Espiritualizando



Fé Racional

"Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio." (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

Espiritualize-se...

Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.

Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.



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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Falando de Caboclos




Caboclo é um Mistério na Umbanda, uma linha de trabalho, uma falange, um grau, o identificador de entidades que trabalham nesta vibração que está ligada ao Orixá Oxossi, o Orixá das Matas.

Existem caboclos de todos os Orixás e todos têm algo em comum que os identificam como tal presentes em sua forma de apresentação.

Nossa essência, nosso, espírito, não têm cor, nem raça. Muitos podem entender o que isto quer dizer, mas viver assim só é possível para aqueles que já se desapegaram da matéria e de sua individualidade, não vivem ou trabalham apenas para si e sim para o todo.

Assim são os Caboclos. Poderíamos escrever páginas e páginas falando sobre o Caboclo na Umbanda, mas, talvez o mais importante, é que eles não sejam subestimados, pois apenas uma coisa é certeza: Embora não pareça, todos eles são muito mais que caboclos. Fato que apenas não é visível ao leigo, pois como caboclos, foi apenas a forma que eles escolheram para se manifestar.

Folclore: Gustavo Barroso (Ao som da Viola, Rio de Janeiro, 1921) fixou o “Ciclo dos Caboclos” (403-419) com documentário poético e anedotal. O caboclo no folclore brasileiro é o tipo imbecil, crédulo, perdendo todas as apostas e sendo incapaz de uma resposta feliz ou de um ato louvável.

Gustavo Barroso lembra que essa literatura humilhante é toda de origem branca, destinada a justificar a subalternidade do caboclo e o tratamento humilhante que lhe davam.

Devíamos escrever Caboco, como todos pronunciam no Brasil, e não Caboclo, convencional e meramente letrado. Caboco vem de Caá, Mato, Monte, Selva; e Boc, Retirado, Saído, Provindo, Oriundo do Mato, exata e fiel imagem da impressão popular, valendo o nativo, o indígena, caboco´bravo, o roceiro, o matuto´bruto, chaboqueiro, bronco, creduo, mas, vez por outra, astuto, finório, disfarçado, zombeteiro. Cabôco, e a pronuncia nacional, mesmo para os letrados que escrevem “caboclo”, Caá-Boc, tirado ou procedente do mato, registra Mestre Thedóro Sampaio.

Depois de toda esta explicação de Câmara Cascudo, fica claro o que quer dizer a figura do caboclo em nossa cultura.

Com a dizimação do índio em nosso convívio, o tempo vai dissociando sua imagem da palavra, e cada vez mais o vocábulo caboclo vai se tornando na figura de linguagem um homem simples.

Os espíritos que militam na Umbanda, se dividem em falanges ou povos, sejam de caboclos ou de pretos-velhos, baianos, boiadeiros, marinheiros, crianças, ciganos, exu e pomba-gira.

Vemos uma identificação despersonalizada de ego que caracteriza aqueles que estão acima da identidade individual, ou seja, as entidades na maioria das vezes não usam seus nomes de batismo, estando aquém de qualquer identificação, transcenderam a individualidade.

São muitos espíritos que usam o mesmo nome como: Pena Branca, Pena Verde, Pena Roxa, Pena Vermelha, Pena Dourada, Flexa Branca, Folha Branca, Sete Flexas, Sete Penas, Sete Folhas, Sete Montanhas, Ventania, Rompe Mato, Urubatão, Ubirajara, Aimoré, Tupinambá, e outros.

Chegamos até a encontrar num mesmo terreiros dois ou mais caboclos que usam o mesmo nome, pois não é seu nome como indivíduo, e sim, um nome que identifica seu trabalho e a força que o rege.

Por exemplo, Pena Branca é de Oxossi e Oxalá; Pena Dourada é de Oxossi e Oxum; Sete Montanhas de Xangô; Ubirajara de Oxossi e Ogum, etc.(1)

SONORIDADE DOS CABOCLOS

É possível falar-nos sobre a magia das cantigas e sonoridades dos caboclos da Umbanda, descendente do magismo tribal mais antigo do planeta?

A estreiteza de opinião oriunda do desconhecimento, aliado ao preconceito, favorece as “superioridades” doutrinárias e as interpretações sectárias.

Os fundamentos dos mantras e seus efeitos curativos (vocalização de palavras mágicas) fazem parte dos ritmos cósmicos desde os primórdios de vossa civilização. Os vocábulos pronunciados, acompanhados do sopro e das baforadas, movimentam partículas e moléculas do éter circundante do consulente, impactam os corpos astral e etérico, expandindo a aura e realizando a desagregação de fluidos densos, miasmas, placas, vibriões e outras negatividades.

Assim como as muralhas de Jericó tombaram ao som das trombetas de Josué, os cânticos, tambores e chocalhos dos caboclos desintegram poderosos campos de força magnetizados no Astral, bem como o som do diapasão faz evaporar a água.

Os infra e ultra-sons do Logos, o Verbo sagrado, deram origem ao Universos e compõem a tríade divina: som, luz e movimento.

Como o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, se pronunciardes determinadas palavras contra um objeto ou ponto focal no Espaço, mentalizando a ação que esse som simboliza, será potencializada a intenção pelo mediunismo do caboclo manifestado no médium, e energias correspondentes serão movimentadas. Ao mesmo tempo, cada chacra é uma antena viva dessas vibrações que repercutirão nas glândulas e nos órgãos fisiológicos,alterando os núcleos mórbidos que causam as doenças, advindo as”notáveis” curas praticadas na Umbanda.

É comum religiosos e exímios expositores de outras doutrinas acorrerem a ela,sorrateiramente, às escondidas, com os filhos ou eles mesmos adoentados, ditos incuráveis pela medicina materialista, tendo sua saúde reinstalada, para depois nunca mais adentrarem um terreiro. A todos o manto da caridade dá alento, sem distinguir a fé fragmentada de cada um.(2)

Okê Cabclo, Salve Oxóssi!




Fonte:

(1) Alexandre Cumino

(2) Norberto Peixoto e o Livro A Missão da Umbanda

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Oração ao Caboclo



Abençoado seja meu Caboclo de Aruanda.

Faz de mim um instrumento de vosso trabalho, que eu seja vosso arco e vossa flecha.

Em momentos de tensão, a corda se esticará e o arco irá se dobrar, mas jamais irá se romper.

Ensina-me a não sucumbir diante das adversidades da vida.

Hoje o céu está tempestuoso e o ar congelante, mas o amanhã virá e com ele dias de sol e calor.

Afaste-me do confronto com meus inimigos, mas se o choque for inevitável, que eu tenha a força e a coragem de lutar.

Afaste o medo da derrota, já que sempre há a possibilidade de um novo recomeço.

Ensina-me a arte da paciência, pois às vezes é necessário esperar um dia inteiro, até que a caça caia na armadilha.

Ensina-me a linguagem mágica das plantas, para que eu possa conhecer os mistérios da vida.

Vossa nudez é libertadora, ensina-me a andar nu, pois tenho que vestir-me todos os dias para ser uma pessoa que não reflete minha verdadeira natureza.

Meus pés descalços irão penetrar a terra, ligando-me ao grande Deus Tupã.

Faça de mim uma flecha de luz, atirando-me aonde a escuridão imperar.

Se eu ficar cansado, irei recostar-me no tronco da Jurema e adormecer coberto pelas suas folhas, ouvindo o canto dos pássaros anunciando o fim do dia.

O som da cachoeira irá embalar meus sonhos.

Quando chegar a hora da passagem, amarre minha alma na ponta da flecha, suba na mais alta montanha, estique a corda ao máximo e lance-me rumo ao infinito.

Assim Seja...


Texto escrito pelo irmão Fabio Vieira

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mensagem do Caboclo Ventania aos trabalhadores de Umbanda



Filhos queridos, índios guerreiros da Taba de Jesus.

Desempenha com ardor a missão a que foste chamado, em vista do bem dos seus irmãos, para a glória de Oxalá, o nosso amado Jesus.

Lembra-te, sempre, que na humildade de quem busca, na submissão sublime à ordem e à disciplina para alcançar o sagrado, está o segredo do êxito de tua caminhada mediúnica.

A tua felicidade, embora não pareça, está atrelada à tua missão religiosa.

Seja prudente diante dos fatos que ocorrerem na tua vida.

Olhai tudo com olhos de fé, desprovidos de crendices e superstições, mas buscando, nos sinais, o positivo e concreto na ação das sagradas vibrações, que sempre estão vibrando para o equilíbrio e harmonização do teu ser.

Filho, a tua missão na Umbanda deve ter como caminho o estudo, a disciplina e o trabalho; e como meta e finalidade a caridade praticada e dinamizada, para alcançares o teu irmão em desequilíbrio e sofrimento.

Busca, em tudo, Jesus, pois é a ação do Divino Oxalá que se faz presente nas vibrações sagradas projetadas pelos Orixás

Fica no manto pacífico de Maria, a Divina Mãe.

Sempre, o servo a serviço de Jesus.


Caboclo Ventania

terça-feira, 17 de abril de 2012

Mensagem do Caboclo Tupinambá



Nos tempos de tribo, em que toda tecnologia que tínhamos era o arco, a flecha, o machado de pedra e alguns outros utensílios, e que nossas maiores aflições eram como garantir o alimento caçado do dia para nutrir a tribo e vez por outra defendê-la de rivais territoriais.

Preocupávamos acima de tudo com a nossa continuidade, com o legado que deixaríamos aos nossos descendentes e que não era terra, ou qualquer materialidade, até porque nada nos pertencia, tudo era da natureza, dela extraíamos o sustento, o abrigo, o ensinamento. A natureza ensina…

Ensina que não há árvore sem raiz, que os pássaros não cantam quando aprisionados, que a água sempre vence os obstáculos devidos sua essência maleável. Que o ar é invisível, para que ao menos ele, não queiramos deter.

Ensina que os ventos sopram a continuidade dos ciclos, transportando sementes e microorganismos de um lado ao outro para que tudo flua naturalmente, e ensina que tudo tem seu tempo, não há tempestade que não cesse e que não há calmaria eterna, o primeiro sacode e revolve as estruturas “acomodadas” e inférteis para que o segundo encontre novas possibilidades de superação e continuidade da vida.

No entanto, aprendemos isso sobre a natureza porque nossos antecessores nos ensinaram ler a natureza. Lê-se a natureza observando em silêncio.

Hábito cada vez mais distante dos filhos encarnados neste período da Terra. O tempo que sempre foi o “Deus da Razão”, agora é caro e acusado por faltar aos filhos da Terra.

Então, diante dos conflitos, as tormentas e enfrentamentos, vocês, filhos da Terra, continuam num processo obsessivo em busca de facilitações, de encurtamento do trajeto, de se possível enganar a natureza. Buscam-se respostas e responsabilidades fora, no outro, nas coisas, no mundo e quase sempre se isenta diante os fatos.

Pratique o silêncio!

Quem não sabe silenciar, não escuta o coração, não entende o que é intuição e não capta a ajuda espiritual.

Silencie!

Pois o barulho confunde, palavras e tentativas de justificativas constantes ludibriam e paralisam.

Silencie!

No silêncio da boca serrada, resta-lhe o pensamento, a consciência não falha e diante dela seja honesto, humilde e coerente.

Silencie!

E compreenderá que para tudo tem uma resposta em você e que tudo tem um sentido de ser e se ainda não compreender é porque não silenciou o sabotador dentro de você.

Silencie!

E então, harmonizar-se-á com o fato de que tudo tem um ciclo natural para acontecer, para ir e vir, para fluir, para ser.

Silencie!

Aprenderá que as tormentas sacodem, as tempestades amolecem e que como vieram se vão, o que importa é como você estará depois dela.

Silencie!

Para aceitar que a bonança não é acomodação, não é falta de desafios, mas sim a oportunidade de trabalhar ainda mais intensamente e melhor caso tenha amadurecido e se fertilizado durante a tempestade.

Silencie!

E responda: O que é que você esta deixando para os seus sucessores?

Silêncio, Pratique!


Mensagem de Rodrigo Queiroz sob inspiração do Caboclo Tupinambá

Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.

Caboclo Índio Tupinambá

Caboclo Índio Tupinambá
"...Onde quer que Você esteja... meu Menino... Estarei Sempre com Você... Anauê!"

Luz Crística

Pense Nisso...

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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