30 maio 2008



Estou indo dormir. Minha última noite com um 3 na frente.

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Ah, isso é uma vaquinha, claro que poderia ter proveniência francesa, mas foi minha querida e amada sogra que deu pra neta mais nova.

29 maio 2008

Há algumas semanas eu estava de saída com Clara. Tinha pensado em colocá-la no carrinho e ir comprar aspargos numa barraquinha perto daqui de casa.

Ao fechar a porta, lembrei que o carrinho dela estava na mala do carro. A cadeirinha do carro estava no carro de meu marido. A preguiça ou comodismo me levaram a colocá-la dentro da mala, aberta é claro, enquanto eu armava o carrinho. Ela até então não ficava em pé, o que me dava liberdade suficiente de abrir a parte inferior e montar a parte superior! O carrinho é ótimo, mas é um trambolho e, sem estar desmontado, não cabe na mala do meu carro.

Bem, quando terminei de montar o carrinho, percebi que alguém me olhava. Do outro lado da rua uma mãe com seu respectivo filho, que estava aconchegado num carrinho igual ao de Clara, ria. Falei com ela, ri, me apresentei, apresentei Clara e por isso ficou.

Umas semanas depois ela passou na porta de minha casa e eu estava do lado de fora. Ficamos conversando, trocamos telefone e marcamos um café. Hoje ela passou aqui em casa com o filho (7 meses e meio). Conversa vai, conversa vem, ela me perguntou:

- Onde vocês moravam antes?
"Perto do supermercado Hit, conhece?"
- Claro, eu morava naquele bairro antes de casar. Em que lugar exatamente.
"Na rua anterior."
- Ah, perto do campo de futebol? "Sim, exatamente em frente."
- Eu tenho uma amiga, que morou naquela casa branca. "Nós também morávamos naquela casa branca."
- Ela comprou uma casa em A. e teve mais um filho.
"Ah, a Anna. Nós alugamos o apartamento dela."

Conversa vai, conversa vem, eu comento em português com Clara:
"Clara, você hoje já brincou com diversas crianças, Till, Lynn."
Ao que ela me diz: Meu filho tem uma amiguinha chamada Lynn.
Eu perguntei: Mas não é filha de F., é?
Ela: É, da F.L. sim.
Eu: É minha colega de trabalho.

Quantas voltas o mundo dá?

28 maio 2008

No blog "Faça a sua parte" está havendo um debate sobre meio-ambiente, com post interessantíssimos, passem lá para ver.

Eu estava passeando com Clara pelo meu bairro, quando vi essa planta aqui:



De longe eu pensei, nossa que folhas enormes, que planta linda. E logo depois ouvi todos os alarmes soando no meu cérebro: Sai de perto, Marcia! Isso é um Riesenbärenklau, Heracleum mantegazzianum, giant hogweg, branca-ursina gigante, planta invasora, originária da Rússia, altamente tóxica! O contato com qualquer parte desta planta e depois exposição ao sol causa queimaduras terríveis. Em dias quentes basta você estar perto da planta para ter problemas respiratórios. Pessoas sensíveis reagem sem calor e sem luz solar!

Mandei um email ontem para a Secretaria de Meio-Ambiente da cidade, com a foto anexada, informando onde vi tal planta. Hoje pela manhã recebi uma resposta informando que uma equipe irá ao local retirar a planta e queimá-la. Haverá um monitoramento do local, pois se não a tirarem direito, ela brotará outra vez.

Flora invasora é um problema sério!
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Ontem me aconteceu uma coisa inédita.

Quando estive em Salvador com Clara, as pessoas olhavam para mim, olhavam para Clara e tornavam a olhar para mim como se estivessem se perguntando: ela é a mãe ou a babá.

Eu estava parada esperando o sinal abrir, Clara bem acomodada, cochilando no carrinho, quando um homem parou ao meu lado e falou:

Como foi que a Senhora conseguiu este bebê?

Fiquei surpresa e falei: Desculpe, não lhe ouvi. Ao que ele retrucou:
A Senhora é morena, eu sou louro, minha mulher é loura e meus filhos são todos morenos, como é que a Senhora conseguiu fazer este bebê louro assim?

Eu quase morri de rir. O sinal abriu e ele continuou falando: Minha mulher ficaria louca por uma menina de cachinhos louros. Ela é linda, que Deus a abençoe, boa sorte.

Ela é loura, eu sou morena, mas a gente se entende!
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Faltou colocar maçã na receita da salada!!!!!!!!!! Rabanete, mini nabo, maçã, eu usei Gala!, semente de papoula. Bom apetite!

26 maio 2008

A vida está um turbilhão. Clara está num famoso pico de desenvolvimento. Ela não quer ficar parada, tenta andar, caí o tempo todo e por isso chora, quando chora quer colo, quando está no colo puxa minha blusa e quer peito. Mas é assim a vida, linda, maravilhosa, fatigante e recompensante. Se não fosse assim, eu não teria tanta alegria.

Finalmente o primeiro dente de Clara apontou no horizonte gengival inferior direito! Ela aprendeu a dizer não. Diz Nein e não e balança a cabeça. Eu filmei com o celular, vou tentar postar o vídeo mais tarde.


Desculpem a falta de emails, de fotos, de repostas aos comentários.
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@Claudia: gorduras estão normais. Repetirei o exame daqui a 1 mês, mas a médica acha que foi erro do laboratório.

@Moradora da França, que desejam doar medula: Procure o France Adot mais próximo de você.
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Pérola ouvida na loja de sapatos (não achei um que prestasse, mas fui numa outra loja e comprei um par de tênis, verde-escuro, lindo!) - A avó falando para o filho: Ela (a netinha de 1 ano) tem que parar de chorar e ficar aqui no meu colo, enquanto você olha os sapatos e ponto final!

Eu olhei para o pai e ele me olhou com um olhar de quem queria matar a mãe, deu um sorriso e disse: Ela não precisa chorar à toa. Venha meu bem, vamos olhar juntos.

E a velha, até enxuta, ficou com cara de tacho.
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Conversa com o marido, que chegou em casa depois de pedalar 23 km, num percurso difícil:
Amor, quer salada?

Ele me olha como se eu lhe tivesse torturando e pergunta: Com que? Ovos, atum?

Eu penso na fome dele, mas tenho certeza que o atum não combinará com o que tenho em mente, e digo: Posso colocar atum num prato à parte, ok?

E eis o que preparei:

Rabanetes e mini-nabos orgânicos e super-picantes, ovos orgânicos postos hoje por galinhas felizes, sementes de papoula, queijo-fresco, iogurte natural, óleo de canola, azeite de oliva, um tiquinho de mostarda de Dijon (deliciosa viu Cissa!), flor de sal, pimenta-do-reino moída na hora e folhas de alface. Ficou parecendo uma maionese! O óleo de canola eu usei pouquinho, só pelos ômegas da vida.

Ele olhou, comeu, nem pensou no atum e disse: é, realmente, o atum estragaria o sabor.

Sobremesa: abacaxi e morangos frescos. E eu, escondida, comi ainda um pedacinho de chocolate.