Sobre o seu rosto não fora só o tempo que passara, também as cabras ali pisaram fundo. Era difícil, era impossível distingui-la da própria terra: velha, seca, esboroando-se à passagem do vento. Portuguesa, de tão pobre.
Há 10.000 anos o homem descobriu que a mistura de uma massa de trigo moído com água descansada sobre uma pedra quente e coberta com brasa, resultou numa massa que saciava a fome. Era o primeiro pão. Por volta do ano 4.000 A.C. os Egípcios descobriram a fermentação que deixava os pães mais leves e macios e começaram a cozer a massa em fornos. Além de ser a base da sua alimentação, o pão era usado como pagamento e oferecido aos Deuses. Com os egípcios, os gregos aprenderam a técnica que mais tarde foi passada aos romanos e então difundida por toda a europa. Desde então o pão passou a estar desde a mesa mais humilde até ao altar. No entanto e por muito tempo a arte de fazer pão continuou como uma indústria manual e muitas vezes caseira. Só a partir de 1920 as padarias começaram a ser mecanizadas.