Eu sou exigente e sou detalhista. Posso não ser a mais organisada dos seres humanos na terra. Mas se alguém me disser que vai fazer algo assim ou assado, eu quero competência e exijo um serviço bem feito. Eu estou pagando, então por favor faça bem e do jeito que eu peço.
Meu sogro me disse, que não iria fechar contrato com uma pessoa que eu conheço, pois o piso que nós escolhemos era muito bonito e com um acabemento calibrado. Que precisaríamos de alguém, que fosse um mestre em assentar pisos. Pois assim o rejuntamento poderia ser fino, com somente 3 mm de largura, já que o piso é calibrado. Que as paredes da casa são tortas e o chão teria que ser com um declive invisível, mas perceptível. E por aí vai. Daí ele contratou a firma que tirou duas paredes e passou massa-corrida para colocar o piso. Pois a firma tem um mestre e o cara que minha colega de trabalho indicou é um "mestre" aposentado e ninguém conhece o trabalho dele. Eu só sabia que iria ser pelo menos 40% mais caro. Mas tudo bem! Eu pobre mulher, geradora, não estou a fim de criar cabelos brancos por causa do preço, já que o empréstimo está garantido e eu vou passar somente 30 anos pagando por essa casa. Quem sabe se estarei viva até lá.
Hoje cedinho Peter me levou para ver a casa. E eu fiquei puta da vida. Desculpem-me, mas só mesmo um palavrão para descrever o que eu senti e continuo sentindo.
Eu vi o piso e disse que estava bonito. E numa segunda frase eu disse que o tal "mestre" não fez o que nós tinhámos combinado, que os ajuntamentos não estavam simétricos e que quase todos estavam com mais de 3mm e não foi assim que nós acertamos. E na minha cabeça os 40% a mais martelando.
Meu marido ao invés de me dar razão, ficou puto comigo. Começou a falar que eu nunca fico contente com nada, que eu sempre reclamo. Que quando nós saimos para jantar é a mesma coisa, que eu fico reclamando da comida. Que tudo para mim poderia sempre pode ser melhor.
EU SOU INTOLERANTE e sei disso. Sou exigente e também sei disso. Reclamo por meus direitos e sei disso. Vá pra porra - como se diz na Bahia! Eu não sou perfeita e sei que ninguém é. Mas quando falamos de serviço eu quero perfeição! Minhas irmãs são piores que eu. Magda mandou refazer uns vidros dum armário três vezes pois o trabalho estava mal-feito. Iara já desfez uma colcha de crochê depois que viu que tinha perdido dois pontos.
Me deixe, que eu sou assim. Eu já pedi a Deus para mudar isso e até agora ele não me ensinou como fazê-lo. E eu continuo aqui, furiosa pois os homens da família não me entendem e nem me dão razão. Eles nem vêem o que eu ressalvei. Minha sogra está em Dublin com os netos, se ela já tivesse visto, teria dito o mesmo que eu. Ela é detalhista também. Eu não rodei a baiana na hora, eu só disse que não foi feito como combinado! E vou ter que aguentar até segunda para reclamar direto para o dono da firma!
10 março 2007
09 março 2007
Casamento de Magda e Jorge
Na noite anterior ao casamento de minha irmã Magda, do segundo casamento é claro! diria ela, Peter e eu fomos jantar no Sorriso da Dadá no Pelourinho. Estavámos conversando que seria um casamento muito simples, com uma cerimônia sem muito romantismo, já que ela iria casar no civil no fórum de Salvador. Nós, Peter e eu, também casamos só no civil. Tivemos porém várias surpresas e lindos detalhes românticos. A "juiza de paz" vestiu-se com trajes típicos da região de Sörmland. As sobrinhas de Peter, na época pequeninhas ainda, espalharam pétalas de rosas,que tinham sido colhidas no jardim dos meus sogros, na nossa saída. Minha prima declamou um soneto em português, meu sogro um em alemão e todos os convidados declamaram em conjunto um lindo texto em alemão e inglês. Estávamos a falar sobre como tinha sido romântico o nosso "casório", quando duas moças vestidas como mulheres da década de vinte, entraram no restaurante e começaram a cantar e declamar poesias. Foi um momento mágico e nós dois tivemos o mesmo pensamento naquele instante. Quando elas terminaram a performance, nós as chamamos e perguntamos o que elas faziam. Eram duas estudantes de teatro, vindas do interior, que faziam performances à noite para conseguir se manter na cidade. Como elas teriam tempo no dia seguinte, nós as contratamos e não falamos nada para ninguém. Elas foram ao fórum com roupas românticas e como Peter e eu as cumprimentamos, todos da família nos interrogaram, querendo saber quem eram as duas, mas nós conseguimos nos esvair. Magda e Jorge tinham acabado de assinar os papéis, quando uma delas - que estava sentada bem ao fundo (o casamento foi realizado na sala mor do fórum, onde não havia um único lugar vazio. Tinha gente acompanhando até no corredor. Ressalva: eles são advogados!) começou a cantar: Eu sei que vou te amar, por toda minha vida, eu vou te amar... com uma linda voz de soprano. Foi tão romântico e emocionante, até meu pai ficou emocionado.
O comentário de uma grande amiga e também advogada foi: Marcinha, para um casamento no fórum, ninguém traz lencinho. Olha só como minha maquiagem ficou!
Foi através destas duas lindas moças, que eu conheci Florbela Espanca. Este soneto é meu predileto. E foi declamado no casamento de Magda e Jorge, tornando-se parte do repertório de poesias por ele a ela declamadas.
Fanatismo
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !
Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."
(p.s.: clique na foto para ampliá-la)
O comentário de uma grande amiga e também advogada foi: Marcinha, para um casamento no fórum, ninguém traz lencinho. Olha só como minha maquiagem ficou!
Foi através destas duas lindas moças, que eu conheci Florbela Espanca. Este soneto é meu predileto. E foi declamado no casamento de Magda e Jorge, tornando-se parte do repertório de poesias por ele a ela declamadas.
Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !
Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !
E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."
(p.s.: clique na foto para ampliá-la)
08 março 2007
Houda e o frango argelino
O bom de estar de repouso em casa é que eu passo horas surfando na net, vendo tv e DVDs - um dos meus vizinhos coleciona DVDs e sempre traz uns filmes bem água-com-açúcar para mim, ou estou lendo, fazendo Sudoku, falando ao telefone, fazendo umas pulserinhas de contas, sentindo as mexidas deste(a) neném, e escrevendo um posting diário para este blog (né Keiki?!). Está tudo muito tranquilo e mesmo assim ainda não estou me sentindo entediada. De quando em vez vem alguém me fazer uma visita inesperada, passar uma horinha comigo para distrair minha mente.
Esta é Houda, da Algéria, estudante de biologia na RWTH de Aachen. Além de alegre e bonita, ela é prestativa. Houda é minha ajudante oficial. Quando eu estava no hospital ela sempre passava no meu quarto por meia hora ou menos para ver como eu estava. Eram realmente visitas rápidas, muitas vezes ela passava várias vezes ao dia para conversar e descansar um pouco, já que calhou dela estar se preparando para as provas finais do semestre justamente na semana que eu estava internada e ela estuda para as provas na biblioteca do "Klinikum". Eu dizia que era um descanso doido, pois ao invés dela ir perambular no hospital para ver se encontrava um possível namorado (tem tanto estudante de medicina vagando pelos corredores rsrs), ela vinha ver uma gorduchinha brasuca. Ela ria muito. Houda já se escalou para vir me ajudar a empacotar nossas tralhas antes da mudança. E também fazer a limpeza geral e arrumar a casa nova.

Eu sinto muita pena dela, pois ela é orfã e quase não tem apoio aqui em Aachen. Seus irmãos e irmãs estão espalhados entre Argélia, França e Alemanha. Ela diz que encontrou em mim uma irmã. Ontem ela veio à minha casa e fez isto aqui:

Frango com cebolas e açafrão acompanhado de arroz com amêndoas fritas e um molho de passas.
Não sei a receita, pois ela entrou em casa e disse que era para eu ficar deitadinha, foi direto à cozinha, fechou a porta e voltou com esta maravilha da culinária argelina. Posso dizer que o frango continha açafrão, alho, cebolas, pimenta Cayenne em pó, masala, sal e pimenta-do-reino. E também que as amêndoas ela aferventou, descascou e fritou em um pouco de óleo e bastante sal. O molho de passas é muito doce e combinou bem, completando perfeitamente o apimentado do frango. Pedi a receita, mas ela diz que cozinha com o coração e que nem sabe o nome dos temperos.
O comentário de Peter foi: "Feliz do homem que casar com Houda, além de muito inteligente e independente, ela é bonita e cozinha muito bem."
Esta é Houda, da Algéria, estudante de biologia na RWTH de Aachen. Além de alegre e bonita, ela é prestativa. Houda é minha ajudante oficial. Quando eu estava no hospital ela sempre passava no meu quarto por meia hora ou menos para ver como eu estava. Eram realmente visitas rápidas, muitas vezes ela passava várias vezes ao dia para conversar e descansar um pouco, já que calhou dela estar se preparando para as provas finais do semestre justamente na semana que eu estava internada e ela estuda para as provas na biblioteca do "Klinikum". Eu dizia que era um descanso doido, pois ao invés dela ir perambular no hospital para ver se encontrava um possível namorado (tem tanto estudante de medicina vagando pelos corredores rsrs), ela vinha ver uma gorduchinha brasuca. Ela ria muito. Houda já se escalou para vir me ajudar a empacotar nossas tralhas antes da mudança. E também fazer a limpeza geral e arrumar a casa nova.
Eu sinto muita pena dela, pois ela é orfã e quase não tem apoio aqui em Aachen. Seus irmãos e irmãs estão espalhados entre Argélia, França e Alemanha. Ela diz que encontrou em mim uma irmã. Ontem ela veio à minha casa e fez isto aqui:
Frango com cebolas e açafrão acompanhado de arroz com amêndoas fritas e um molho de passas.
Não sei a receita, pois ela entrou em casa e disse que era para eu ficar deitadinha, foi direto à cozinha, fechou a porta e voltou com esta maravilha da culinária argelina. Posso dizer que o frango continha açafrão, alho, cebolas, pimenta Cayenne em pó, masala, sal e pimenta-do-reino. E também que as amêndoas ela aferventou, descascou e fritou em um pouco de óleo e bastante sal. O molho de passas é muito doce e combinou bem, completando perfeitamente o apimentado do frango. Pedi a receita, mas ela diz que cozinha com o coração e que nem sabe o nome dos temperos.
O comentário de Peter foi: "Feliz do homem que casar com Houda, além de muito inteligente e independente, ela é bonita e cozinha muito bem."
07 março 2007
Hoje é o dia internacional da mulher
Denise Arcoverde, do blog Síndrome de Estocolmo, nos convida a fazer uma blogagem coletiva sobre o Dia internacional da mulher.
Eu poderia escrever que uma entre cada três mulheres na Alemanha entre 16 e 85 anos sofreu ou sofre de violência doméstica de parte de seu companheiro/a (inclua marido, namorado, irmão, pai, namorada, amante e os ex-s - estes são quase sempre extremos, e muitas vezes chegam a matar ex-mulheres e filhos). A cada ano, cerca de 45.000 mulheres procuram ajuda numa "Casa de mulheres". A primeira "casa de mulheres" foi fundada em Londres em 1971, elas dão abrigo a mulheres que se sentem ameaçadas. Na Alemanha as primeiras foram fundadas em 1976 em Berlim e Colônia. Numa casa de mulheres, a mulher com ou sem filhos pode visualisar de longe a sua situação, sem influência da família, amigos ou mesmo de quem a está maltratando. A situaçao é muito grave. No mundo inteiro nós mulheres somos oprimidas, maltratadas, violentadas, diariamente. Também poderia falar do trabalho de algumas brasileiras na Alemanha contra violência e preconceito, o pessoal do Imbradiva.
Mas no momento, eu preciso de paz, preciso organisar meus sentimentos de mãe, preciso lembrar que nós mulheres somos seres poderosos, que podemos mudar o mundo com nossas atitutes, com nossos gestos, com nossas forças.
Mais do que nunca, precisamos hoje acreditar em nós mesmas.
Num dia como hoje, dê um abraço forte a uma mulher que precise. Estenda sua mão para uma mulher que esteja desamparada emocionalmente. Abra seu coração e dê espaco para que uma mulher triste possa dissipar um pouco de sua tristeza lhe fazendo confidências. Escute-a com boa vontade.
Dê um sorriso para as mulheres que passarem hoje por seu caminho.
E deixe o sol brilhar dentro de você, você é linda, poderosa, maravilhosa, você é mulher!
Eu poderia escrever que uma entre cada três mulheres na Alemanha entre 16 e 85 anos sofreu ou sofre de violência doméstica de parte de seu companheiro/a (inclua marido, namorado, irmão, pai, namorada, amante e os ex-s - estes são quase sempre extremos, e muitas vezes chegam a matar ex-mulheres e filhos). A cada ano, cerca de 45.000 mulheres procuram ajuda numa "Casa de mulheres". A primeira "casa de mulheres" foi fundada em Londres em 1971, elas dão abrigo a mulheres que se sentem ameaçadas. Na Alemanha as primeiras foram fundadas em 1976 em Berlim e Colônia. Numa casa de mulheres, a mulher com ou sem filhos pode visualisar de longe a sua situação, sem influência da família, amigos ou mesmo de quem a está maltratando. A situaçao é muito grave. No mundo inteiro nós mulheres somos oprimidas, maltratadas, violentadas, diariamente. Também poderia falar do trabalho de algumas brasileiras na Alemanha contra violência e preconceito, o pessoal do Imbradiva.
Mas no momento, eu preciso de paz, preciso organisar meus sentimentos de mãe, preciso lembrar que nós mulheres somos seres poderosos, que podemos mudar o mundo com nossas atitutes, com nossos gestos, com nossas forças.
Mais do que nunca, precisamos hoje acreditar em nós mesmas.
Num dia como hoje, dê um abraço forte a uma mulher que precise. Estenda sua mão para uma mulher que esteja desamparada emocionalmente. Abra seu coração e dê espaco para que uma mulher triste possa dissipar um pouco de sua tristeza lhe fazendo confidências. Escute-a com boa vontade.
Dê um sorriso para as mulheres que passarem hoje por seu caminho.
E deixe o sol brilhar dentro de você, você é linda, poderosa, maravilhosa, você é mulher!
| From blog |
Presentinho alemão
Meu marido viaja muito. Quando ele vai para a Suécia - o que ocorre frequentemente - eu às vezes peço para ele trazer uma revista ou umas coisinhas gostosas de lá que são mais difíceis de encontrar na Alemanha, como por exemplo Xarope de flor de sabugueiro - para beber com água ou fazer sobremesas, Polarbröd - um pão bem macio, feito de centeio sem valor nutritivo rsrs, Räkost - um queijinho cremoso com camarão (êita baiana que gosta de camarão!), géleia de amora-branca-silvestre (Hjörtronsylt) - uma frutinha que cresce somente acima do círculo polar nórdico - e que é uma delícia para acompanhar waffles e panquecas ou mesmo para dar um toque de fineza numa torta de maçã.
Claro, tudo isso eu poderia comprar nas lojinhas de alimentos da Ikea - o link está para a Ikea de Portugal. A Ikea mais próxima fica a 10 Km daqui de casa, em Heerlen, Holanda. Elas são praticamente iguais no mundo inteiro. Mas ir à Ikea para comprar alimentos é roubada. Não dá para entrar numa Ikea e só olhar. São tantas coisinhas lindas para decoração, tantas idéias para melhorar a beleza da casa, que eu nunca saio de uma Ikea sem comprar nada para minha casa. Se alguém consegue realizar esta proeza, por favor me ensine o truque. Eu pago para aprender!
Na segunda à noite ele me trouxe isso aqui:
São bombons feitos pela Konfisserie Reber chamados de "Reber Mozartkugel", ou seja as bolas de Mozart. De onde será que surgiu a idéia para este nome, heim?
Não vamos examinar esta lembrancinha pelo lado ecólogico. Eu sei que a quantidade de embalagem não condiz com a quantidade de bombons. Mas vejam só como o bombom é bonitinho (as fotos não ficaram muito boas, acho que preciso de óculos novos):
Dentro ele é assim:
metade do marzipã é com amêndoas, branco, e a outra metade com pistache, é verde.
O ruim é que o lindinho contém álcool! Que presente de grego, ó céus. Como sempre, valeu a intenção. Não, meu amor, eu não vou ficar com raiva, vendo você devorar minha caixinha de bombons. Pelo menos EU não engordo!
Para quem gostar de marzipã e estiver na Alemanha, qualquer produto da Reber é maravihoso, e é uma boa lembrancinha para levar para alguém especial sempre!
Claro, tudo isso eu poderia comprar nas lojinhas de alimentos da Ikea - o link está para a Ikea de Portugal. A Ikea mais próxima fica a 10 Km daqui de casa, em Heerlen, Holanda. Elas são praticamente iguais no mundo inteiro. Mas ir à Ikea para comprar alimentos é roubada. Não dá para entrar numa Ikea e só olhar. São tantas coisinhas lindas para decoração, tantas idéias para melhorar a beleza da casa, que eu nunca saio de uma Ikea sem comprar nada para minha casa. Se alguém consegue realizar esta proeza, por favor me ensine o truque. Eu pago para aprender!
Na segunda à noite ele me trouxe isso aqui:
São bombons feitos pela Konfisserie Reber chamados de "Reber Mozartkugel", ou seja as bolas de Mozart. De onde será que surgiu a idéia para este nome, heim?
Não vamos examinar esta lembrancinha pelo lado ecólogico. Eu sei que a quantidade de embalagem não condiz com a quantidade de bombons. Mas vejam só como o bombom é bonitinho (as fotos não ficaram muito boas, acho que preciso de óculos novos):
Dentro ele é assim:
metade do marzipã é com amêndoas, branco, e a outra metade com pistache, é verde.
O ruim é que o lindinho contém álcool! Que presente de grego, ó céus. Como sempre, valeu a intenção. Não, meu amor, eu não vou ficar com raiva, vendo você devorar minha caixinha de bombons. Pelo menos EU não engordo!
Para quem gostar de marzipã e estiver na Alemanha, qualquer produto da Reber é maravihoso, e é uma boa lembrancinha para levar para alguém especial sempre!
06 março 2007
Variedade de óleos
Eu adoro cozinhar. Tenho o maior prazer em preparar todo e qualquer tipo de comida, seja no dia-a-dia ou algo mais sofisticado. Gosto de cortar tudo, lavo pratos sem problemas e sou daquelas cozinheiras, que deixam a cozinha arrumada sempre.
Ao chegar na Alemanha eu sabia fazer arroz, fritar ovos e fazer lasagna (comida de domingo que eu aprendi a fazer com um italiano amigo da família). Tudo o que hoje sei de culinária e sabores aprendi aqui. Como sempre, tive muita sorte e morei numa república, que abrigou um cozinheiro desempregado por quase um ano. Ele pagava o aluguel cozendo para nós. E eu, esperta, disse que gostaria de ser sua ajudante.
O Joachim me ensinou um monte de truques. Com ele aprendi a ter "confiança em mim mesma", pois seu credo era e é: Cozinhar é ter confiança em si mesmo, junto com uma dose de amor e dedicação. Ele também me ensinou a preferir qualidade a quantidade. Sendo muitas vezes exagerado em seus conceitos rsrs como se eu não o fosse. Porém com óleos, vinagres e ervas, além da qualidade, para Joachim a variedade foi e é fundamental! Como boa aprendiz, eu não fico para trás nestes três requesitos.
Da esquerda para a direita:
1 Garrafinha de cristal com azeite doce e pimentas (orgãnicas, produção própria) - afinal eu sou baiana!
2 Óleo de semente de girassol
3 Óleo de cardo
4 Azeite de oliva extra virgem - qualidade média, bom para frituras
5 Óleo de semente de uva - eu coloco algumas gotas em meu creme hidratante para o rosto rsrsrs contra rugas
6 Azeite de oliva extra virgem italiano - frutato, encorpado, para saladas simples
7 Azeite de oliva extra virgem de Kreta, Grécia - suave, adocicado, bom para saladas com frutas
8 Óleo com Omega-3 e ervas - ganhei de uma amiga, muito bom para uma salada de tomates - nada que eu compraria outra vez
9 Óleo de semente de abóbora - típico da Áustria, uma delícia com brocóli e arroz
10 Óleo de semente de gergelim - muito bom, com gosto forte, uma maravilha em comidas asiáticas
11 Óleo de semente de amendoim - também muito usado em comidas asiáticas; bom em saladas com nozes e sementes se misturado com azeite de oliva
12 Óleo de linhaça - uso 1 colher de chá duas vezes por semana nas minhas vitaminas (smoothies para os internautas chiques). Compro normalmente um feito na hora numa feira em Berlim, mas estive duas vezes nesta feirinha e não achei. Comprei este, e achei que não é da mesma qualidade. Minha sogra trouxe agora duas garrafinhas de Berlin, que estão congeladas por sugestão do fabricante.
13 Azeite de oliva com tartufo bianco - meu preferido, para dar um toque especial num ovo-frito ou para comer um tagliatelle fresco com manteiga e parmesão.
Em falta nesta casa no momento: Óleo de nozes, Frasco com azeite doce e ervas frescas e um Frasco com gengibre, pimenta e erva-cidreira (capim-limão).
Meu marido achava exagero meu ter tantos óleos diferentes. Hoje em dia ele se esbalda fazendo molhos para saladas, mesclando ingredientes, dando toques especiais em pratos simples.
E se hoje me chamarem de exagerada, eu riu e digo: Pai, eles não sabem o que não saboreiam!
Ao chegar na Alemanha eu sabia fazer arroz, fritar ovos e fazer lasagna (comida de domingo que eu aprendi a fazer com um italiano amigo da família). Tudo o que hoje sei de culinária e sabores aprendi aqui. Como sempre, tive muita sorte e morei numa república, que abrigou um cozinheiro desempregado por quase um ano. Ele pagava o aluguel cozendo para nós. E eu, esperta, disse que gostaria de ser sua ajudante.
O Joachim me ensinou um monte de truques. Com ele aprendi a ter "confiança em mim mesma", pois seu credo era e é: Cozinhar é ter confiança em si mesmo, junto com uma dose de amor e dedicação. Ele também me ensinou a preferir qualidade a quantidade. Sendo muitas vezes exagerado em seus conceitos rsrs como se eu não o fosse. Porém com óleos, vinagres e ervas, além da qualidade, para Joachim a variedade foi e é fundamental! Como boa aprendiz, eu não fico para trás nestes três requesitos.
Da esquerda para a direita:
1 Garrafinha de cristal com azeite doce e pimentas (orgãnicas, produção própria) - afinal eu sou baiana!
2 Óleo de semente de girassol
3 Óleo de cardo
4 Azeite de oliva extra virgem - qualidade média, bom para frituras
5 Óleo de semente de uva - eu coloco algumas gotas em meu creme hidratante para o rosto rsrsrs contra rugas
6 Azeite de oliva extra virgem italiano - frutato, encorpado, para saladas simples
7 Azeite de oliva extra virgem de Kreta, Grécia - suave, adocicado, bom para saladas com frutas
8 Óleo com Omega-3 e ervas - ganhei de uma amiga, muito bom para uma salada de tomates - nada que eu compraria outra vez
9 Óleo de semente de abóbora - típico da Áustria, uma delícia com brocóli e arroz
10 Óleo de semente de gergelim - muito bom, com gosto forte, uma maravilha em comidas asiáticas
11 Óleo de semente de amendoim - também muito usado em comidas asiáticas; bom em saladas com nozes e sementes se misturado com azeite de oliva
12 Óleo de linhaça - uso 1 colher de chá duas vezes por semana nas minhas vitaminas (smoothies para os internautas chiques). Compro normalmente um feito na hora numa feira em Berlim, mas estive duas vezes nesta feirinha e não achei. Comprei este, e achei que não é da mesma qualidade. Minha sogra trouxe agora duas garrafinhas de Berlin, que estão congeladas por sugestão do fabricante.
13 Azeite de oliva com tartufo bianco - meu preferido, para dar um toque especial num ovo-frito ou para comer um tagliatelle fresco com manteiga e parmesão.
Em falta nesta casa no momento: Óleo de nozes, Frasco com azeite doce e ervas frescas e um Frasco com gengibre, pimenta e erva-cidreira (capim-limão).
Meu marido achava exagero meu ter tantos óleos diferentes. Hoje em dia ele se esbalda fazendo molhos para saladas, mesclando ingredientes, dando toques especiais em pratos simples.
E se hoje me chamarem de exagerada, eu riu e digo: Pai, eles não sabem o que não saboreiam!
05 março 2007
vindo da Austrália
Será que é mesmo tão difícil entender, que uma mulher grávida não quer comprar e nem ganhar nada, absolutamente nada, para o bebê antes que o/a neném nasça?
É claro, que eu faço planos. Eu procuro idéias para decorar o quarto. Penso em quadrinhos que minha sogra poderá fazer. Sei que minha mamãe fará alguns casaquinhos e sapatinhos de tricô. Tenho certeza que algumas amigas estão pensando em organisar um chá de bebê. Outras que já separaram e guardaram coisas de seus filhotes para me dar mais tarde. Uma que vive me perguntado o sexo para fazer lembrancinhas e um aviso personalizado para colocar na porta do hospital. Mas eu comprar, não. Está totalmente fora de cogitação. Tudo o que tenho está guardado numa mala lacrada no porão. Já foi difícil demais colocar tudo dentro dela uma vez, não posso nem imaginar como seria ter de fazer isso uma segunda vez.
Mas o que fazer com aquilo que você ganha? Como reagir? A pessoa chega em sua casa, toda feliz, com um pacotinho nas mãos. Você a recepciona e percebe, que aquele pacotinho bonitinho, enrolado em papel de ursinho, não é o batom da Chanel, que você tanto deseja, e nem o convite para um jantar com George Clooney num hotel de luxo. Aqueles ursinhos lhe apavoram. Você teme um desastre.
E com a cara mais cínica do mundo, demonstrando toda a diplomacia aprendida com sua mamãe, simples pessoa do interior, você diz: Muito obrigada, com um sorriso amarelo disfaçando seu medo. Suas mãos tremem. Seu cérebro lhe indica, que o pacote deve ser aberto, porém seus dedos não reagem. O pavor da confirmação de que o presente é para o/a neném, que ainda irá nascer, toma conta de seu corpo.
Você se controla, abre, sente lágrimas escorrendo pelo rosto e nem sabe o que dizer. A pessoa fica pensando que você ficou emocionada com o presente e nem lhe pergunta nada. Assim que a visita vai embora, você levanta e esconde o pacote, bem no fundo do armário de roupas, com medo de que sua presença se torne um pavor real. Medo de que um simples babador cheio de coalas e cangurus, muito fofinho, vindo diretamente da Austrália, seja mais um motivo para chorar.
Eu sei que é um medo besta para alguns. Para mim não é bobagem. Me sinto tão frágil como uma orquídea!
É claro, que eu faço planos. Eu procuro idéias para decorar o quarto. Penso em quadrinhos que minha sogra poderá fazer. Sei que minha mamãe fará alguns casaquinhos e sapatinhos de tricô. Tenho certeza que algumas amigas estão pensando em organisar um chá de bebê. Outras que já separaram e guardaram coisas de seus filhotes para me dar mais tarde. Uma que vive me perguntado o sexo para fazer lembrancinhas e um aviso personalizado para colocar na porta do hospital. Mas eu comprar, não. Está totalmente fora de cogitação. Tudo o que tenho está guardado numa mala lacrada no porão. Já foi difícil demais colocar tudo dentro dela uma vez, não posso nem imaginar como seria ter de fazer isso uma segunda vez.
Mas o que fazer com aquilo que você ganha? Como reagir? A pessoa chega em sua casa, toda feliz, com um pacotinho nas mãos. Você a recepciona e percebe, que aquele pacotinho bonitinho, enrolado em papel de ursinho, não é o batom da Chanel, que você tanto deseja, e nem o convite para um jantar com George Clooney num hotel de luxo. Aqueles ursinhos lhe apavoram. Você teme um desastre.
E com a cara mais cínica do mundo, demonstrando toda a diplomacia aprendida com sua mamãe, simples pessoa do interior, você diz: Muito obrigada, com um sorriso amarelo disfaçando seu medo. Suas mãos tremem. Seu cérebro lhe indica, que o pacote deve ser aberto, porém seus dedos não reagem. O pavor da confirmação de que o presente é para o/a neném, que ainda irá nascer, toma conta de seu corpo.
Você se controla, abre, sente lágrimas escorrendo pelo rosto e nem sabe o que dizer. A pessoa fica pensando que você ficou emocionada com o presente e nem lhe pergunta nada. Assim que a visita vai embora, você levanta e esconde o pacote, bem no fundo do armário de roupas, com medo de que sua presença se torne um pavor real. Medo de que um simples babador cheio de coalas e cangurus, muito fofinho, vindo diretamente da Austrália, seja mais um motivo para chorar.
Eu sei que é um medo besta para alguns. Para mim não é bobagem. Me sinto tão frágil como uma orquídea!
04 março 2007
Quiche de alho porro
Para a massa:
250 g de farinha de trigo
125 g de manteiga (fria)
1 ovo médio
1/2 colher (chá de sal) - são mais ou menos 5 g
5 colheres de sopa de água fria
Misture tudo muito bem, formando uma massa lisa. Se necessário acrescente um pouco mais de água. Deixe descansar por 30 minutos na geladeira.
Aqueca o forno a 180˚ Célsius (ela usou o "Umluft" - já tem forno com ventilador no Brasil?).
Enquanto isto faça o recheio.
Para o recheio:
100 g de bacon defumado, cortado em pedacinhos
300 g de alho-porro, lavado e cortado em rodelas
1 cebola, picada
1 dente de alho, picado
100 g de creme de leite
150 g de queijo ralado - use o ralo grosso (ela usou pecorino, queijo tipo prato não dá gosto nenhum à massa!)
3 ovos
cuminho
páprica
masala (curry)
pimenta-do-reino
sal
1 colher (sopa) de azeite de oliva
Frite o bacon no azeite. Junte a cebola, o alho e o alho-porró e refogue, sem deixar pegar cor!
Numa tigela, bata os ovos, adicione o creme de leite. Junte o queijo, a mistura de alho-porró com cebola e alho. Tempere (minha sogra usou quase meia colher de chá de masala, de cuminho e de páprica, além de uma boa pitada de sal e pimenta do reino moida na hora. Misture tudo muito bem.
Abra a massa numa superfície povilhada com farinha. Forre o fundo e parte dos lados de uma forma com fundo de abrir (se tiver forma de quiche é melhor!). Asse por 10 minutos.
Retire a forma do forno, acrescente o recheio e asse por mais 15 a 20 minutos - depende muito do forno. Meu forno é rápido, ela diminuiu a temperatura para 150˚C pois do contrário a massa ficaria crua.
Para deixar mais light:
Massa:
Use 225 g farinha de trigo integral ou use 50% integral e 50% branca. Ao invés de manteiga, use margarina light e iogurte. A massa vai ficar mais quebradiça!
Recheio:
Não use bacon. Use um presunto cozido light, cortado em cubinhos. Use somente dois ovos e aumente a quantidade de creme de leite light ou use iogurte ao invés de creme de leite. Use um bom queijo duro light. Aumente a quantidade de temperos para dar mais gosto!
Para fazer uma versão ovo-lácteo-vegetariana: Use tofu defumado, cortado em cubinhos!
Comemos o quiche acompanhado de salada feita com alface americana, tomates, milho-verde e azeitonas. Nem é preciso dizer que estava uma delícia.
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