18 agosto 2006

Semana da saúde mamaria

Conheço várias mulheres que sofreram, sofrem e que também morreram devido a câncer de mama. Até o dia 20 de agosto será a Semana da Saúde Mamária no Brasil, que está alertando também para o fato deste mal atingir os homens! É, foi comprovado que cerca de 1% homens sofrem deste mal.

A maioria dos diagnósticos (ca. de 80% dos casos) é feita pela própria paciente, que ao tomar banho ou fazendo o auto-exame percebe algo diferente.

O auto-exame deveria ser feito no mínimo uma vez por mês. Melhor seria duas vezes por mês, meu ginecologista me diz para fazer todos os dias. Uma vez logo após a menstrução e a outra no meio do ciclo, para perceber as diferenças durante a ovulação. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês!

E caso algo diferente seja notado, procure um médico, sem desespero, ele irá ajudá-la, ôpa, desculpe o vício de linguagem: ajudá-lo! Nem sempre um carocinho significa câncer, mas é sempre melhor averiguar.

É se conhecendo, que você pode descobrir qualquer alteração: como fazer o auto-exame

Previna-se, toque-se, descubra-se e seja feliz!

17 agosto 2006

ética bem simples

Minha maravilhosa e amada irmã, Magda, enviou para mim um texto, que - assim como ela é sinônimo de integridade - explica exatatemente como ser intégro e passar integridade aos nossos filhos, maridos e amigos:

UMA PESCARIA INESQUECÍVEL

Ele tinha onze anos e, cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.

A temporada de pesca só começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.

O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água. Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha. O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da água.

Era o maior que já tinha visto, porém sua pesca só era permitida na temporada.

O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito, as guelras para trás e para frente. O pai, então, ac endeu um fósforo e olhou para o relógio. Eram dez da noite, faltavam apenas duas horas para a abertura da temporada. Em seguida, olhou para o peixe e depois para o menino, dizendo:

- Você tem que devolvê-lo, filho !
- Mas, papai, reclamou o menino.
- Vai aparecer outro, insistiu o pai.
- Não tão grande quanto este, choramingou a criança.

O garoto olhou à volta do lago. Não havia outros pescadores ou embarcações
à vista. Voltou novamente o olhar para o pai. Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável. Devagar, tirou o anzol da boca do enorme peixe e o devolveu à água escura. O peixe movimentou rapidamente o corpo e desapareceu. E, naquele momento, o menino teve certeza de que jamais veria um peixe tão grande quanto aquele.

Isso aconteceu há trinta e quatro anos. Hoje, o garoto é um arquiteto bem-sucedido. O chalé continua lá, na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais. Sua intuição estava correta. Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite. Porém, sempre vê o mesmo peixe repetidamente todas as vezes que depara com uma questão ética. Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de certo e errado.

Agir corretamente, quando se está sendo observado, é uma coisa. A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando. Essa conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver o PEIXE À ÁGUA. A história valoriza não como se consegue ludibriar as regras, mas como, dentro delas, é possível fazer a coisa certa.

A boa educação é como uma moeda de ouro: TEM VALOR EM TODA PARTE.