"Amamentar é uma questão de amor, mas é uma decisão de quem ama incondicionalmente, se passar pelo crivo da decisão, é muito mais fácil fazer um leitinho básico modificado, aquecer no micro e encher de cólicas o seu bebe. É verdade que minha querida irmã Marcia cresceu vendo meus filhos serem amamentados e crescerem saudáveis graças a Deus e a minha decisão. Além de nao terem doenças, e são saudáveis até hoje, eram muito tranquilos e são, Thianna tem 23 anos, Victor 21 e Ricardo, o mais problemático, pois no nono mês quando suspendi a lactação ele desenvolveu uma alergia alimentar e uma síndrome da má absorção e voltou ao peito até quase 3 anos.
Clara, faz caras e bocas, Gisele que se cuide, será por certo desbancada pela nova super modelo e a serenidade e satisfação estão estampadas no seu rostinho, quem olha para Clara vê um sorriso a lá " Mona Lisa", mas um lindo sorriso, e isso se deve ao amor incondicional da sua mãe e da decisão firme de aleitá-la até o necessário, Parabéns Marcia, Clara teve muita sorte em tê-la escolhido para habitar o seu coração, quem o habita, sabe como é aconchegante esse lugar, meu maior título é ser sua irmã, se lhe servi de modelo alguma vez, tenho certeza de que você sempre me inspirou, com seu carinho, ternura e mãos que sabem tocar e dar. Beijos, Magda."
Minha querida Guida, você me inspira, me emociona, me dá energias, me mostra o caminho a ser seguido. Sou feliz em te conhecer, em conviver contigo e em te amar. Você é uma mulher exemplo de luta, de garra e de força, sempre perseverante, sem perder a feminilidade e a ternura. Eu te amo.
21 julho 2007
20 julho 2007
@Dani G: esta é especialmente para você, que está indo à Itália. Clique aqui para ver o vídeo. O site é de um colega de internato! Eu quase morri de rir. Só achei errado o caso dos fumantes, que agora na Itália está bem diferente do resto da Europa.
@Bia: Estou coletando leite pois tenho muito e enquanto a Clara mama num peito, sai leite do outro. Eu posso fazer o que quiser, sai muito leite, entre 30 a 60 ml do peito que está livre. Melhor então coletar e congelar do que jogar fora. Não se sabe o dia de amanhã e como o leite congelado pode ser conservado por 6 meses, eu prefiro congelar.
Infelizmente, não existem mais bancos de leite como antigamente. Na Alemanha existem 15 bancos de leite e todos eles ficam nos estados da antiga DDR. Na Alemanha Ocidental (antiga BRD) os bancos de leite deixaram de existir em 1972. A situação é trágica. De 1100 "maternidades" somente 29 tem o certificado de "hospital pró-aleitamento".
O leite doado a bancos de leite é totalmente controlado, as mães são examinadas e o leite materno é pasteurizado. O diretor da área de neo-natologia do Hospital das Clínicas de Leipzig diz que desde que eles passaram a dar leite materno para os prematuros, já quase não existem casos de enterocolite necrosante neonatal - uma doença gravíssima. E os casos que aconteceram não necessitaram operação.
O marketing agressivo das firmas de alimentos para bêbes está presente nos hospitais, consultórios e farmácias. É difícil, para quem não está bem informada e disposta a amamentar, resistir às amostras, mamadeiras e bicos coloridos e um monte de gente que lhe diz: seu leite é fraco, é isso, é aquilo. Principalmente no início, quando a lactante está passando pela sensível fase de mudança hormonal pós-parto, talvez com o peito rachado, dolorida ainda e necessitando de apoio.
Eu ganhei um monte de amostras, revistas e livretos ao ter alta. Um livreto é sobre o primeiro ano do bêbe. Este contém uma (1) página sobre amamentacão. E cinco (5) sobre leites industriais como substitutos do leite materno! E nem vamos falar de alimentação complementar, vulgo potinhos. Sobre isso entao, tinha umas 10 páginas, com propagandas e coupons para ganhar amostras. Joguei tudo fora!
A mentalidade da sociedade atual também não ajuda muito:
Ontem um amigo de meu marido ligou e ao perguntar se Clara estava tendo cólicas, Peter disse que não, que eu estava amamentando e que ela era muito tranquila ao mamar. Ele retrucou: é, Marcia vai amamentar por três meses. Quando ele ouviu que eu quero amamentar pelo menos por um ano, ele respondeu: É, toda mulher diz isso e com três meses desiste. Se houvesse a palavra "porra" em alemão, eu teria dito: vá pra porra! - desculpem-me a grosseria.
E os incomodados que se mudem:
@Bia: Estou coletando leite pois tenho muito e enquanto a Clara mama num peito, sai leite do outro. Eu posso fazer o que quiser, sai muito leite, entre 30 a 60 ml do peito que está livre. Melhor então coletar e congelar do que jogar fora. Não se sabe o dia de amanhã e como o leite congelado pode ser conservado por 6 meses, eu prefiro congelar.
Infelizmente, não existem mais bancos de leite como antigamente. Na Alemanha existem 15 bancos de leite e todos eles ficam nos estados da antiga DDR. Na Alemanha Ocidental (antiga BRD) os bancos de leite deixaram de existir em 1972. A situação é trágica. De 1100 "maternidades" somente 29 tem o certificado de "hospital pró-aleitamento".
O leite doado a bancos de leite é totalmente controlado, as mães são examinadas e o leite materno é pasteurizado. O diretor da área de neo-natologia do Hospital das Clínicas de Leipzig diz que desde que eles passaram a dar leite materno para os prematuros, já quase não existem casos de enterocolite necrosante neonatal - uma doença gravíssima. E os casos que aconteceram não necessitaram operação.
O marketing agressivo das firmas de alimentos para bêbes está presente nos hospitais, consultórios e farmácias. É difícil, para quem não está bem informada e disposta a amamentar, resistir às amostras, mamadeiras e bicos coloridos e um monte de gente que lhe diz: seu leite é fraco, é isso, é aquilo. Principalmente no início, quando a lactante está passando pela sensível fase de mudança hormonal pós-parto, talvez com o peito rachado, dolorida ainda e necessitando de apoio.
Eu ganhei um monte de amostras, revistas e livretos ao ter alta. Um livreto é sobre o primeiro ano do bêbe. Este contém uma (1) página sobre amamentacão. E cinco (5) sobre leites industriais como substitutos do leite materno! E nem vamos falar de alimentação complementar, vulgo potinhos. Sobre isso entao, tinha umas 10 páginas, com propagandas e coupons para ganhar amostras. Joguei tudo fora!
A mentalidade da sociedade atual também não ajuda muito:
Ontem um amigo de meu marido ligou e ao perguntar se Clara estava tendo cólicas, Peter disse que não, que eu estava amamentando e que ela era muito tranquila ao mamar. Ele retrucou: é, Marcia vai amamentar por três meses. Quando ele ouviu que eu quero amamentar pelo menos por um ano, ele respondeu: É, toda mulher diz isso e com três meses desiste. Se houvesse a palavra "porra" em alemão, eu teria dito: vá pra porra! - desculpem-me a grosseria.
E os incomodados que se mudem:
18 julho 2007
correndo pro médico
Eu sou a favor de medicina alternativa. No que for possível eu uso um chá, essências, florais de Bach, homeopatia e fitoterapia. Penso que o uso da alopatia, e principalmente de antibióticos, é muitas vezes desnecessário e só trás complicações, como resistência e poluição ambiental. É isso mesmo, descobriram que os peixes estão virando hermafroditas ou perdendo sua capacidade de reprodução devido ao alto teor resquícios de remédios, principalmente de anticoncepcionais, nas águas dos rios.
Muita gente diz que isso é modismo meu, que medicina alternativa não adianta, e que, no mais tardar, assim que eu tivesse um filho eu iria correr para o pediatra por qualquer besteira.
Pois é! Clara acordou ontem com os olhos cheios de "remela", grudadinhos. Primeiro eu fervi água e lavei os olhos dela, de fora para dentro, massageando o canto perto do nariz, pois podia ser entupimento dos canais. Deu uma melhorada, mas no final da tarde, estava tudo ruim outra vez. Os olhos dela não estavam irritados, era só nos cílios e nas pálpebras que a secreção grudava.
Liguei para Roya - a enfermeira obstetriz, que está nos acompanhando - e ela me deu uma receita:
2 saquinhos de chá de camomila (ou camomila mesmo, caso você tenha em casa)
1 colher de chá de sal marinho (usei sal grosso do Mar Morto, que é ótimo para a pele!)
1 litro de água
Ferva tudo em fogo baixo por 10 minutos. Use este chá para lavar os olhos, de fora para dentro, massageando o canto do olho em direção ao nariz, várias vezes ao dia. Se não melhorar dentro de 24 horas, devo voltar a ligar para ela.
Os olhos de Clara já estão limpos! Graças a Deus e às forças da natureza que Ele criou.
---
Chá de camomila é bom para limpar o bumbum, caso este fique assado.
E por falar em bumbum, viu Marlene, eu não estou usando lencinhos umedecidos para limpar Clara, só lencinhos de papel e água morna!
---
Para as médicas e lactantes de plantão: Eu estou coletando leite desde que tive alta. Comprei uns saquinhos próprios para congelar leite materno(da firma Lansinoh), que são esterilizados e livres de DEHP e Ftalatos, e ganhei uns coletores que uso diariamente, pois do contrário iria ficar melada de leite até os pés!
Os coletores de silicone:
Muita gente diz que isso é modismo meu, que medicina alternativa não adianta, e que, no mais tardar, assim que eu tivesse um filho eu iria correr para o pediatra por qualquer besteira.
Pois é! Clara acordou ontem com os olhos cheios de "remela", grudadinhos. Primeiro eu fervi água e lavei os olhos dela, de fora para dentro, massageando o canto perto do nariz, pois podia ser entupimento dos canais. Deu uma melhorada, mas no final da tarde, estava tudo ruim outra vez. Os olhos dela não estavam irritados, era só nos cílios e nas pálpebras que a secreção grudava.
Liguei para Roya - a enfermeira obstetriz, que está nos acompanhando - e ela me deu uma receita:
2 saquinhos de chá de camomila (ou camomila mesmo, caso você tenha em casa)
1 colher de chá de sal marinho (usei sal grosso do Mar Morto, que é ótimo para a pele!)
1 litro de água
Ferva tudo em fogo baixo por 10 minutos. Use este chá para lavar os olhos, de fora para dentro, massageando o canto do olho em direção ao nariz, várias vezes ao dia. Se não melhorar dentro de 24 horas, devo voltar a ligar para ela.
Os olhos de Clara já estão limpos! Graças a Deus e às forças da natureza que Ele criou.
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Chá de camomila é bom para limpar o bumbum, caso este fique assado.
E por falar em bumbum, viu Marlene, eu não estou usando lencinhos umedecidos para limpar Clara, só lencinhos de papel e água morna!
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Para as médicas e lactantes de plantão: Eu estou coletando leite desde que tive alta. Comprei uns saquinhos próprios para congelar leite materno(da firma Lansinoh), que são esterilizados e livres de DEHP e Ftalatos, e ganhei uns coletores que uso diariamente, pois do contrário iria ficar melada de leite até os pés!
Os coletores de silicone:
17 julho 2007
amamentando
Mal tinha eu feito o teste de gravidez, minha pituitária deu início à produção de colostro. Para mim não existia outra alternativa para alimentar meu bebê a não ser amamentar.
Por favor, não me entendam mal, eu sei que existem mulheres que optam por não amamentar. E outras que devido ao estresse do parto e da família se frustram e acabam por não conseguir. O difícil para mim é não gritar para as segundas: "Pare o mundo para você descer, pois tudo pode ser diferente!"
Tenho a sorte de ter um peito de ama de leite, daqueles de mucama mesmo, com mamilos escuros e protuberantes, perfeitos para a boca de um bebê. Tive também a sorte de crescer vendo crianças sendo amamentadas. Magda - a t'amada (ou seja tia-amada), amamentou os seus três filhos, após partos via cesária. O segundo mamava tão pouco, que ela doava leite e ainda amamentava outras crianças. Ela sempre foi uma heroína e motivo de orgulho para mim. E eu sempre quis imitá-la!
Para quem tem problemas com a amamentação só posso dizer: acredite em você mesma, acredite em sua capacidade de mãe, acredite que você está dando o melhor ao seu bebê e relaxe.
Mande todo mundo pras cucuias, exceto o marido. Este você manda para o supermercado com uma lista de compras de coisas gostosas e relativamente calóricas. Compre e beba chá de funcho, que é lactagogo (aumenta o leite). Desligue o telefone e a campanhia, ou só deixe entrar quem vier trazendo algo de bom para você, como bolo, biscoitos, um monte de alegria e a capacidade de lhe ajudar com serviços caseiros. Deite-se com seu bebê, coloque comida e líquidos ao seu alcance e dê-lhe peito. Leia um livro ou uma revista que lhe interesse, ouça uma música gostosa e só levante se realmente quiser trocar a fralda (mas isto outra pessoa também pode fazer por você) ou precisar ir ao banheiro.
Você verá que em breve seu bebê estará rindo no seu peito. A satisfação de vê-lo sadio e bem alimentado lhe será motivo de orgulho por toda a sua vida.
Dicas de amamentação aqui e aqui!
Por favor, não me entendam mal, eu sei que existem mulheres que optam por não amamentar. E outras que devido ao estresse do parto e da família se frustram e acabam por não conseguir. O difícil para mim é não gritar para as segundas: "Pare o mundo para você descer, pois tudo pode ser diferente!"
Tenho a sorte de ter um peito de ama de leite, daqueles de mucama mesmo, com mamilos escuros e protuberantes, perfeitos para a boca de um bebê. Tive também a sorte de crescer vendo crianças sendo amamentadas. Magda - a t'amada (ou seja tia-amada), amamentou os seus três filhos, após partos via cesária. O segundo mamava tão pouco, que ela doava leite e ainda amamentava outras crianças. Ela sempre foi uma heroína e motivo de orgulho para mim. E eu sempre quis imitá-la!
Para quem tem problemas com a amamentação só posso dizer: acredite em você mesma, acredite em sua capacidade de mãe, acredite que você está dando o melhor ao seu bebê e relaxe.
Mande todo mundo pras cucuias, exceto o marido. Este você manda para o supermercado com uma lista de compras de coisas gostosas e relativamente calóricas. Compre e beba chá de funcho, que é lactagogo (aumenta o leite). Desligue o telefone e a campanhia, ou só deixe entrar quem vier trazendo algo de bom para você, como bolo, biscoitos, um monte de alegria e a capacidade de lhe ajudar com serviços caseiros. Deite-se com seu bebê, coloque comida e líquidos ao seu alcance e dê-lhe peito. Leia um livro ou uma revista que lhe interesse, ouça uma música gostosa e só levante se realmente quiser trocar a fralda (mas isto outra pessoa também pode fazer por você) ou precisar ir ao banheiro.
Você verá que em breve seu bebê estará rindo no seu peito. A satisfação de vê-lo sadio e bem alimentado lhe será motivo de orgulho por toda a sua vida.
Dicas de amamentação aqui e aqui!
16 julho 2007
o pós - meu e dela
Da sala de cirurgia fui transportada para a "sala-de-estar", onde fiquei em observação por mais ou menos 4 horas.
Nossa felicidade era palpável. Meus sogros logo, logo chegariam, com flores, champanha gelada e um presente para mim. Claro, a champanha era para o pai e para eles. Eu estava me deliciando com um soro com novalgina e tramal (um derivado de ópio) e já estava pra lá de Bagdá.
Claro que o clima de festa continuou. Duas amigas do peito - Claudia Bier e Jutta - apareceram ainda antes dos meus sogros. Chegaram, choraram, deram um monte de presentes para Clara, tiraram fotos e foram embora. Meus sogros chegaram, choraram, beberam e ficaram bastante tempo comigo. Meu marido veio em casa pegar Sônia e meus sogros me levaram ao mini apartamento.
A política do hospital é "rooming-in" ou seja, as mães e bebês ficam junto num mesmo quarto. Claro que as enfermeiras ajudam no que for preciso e os bebês podem ficar à noite com elas. O quarto tem uma cômoda alta para troca de fraldas, bercinho, fraldas, roupinhas, toalhas e quase tudo o que é necessário para cuidar do bebê.
Logo que Peter chegou, meus sogros foram embora, e uma enfermeira veio pegar Clara para dar banho, medí-la e pesá-la. Eu entrei em greve. Finquei o pé e disse que o banho só comigo, que era importante para mim estar presente e que se eu não estivesse presente, nada de banho. Daí Peter levou Clara e uma enfermeira veio com uma cadeira de rodas me levar para a sala onde eles examinam e dão banho nos bebês. Eu queria ir andando, mas a enfermeira alegou que precisava de ajuda, caso eu passasse mal. Me prontive a ir de cadeira de rodas, mas levantei assim que cheguei na sala e ajudei a dar o primeiro banho. A enfermeira neo-natal, Andrea, explicou como cuidar do umbigo e outros cuidados. Voltei a pé para o quarto, para o grande espanto das enfermeiras. Peter carregou Clara no colo - o que também não é "normal", pois todo mundo vive transportando os bebês nos bercinhos. Levantei ainda duas vezes durante a noite para passear pelo corredor - como tinha sugerido minha médica.
A enfermeira do plantão noturno tirou o cateter da uretra e me orientou a usar sempre água para me lavar e trocar o absorvente todas as vezes que eu fosse ao banheiro. Os lóquios (ou seja o fluxo pós-parto) contém muitas bactérias e estas podem causar mastite, caso você pegue nos seios com as mãos sujas, e até mesmo causar infecçoes no bebê. A explicação é que mesmo seios aparentemente saudáveis tem micro-rachaduras na pele, por onde as bactérias podem entrar.
Na primeira noite Clara dormiu bastante, mamou duas vezes e eu descansei bastante.
De manha cedinho meu marido já estava conosco. Disse-me que estava com saudade de suas mulheres. Logo depois do café uma fisioterapeuta chegou para fazer uns exercícios comigo. Ela olhou minha ficha e me perguntou: tem certeza de que a cirurgia foi ontem?
Claro que eu sentia dor. A dor maior era dos lados do abdômen. Mas Dra. Wölfler me explicou que ela tinha cortado o tecido das operações antigas e feito uma espécie de plástica interna e que eu iria sentir muita dor nas laterais do abdômen. Mas dor é normal após o parto. E eu precisava me movimentar para voltar ao normal. Se você fica deitada, sua circulação não funciona direito e a cicatrização é mais demorada. Além do mais, o útero não contrai direito, podendo causar vários problemas à mulher. Tomei paracetamol intravenoso no final da tarde e passei a noite sem dor.
Clara perdeu cerca de 200 g nos primeiros dois dias. Mas no terceiro ela voltou a ganhar peso. Também, né, passou o dia todo mamando. No quarto dia o umbigo caiu e secou. E ela estava 10g acima do peso de nascimento. Andrea deu banho nela de torneira, na pia, e Clara adorou. Neste hospital eles dão banho após o parto só com água morna. E depois eles dão "banho de gato" até o umbigo cair. Disseram-me que pesquisas mostraram ser melhor assim.
Eu não tomei mais analgésicos após o segundo dia. A amamentação estava indo bem e as dores eram suportáveis. No terceiro dia Andrea colheu sangue do pé de Clara para fazer vários exames, dentre eles exames para verificar se ela tem mucoviscidose. Fiquei morrendo de pena de minha filha, que chorou muito durante a coleta, pois Andrea - a malvada - teve de furá-la umas cinco vezes para conseguir colher todo o sangue necessário!
No quinto dia tivemos alta. E chegamos felizes em nossa casa. Não sinto dor e sigo as recomendações de Dra. Wölfler: não ficar subindo e descendo escadas; colocar as pernas para cima sempre que possível; não carregar nada acima do peso do neném (neste caso é Clara ou a cadeirinha, mas nunca as duas juntas!); beber bastante líquidos; me alimentar direito; tomar minha injeção de Clexane di-a-ri-a-men-te; evitar estresse e curtir minha filha.
Eu me emociono quando digo: Tenho uma filha. Ou quando ouvi minha vizinha falar: Ah, a família H. está chegando. Filha, família... palavras carregadas de amor.
Nossa felicidade era palpável. Meus sogros logo, logo chegariam, com flores, champanha gelada e um presente para mim. Claro, a champanha era para o pai e para eles. Eu estava me deliciando com um soro com novalgina e tramal (um derivado de ópio) e já estava pra lá de Bagdá.
Claro que o clima de festa continuou. Duas amigas do peito - Claudia Bier e Jutta - apareceram ainda antes dos meus sogros. Chegaram, choraram, deram um monte de presentes para Clara, tiraram fotos e foram embora. Meus sogros chegaram, choraram, beberam e ficaram bastante tempo comigo. Meu marido veio em casa pegar Sônia e meus sogros me levaram ao mini apartamento.
A política do hospital é "rooming-in" ou seja, as mães e bebês ficam junto num mesmo quarto. Claro que as enfermeiras ajudam no que for preciso e os bebês podem ficar à noite com elas. O quarto tem uma cômoda alta para troca de fraldas, bercinho, fraldas, roupinhas, toalhas e quase tudo o que é necessário para cuidar do bebê.
Logo que Peter chegou, meus sogros foram embora, e uma enfermeira veio pegar Clara para dar banho, medí-la e pesá-la. Eu entrei em greve. Finquei o pé e disse que o banho só comigo, que era importante para mim estar presente e que se eu não estivesse presente, nada de banho. Daí Peter levou Clara e uma enfermeira veio com uma cadeira de rodas me levar para a sala onde eles examinam e dão banho nos bebês. Eu queria ir andando, mas a enfermeira alegou que precisava de ajuda, caso eu passasse mal. Me prontive a ir de cadeira de rodas, mas levantei assim que cheguei na sala e ajudei a dar o primeiro banho. A enfermeira neo-natal, Andrea, explicou como cuidar do umbigo e outros cuidados. Voltei a pé para o quarto, para o grande espanto das enfermeiras. Peter carregou Clara no colo - o que também não é "normal", pois todo mundo vive transportando os bebês nos bercinhos. Levantei ainda duas vezes durante a noite para passear pelo corredor - como tinha sugerido minha médica.
A enfermeira do plantão noturno tirou o cateter da uretra e me orientou a usar sempre água para me lavar e trocar o absorvente todas as vezes que eu fosse ao banheiro. Os lóquios (ou seja o fluxo pós-parto) contém muitas bactérias e estas podem causar mastite, caso você pegue nos seios com as mãos sujas, e até mesmo causar infecçoes no bebê. A explicação é que mesmo seios aparentemente saudáveis tem micro-rachaduras na pele, por onde as bactérias podem entrar.
Na primeira noite Clara dormiu bastante, mamou duas vezes e eu descansei bastante.
De manha cedinho meu marido já estava conosco. Disse-me que estava com saudade de suas mulheres. Logo depois do café uma fisioterapeuta chegou para fazer uns exercícios comigo. Ela olhou minha ficha e me perguntou: tem certeza de que a cirurgia foi ontem?
Claro que eu sentia dor. A dor maior era dos lados do abdômen. Mas Dra. Wölfler me explicou que ela tinha cortado o tecido das operações antigas e feito uma espécie de plástica interna e que eu iria sentir muita dor nas laterais do abdômen. Mas dor é normal após o parto. E eu precisava me movimentar para voltar ao normal. Se você fica deitada, sua circulação não funciona direito e a cicatrização é mais demorada. Além do mais, o útero não contrai direito, podendo causar vários problemas à mulher. Tomei paracetamol intravenoso no final da tarde e passei a noite sem dor.
Clara perdeu cerca de 200 g nos primeiros dois dias. Mas no terceiro ela voltou a ganhar peso. Também, né, passou o dia todo mamando. No quarto dia o umbigo caiu e secou. E ela estava 10g acima do peso de nascimento. Andrea deu banho nela de torneira, na pia, e Clara adorou. Neste hospital eles dão banho após o parto só com água morna. E depois eles dão "banho de gato" até o umbigo cair. Disseram-me que pesquisas mostraram ser melhor assim.
Eu não tomei mais analgésicos após o segundo dia. A amamentação estava indo bem e as dores eram suportáveis. No terceiro dia Andrea colheu sangue do pé de Clara para fazer vários exames, dentre eles exames para verificar se ela tem mucoviscidose. Fiquei morrendo de pena de minha filha, que chorou muito durante a coleta, pois Andrea - a malvada - teve de furá-la umas cinco vezes para conseguir colher todo o sangue necessário!
No quinto dia tivemos alta. E chegamos felizes em nossa casa. Não sinto dor e sigo as recomendações de Dra. Wölfler: não ficar subindo e descendo escadas; colocar as pernas para cima sempre que possível; não carregar nada acima do peso do neném (neste caso é Clara ou a cadeirinha, mas nunca as duas juntas!); beber bastante líquidos; me alimentar direito; tomar minha injeção de Clexane di-a-ri-a-men-te; evitar estresse e curtir minha filha.
Eu me emociono quando digo: Tenho uma filha. Ou quando ouvi minha vizinha falar: Ah, a família H. está chegando. Filha, família... palavras carregadas de amor.
15 julho 2007
Fê
Porque hoje, apesar de toda alegria que carrego em meus braços,
meu coração sente a sua falta.
Eu já parei de perguntar o porque.
Eu já aceitei.
Porém, hoje é um dia para deixar as lágrimas correrem,
lavando a alma e o coração.
Hoje também é um dia para agradecer
pelo tempo, que passamos juntos,
pelos pequenos prazeres, que tivemos,
pelo simples fato de você existir.
Não importa onde você está agora,
você estará sempre presente.
E o amor, que hoje é incondicional,
é também eterno.
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