09 maio 2008

Conversa com minha mama hoje:

"Mãezinha, peraê que Clara quer mamar."

- Ela está mamando direito?

e ao fundo eu escuto Conceição perguntar:

Mas Clara ainda mama?

, ao que minha mãe retruca:

_ E só vai parar quando ela quiser, né Marcia?! Lembre-se de que sua irmã amamentou os três por muito mais que 18 meses!

Precisa saber algo mais? Sábia D. Hilda, sábia Dra. Magda.
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Eu adoro estas flores:
Dicentra eximia - será que tem no Brasil?

Para mim elas são o prenúncio da primavera nesta terra. Dizem aqui que a primavera é a estação do amor, a seiva corre, os pássaros brincam e os homens se amam.
Os bichos também!


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Preciso urgentemente de uma camera decente!

08 maio 2008

Ontem à tarde eu fui na casa de uma amiga bater um papo. Enquanto nós tomávamos um café e comíamos melão geladinho,, fresquinho, colhido no Vale do São Franscisco, e nada ecológico, Clara e o filho dela brincavam no terraço. Só depois de algum tempo foi que percebemos que tudo estava cheio de poeira, pois tinham uns homens trabalhando na casa ao lado.

Ela adorou brincar com este carrinho, conhecido na Alemanha por Bob Car.

Ao voltar para casa tomamos banho, vesti-lhe um pijama e deixei-a brincando no quarto. A porta do guarda-roupa estava fechada, mas não totalmente e Clara a abriu e resolveu "arrumar" minhas roupas:



Tenho que deixar, pois faz parte de seu desenvolvimento. Clara, a exploradora! como diria o marido de tia-dinda Sandra. ;-)

Mas o que eu queria deixar registrada foi a pérola que ouvi na casa da amiga acima. Conversa entre as duas mães, Marcia e a amiga, cujo filho tem 7 meses e meio:

Ela me perguntou: _ Marcia, você ainda amamenta?

"Sim, ainda bem, pois agora que ela esteve doente, ela só queria peito e nada mais. Porque?"

- Porque eu estou pensando em parar de amamentar meu filho.

"Ah, é. Mas porque? Você não está mais a fim, ou é pelo que você está escutando de outrem?" - detalhe, a sogra dela estava sentada conosco no terraço, enquanto o sogro podava umas plantas no jardim.

A amiga sem graça, respondeu: _ Eu não sei direito, fico assim pensando.

"Olha, S., a OMS aconselha você a amamentar por no mínimo dois anos."

Sogrita com cara de espanto: Mas nós não estamos na África!

E eu com cara de cínica: "Mas enquanto minha filha não mugir, ela não beberá leite de vaca"

Minha amiga quase morreu de rir. A sogra ficou quieta e nada mais comentou. Claro que eu não sou radical assim. Eu adoro leite, sem ele meu café não é café, meu mingau não é mingau. Gente, eu sou mingauhólica, seja de aveia, tapioca, milho, eu tomo mingau de manhã. E se não tiver mingau, tem müsli, sempre com leite. Mas eu tinha que dar uma resposta meio grossa, pois percebi que era a sogra que estava colocando minhocas na cabeça dessa amiga. Saí de lá pensando que apesar de Clara ter se sujado toda, a visita velheu a pena!

07 maio 2008

Perder é um verbo interessante.

Origina-se do latim "perdere" (tirado do Priberam)

v. tr.,
ser privado de coisa que se possuía; deixar de ter, de gozar; não aproveitar; deixar fugir; dar cabo de; dissipar; destruir; causar a ruína de; conduzir à perdição; corromper; desgraçar; desmerecer; descair no conceito; sofrer dano, quebra ou diminuição de; esquecer-se de; deixar de observar, de seguir, de prestar atenção a; empregar sem proveito (o tempo, o esforço, etc. );

v. int.,
ter prejuízo pecuniário; ser suplantado por um concorrente; ser vencido ao jogo; desmerecer;

v. refl.,
desaparecer; extraviar-se; corromper-se; arruinar-se; desgraçar-se; atrapalhar-se;
ficar absorvido; ficar desnorteado.

a - de vista: ao longe; muito longe; muito vasto, extenso;
deitar a -: arruinar; corromper; desgraçar;
ficar a -: ficar em desvantagem; ficar prejudicado em merecimento;
não as -: não perder a oportunidade de vingar-se ou de tirar compensação ou proveito próprio;
- -se por (alguém): gostar muito (de alguém), ao ponto de se fazer sacrifícios.

Eu não perdi um filho. Eu ganhei um filho, que vive comigo num outro plano sentimental. Fui privada dos meus sonhos, caí num abismo de tristeza e solidão, mas não o perdi. Ele está aqui comigo, guardado em meu coração, que hoje está bem colado, rachado como uma cerâmica em craquelê, mas que já esteve despedaçado de dor e sofrimento.

Às vezes eu olho para Clara e vejo Frederico, imagino como ele teria sido, como teria sorrido, imagino-o fazendo as gracinhas que ela faz. Outras vezes penso nele já grande, completando seus sete anos de vida, vejo-o brincando com sua irmã, reclamando pois ela pegou algum brinquedo seu. É, Frederico faria 7 sete anos em julho deste ano.

Os dias em sua maioria são fáceis de lidar. Carrego comigo a dor da perda dos sonhos, carrego comigo a falta de não ter podido tê-lo por mais tempo comigo. E várias vezes sinto meu coração apertar ao olhar para Clara e pensar em Fê - é assim que eu o chamo, Fê.

Tive a oportunidade de tê-lo comigo durante 36 semanas e infelizmente ele se foi. Claro que cogito se não poderia ter sido diferente, se houvessem diagnosticado o Mal de Leiden e a deficiência de Proteína S antes e eu tivesse feito a profilaxia durante a gravidez; se o hospital fosse mais perto, se, se e se. Mas são tantos os "se"s que é melhor agregar os pensamentos em volta da frase: 'eu tenho um filho num outro plano sentimental', pois do contrário eu ficaria dando voltas e mais voltas ao redor de perguntas sem respostas e meras cogitações, que nada me acrescentam.

Ele se foi um dia depois do nosso casamento. Desci do pico da felicidade para o abismo da solidão. Na hora em que cheguei ao hospital e vi na tela do aparelho de ultrasonografia que seu coração não batia, eu quis morrer. Eu pedi para morrer. Tudo no mundo perdeu a graça pois a tela mostrava que sua vida se foi. Ao olhar para meu marido percebi que se eu morresse ali, naquele momento, estaria carregando comigo a dor que eu lhe causaria. Resolvi viver, sabendo que seria uma vida diferente da que havia vivido antes.

A insuportável leveza do ser retornaria a ser simplesmente o título do livro e não mais minha vida. Um coração partido não é nada leve, ele pesa no peito, ele bombeia lágrimas, mas lhe faz também pensar no sentido da vida e dos seus atos. Tornei-me uma pessoa diferente, talvez até meio dura.

Fiz terapia de grupo, que me ajudou bastante, pois vi pessoas com dores piores e sem esperança alguma dentro de si. Depois da terapia, sozinha, descobri que tinha milhões de lágrimas dentro de mim, pedindo para sair, querendo aliviar meu coração, para que eu pudesse amar outra vez esse amor incondicional de mãe, do qual minha irmã tanto falava. Em julho de 2006 eu estava no cemitério, quando percebi que a tristeza tinha dado lugar a um sentimento novo: a esperança. Olhei para meu marido e disse: eu vou engravidar ainda este ano, pois agora estou preparada para amar, mesmo sabendo que existe a possibilidade de que tudo aconteça outra vez.

E em setembro eu comecei a fazer um tratamento. Foi duro, foi difícil e mas eu tinha certeza de que daria certo. Valeu a pena tomar 308 injeções de Clexane, várias de hormônios e as 3 injeções de Leuconorm, que doeram horrores. Além do dinheiro, eu digo que paguei um ovário por Clara - tive que retirar o ovário direito durante a gravidez, pois tive uma torsão de cisto ovarial.

Hoje em dia a beleza e leveza de Clara me alegram, me fazem mais doce, me trazem ternura e carinho.

Este ano celebrarei um dia das Mães diferente. Apesar de ser uma data comercial, sempre foi uma data importante para mim. Minha mãe faz aniversário sempre perto do dia das mães (12 de maio, né Hildinha?!) e desde 2001 eu sou mãe, mesmo sem o filho presente, ao vivo e a cores só este ano. Será um domingo alegre. Tenho certeza de que ganharei flores, talvez um chocolate ou dois, vários sorrisos desdentados e a alegria de saber que tenho dois filhos lindos, que vivem vidas diferentes, mas que moram em meu coração.

04 maio 2008



Limonada para matar a sede!



Rede para descansar!



E a belezoca para nos alegrar!

Boa semana para todos.
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Olhem que chique esse arranjo. Ficou lindo, apesar de efêmero, pois rosas preferem açúcar a ácido cítrico.