, faça as compras, prepare a comida, decore a casa e arrume a mesa, já que eu estarei fora a semana interinha.

Poucos dias antes dele viajar ouvi a sugestão: Querida, porque você não prepara uma moqueca, já que nosso jantar com F. e C. será na sexta-feira; ela é católica praticante, sabe?





OK penso eu, moqueca baiana é uma coisa legal. É um prato bem simples, gostoso e prático, porém exótico aqui nestas terras. Você prepara e é só colocar para cozer quando os convidados chegarem. Em 20 minutos está pronto e vai à mesa na panela do cozimento - se você coloca numa panela bonita, é óbvio.

Preciso comprar uma de pedra, é bem mais bonita e decorativa!

Mas daí me surge a idéia de preparar caruru, vatapá e moqueca, para lembrar de casa, para suspender o astral, para esquentar por dentro. Nossa, nevou mais durante a Páscoa do que no inverno inteiro!

E enquanto tudo era preparado, Clarinha brincava na cadeirinha.

Claro que eu tinha segundas intenções! Pensei que eles não iriam gostar muito dos acompanhamentos e ficariam só na moqueca de camarão com arroz e farofa. Se isso acontecesse, eu teria umas duas porções de caruru e vatapá para congelar e comer depois da Páscoa, quando o marido estivesse fora.

De sobremesa fiz um mousse leve de manga com queijo fresco e servi com raspas de coco fresco levemente caramelizadas com açúcar mascavo.

Ficou só na intenção. Eles adoraram tudo! Comeram vatapá e caruru, moqueca, molho de pimenta e repetiram várias vezes. Nem farofa sobrou. F. só repetia: Nossa, que comida maravilhosa. Precisamos das receitas. Marcia, você precisa nos ensinar a fazer isso. Que delícias. Uhm, adorei esse "ka-rru-ru".

Claro que meu orgulho de cozinheira ficou cheio da bola, mas Clarinha ficou assim ó: