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domingo, 13 de novembro de 2011

O ENSINO HOJE


Alguns políticos falam em educação com muita lorota, com desinformação e exibicionismo. Precisam visitar as escolas, ter mais acesso aos programas do governo federal, acompanhar de perto os fatos, ler mais e não ficar preso as miudezas locais. Não basta mostrar números crescentes de matrículas, aprovações, não basta só falar de dados, esses são fáceis de contabilizar. Ah! São remendados de acordo com os interesses de quem os dita.
O nível de ensino tem caído muito, em todos os lugares desse país a fora. Isso é fato. Mas quem aborda esse assunto? Os dados só aparecem de forma positiva. Contudo, nota-se tristemente quando um aluno é solicitado a redigir ou ler um simples texto.
A permanência e a participação dos mesmos nas escolas tem sido preocupante, a bagunça toma conta por causa da crise de autoridade que é visível, hoje são muitos direitos e poucos deveres, a escola tem virado lugar de brincadeiras e tarefas sem sentido, sem questionamentos críticos, muitas vezes só para passar o tempo. São poucas as escolas que tem levado a sério a sua missão.
Projetos e mais projetos tomam lugar dos conteúdos de ensino, o tempo não dá conta de cumprir tantas atribuições, e o currículo? Se o professor não tiver muita habilidade e discernimento acaba passando por cima, atropelando o livro didático que é necessário, é um recurso que auxilia e tem vida desde que o professor tenha iniciativa, imaginação, domine os assuntos e não perca a sequência didática.
Sou a favor do mesmo e defendo que seja usado de forma sistematizada e consciente. Faça o aluno pensar e relacionar seus conhecimentos. Se a gente não aprende na escola a vida vai cruelmente cobrar lá na frente, não tenhamos dúvidas, alguma prova da vida vai querer de nós... Dessa forma é uma responsabilidade muito grande tratar de educação, cuidar de educação, porque se mexe com seres, com a alma das pessoas, consequentemente com o futuro da nação.
Creio sim, haverá melhoria quando as pessoas tiverem acesso a informação e puderem por si, realizar suas escolhas conscientemente sem armaduras nem cabrestos. ” Um homem só se torna um homem quando consegue ter alguma opinião sobre a sociedade”.
Eis o grande desafio: educar pessoas suscetíveis de enxergar, aprender, participar e cobrar. Sou contra a tirania, a perseguição, o autoritarismo, mas sou a favor da organização, do fazer acontecer, do respeito e da união de idéias.
Que os políticos sejam mais corajosos e se preocupem mais em valorizar a educação tal ela deve ser. Que os professores sejam mais preparados e bem pagos, mais comprometidos e menos partidários. Que vistam a cor da educação nas próximas eleições. “Lecionar é ensinar a pensar” e esse é o nosso dever!

Josélia Coringa

sábado, 17 de setembro de 2011

OS VERDES LEQUES CARECEM FLORESCER


Nasci e cresci nessa cidade que hoje completa 48 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA. Nesses anos todos, o que mais me apoquenta é o descaso com que é tratada a coisa pública. Fora a isso, gosto de viver por aqui...sou feliz aqui!
Sempre fui serena, mas indignada e crítica com as coisas que incomodam. Às vezes tenho uma ligeira impressão de que a indignação nos dias de hoje não é vista como uma boa característica humana. Isso pode ser escapismo, muitos querem se passar por bons só para não incomodar, não ter que se aborrecer. Não ter que opinar. A moda hoje é: ser alienado camuflado de bom. É sim!!!
Bem sei que a maioria é espectadora; muitos aplaudem, poucos refletem sobre esse deus-nos-acuda em que vivemos. Não só aqui. Mas em muitas cidades do país a fora. A população e as autoridades precisam acordar, mudar o discurso e a prática.
O desenvolvimento ainda chega lento, como uma carruagem de pneus furados. A cidade hoje colhe os frutos de políticas equivocadas, da falha e da falta de vontade de muitos. É triste, não podermos comemorar uma evolução verdadeira, sem mesquinharias, maquiavelismos, publicidades fantasiosas, é triste ver tantos loucos fingindo serem adequados. Com todo respeito!
Cada um que passou deu a sua ligeira contribuição, sim deram! Poderia ter dado mais! Tinha que ser! Tinha que dá! Para isso foram escolhidos! Ou não?
Gostaria de convidar os filhos Carnaubaenses a fazer essa reflexão. Queremos ouvir as vozes que estão mudas, caladas, entaladas na garganta! Não precisa ferir ninguém, tampouco radicalizar! É preciso somente ver a nossa cidade sem óculos escuros. Precisamos ser menos dementes, menos partidaristas, menos emotivos e mais REALISTAS. Queremos dias melhores, queremos mudança de mentalidades, queremos ver o novo acontecer, nós merecemos CARNAUBAIS!!!Estamos cansados de viver de esperança, de sonhos malucos, dia após dia, pois por aqui, a incerteza está dando de goleada! Por sorte, ainda temos muito jogo pela frente...

Josélia Coringa

terça-feira, 13 de setembro de 2011

COISAS DO GÊNERO

O legado da arte no que diz respeito à construção de uma sociedade mais instruída, de senso critico mais apurado, menos violenta, mais humana, custa-nos tão pouco, ao mesmo tempo caro demais para a nossa existência. Esta semana tive a grata satisfação de me apresentar para uma pequeníssima platéia de jovens da cidade de Mossoró, todos residentes de uma Casa de Passagem para menores infratores. O curioso é que os referenciais melódicos e poéticos de todos eles é a Banda Grafith e coisas do gênero. Basta degustarmos alguns versos e entendermos o significado da falta de tolerância dos nossos adolescentes, da desmoralização, do lugar comum, do incentivo as beberagens sem sentido. Cada um sabe exatamente o peso da responsabilidade que carrega e o que traz como verdade para os dias vindos, não quero dá uma de bacana expressando esse pensamento, apenas. Faz muito tempo que não consigo enxergar o que existe de consistente na prática de muita gente; dirigentes de movimentos jovens, de alguns educadores, de quase todos os políticos, dos ditos formadores de opinião pública, enfim.  Estou convicto que não envelheci com a idade, muito menos esqueci as lições do velho movimento estudantil, da militância rural, socialista, dos princípios humanos imutáveis. Sei que quem não se encaixa nos moldes das uniões de poder corre o risco de cortar o próprio umbigo, de pular fora do cordão de isolamento, falar a verdade é um escândalo como diz o poeta Antonio Francisco. Não há projetos para governar absolutamente nada, há sim, projetos de alianças para se chegar ao poder simplesmente. Quem é cabeça de chapa é chapa de alguém ou deixa de ser. Afinal de contas queremos projetos de governo ou projetos de poder? Confesso que é preciso medir, e medir e medir, e no final não acharmos o resultado exato das contas. Chego à conclusão que o difícil não é mudar de idéia é não ter idéia nenhuma para ser mudada. Continuo acreditando que é possível fazer diferente, de sermos realistas e sonhadores ao mesmo tempo.  Se não há investimentos reais para a manutenção de nossos valores, para a educação e sobram recursos para a promoção da embriaguês festiva pirotécnica não faremos o amanhã acontecer. Quando é oferecido palquinho para a cultura e mega estrutura para entreter de falsa alegria o nosso povo, configura-se o digo. Neste exato momento desconheço ações e programas culturais no município que estejam avançando para o futuro. Faço questão em dizer que na entrada de minha cidade tem uma placa gótica dizendo: Bem-vindos a terra de Núbia Lafayette. Apesar de desconhecer qualquer contribuição que ela tenha nos deixado além de suas belíssimas interpretações, procuro ser feliz em repetir por onde passo que sou filho natural de Carnaubais.
Zelito Coringa

domingo, 21 de agosto de 2011

NOVA MADRUGADA


As próximas eleições municipais começam a chafurdar o imaginário da nossa população, candidatos das mais variadas caras, caricaturas, correntes e intenções lançam suas logomarcas. O diapasão da velha cantiga segue apresentando os nomes de peso, de pena, do equilíbrio e outras manobras. O grande questionamento que deve ser feito por quem ainda acredita na boa vontade política, nos projetos munidos de sentimento coletivo, no desejo humanitário de quem deseja fazer bem o bem a todos. O ato sacramental da penitenciária democrática concede às absolvições, as dispensas, as comutações, as sanções, as remissões e outras graças. Dane-se quem pensar que estou falando Grego, Carnabalês, nada disso e fora isto simplesmente, cada homem com tinteiro na mão tem um preço, jamais podemos contar quantos vocábulos consegue bonitamente escrever num único texto. Alguns acordam cedo demais e são incompreendidos por gostarem de vê nascer o sol na mesma hora, outros nem sequer dormem e são chamados de sonhadores, nunca deixei de ser um deles. Quero está muito distante desse pensamento individualista: Cada um no seu quadrado olhando para o próprio umbigo, de nome que vai, de sobrenome quem vem, e o povo nem nem! Fará mais um vez do voto a sua moeda de troca. Vou continuar acordado com as minhas inclinações musicais tentando enxergar o sol em cada nova madrugada. 

Zelito Coringa - Cantor e Compositor

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Desluzir-se e chorar ou ter uma derradeira esperança.


Escolas se desmoronando, alunos se rebelando contra todos de forma desrespeitosa, merendas de péssima qualidade, professores insatisfeitos, muitos acabrunhados carregando seus temores nas costas, outros aguerridos, ainda assim, condenados pelo fracasso escolar, condenados sim, por não fazerem planos de aulas perfeitos, inovadores e que despertem quem não quer ser despertado por infinitos fatores da vida, um deles a desajustada família, que não os acompanha e joga para escola, a escola por sua vez se encarrega por tudo e não dá conta de nada. Indisciplina cada vez maior, dirigentes encabrestados sem poder expor o que se passa nos bastidores, sem poder fazer o que desejam, carregados de boa vontade, uns agindo com arrumadinhos, outros sendo afastados por colocar a boca no trombone. Que gestão democrática é essa? Que poder de decidir é esse? Bonita quando foi lançada, fortaleceu muitos de esperança. “Agora é minha vez ! Agora sim eu me rebelo e faço o que for melhor!” Triste ilusão. O cabresto continuou o mesmo ou quem sabe mais apertado. Que democracia é essa? Que país é esse? até quando veremos essa realidade? Até quando precisamos parar? Quantas paradas infrutíferas ainda virão? Quantas? Até quando vamos ouvir dirigentes municipais jogando a culpa no governo, alegando falta de autonomia para gerir os recursos do fundeb? E quando for possível será que vai mudar? haverá autonomia plena? E os escolhidos para gerir as pastas serão pessoas realmente técnicas e não políticas ou politiqueiras? Quantas pisoteadas ainda vamos levar? E o piso tão esperado, cobrado e engolido? Quem vai complementar? Quem vai ter o poder de fazê-lo chegar de fato e de direito nas mãos de todos nós? Quem vai ser o herói nessa história massacrante que durará ainda muitos carnavais? Quantos governos vão se passar? Quantas liminares? Quantas votações estão por vir? Quantas BRECHAS deixarão nos próximos artigos? Que armas poderemos usar? De que forma derrubaremos as peripécias criadas ao longo desses três anos para evitar a não implementação do piso?
E os Sindicatos, sindicalistas e sindicalizados? O que muitos de fato tem feito? Que bandeira realmente tem sido defendida? Por que será que algumas campanhas só são motivadas em períodos específicos? Por que será que grupos de professores não se unem em prol do mesmo objetivo? Por que será que moldados em suas bancadas de poder não se mexem e não se rebelam com a mesma intensidade? Quantas indagações nos motivam a desacreditar! Sinceramente, a pisadinha ainda vai continuar...

Josélia Coringa

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


O GRITO CARNAUBAENSE

Não se trata aqui de saudosismo estudantil muito menos álibi para comparações, para mim é um refresco no juízo e aprendizado constante. Quem bem se lembra da VOZ DO GRETANE -Informativo do Grêmio Estudantil Tancredo Neves? - Jornalzinho mimeografado dos estudantes secundaristas do município, papel carregado de liberdade, de expressão, de sonhos e poesias. Hoje apesar de existir condições mais favoráveis de tecnologia e informação a juventude vive um momento de atrofiamento cultural e político. O feito da educação, dos projetos sociais é mudar esse quadro gritante, mas quem está comprometido com o marketing anunciado? Todo mundo sabe exatamente as aberrações que estão acontecendo diariamente. Enquanto isso a inverdade prevalece e muita gente diz amém, amém conformado. Está faltando quem se habilite a registrar o filme, fazer o manifesto e apontar com propriedade o rumo novo. Afinal, quem vai entregar a face ao bofete sem medo da reprimenda? No meio desse toma-lá-dá-cá é gente que busca o mero status, a barganha e o fazimento de pouco dos que caem na armadilha da descrença. Aos que relutam em enxergar algo diferente chega a ser desanimador, ver a nossa cidade asfalto-revestida e humanidade prometida vivida nenhuma. Se acharmos o passo da vocação sustentável, fio a fio cada olho da palha e não maquiarmos a cidade tantas vezes destruída, quem sabe poderemos recuperar o tempo perdido. O recomeço deve ser dado se mantivermos firme o que ainda nos resta de coragem, mãos dadas e pés no chão.
É preciso criar outro mote desprendido do estigma maquiavélico, endurecido, mascarado, labioso enfim. Está na hora de usarmos o desprendimento, de sermos lavados por uma avalanche de amor ao próximo, banirmos o egoísmo, o personalismo e uma infinidade de ismo que enfeita o discurso ou discurso nenhum. Quem realmente deseja ver este reduto varzeano sair do atoleiro precisa adubar de coletividade o tão sonhado futuro. Quem quiser reviver ou enriquecer o que estou falando basta fazer uma pequena busca no HD e reescrever com outras palavras o mesmo informativo com nome, conforme e matérias urgentes.

Zelito Coringa

sábado, 15 de janeiro de 2011

FAÇA AS SUAS PREVISÕES

Como cidadão carnaubaense irei de agora em expressar mais ainda os meus sentimentos em relação a este querido tabuleiro chamado Carnaubais. Sei exatamente o que significa ideologia, principalmente quando ela não se perde no emaranhado da busca, quando se deseja dispor de ferramentas para um discurso coerente, quando há firmeza de propósitos e não se distancia da ética, quando ela une e ao mesmo tempo separa. “Ideologia eu quero uma pra viver”, Disse o eterno jovem Cazuza. A ditosa democracia somente existe se o direito a diversidade for permita. O desejo de um Novo ou de uma Nova Carnaubais acredito ser possível, mas, sendo bastante prudente com o que acontece no momento, fica difícil dizer assim de cara. Estarei me dedicando a uma nova leitura de mãos que acabo de batizar de "Calomancia" para poder tirar a certeza do que vai acontecer daqui pra frente. Nas minhas previsões calomancióticas há fortes indícios que esse desejo se encontre velho e calejado nas mãos do povo.

Zelito Coringa

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O RESPEITO

Dei uma caminhada hoje pela cidade e acabei sabendo de muita coisa curiosa que anda acontecendo: Exoneração de secretários, vereadores voltando para os cargos, outros perdendo a boquinha, gente assumindo duas pastas ao mesmo tempo, gente que era da situação e não é mais, gente que foi e já voltou, manifestação de servidores, ônibus escolar guardado em fazenda, ginásio fechado sem esporte, recesso fora de hora, recanto sem cultura, boatos de nova união, coisa de cortar coração, e uma enorme lista de nomes que disputarão as eleições em 2012.
Faço a seguinte reflexão: Se meu voto nunca esteve à venda, peço que me compreenda, não pretendo ser centavo de moeda de troca de seu ninguém. Até o momento desconheço a existência de alguns projetos reais para a cidade, é tudo muito informal, conversa de ponta de calçada. Tenho quase certeza que até lá a pisadinha vai ser essa, seriedade e projeções de futuro podem feder mais uma vez em nossas ventas. Peço perdão a Platão que diz: Quem não gosta de política será governado por quem gosta. Na verdade estou começado a acreditar nisso, se todo mundo brinca de ser candidato acaba de surgir mais um, ele se chama: O Respeito.

Zelito Coringa

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A CRISE PASSAGEIRA E O FAZIMENTO DO FUTURO

Vivemos um momento de pura reflexão tribalista apesar do individualismo que se encaminha com a bendita modernidade. O município de Carnaubais maior reserva de carnaubeira da América Latina no coração do Rio Grande do Norte ainda não descobriu a sua verdadeira vocação sustentável, e isso é fato. Trançar os olhos da palha seria a solução? Penso que sim. Fechar os olhos da cara e sobreviver como as mudas acanhadas no cartão postal da entrada da cidade? Penso, repenso e não acho nenhuma explicação para tamanha disparidade e retrocesso. Não pretendo ser analista profissional das questões corriqueiras da política local, não transito na miudeza assuntiva do leva e trás enfadonho das esquinas, no entanto careço expor este ponto de vista a cerca do momento crítico atual. Chamo de fazimento do futuro o efeito do presente que nos acende as lembranças do longo, médio e curto passado. Encontramos os velhos protagonistas na mesma encenação teatral, irmanados na mera concórdia previsível, da busca do pau mais sombroso e dos holofotes prefeitáveis. O chafurdo é tão bem feito que o vento dá mil voltas lá na boca do estreito onde nasce a famosa várzea e volta pedindo socorro aos Santos do Rosário teimoso. Assopram nos ouvidos do povo com garantias impossíveis de serem empregadas, literalmente. Vejo que as palmas entristecidas e perdidas de fé choram lamentando o bafejo da brisa oceânica que outrora benzia com a sua maresia a nossa juventude. Hoje não há discurso que desfaça o mal feito mudar de figura, deixamos nosso maior distrito virar cidade, corremos o risco de outros entroncamentos serem também emancipados. Passando a vista nas aquisições correligionárias atesto a confusa particularidade que lentamente tem exterminado aquela firme identidade progressista. Foi-se o tempo das mentiras e do esquecimento? Acredito que não. Subestimar a paciência dos esperançosos rudes ou dos temerosos inteligentes continua sendo perigoso demais. Não há emenda de corda do bloco da corda que faça chegar ao fundo do poço o balde da sorte e voltar cheio do líquido precioso? Creio que sim, há muito chão de chão pela frente, resta saber quem pisará o caminho diferente. Os nós começam a serem desatados naturalmente, dizer aonde chegará essa romaria de gente tresloucada pelo poder pode acabar de vez o que nos resta de otimismo. Precisamos de um novo ponto de partida onde a alegria e a firmeza de propósito predomine. A falta de tributos é o bordão da hora dito de forma tão melindrosa que as palavras arrumadinhas na tela da desculpa faz a crise parecer um bicho papão, que dorme na porta da prefeitura espantando as pessoas encurraladas pelo medo da sobrevivência. Se dissermos que a crise é falta de organização gerencial saberemos que ela sempre existiu por aqui, continuar existindo com alarde faz parte de algo muito mais estratégico, remediar parece ser a meta alcançada de quem faz o presente. O curso desse conto de fadas é um misto de chafurdo destilado na bacia fisiológica que o trato das circunstâncias apagou o que tínhamos de referencia. Até o momento não figura novidade de um amadurecido projeto de desenvolvimento que não esteja preso as nebulosas do passado. O interesse da coletividade verdadeiramente deveria ser levada em conta, sem amarras partidárias e a acolhida de novas ideias, novos olhares, novos saberes praticados com total entusiasmo pelo desejo da felicidade do outro, do bem estar do outro, da alegria do outro, da prosperidade do outro. Vejo que esse desejo não condiz com a nossa realidade, é metalinguagem poética apenas, vontade em vão, loucura de quem acredita na beleza do humanismo, na amizade sincera, no simples ato das mãos entrelaçadas pelo bem do ambiente em que vivemos. Aos poucos se perdeu a ideologia, o prazer da dialética, um pouco da ética, a direção da esquerda, a roda da direita, o significado da luta e a luta que era feita com veemência. O caminho se fez reviravolta e a rodilha continua dando giro na cabeça de quem fica com o balaio nas costas, a fatídica escassez de recursos e a gemedeira da população insaciável por um pedaço do bolo é o preço que se paga com justeza. A sabedoria popular, a filosofia, a música, a física quântica, a dramaturgia, a religião e a poesia juntas versam sobre atitudes tomadas nos desalinhos do nosso cotidiano, nos corredores do poder principalmente. Ser ou não ser, melhor é ser de todo jeito. Aos discípulos de Maquiavel que interpretam a sua maneira de vê e fazer o futuro acontecer sem levar em conta a essencial energia que move o universo, é fácil dizer que Deus é maior do que se pensa. Há uma infinidade de frases celebres para ditarmos e enxergarmos este instante como sendo mais um valioso aprendizado. Enfim, recorro-me a máxima sabedoria popular com suas tiradas satíricas assertivas. "Pior, pior é a cantiga da perua..."

Zelito Coringa - Crônicas do Blog

sábado, 23 de outubro de 2010

BASTA ESTARMOS VIVOS!

Cada dia que passa me surpreende a quantidade de talentos que temos perdidos pelas ruas da cidade, boquiaberto fico ao ver o tamanho do despreparo do poder público em lidar com todo esse potencial humano, fora a famosa maquiagem, o uso e o abuso da criatividade alheia, a cultura continua na gaveta do segundo plano, aliás, em plano nenhum absolutamente. A arte precisa acordar o povo para o que ainda nos resta de bom em nossos corações, precisamos de novas formas de humanização, precisamos sentir o outro como gente. Carnaubais bem que poderia ser um exemplo cultural para o vale do Açu, falta-nos gestores como uma visão de futuro num ângulo de 360° de pura sensibilidade artística. Da maneira como se procede custarão quem sabe alguns anos para construirmos um espaço ideal, quem sabe possa surgir um parlamento inteiro para defesa deste seguimento improdutivo de votos, como dizem. A Cultura continua sendo conversa ligeira nas pontas de rua, debaixo das árvores, nos quadrantes quadrados dos gabinetes. Enquanto isso pulsa em cada olhar espectador a sede insaciável da beleza e do sorriso, está viva na cabeça do nosso inconsciente coletivo.

Zelito Coringa  

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A LEVEZA DO PESO PENA

Se estivéssemos numa luta de Boxe divididas seriam as categorias assim sobrepostas: Peso pesado, peso mosca, peso cruzado, meio médio, galo Júnior, peso mínimo, mini-mosca, peso leve, entre outras tantas penas e pesos enquadrados. Que medidas são essas vendidas a peso de ouro nos bastidores da luta? Que alianças são essas em desacordos constantes? Que desaforo é esse? Que bofete certeiro na cara. Subestimar a força dos neurônios rotos da hegemonia brutal do povo é caminho perigoso demais frente ao mau costume antigo de lambidas e lobbies na carne e no tutano do osso. Hoje digo o que penso como verdade, amanhã eu nego na reviravolta do meu juízo fraco. Realinha-se o verbo e a vida segue na metafórica pancada. Ter a coragem de subir ao ringue sem usar as luvas que amortece o golpe, é fugir da técnica, é perder por pontos, esperar a soma do último assalto. O nocaute nem sempre acontece no primeiro round, numa fração de segundos perde-se por um ato de mera displicência. Quando o sujeito pretende ser um boxeador de verdade deve aprender que entre o desafio da luta existe um juiz pacificador, regras estabelecidas e que muitas vezes poderiam ser resolvidas de maneira menos truanesca. A reforma íntima dos intelectos deve ser uma busca verdadeiramente amorosa, proferir palavras com intenção de mostrar desagravo de uns e apego de outros, só reafirma o ranço de muitos embates íntimos. No tatame deve prevalecer o respeito ao pugilista na cruel revanche, ainda que o vencedor erga o cinturão de ouro é preciso abraçar respeitosamente o seu opositor.  Portanto, nesse jogo pesado cada um joga de acordo com seu peso. Categoricamente as penas deveriam ter crescido nos braços de alguns homens. Vencer com lealdade e voar levemente caracteriza a grandeza do pequeno pássaro.

Zelito Coringa

domingo, 5 de setembro de 2010

LAVANDO A CARA COM SABONETE DE CARNAÚBA


Depois de percorrer o nordeste levando nome de minha cidade Carnaubais e região, sigo pelo interior do Estado cantando as canções, firmando parcerias e reencontrando velhos amigos. Mais um vez a convite do Pessoal do Tarará e com apoio exclusivo do BNB e BNDS passaremos por 05 cidades da região oeste, todas as margens da BR 405. Nos últimos dias estivemos em Felipe Guerra e estou maravilhado com o que encontrei na cidade; um verdadeiro projeto de inclusão social através da arte que atende 366 crianças e jovens, com sede própria construída com recursos do FIA/CONDICA, sala de música climatizada, aula de teatro, quinteto de metais, aula de dança, banda de forró, estúdio de gravação, auditório, produção de mel, aula de safona, aula de violão, produção de cosméticos e por fim sabonete de carnaúba. Precisei comprar um para lavar a cara de vergonha. É isso mesmo Carnaubais capital das palmeiras, é isso aí "Cuandu". E isso aí amigos reais! Não adianta investimentos se a coisa continua no rumo da venta e das indicações de pessoas que não se identificam com a causa. O projeto Abelhar é uma coisa espetacular, sem dúvida um referencial para todos nós que sonhamos com um mundo mais humano. Parabenizo ao amigo Ducivan (Ator, Coordenador, sonhador e Feliz) pelo exemplo de vida e dedicação constante a juventude de sua cidade, como ele mesmo diz: Fiquei com inveja boa. Jamais imaginaria que aqui bem perto pudesse encontrar respostas para certas inquietações e gente firme que impõe disciplina sem perder de vista a humanização, a educação e o ensinamento da cidadania por meio da cultura. Preciso dizer que esse exemplo de trabalho com crianças e adolescentes deveria ser servido de modelo para outras cidades, depois de ter vivenciado, com os jovens do Núcleo da Criança e Adolescente das antigas pedras de abelha, chego a conclusão que é preciso dá um pouco mais do meu trabalho ao chão que nasci, nem que seja a meia dúzia de jovens. Sabemos que alguns municípios perderam os recursos da Petrobrás e o projeto Cuandu um dos primeiros a ser criado em Carnaubais está entre o que receberam a noticia do corte. Logo me remeto aos discursos de pompas e a oratória pedante dos cantantes da causa mor. Já houve investimentos consideráveis da Petrobrás, do Banco Real, dos violinos que não tocam, da Marcial da Princesa que não batuca e hoje a sinfônica do PDS que o município acaba de conseguir depois de ter sido vetado o projeto em 2006. O referencial de cultura ainda não foi construído na cidade, nem por quem já havia passado e não fez nada, por quem passou e agora passa novamente. Conselhos de direito e tutelares devem ser autônomos e os jovens devem ser tornar protagonizadores das ações. Felipe Guerra é exemplo disso. O monitor de violão foi aluno do projeto e cursa a faculdade de direito, outro chegou de uma favela da Bahia e estuda para o IFRN, outro coordena a secretaria, na hora do lanche cada criança lava o seu prato e guarda no canto certo da cozinha, as aulas de música são digitalizas e acontece numa sala com ar condicionado, os alunos de música que completaram a idade de sair do projeto fazem parte de uma banda de forró e do quinteto de metias que toca MPB. As pessoas na rua reconhecem os adolescentes como meninos do Projeto Abelhar e é desse refencial que falo, que não existe em minha cidade. Os gestores desatentos quando enxergam um pouquinho a cultura é com a visão utilitária de ocupar apenas o tempo dos jovens, não pensam a longo prazo e acomodam pessoas despreparadas para lidar com a base da construção cidadã. As empresas que investem nessas ações querem promover a responsabilidade social e o Marketing Cultural, coisa que todo mundo sabe. Alguns municípios nem disso se utiliza culturalmente, cumprem apenas o basiquinho sem muita ousadia, enquanto grande parte da juventude dança e tomba em pedras de Crack, projetos nascem e morrem com muita naturalidade como se fossem mandacaru em cima de torrão seco, a emoção, o lúdico, o encantado, o sentimento de amor e companheirismo não é atiçado como deveria. Criar e manter projetos que cuidem melhor das crianças e jovens, que ofereçam verdadeiras alternativas de lazer, arte e profissionalismo deve ser tônica de um futuro mais responsável. Quem quiser que ache ruim o que digo, que torça o nariz, não vou parar de dizer o que desejo, pensando apenas no bem de todos nós. Carnaubais precisa acordar do pesadelo e recomeçar o sonho perdido, vale rezar uma oração antes de cair no sono outra vez.

Zelito Coringa - (Vivências com os Jovens do Projeto Abelhar)

domingo, 8 de agosto de 2010

O SONHO PARTIDO

O moído das eleições já começou com direito a poluição sonora e jingles dos mais diversos, alguns criativos, bem cantados, afinadinhos, engraçadinhos com repetição constante dos números do ficha limpa. Outros apenas engrossam mais ainda o caldo da cultura banal da Música Descartável Brasileira, paródias ridículas em sua maioria. Houve um tempo no Brasil em que as marchinhas, chorinhos, frevos, baiões, xotes e sambas faziam parte do repertório da maioria do povo e dos próprios candidatos. Na recente história do nosso país podemos lembrar a canção – Coração de Estudante – de Milton Nascimento, esta embalou o grito de liberdade das Diretas Já, e que a juventude estava presente degustando além do desejo de mudança, a letra, a melodia, a harmonia, a fé e os sonhos contidos. Hoje infelizmente muitos que figuram representar publicamente os nossos jovens e o povo se intitulam aviãozeiros e uma gama de parangolés sem sentido. Se existisse o partido da arte tenho certeza que seria além de filiado, militante e até mesmo um possível candidato. O discurso seria de improviso e terminado assim feito de repente. Se tudo parece uma grande brincadeira com a cara da gente, uma festinha alegre de múltiplas cores. Permita-me brincar de ser um político eloqüente culto e até bobão.
Projeto um: Acabaria com o derramamento de dinheiro em praça pública com bandas sem futuro;
Projeto três: Ensinaria as crianças desde o ensino fundamental a ler o Estatuto do Homem;
Projeto dois: Compraria instrumentos musicais para os jovens desocupados aprender a tocar Hermeto Pascoal;
Projeto quatro: Introduziria na merenda escolar balas de poesia, com rima, métrica e a oração de São Francisco;
Projeto quinto: Cumpriria apenas um mandato para não pensar jamais na sucessão;
Projeto sexto: Reescreveria a constituição em cordéis e recitarei para o público gratuitamente;
Projeto sétimo: Riscaria do mapa a fome plantando nas ruas, quintais e jardins de pedras pés de fruta pão;
Projeto oito: É povo que diz: Viva o Zé Afoito, homem que chegou de marte.
E tome acordes de viola no fim das falações e distribuição de biscoito de carnaúba preta.
Mergulhado na profundidade utópica dos ideais partidários, perco os freios da mentira, e adormeço. Num instante sou sacudido da rede por um carro de som estridente.
- Quando acordei do sonho, estava entre a rosa e os espinhos do talo atravessado na goela. Calo-me, reflito e solto um grito: O meu voto vai ser dado para o candidato que encontrei dormindo.
Zelito Coringa

sábado, 7 de agosto de 2010

ESTE HOMEM É O MEU PAI...

Este homem que eu admiro tanto, com todas as suas virtudes e defeitos. Com sua cara feia, de homem bravo, Intolerante e rude. Este homem carregado de pudores e honestidade, é meu pai.
Este homem que nunca me contou uma história, nos livros da escola, me ensinou muito da vida, mesmo não sendo letrado, ainda é o meu grande mestre. Sei que tenho trejeitos seu e me orgulho disso. Este homem pouco alegre e nada brincalhão, mas às vezes, mudo e pensativo, homem carregado de birra e determinação nos seus afazeres diários. Respeitado por todos ao seu redor, me ensinou valores que pesarei por toda vida e, os repassarei ao meu filho.
Este homem que já me fez fervilhar de raiva, de alegria, de temor, de afeto, ainda que escondido nos seus traços bruto.
Este homem me deu a vida, a ele eu devo agradecer, dele eu devo cuidar nas horas que precisar, por ele eu farei tudo que puder e assim espero que meu filho também me faça quando envelhecer.
Josélia Coringa
Feliz Dia dos Pais!!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

RÉPLICAS DA VIDA



Tenho me convencido de que o tempo responde a tudo, é o melhor antídoto para quem ascende, para quem declina, para quem lança, para quem brota, para quem vai e para quem fica. O tempo se encarrega de dá as melhores respostas, as mais esperadas, as silenciosas, até aquelas desejadas e abafadas como um grito escondido bem dentro da alma. Como é bom esperar pelo tempo, viver o tempo e celebrar com ele nossas vitórias. É uma sensação de agrado, sim! Não seria dissimulada em dizer que não me sinto bem. Ah! Como me sinto grata!...
Ele tem sido generoso, tem me feito esquecer e me feito lembrar, tem me feito crescer, tem me feito calar, tem me feito chorar e me feito sorrir. Aprendi, aprendi com o tempo que não devemos dá um passo maior que a perna se a mesma não tolera o tranco, não devemos nos corromper e devemos acreditar, que devemos ser mais verdadeiros mesmo que haja consequência, que devemos ter esperanças e devemos acordar, que devemos aniquilar o poder de uma hipocrisia, vetar a boca, muitas vezes abarrotada de ânsia para dizer o que a cabeça deseja e tem vontade no momento de fúria, especialmente para alguém que nos fere, nos joga na cara com ar de quem sabe tudo, com ar de quem conquistou o mundo, que não produzimos, que num sentido implícito, não somos capazes. Aí como é bom, ser parte do tempo, viver nesse tempo e saborear as respostas.
Cada dia eu preciso me convencer mais, que o que é feito aqui, aqui se recebe o troco, não é necessário mágoas, má vontade e desprezo, aqui também se acaba e aqui se rende, se deixar render, mas não vale a pena, mesmo que seja penoso demais ouvir as hipocrisias, as oratórias revestidas de antipatia, tem que se ter coração de aço e contrapor a tudo isso com o melhor remédio chamado tempo.

JOSÉLIA CORINGA

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A CIDADE (LER) OU ELA NÃO LÊ?


Parabenizo a iniciativa da Semana Literária que está sendo realizada no Município de Carnaubais. Unir a comunidade em prol da leitura é sempre motivo de grande alegria e que essa ou outras iniciativas aconteçam continuamente.
É fácil falar de leitura, é fácil dizer que a mesma é importante, que nos faz viajar e adquirir conhecimentos. Difícil é tomar gosto e fazer da mesma uma prática constante. Será que nós, educadores e representantes do povo refletimos realmente sobre isso? Por que será que o Brasil é considerado um país que não lê? Na verdade temos comprovado uma força infinita de ignorância na leitura. Fala-se muito e pratica-se pouco.
Agora, atento para a seguinte questão de ordem ortográfica: - Qual a escrita correta da frase publicitária divulgada pela secretaria de educação em blogs, panfletos, sites, folders, dentre outros. Afinal de contas, Carnaubais, cidade que LER ou CARNAUBAIS,CIDADE QUE LÊ? Vamos juntos pensar esta questão de nossa língua portuguesa. LER é verbo no infinitivo e é o verbo conjugado no presente do indicativo da terceira pessoa. Segundo os gramáticos a forma conjugada indica ação que está acontecendo agora ou com freqüência. Dessa maneira, a propaganda evidencia ser a Cidade que não lê. Será que ela lê? Ou não tem lido como deveria ler?
Faço esse registro e sugiro que, em relação à gafe cometida, a correção seja feita sem grandes constrangimentos. Carnaubais precisa ser hoje, amanhã e no futuro a cidade que realmente lê e escreve corretamente.

Josélia Coringa

quarta-feira, 19 de maio de 2010

SE AS MUDAS FALASSEM




Ao chegar em Caxias no Estado do Maranhão - Bateu-me uma grande alegria ao vê logo na estrada da cidade uma imensa fileira de palmeiras todas na mesma altura.
Naquele instante um insight de memória afetiva desalinhou meu juízo. Cidade cuidadosamente arborizada e por coincidência com a mesma planta típica que temos aqui em abundância, pensei que estivesse chegando à Capital dos Carnaubais, mas era mentira do meu pensamento viajante. Pus os pés no chão naquele chão maranhense e escrevi num pedaço de guardanapo isto: Carnaúba, cuandu, quandu, Carnaubeira, símbolo da maior resistência dos aluviões varzeanos, tronco de proteção das ribanceiras, da prosperidade e de palmas que além de produzirem o sustento temporário de muitos bêradeiros apontam a direção do céu na sua palma de cera riquíssima e do mais profundo olho. Quem sabe em pedido de socorro pela devastação ilegal e outros absurdos visíveis, chore sem dizer a dor sentida. Como sujeito encabrestado de poesia dou meu testemunho de fé e coragem em expor esse sentimento verdadeiro, empresto a voz com firmeza a esta causa justíssima, sem a medida da métrica.
Parabenizo quem tomou à iniciativa de plantar as mudas, de firmar o que ainda nos resta como atrativo paisagístico expondo-as em plena via pública. Sabemos que algumas dessas teimosas mudinhas se encontram firmes querendo expandir sua raiz no solo asfaltico e entregue a própria sorte. Qualquer cidadão revestido de bom senso sabe que, não ouve seleção adequada, retirada e plantio dessas inocentes mudas feitas ao acaso de brotar a vida com vivacidade. Portanto, por serem mudas de verdade, quero aqui falar por elas como mero ambientalista. Arborizar não é isso não. Percebe-se amadorismo ao lidar com os brotos, falta de planejamento e resultado exposto aos visitantes atentos como um jardim sem começo, meio e fim. Desejo vislumbrar ao chegar a minha cidade e ao sair para tocar a vida, igualdade e harmônia, deixando para trás e vendo lá na frente a mais bela fotografia. Se as mudas falassem diriam exatamente o que sentem, o que sinto e que não mudo, falo.

Zelito Coringa

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Crônica da Semana - MAMÃE JÁ ME DIZIA



Quando o sol aponta cortando as palmas das carnaubeiras e a luz anuncia a alvorada, debruço-me num papel e na ponta da língua escrevo ao primeiro domingo de maio de 2010, minhas considerações. Não suporto mais vê a boiada rumo às capoeiras sentindo o cheio de esperançosas chuvas, da babuje ou quem sabe matar a sede na insalubre àgua do poço.
Sinto-me cada vez mais consciente de que Mamãe nasceu à frente do seu tempo, me deixou um tesouro precioso, a sutileza da verve poética.
Dizia-me solenemente antes da partida: - O chamariz continuará sendo o mesmo no manejo, basta zunir o megafone do circo com ofertas de pão. Os bordões das miúdas palavras como antigamente chegarão aos ouvidos do povo, fora a ilusão das cores juntas no mesmo alto falante. Aos que são órfão de mãe verdadeira e desatenta na busca do novo, rezo e nas horas que enfeitam os recantos e as musas cantam, prezo. Cada mãe presente é um presente de mãe, mesmo que precocemente.
Atento ao amor dos filhos, legado maior e sustança de carinho em toda vida. Dou um giro afoito e nos quatros cantos avisto, no encontro dos caminhos da bafejada terra, claramente fartarem-se na carência dos mais famintos, desaparecidos aparecerem ligeiramente para festa aguçando os olhos na mesa exposta. Na praça a reunião dos parentes, nas casas o centro da sala vira o centro de referência. Findadas as reuniões, serenatas e as ceias matutinas, chega-se a amorosa tardinha, de bingos democráticos em que a lira canta sorrateiramente, os burburinhos adentram as taperas, sobrados e lares alpendrados festejam votos. Enquanto isso na rede, escrevo, leio e vejo fotos de um velho retrato varzeano.
Mamãe já me dizia: Há motivos de sobra para seguirem adiante.

Por Zelito Coringa – Crônicas do Blog

sábado, 19 de dezembro de 2009

ADEUS FELIZ ANO VELHO! BEM VINDO FELIZ ANO NOVO!


O ANO VELHO APROXIMA-SE DO FIM E AOS EMPURRÕES LÁ SE VAI FINDANDO. PARA ALGUNS NÃO DEIXA GRANDES SAUDADES NEM HERDEIROS DISPOSTOS A ENTORNAR OUTRA COISA QUE NÃO SEJAM LÁGRIMAS DE CROCODILO, ARREPENDIMENTOS, FRUSTRAÇÕES, PESO DA CRUZ. PARA OUTROS, MUITAS RECORDAÇÕES BOAS E INESQUECÍVEIS. COMO DIZIA TIM MAIA EM UMA DE SUAS MAGNÍFICAS CANÇÕES: “E na vida a gente tem que entender Que um nasce pra sofrer Enquanto o outro ri...”E, NESSE JOGO DE DIAS E NOITES, RISOS E LÁGRIMAS, SUCESSO E INSUCESSO, FELIZES SÃO AQUELES QUE APRENDEM AS LIÇÕES DA VIDA! PARA ISSO, NÃO É NECESSÁRIO CURSO SUPERIOR, APRESENTAÇÃO DE MONOGRAFIA, DIPLOMA DE MESTRE OU DOUTOR.
NAS AULAS DA VIDA AS PESSOAS CRITERIOSAS APRENDEM A AGIR COM BOA FÉ SEM SE ENVAIDECER COM COISINHAS NANICAS E PASSAGEIRAS, ELAS PASSAM, ELAS PENSAM ANTES DE PROVACAR VULCÕES OU VOMITAR ESTUPIDEZ. NÃO SE VESTEM DE SABEDORIA E CERTEZA, MAS DE HUMILDADE, NÃO SE SENTEM INSUBSTITUÍVEIS, NÃO MENOSPREZAM, NÃO COMPACTUAM COM AVAREZA E NÃO SE DESTEMPERAM COM O PODER.

PESSOAS CRITERIOSAS ATUAM PARA NÃO CAIREM NO BURLESCO E SE ENCOLHER SORUMBÁTICAMENTE, COMO ACONTECEU E ACONTECE COM MUITOS NA CIDADADEZINHA DOS LEQUES VERDEJANTES E NOS AREDORES DA MESMA. FALAR DEMAIS, APONTAR, JULGAR, DEFAMAR OU QUALQUER OUTRA AÇÃO REPUGNANTE, SEJA NA POLITICAGEM OU FORA DELA, ACABARÁ VOLTANDO AO SEU DEVIDO LUGAR, COMO DIZ O ANTIGO PROVÉRBIO: “Quem com ferro fere com ferro será ferido...” DEUS NÃO DORME, ELE RESPONDE COM UM TEMPO A TUDO, TODOS SALDAM SEUS DÉBITOS NESSE TORRÃOZINHO, COM CRISE OU SEM CRISE. AINDA QUE AS BOCAS SE VEJAM ENGAIOLADAS E AS EDIÇÕES JORNALESCAS NÃO SAIAM A PRAÇA PROPAGANDO PEQUENÍSSIMAS VERDADES E MUITAS GABOLICES TODOS SABEM, TODOS SENTEM, TODOS VEEM.

EU DESEJO QUE 2010 SEJA PRODUTIVO, QUE TENHA COMEÇO MEIO E FIM, QUE TENHA PAZ, QUE CONTINUE florindo AMOR NOS CORAÇÕES DOS BONS E NOS OUTROS, DEUS PARA REPROVAR... Felizes os que vivem um dia depois do amanhã.

Josélia Coringa

sábado, 28 de novembro de 2009

CRÔNICA DE ANIVERSÁRIO PARA O VEREADOR WANDERLEY MENDES



WANDERLEY,
É comum em nossas vidas, um momento em que dizemos: Feliz aniversário! externando uma singela homenagem... o aniversário na vida de todos nós é fato assinalado, período de tempo desenhado, data informal, às vezes formal.
ACREDITO QUE HOJE RECEBERÁS MUITAS FELICITAÇÕES, ESPECIALMENTE DOS QUE TE ADMIRAM E TE GOSTAM. Razões não faltam para ecoar palavras de elogios, pelo que és e pelo que estás aprendendo a ser ao longo dos anos. Desejo que construas uma bonita história de vida, uma valiosa história política...porque não viemos para essa terrinha em vão, todos nós devemos ter propósitos, ideais e lutar por eles, ainda que possamos encontrar pedras, torrões e espinhos no meio do caminho, removê-los com prudência e paciência é a solução.
Meu desejo hoje e sempre, para você, WANDERLEY MENDES, é que, nessa história que vens aprimorando, esteja presente indispensavelmente: a humildade, a coragem, o amor em toda sua plenitude, a fé, o espírito de liderança e a ética(especialmente porque és um homem público). Sendo essas, lapidados com afago, sem dúvidas se tornarás um homem ainda melhor, pois assim é que nos construímos, é assim que nos tornamos pessoas amadas, respeitadas e de paz...
Recordo-me bem, quando estudávamos juntos, na escola Adalgiza, fazendo na época o 1º ano do ensino médio, organizamos uma festa para celebrar a data do teu aniversário( 29/11/1990) e comemorarmos antecipadamente o nosso NATAL, a nossa despedida da turma...(o aniversário de alguém da sala era sempre motivo de comemoração). Coisa que não fazem mais os jovens dessa nova geração, parece que não há mais amizades verdadeiras, os laços afetivos andam se perdendo infelizmente!

lembras? Que turma boa! Boas recordações, bom que você mudou heim?
Tirei do fundo do baú.

Às vezes, aniversários para alguns não tem destaque no calendário, mas possui traços de feriado, de encontros, de conversas jogadas fora, de sorrisos expressos celebrando mais um dia de vida de alguém especial. É muito gratificante notabilizar mais um ano que passa... É muito bom agradecer a DEUS por isso, é dádiva é felicidade!!! Agradeça! Agradeça!
Fazer aniversário é como fazer uma pintura emoldurada que vai decorando com recordações o nosso passado. Pinturas feitas através das cores vibrantes, ALEGRES, formando belas aquarelas, ou até densas, mas carentes de lembranças das coisas que valeram apena viver.
Enfim, enfim, FELIZ ANIVERSÁRIO é ter tanto para dizer com tão poucas palavras. Poucas? Ou muitas? O importante é serem verdadeiras.
Uma nova etapa que se abre, um marco favorável para reflexão e mais uns cabelinhos brancos a comemorar. FELIZ ANIVERSÁRIO! FELICIDADES! FELICIDADES!

Josélia Coringa

DE TODA FAMÍLIA “CORINGA BEZERRA”
PARABÉNS!