Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Aqui Tem Uma Flor!




Certo dia, Buda reuniu todos os seus discípulos e simpatizantes para um discurso, isso era bem comum, o iluminado homem costumava dar longos discursos, passou a vida apresentando sua filosofia, andando por vários lugares onde as pessoas se amontoavam para ouvi-lo. Suas palavras eram avidamente esperadas pelos discípulos, sua argumentação era lúcida e direta sempre que necessário. Os momentos de discurso eram sempre momentos aguardados como encontros de reflexão em que Sidharta Gautama dava conhecimento e transmitia sabedoria a sua comunidade.

Mas, naquele dia, seria diferente. Estavam todos reunidos aguardando suas palavras, algo muito semelhante ao que fazia Jesus no monte das Oliveiras, então Buda chegou com uma flor na mão e não disse nenhuma palavra. Não era um encontro de meditação, era um encontro de palestra, de doutrina, de ensinamentos e aprendizado, então por que ele estava ali em silêncio com uma flor na mão? E assim permaneceu durante horas. Seus discípulos ficaram em desconforto, tentando imaginar: o que ele queria dizer com aquela flor? O silêncio muitas vezes faz as pessoas se sentirem constrangidas.

Buda tinha entre seus discípulos homens que já eram considerados mestres de outros homens antes de se tornarem seus discípulos. Homens de mente ágil, de raciocínio lógico e ágil e muitos deles, ao ver a flor, começaram a filosofar e racionalizar o que representava esta flor e quais palavras poderiam explicar a presença da flor. No entanto, houve um discípulo chamado Mahakasiapa que simplesmente sorriu e riu, o que deixou os outros discípulos mais constrangidos ainda. Sua risada era vista como uma falta de respeito pelos demais. Ao perceber isso, ele riu mais ainda, ele não precisava mais de discursos e argumentações, ele sabia que, por mais que se explique, ninguém entende o que não pode sentir. Para ele, era inclusive uma perda de tempo tanta filosofia, quando se poderia apenas sentar e compartilhar o que não pode ser dito.

E em meio ao silêncio e ao constrangimento, a única coisa que se ouvia eram as risadas de Mahakasiapa, ele não era um erudito, não era considerado um mestre, não era filósofo e nem um argumentador, pelo contrário, era um homem muito simples e rústico. Então Buda foi até ele e lhe entregou a flor dizendo: “Tudo que as palavras podem dizer, eu entreguei aos outros discípulos, o que as palavras não podem dizer, eu entrego a você!”. Acredita-se que assim nasceu o Zen Budismo, uma forma de iluminação repentina, uma transmissão especial, que está além das palavras, o que se alcança apenas por meio da meditação, do silêncio e da contemplação.

A Flor representa o amor que está além das palavras e representa a verdade última, sublime e divina, inalcançável pela razão humana, mas que pode ser sentida e transmitida de mestre a discípulo. Os grandes místicos se consideram amantes de Deus, embriagados do sagrado, são homens que preferem, sempre, silenciar diante do ignorante, ao saber que nada pode explicar o que apenas é possível sentir.

No dia 15 de Novembro de 1908, Zélio de Moraes foi levado a uma reunião espírita, onde estavam reunidos velhos senhores que seguiam o código de Kardec, a ciência dos espíritos, e antes mesmo de iniciar a sessão, Zélio de Moraes afirmou: “Aqui falta uma Flor”. Zélio vai ao lado de fora, busca uma flor e coloca na mesa, talvez a tenha colocado dentro de um copo de água, ou dentro de uma jarra. E mais uma vez, na história da humanidade, a flor cria desconforto e constrangimento. Assim como o amor cria desconforto a quem não o conhece, ou não tem a oportunidade de vivê-lo.

Enquanto a Ciência fala por meio da razão, da lógica e da filosofia, o amor fala por meio do sentimento, do canto e da poesia. Blaise Pascal diria que: “O amor tem razões que a própria razão desconhece”. O amor não necessita de argumentação, o amor é apenas para ser sentido. Por isso, não buscamos na Umbanda doutores ou filósofos entre nossos guias; buscamos o amor do caboclo, do preto-velho, da criança... e algo acontece quando estamos em sua presença, uma transmissão especial acontece, algo que realmente não temos como explicar por palavras, assim é a Umbanda. Por isso aqui não falta uma flor, que graças a Olorum, Zambi ou Tupã, foi trazida por Zélio de Moraes.

Por Alexandre Cumino

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A Demanda sobre a Mãe de Santo




Todo Pai ou Mãe de Santo são atacados espiritualmente. Apesar de serem muito bem guardados e protegidos por seus Guias, Mentores e Protetores, o mundo espiritual inferior visa sempre o ataque aos dirigentes de uma casa por uma simples e lógica dedução militar. O médium chefe é a viga que sustenta em pé a estrutura de uma casa, se essa viga ficar aprisionada a uma cama ou vier a ser derrubada, desabará com ela a estrutura dessa casa; da mesma forma que se o general comandante de um exército vier a ser aprisionado ou morto, o seu exército irá sucumbir por estar  sem aquele que o comanda. Leia o relato:

Certa vez fui procurado e recebi o pedido de ajuda do filho da corrente de um pequeno terreiro. Esse médium, cegamente voltado para sua missão, relatou que uma grande demanda havia sido atirada sobre a sua Mãe de Santo e que ela estava acamada e muito doente. Marquei a visita a casa da Mãe de Santo para os dias seguintes, no sentido de verificar o que realmente estava ocorrendo e em que poderia ajudar.

Quando cheguei ao local, o jovem médium aguardava por mim na entrada da casa ansioso e muito alegre. Durante o contato, o rapaz informou que estava feliz por minha visita, mas graças a Deus não haveria mais necessidade da minha ajuda, já que duas noites antes o Pai Pequeno do terreiro havia resolvido fazer um descarrego na Mãe de Santo e que tudo estava resolvido. Fiquei também muito feliz ao ouvir a boa notícia, perguntei que tipo de descarrego havia sido realizado e com o relato do rapaz fiquei decepcionado.

O jovem médium informou que o caboclo do Pai Pequeno havia realizado um trabalho, no qual o exú (Quiumba) responsável pela queda da mãe de Santo havia sido aprisionado por ele. O quiumba muito violento, na ocasião do descarrego,  informou que se não fosse presenteado e muito bem presenteado pela Mãe de Santo, que ele não iria embora(?)  e com o tempo lhe tiraria a vida e para sair de perto da pobre Mãe de Santo e dela retirar a carga enfeitiçante o quiumba exigia nada menos que o sacrifício de um bode e pasmem, o tal caboclo do Pai Pequeno  concordou em ceder o sacrifício que fora realizado nas matas na noite anterior.

Esse relato deixa claro apenas uma coisa:

Naquele trabalho não havia caboclo algum e ouve mistificação do Pai Pequeno ou então, o tal caboclo era um quiumba que mistificava um caboclo.

O raciocínio é simples:

Um caboclo é um espírito iluminado com força espiritual de elevada envergadura. Agora onde está a força do tal caboclo que permitiu que o tal quiumba recebesse um bode como pagamento para se afastar da mãe de santo, onde estavam as forças do bem naquela noite que permitiram tal atrocidade com o pobre animal?

Concordar com essa atrocidade foi o mesmo que passar um atestado a todos os presentes, de que as forças do mal podem vencer as forças do bem, já que o quiumba se mostrava mais forte que o caboclo e que todo o aparato espiritual superior que acompanha um caboclo, não tem valor algum, já que o tal caboclo permitiu o sacrifício.

Na realidade o que lá foi realizado nada mais foi do que presentear com o sangue do pobre animal uma entidade imunda, que sem dúvidas já rondava e freqüentava  aquela casa, já que a entidade espiritual dirigente séria e verdadeira, havia se afastado de lá há muito tempo, por não encontrar mais naquele local os meios para poder ensinar algo de positivo aos seus frequentadores.

E tem mais, onde estão todos os outros Caboclos, Pretos Velhos, Baianos, Boiadeiros, a linha de Ogum e os Exus Guardiões dos outros médiuns da casa, que se acovardaram diante da demanda com o tal quiumba?

Uma coisa posso lhe garantir, em um terreiro sério, o tal quiumba teria duas opções:

1- Se ele fosse inteligente, desmancharia rapidamente o que havia feito e iria embora com as próprias pernas, enquanto ainda podia andar livremente;

2- E se não fosse inteligente, seria afastado violentamente do local e da vida daquela mulher e seria levado a um local do qual não conseguiria voltar para perturbar mais ninguém. Tal qual fazemos com os marginais, ele seria entregue a linha de Ogum, que o levaria a um local distante e lá o deixariam aprisionado.

Comentário:
Locais como aquele, o nosso País está repleto, está repleto de fanáticos e ignorantes, que buscam uma solução aparentemente mais fácil para solução de problemas.

Se a tal Mãe de Santo fosse verdadeira, ela diria “não” ao caboclo e ao quiumba  não aceitando ceder o sacrifício. Ela confiaria em Deus primeiramente e em seus Guias, se realmente ela fosse verdadeira em sua fé.

Se algum dia vier a acontecer comigo um fato como esse, (o que acho muito difícil) eu vou morrer da demanda, porque jamais cederei o sacrifício, ainda que de um simples  camundongo a um espírito maligno.

Aceitar essa situação será provar que tudo o que aprendi e ensinei até hoje é mentira, será provar que as forças do mal podem vencer as forças do bem, passando a nosso Grande Pai, aos Orixás, aos nossos Guias e protetores, um atestado de  incompetência e falsidade.

Na realidade aquela Mãe de Santo não era nada, vivia ela de seu insano orgulho e vaidade, mostrando aos cegos e ignorantes que a seguiam, forças que ela não possuía, mas mostrava-se forte e competente aos seus seguidores, quando na realidade ela não era nada, não passava de uma simples mistificadora.

Após perguntar ao rapaz se os sacrifícios eram normalmente realizados no terreiro, ele não soube informar com certeza, mas acreditava que eram feitos periodicamente. Essa é a prova de que aquela Mãe de Santo era também de moralidade precária, que era obsediada e que provavelmente em sua iniciação recebeu os ensinamentos corretos do próprio Guia, mas não os seguiu com dedicação, por esse motivo, forçou o afastamento da entidade iluminada, permitindo a aproximação do astral maligno em sua casa.

Raciocine comigo: 

Imagine que um marginal lhe ameaça a vida.

Você vai até a delegacia e apresenta queixa ao delegado.

O delegado prende o marginal e o leva a sua presença.

O marginal, na frente do delegado, o ameaça  e  diz que para não matá-lo você deve presenteá-lo com armas, munição e dinheiro e  o delegado concorda.

Agora pergunto, que delegado é esse, que pactua com o marginal?

O raciocínio e a resposta são lógicos, o delegado é igual ao marginal.

Algumas pessoas de pequena fé no meio umbandista deveriam procurar outras religiões que aceitam gente de cabeça pequena, já que não estão preparadas para compreender o que pratica a Umbanda. Conversando ainda com aquele jovem médium, ele relatou que a sua Mãe de Santo sempre sentiu dores nos braços e que apesar das frequentes visitas ao médico não conseguia a cura.

O despacho com o bode havia sido feito devido as dores daquela mulher terem aumentado muito e que na sua pequena cabeça, o aumento das dores era resultado de uma demanda. Aquela infeliz desconhecia que certas dores inexplicáveis são kármicas, que trazemos da existência anterior certas situações nas quais somos punidos por causa de determinados abusos em vidas anteriores.

Três meses depois, encontrei o jovem médium que informou que as dores da Mãe de Santo haviam voltado.

Agora, por esse motivo, a ignorante Mãe de Santo sacrificou o pobre animal, tirou a vida do animal para amenizar sofrimentos que não serão amenizados porque assim deseja nosso Pai.

As pessoas que sofrem dores inexplicáveis devem compreender que as causas são punitivas, já que  no passado abusaram do livre arbítrio e todo abuso nesse sentido, gera sempre consequências dolorosas.

Se a casa que você frequenta  sacrifica animais, caia fora de lá enquanto ainda pode e procure ambiente mais sadio enquanto é tempo, não seja fanático.

Por Pai Paulo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Você Acredita nos Seus Guias?




Você acredita nos seus Guias?

Em nossa religião, temos diversos guias, mestres e mentores, que são espíritos em evolução, outros em ascensão plena e outros até evoluídos, que direcionam os trabalhos de Umbanda em outro plano amparados pelos Sagrados Orixás.
Analisando isso, somos muito bem amparados e guiados, por espíritos que nos amam e que tem uma afinidade ímpar conosco. Muitos de nossos guias mais próximos possuem uma ligação familiar de muitas vidas passadas e trazem como missão nesta passagem da vida nos amparar e nos guias conforme nossas necessidades e merecimentos em cada momento de nossas vidas.

Mas a grande pergunta é: Você acredita no seu guia, ou na sua banda?

Vejo muitos médiuns de Umbanda, por muitas vezes duvidarem do trabalho dos seus guias e até mesmo questionando suas orientações para com você e outras pessoas. Vejo também a famosa frase: “Mas meu Guia não me ajuda por que”? Só ajuda os outros?

Devemos primeiro entender que nós médiuns somos canais, veículos de espíritos evoluídos que nos guiam, orientam e ajudam a quem necessitar e merecer (inclusive nós).

Não confunda seus medos, sua incertezas com a força e a capacidade dos seus guias. Nossos guias nos ajudam o máximo que podem, dentro da Lei Maior e da Justiça Divina, e se por algum momento de sua vida eles “não te ajudarem”, pode ter certeza: é um momento que você deve firmar suas pernas no chão, ser forte e adentrar de cara na situação, pois a sua vida quem deve viver é você.

Nossos guias não são muletas ou muito menos babás, para ficar nos mimando ou nos bajulando. Os guias são espíritos que nos fazem crescer, pensar e principalmente sermos racionais assim andando com nossas próprias pernas.

Quando a incerteza bater em sua porta, a vaidade, e o ego tentarem te acolher, firme sua cabeça em Deus, nos Orixás, e em seus guias. Pode ter certeza que se você acreditar, o seu mundo irá mudar, seus guias lhe mostraram o caminho para você percorrer. Suas decisões você que deve tomar e aceitar as consequências também.

Não importa se você errar, falhar, cair, os guias sempre irão te amparar, desde que você confie neles e em Deus e tenha plena certeza de que você está aqui para aprender, seja lá como for.

Confie em você, na sua natureza, e com certeza através dessa confiança seus guias se manifestarão em sua vida naturalmente e com muito poder de realização.
Confie.

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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