24 janeiro 2007

menos da metade do pacote de manteiga


Um pacote de manteiga, seja alemão, holandês ou irlândes, que é minha mantegia predileta, preferentemente salgada, pesa 250g.


Pegue um pacote de manteiga, divida ao meio, e retire uma fatia fina de uma das metades. O pedaço que resta terá mais ou menos 111 g.



Ontem o médico fez ultrasom e tentou de todas as maneiras identificar o sexo do meu nênen. Como ele não conseguia eu lhe disse que parasse e que o importante era a saúde. Daí ele mediu o nênen.

Depois de falar, conversar, e várias tentativas ele conseguiu colocar no monitor o crânio visto de cima e concluiu, que 111g é o peso atual do meu nênen, absolutamente dentro da medida padrão para a semana de gestação.

Se eu fosse medir em gramas o amor que sinto por essa criaturinha, que está crescendo dentro de mim, não existiria uma balança capaz de me ajudar nesta tarefa.

Se alguém neste mundo estiver se perguntando o porque de não conseguirmos medir o amor. Resta apenas ficar com dó de alguém, que ainda não descobriu, que o amor é um sentimento, que cresce a cada momento que é sentido. No momento em que é passado adiante, ele se espalha, se multiplica, tranzendo sorrisos aos lábios de quem é amado, deixandos os olhos brilhandes e o coração palpitando.

Talvez seja esse o motivo de estar radiante, o amor que cresce a cada dia dentro de mim.

21 janeiro 2007

Feijão na Alemanha

Feijão, tem gosto de festa, é melhor e mal não faz, ontem, hoje e sempre…

Hoje em dia temos no mundo uma palavra maquiavélica para descrever o comércio mundial:

Globalização

É um termo de conotação muito negativa, quando vemos o lado explorador da economia mundial.

Por outro lado, através da globalização eu hoje tenho acesso a produtos aqui na Alemanha, originários de diversos pontos do planeta.

É quase impossível imaginar, que hoje em dia eu compro aqui, no supermercado ao lado de casa, Litchis que vem de Madagascar – aquela ilha na África, cantada no carnaval da Bahia, que ninguém sabia onde ficava. Ou mangas (infelizmente a tipo Thomas Atkins) do Vale do Rio São Francisco, trazendo um gostinho da terrinha para esquentar esse meu coração cigano.

Quem está vindo de mudança do Brasil para cá deve ficar se fazendo um monte de perguntas quanto a alimentação, roupas, costumes, etc. Então já que a Roseane perguntou eu vou listar algumas coisas aqui:

Tem feijão sim, nas lojas turcas, nas lojas asiáticas, nas lojas africanas, em bons supermercados, em lojas bio (onde você encontra produtos orgânicos/bio-dinâmicos/macrobióticos, etc.). Nas lojas brasileiras – existem algumas in situ e a grande maioria online – você compra até feijão Combrasil.

Para mim até agora não fez diferença, pois aprendi que feijão se põe de molho e só se salga quando está cozido. Por isso compro nos “turcos”, “africanos”, “chineses” e lojas bio sem problemas. Apesar de pessoas jurarem que só o Combrasil é bom, mas já comeram aqui em casa feijoada sem reclamar de nada.

As variedades que eu até agora já utilizei aqui na Alemanha foram :

Feijão preto (schwarze Bohnen) - pois para meu marido feijoada de verdade é com o pretinho

Feijão rajadiho (Wachtel Bohnen) – é uma variedade mais comprida do que a brasileira e tem o Borlotti Bohnen, que é mais parecido com a variedade brasileira.

„Feijão vermelho“ (Rote Bohnen ou Kidney Bean) – é um feijão muito usado no México para o famoso Chili con carne

Feijão-Mungo (Mungo Bohnen), que é muito utilizado no Japão

Feijão Azuki (Azuki ou Adzuki Bohnen) apesar de ter origem africana é também utilizado no Japão - eu adoro

Fava (Dicke Bohnen) – que você pode comprar fresca, congelada ou em conserva - minha sogra faz uma salada maravilhosa com fava, basílico e atum

Fava branca – Weisse Dicke Bohnen – isso dá uma feijoada portuguesa maravilhosa

Feijão fradinho – (Schwarze-Auge Bohnen e em inglês Black Eyed Beans) – olha o arrumadinho baiano ou uma saladinha aê….

Vagem – aqui complica pois tem uma variedade verde (Grüne Bohnen) e uma amarela (Wachsbohnen), que eu considero de sabor mais suave

E tem ainda o “Prinzess Bohnen”, que é um tipo de vagem bem fina, por isso tem nome de princesa e a “Zuckerschoten”, que è um tipo de ervilha em vagem, achatadas, com sabor suave (e não muito ecológicas pois vêem da África) .

Bem, está na hora de ir dormir, se eu continuar falando de leguminosas, esse nenen vai me pedir um caldinho de feijão com mocotó e eu vou ficar babando na cozinha à meia-noite, sem saber o que fazer.

Depois eu continuo e coloco aqui sobre lentilhas e ervilhas.